31 maio 2008

O que queria dizer Luís Filipe Menezes com pseudo-elites? (IV)

Será que as conversões forçadas deram alguns resultados? Penso que sim.

O que queria dizer Luís Filipe Menezes com pseudo-elites?(III)

Negativo: Anti-Regionalista e representa aquilo que mais de enfadonho possui as cortes sociais democratas: A sede de Poder.

Positivo: A perda, eventual, da maioria absoluta do Partido Socialista pela verdadeira esquerda.

O que queria dizer Luís Filipe Menezes com pseudo-elites? (II)

O meu palpite foi errado, cá estão os resultados da secção social-democrata em Cabeceiras de Basto:

Cabeceiras de Basto:

Patinha Antão 1,32%

Pedro Santana Lopes 35,53%

Manuela Ferreira Leite 32,89%

Pedro Passos Coelho 30,26

Portanto foi a aclamada "ala populista" que venceu em Cabeceiras de Basto.

Adenda: Nas Terras de Basto, o candidato da "ala populista" singrou, ganhando nas secções de Cabeceiras de Basto e Celorico de Basto. Em Ribeira de Pena foi a candidata Manuela Ferreira Leite da "ala nobiliárquica" que venceu. Em Mondim de Basto foi o candidato da "ala pseudo-liberal/populista", Pedro Passos Coelho, que reuniu o maior número de votos.

O que queria dizer Luís Filipe Menezes com pseudo-elites?

Concluiu-se hoje, em Guimarães, as Directas para o Partido Social-Democrata. Ganhou Manuela Ferreira Leite. Acusada de representar a "ala nobiliárquica" do partido, ela manterá a enfadonha e indefinida mescla ideológica deste partido, que há muito perdeu a matriz social-democrata.

A nobreza laranja rejubila-se. A definição ideológica é adiada.(Embora, neste campo, nenhum dos candidatos tinha um proposta coerente e definida)

O discurso político, a partir de agora, centrar-se-à na Economia, Finanças e alguns assuntos que no futuro sejam apetecíveis a nível político, i.e., aqueles que poderão servir para desviar alguns votos do outro partido do bloco central que andará a assediar/conquistar o espectro eleitoral mais afecto à direita.

Já agora, alguém sabe quais os resultados das eleições em Cabeceiras de Basto? Quase que aposto que foi a M.F.Leite a mais votada.

Sobre o que acontece hoje na Cidade Berço, nada melhor que ouvir um homem da luta sobre as eventuais "batalhas" do passado e do presente

Entrevista ao Jel, vocalista da bélica banda Kalashnikov, à GuimarãesTv

Nós podemos ter uma palavra no assunto

Para acabar ou pelo menos intentar que isto acabe

e que "eles" parem de nos...

façamos um boicote às empresas que, com especulação e indecorosamente, abusam e obtêm lucros escandalosos à custa do "maltrato" aos consumidores. Dia 1, 2 e 3 de Junho adira ao boicote às três maiores "especuladoras" (GALP, BP e REPSOL). Se é com o consumo que se sobrepõem é com a falta dele que cairão.

30 maio 2008

Um voto de acreditar

No período onde as políticas ou um conjunto de implementações que bajulem o neoliberalismo denunciam as nefastas consequências sociais e económicas que se vive, parece óbvio, que a crise actual, descredibiliza qualquer política deste cariz ideológico a implementar no futuro.

O Estado, uma instituição bem mais lata do que o Estado-providência, necessita de se fortalecer em medidas e acções. Como não acredito na geração espontânea na política, espero que sejam os cidadãos a impor, através das suas reivindicações e necessidades, o alinhamento político focado nestas problemáticas. Porque a História é uma profecia do futuro, convém lembrar que o comodismo em muito negligenciou o nosso País. Nos tempos que correm as crises económicas têm, por omissão, o papel denunciante de apurar as deficiências ideológicas, sociais, políticas e económicas num dado tempo. Ora, basta-nos olhar para que acontece actualmente, a todos os estratos da vivência social, para consciencializar que algo correu e corre mal. São as obliterações do papel do Estado, a falta de responsabilidade de quem, com a bandeira da causa-comum, corrompe e se deixa corromper, a responsabilidade nunca atribuída, a impunidade de alguns e a punição injusta de muitos, que muito contribuem para a situação actual.

Como já referi anteriormente, convém analisar os factos e avaliar o alinhamento político nas medidas governativas. É com o cidadão que está a mudança. A quebra das amarras, se algo está mal têm-se que mudar. Conformar com o inconformável é que não.

Vivo de ideais. Só assim consigo encarar o futuro de tudo o que gira a minha existência nesta sociedade, neste País. Acredito que nada é imutável. E que, também, nada se modifica e dinamiza sem o princípio de acreditar e querer. A nível político acredito num conjunto de princípios sócio-políticos que visem a implementação da igualdade perante a lei e a sociedade. Todos nascemos livres e iguais e com o direito à livre determinação e à diferença na nossa existência.

Como acredito na existência, na política, quem queira mudar e corrigir certos erros que, de uma forma constante, tem assolado o País, a minha crença na construção de um País melhor, dinamizador e desenvolvido recai sobre um partido com o qual tenho afinidades ideológicas e penso possuírem propostas de mudança sustentáveis e exequíveis. Este partido, ou melhor este conjunto de ideias e ideais consubstanciados em várias correntes de opiniões, intitula-se de Bloco de Esquerda. Acredito nele. E com ele penso existir uma réstia de esperança em que algo mude para melhor. Mas isto é apenas a minha mais singela opinião.

Cada um como cada qual. Espero que reflictam com que se passa à nossa volta, analisem os factos e as razões, ponderem e escolham qual o modelo político mais credível, mais congruente com os vossos ideais, mais idóneo. Mas que não se conformem e tenham a consciência de que a nossa palavra, embora singular e anónima, contribui e é essencial para a mudança. A mudança que o País necessita.

29 maio 2008

Making waves on the water

Pelo menos uma empresa controlada pelo investidor Joe Berardo e pelo banqueiro Horácio Roque foi alvo de buscas por parte do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) do Ministério Público.

A meio da tarde de ontem, o "negócios online" assegurava que se tratou de mais um passo na "Operação Furacão", no âmbito da qual têm sido investigadas suspeitas da prática de crimes de fraude fiscal, através do recurso a facturas falsas, e branqueamento de capital pelo uso de sociedades "off-shore".[ jn]

O deputado do PSD Paulo Pereira Coelho, o anterior presidente dos Correios, Carlos Horta e Costa, e agências do Millenium BCP foram alguns dos alvos da vasta operação de buscas policiais efectuada, ontem, no âmbito do "processo CTT". Em Lisboa, Coimbra, Figueira da Foz, Batalha, Porto e na Madeira, 95 inspectores da Polícia Judiciária (PJ), 14 procuradores do Ministério Público (MP), nove juízes de instrução criminal e 12 peritos, acompanhados de seis representantes da Ordem dos Advogados (OA), "varreram" 52 residências, empresas e escritórios de advocacia. Procuraram documentos que os possam ajudar a provar a ilicitude de vários negócios da anterior administração dos Correios, já censurados pela Inspecção-Geral das Obras Públicas, no inquérito pedido pelo actual Governo.

A investigação judicial tenta descortinar um amplo leque de crimes - desde corrupção a evasão fiscal, passando por tráfico de influências e participação em negócio - e dá especial atenção à alienação do maior prédio que os CTT detinham em Coimbra.[ jn]

Espero que com o agitar da água se clarifique algo.

'Eles' impunham unilateralmente, e nós embora sabendo da concertação dos preços não poderíamos denunciar, 'eles' eram muito simpáticos

A Comissão Europeia aplicou uma multa de 8,6 milhões de euros à Galp Energia por concertação de preços no mercado de betume para asfalto em Espanha, anunciou o executivo comunitário em comunicado.

Mas o mais interessante é:

"A Galp Energia sabia em 1994 da existência do cartel, mas nunca colaborou com ele, vendendo sempre acima do que estava estipulado", afirmou à Lusa o porta-voz da empresa Tiago Villas-Boas.

"O cartel impunha unilateralmente à Galp Energia uma quota de 48.000 toneladas/ano, num mercado de aproximadamente 1,5 milhões de toneladas/ano [...]", refere a petrolífera em comunicado.

via Zero de Conduta.

28 maio 2008

"Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida. (AP 2:10) ..."

"(...)Ribau, transportado para o primeiro plano da política nacional por Menezes, que o fez seu secretário-geral, não se conteve e zurziu forte e feio na decisão de o (ainda) líder abandonar a presidência do PSD: "Absurda, errada e inacreditável."

(...)"Eu cá estou a trabalhar, o dr. Menezes não." "Uns foram levados pelo pântano de Portugal. Outros pelo pântano do PSD. É a vida." Ribau vota Santana e critica Menezes .

Será que para mim não há excepção? Eu que descasco cebolas e reviro a carne, a cozinhar, num magnífico molho sempre com o desnudo nas mãos

Autarcas pedem zona de excepção à ASAE.

Destruído o "Picadeiro de D.Nuno Álvares Pereira" ?

Segundo uma notícia avançada pelo jornal "O Basto", assistiu-se na freguesia de Pedraça, à eliminação de prováveis vestígios arqueológicos de um picadeiro pertencente a D.Nuno Álvares Pereira* por força de máquinas ao serviço do ímpeto imobiliário.

Ao confirmar-se a violação hedionda ao património histórico desta região e deste País, exigir-se-à justiça e responsabilidade.

27 maio 2008

Visões sobre a vergonha

O que se faz e o que se continua a fazer.

Verdades inquestionáveis

(Retirada daqui).

Vícios de um pé rapado aspirante a burguês mas com interior de operário na terra da velha aristocracia

As trovoadas de água não me impediram de visualizar a pilha vertical de cartazes em formato panfleto, possuindo frases pedagógicas cortadas, literalmente, e tiradas do contexto, dedicada ao "Zeca Afonso" em exposição da nossa mui selecta Casa Municipal da Cultura.

Reneguei ao prosaico do dia (faltei aos deveres pessoais) e resolvi enfrentar a intempérie para visitar a exposição. Claro, obedecendo às normas da casa, e visitei-a no horário (in)apropriado, um dia à escolha entre Segunda e Sexta-Feira e no horário "flexível" das 9 da manhã inté às 17 e meia da tarde. Ficou a delícia nos olhos e o regresso atribulado à humilde realidade.

Crispai as críticas

Não é uma má ideia: Por que não nacionalizar?, Mário Crespo no [jn].

26 maio 2008

Erguei-vos contra a injustiça e acabais despedidos pela justa causa da injustiça

Dez a doze trabalhadores da Fapobol (Fábrica Portuense de Borracha) receberam carta de despedimento, com a empresa a invocar como "justa causa" a participação numa manifestação, em que exigiram o pagamento de salários em atraso. Segundo o jornal Público de Sábado passado, o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Químicas do Norte (Sinorquifa) vai apoiar quem quiser recorrer da decisão da administração da empresa.

Insurgi-vos e sois punidos. A falta de justiça ou a sua deficiente aplicação, no nosso País, é um grande entrave à resolução de problemas endógenos. Como de pão para a boca, precisámos de justiça. Pois, meu caro Fernando, precisamos de ler para podermos acreditar e revoltar-nos.

Ups...

Foi apresentada pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, nos termos do disposto no Decreto -Lei n.º 93/90, de 19 de Março, com as alterações introduzidas pelos Decretos -Leis n.os 316/90, de 13 de Outubro, 213/92, de 12 de Outubro, 79/95, de 20 de Abril, e 203/2002, de 1 de Outubro, uma proposta de alteração da delimitação da Reserva Ecológica Nacional para a área do município de Cabeceiras de Basto, que substitui a constante da Resolução do Conselho de Ministros n.º 178/96, de 24 de Outubro.

Tal proposta enquadra -se na estratégia de desenvolvimento definida no Plano de Urbanização da Vila Sede de Concelho.

A Comissão Nacional da Reserva Ecológica Nacional pronunciou -se favoravelmente à delimitação proposta, nos termos do disposto no artigo 3.º do diploma atrás mencionado, parecer consubstanciado em acta da reunião daquela Comissão, subscrita pelos representantes que a compõem.

Sobre a referida delimitação, foi ouvida a Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto.

25 maio 2008

Same old sheet

Existe nesta região uma hegemonia asfixiante e ébria de conceitos tortos e errados de bares e discotecas. Sítios impunes onde se ouve música suspeita e intensamente repetida aliada aos desvios à lei. Inicia-se o périplo num e acaba-se noutro. A música, o ambiente relativo, o desvario às leis é igual e repetido.

Se não fosse tão pão duro ou se os meus genes abonassem aristocracia com pitadas de burguês e latifundiário, eu abriria, um espaço diferente e sem qualquer compromisso de lucro. Como seria bom. Acabaria-se o som "a martelo", o som era disponibilizado em decibéis regulamentados pela lei, e não pelo dj, ouvia-se música, como deve ser ouvida, em diferentes tons e tonalidades, cumpriria-se todas as normas e preceitos excepto, aquela que parece singrar na nossa sociedade, o do "mais do menos". Mas como não tenho a possibilidade de ser pródigo e não gosto de bancos, fica aqui o desejo.

Dos combustíveis às estradas, a fórmula é a mesma

<< A generalidade dos países europeus tem mais tráfego e menos receitas do que nós, o que mostra que os preços praticados em Portugal são bastante mais elevados do que a média. >> [jn].

24 maio 2008

Então?

Estes senhores desesperam por uma possível "adjudicação" de contrapartidas por parte do Governo. Anos de espera pagos com anos de espera. Pelo menos uniram-se e estão a reivindicar. Cá, pelas Terras de Basto, a desunião reivindicativa alimenta o Tempus. Já lá vão cerca de vinte anos e niente.

Sem preconceitos centralistas, mas descriminando, quantas promessas e obras forma adjudicadas e executadas na nossa "grande" Metrópole (Lisboa) ao longo destes "centrais" vinte anos ?

Culturalize

Foi ontem o aniversário do Museu das Terras de Basto, Museu, o qual, visitei o passado fim-de-semana. O seu acervo ferroviário merece destaque e engrandece a cultura regional. Contudo, necessita-se, embora seja suficiente mas em cultura a humildade é uma restrição, da criação de mais uma infra-estrutura(ou equivalente) para albergar e dinamizar as exposições temporárias.(Cá estou eu a exigir, exigir, e não faço nada para tal).

Realizar-se-à este Sábado uma iniciativa que terá lugar na Biblioteca Municipal em Arco de Baúlhe, entre as 10h00m e as 17h00m intitulada << Ateliê de leitura em voz alta >>.

Esta peca pela sua parca divulgação. (Cá estou eu a criticar, sou mesmo chato)

Soube hoje e por acaso. Visitei o sítio da Câmara Municipal e deparei com esta evento publicado com a data do dia 21 mas só disponível ontem. Penso que já urge a criação de um sítio na Internet com publicações impressas com uma calendarização exacta e precisa (dentro dos possíveis) dos acontecimentos culturais no nosso Concelho. A publicidade é meio caminho para o sucesso de um evento. (Ups, voltei a exigir)

23 maio 2008

Pequenas notas sobre a vergonha

1.O "alto" preço dos combustíveis não se deve à carga fiscal a eles atribuído. Como querem transparecer os alarmistas, as petrolíferas, os neoliberais, os incautos e os desinformados que promovem o populismo e a demagogia.

2. A inócua liberalização dos preços dos combustíveis à qual se deve, em parte, o statu quo dos preços despropositados.

3. Os entraves evidentes à liberalização dos licenciamentos de postos de combustíveis nos hipermercados.

4.Os lucros estonteantes das maiores petrolíferas mundiais no no passado ano de 2007, ao qual a Galp não foge, com fulgor e com um contra-senso numa época onde apregoam que não "descem" o preço dos combustíveis pela famigerada crise petrolífera. Impressionante como a "crise" serve de catalisador nos dividendos.

5. A posição dominante da Galp com cerca de 40 por cento da quota de mercado na área de distribuição de combustível a retalho, poderá ser, uma evidente, posição privilegiada para concertar e impor um preço na revenda de combustíveis.

6. O paradigma da mobilidade em Portugal. Em Portugal prefere-se incentivar o uso do automóvel como transporte individualista, incentivando a utilização dos recursos em projectos que incentivem o tráfego automóvel, em detrimento de outro tipo de transporte.(Repare-se nos colossais investimentos do Estado em travessias, rodovias, auto-estradas e outras vias "amigas" dos petrolíferas para os próximas anos).

7. A imposição burocrática e inconsequente por parte das entidades governativas, às alternativas ao ISP, desincentivando as alternativas.

8. O Estado como criador e alimentador do oligopólio do Petróleo e não criando e incentivando o exemplo da alternativa. (Porque razão TODA a frota de veículos do Estado não são veículos movidos a um combustível alternativo, e, existem veículos de gastos exagerados e de performance desportiva. Repare-se quanto mais se "sobe" na escala hierárquica da estrutura estatal mais poluente, despesista e luxuriante é o veículo atribuído).

9. Já agora, onde estão os desígnios nacionais para a sustentabilidade ambiental? Espero que a crise "apure" e despolete estes desígnios e que que máxima aprender com os erros se sobreponha.

O laço aperta-se

O coordenador do estudo “Um Olhar Sobre a Pobreza”, Alfredo Bruto da Costa, não tem dúvidas: os baixos salários são um problema grave, que contribui para a pobreza em Portugal. É preciso aumentar os ordenados e democratizar as empresas.

Um realístico e desconcertante estudo. E, por vezes, temos de nos deixar de panos quentes, porque, como em quase todos os problemas em Portugal, um dos factores principais para isto é a mentalidade tacanha e individualista que possuímos. Mais que os salários baixos, a gestão incompetente, e a falta de vontade de combate, transversal a toda a sociedade, é a inércia em mudar o conjunto de opiniões e de preconceitos relativamente a este grave problema estrutural que corrói e aprofunda o apertar do laço.

22 maio 2008

Eleitos no demérito

<< Santana Lopes apela ao voto por convicção no PSD >> [Público]

Estes velhos políticos anseiam serem eleitos por convicção invés de serem eleitos pela qualidade da programática eleitoral com opções e medidas para o País. Será porque as convicções são algo "maleável" e extremamente útil para a fuga de responsabilidade aferida pela falta de um programa eleitoral competente e objectivo?

De convicções estamos fartos.

Incentivem as famílias

<< Dos 308 municípios portugueses, 127 não desenvolvem boas práticas de incentivo às famílias numerosas, diz associação que as representa. Estudo revela resultados de quase seis anos de sensibilização. >> Conclusão de um estudo elaborado pela Associação Portuguesa das Famílias Numerosas (APFN)

Neste estudo elaborado pela Associação Portuguesa de Famílias Numerosas (APFN), [especificando, o estudo intitula-se POLÍTICA DE FAMÍLIA MUNICIPAL, baseado num inquérito realizado a todas as autarquias do País no mês de Setembro de 2007 (podem visualizá-lo aqui)] o concelho de Cabeceiras de Basto pertence ao conjunto de autarquias que não desenvolvem boas práticas de incentivo às famílias numerosas, i.e., não é incluído no resultado do estudo.

A grosso modo, e baseado no estudo, o nosso concelho não possui: Um Bilhete de Família; Descontos para Famílias; Actividades Culturais gratuitas (para famílias); Descontos Transportes para membros de famílias numerosas; Cartão de Família Numerosa; Prestação Financeira a famílias; Medidas de apoio à Habitação a famílias; e Mapas de tarifário de Equidade [sobre todo o tipo de taxas municipais]; Mapas Tarifários Desconto e outras medidas de apoio individual e familiar assistencial.

[Para se entender a abrangência das medidas enunciadas e suas implementações, aconselho a leitura do estudo]

Já aqui escrevi sobre as injustiças tarifárias que incide nas famílias cabeceirenses, e este estudo vem comprovar a falta de apoio municipal sobre as questões sociais e económicas que aflige as famílias cabeceirenses. Portanto, aconselho a leitura (podem visualizá-lo aqui), do estudo para a consciencialização das medidas necessárias e imperativas, atendendo à conjuntura sócio-económica do nosso concelho, a implementar.

Anseio que este estudo sirva de base para melhorar o apoio municipal e que as entidades competentes demonstrem vontade e humildade para melhorar o apoio municipal às famílias. De um modo simples e eficaz, ao melhorar as medidas de apoio muncipal às famílias, está se a incentivar à fecundidade e ao bem-estar familiar, e isto, poderá garantir um combate sério e rubusto ao flagelo da Desertificação Humana que ameaça o nosso Concelho.

21 maio 2008

Todos temos um David e um Golias dentro de nós, o importante é saber qual deles se sobrepõe

David com a cabeça de Golias (1609-10), Michelangelo de Merisi "Caravaggio"

E com água se restinge

O secretário de Estado da Defesa do Consumidor admitiu que a nova taxa de "disponibilidade de água" criada pelas autarquias para substituir a cobrança do aluguer dos contadores pode ser ilegal. Falando no Fórum TSF, Fernando Serrasqueiro aconselhou os consumidores a protestarem contra esta taxa. Mas a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) afirma ter recebido um documento da mesma Secretaria de Estado a aprovar a taxa.

(...)"a disponibilidade do serviço está incluída no próprio serviço, já que quando se faz um contrato da água, luz ou gás, a empresa não se obriga a servir o cliente apenas num determinado horário, mas sim 24 horas por dia. Por isso, não faz sentido cobrar para o serviço estar disponível. É uma obrigação acessória",

Compete às entidades governativas locais e nacionais imporem o respeito perante as normas legislativas. A clarificar esta ilegalidade urge em ratificar a taxa. Num momento de "aperto" económico é imperativo a eliminação imediata de qualquer restrição que se sobreponha às normas e que estrangule financeiramente a quem mais sofre com esta ilegalidade. As autarquias, para o bem do respeito e do cumprimento da lei, espero que finem com esta taxa e devolvam o dinheiro ilegalmente "taxado". A brevidade de tal acção poderá ser indicativo da consideração que as entidades responsáveis têm com os cidadãos.

19 maio 2008

Cabeceiras de Basto, uma terra de Turismo

Em Celorico de Basto, reluz uma alternativa viável, com um retorno económico iminente, à degradação visível do património imobiliário de grande qualidade histórica que lá está implementado. São cerca de cinquenta milhões de euros em investimento que de uma forma, que poderá servir de exemplo, a Autarquia interveio na possível captação de investimento no sector turístico para o Concelho.

Devido à proximidade geográfica, à confluência de tradições e genética, Cabeceiras de Basto poderá ter como o exemplo o que acontece no Concelho irmão. Padecemos do mesmo mal. Património arquitectónico em debanda e abandonado. Visualizámos e sentimos a degradação de um número considerável de património arquitectónico vilipendiado pela incúria, carência monetária ou disputas hereditárias dos seus proprietários.

Rentabilizar o património é uma garantia para a sua conservação. Espero, que de futuro, as entidades competentes e a sociedade civil se baseiem neste caso, ou em similares formas de atrair investimento para o sector turístico, para dinamizar e criar condições de mais valia na qualidade do turismo. A consequência só poderá ser positiva. O Turismo, particularizando, o Turismo Rural assume-se como um meio basilar e de extrema importância, na criação de emprego e riqueza essencial para a terras interiorizadas como a nossa.

Qualquer semelhança é, e só pode ser, uma coincidência (II)

Neste post aludia-se aos golpes eleitorais e às conversões forçadas de cidadãos às listas de militância do PS/Amadora. Agora vem à luz os mesmíssimos mecanismos de conversão forçada só que agora no outro partido do dito "Bloco Central". Este caso remonta às técnicas, já há muito, institucionalizadas nos partidos do "Bloco Central". O PS e PSD contribuem muito para demagogia política e ao estado espírito de desinteresse e repugnância, relativamente à política, que se vive em Portugal.

Interesses

Ao contrário do que aqui é insinuado, considerei a entrevista do Luís Filipe Menezes interessante. Embora me demarque dos assuntos internos do partido social-democrata, existem suspeitas que são confirmadas. Concretizando, confirma-se um partido divido em torno da "casta" política e em pressões internas, que consideram legítimas, que roça o clientelismo e o demagogismo. Este partido, como o outro constituinte do "bloco central", precisam de se purgar.

18 maio 2008

Internal affairs

Não queria, nem tenho como meu este princípio, eliminar certos comentários. Contudo, para o bem do respeito comum e da prevalência de um espaço onde se quer discutir os mais variados assuntos com respeito e cordialidade, terei, a partir de hoje, uma posição mais intransigente com os comentários despropositados. Espero compreensão.

16 maio 2008

O Basto e o bastinho

O Basto- Cabeceiras de Basto

Mais um excelente contributo fotográfico de enriquecimento pictórico na Internet, pelo Francisco Rodrigues.

15 maio 2008

O Corvo do Mosteiro

Está criada uma nova secção de opinião no jornal local Ecos de Basto. O Escritor desta crónica personifica-se numa ave peculiar aliada a uma lenda local. Intitula-se O corvo do Mosteiro.

Na crónica desta edição do jornal, o Corvo, centra-se o discurso nas vivências (quase) constante da vida política em Assembleia Municipal. Claro, que só se lê uma parte da vivência mas a realidade aparenta assemelhar-se. Discute-se a suposta apatia e aparente impreparação da bancada social-democrata nos assuntos discutidos. Salva-se o discurso do deputado comunista José Manuel Marques que, e o Corvo pode discordar, ressalva assuntos não tão pouco relevantes. De salientar a insistência do compadrio por parte da bancada maioritária da Assembleia Municipal, sempre que algum assunto necessita de esclarecimento, caindo-se na redundância e não no esclarecimento.

Quanto à polémica importada, palavras e ideia do Corvo, sobre a defesa em certos processos judiciais da Câmara Municipal pelo advogado Paulo Pedroso e os seus honorários, a resposta caiu na redundância. Afirma-se que o advogado em causa tem carteira profissional para trabalhar em qualquer lugar mas não se responde ao porquê. Indicam que os honorários do advogado assemelha-se a qualquer honorário de um qualquer advogado cá do burgo, ok, mas, já agora, quanto é que é. (redundância)

As contas públicas da Câmara Municipal, gerais e descriminadas, não deveriam ser publicadas e disponibilizadas? Se sim, deveriam ser abragentes a qualquer custo, possível de ser descriminado. Penso que o dinheiro público deve ser gasto racionalmente e apresentado o seu uso aos verdadeiros financiadores do serviço público: aos contribuintes.

Festa da Saúde e da Solidariedade

Realizar-se-à o evento

Festa da Saúde e da Solidariedade nos dias de 16 de Maio a 18 de Maio, em Cabeceiras de Basto, e cinge-se ao lema << Cabeceiras de Basto: um Munícipio Saudável >>.

De salientar todas as iniciativas a realizar nestes dias, estão as iniciativas << Sem parar>> e << Pela sua saúde, mexa-se >>. Um belo dia de Sábado para poder usufruir de todos equipamentos desportivos municipais com um acesso gratuito. Esquecer pelo menos um dia as altas taxas inerentes ao acesso de alguns desses equipamentos por uma parte significativa da população do Concelho.

Contudo, esta iniciativa é de louvar e com iniciativas didácticas e "saudáveis". Fica aqui a calendarização do evento: III Festa da Saúde e da Solidariedade.

14 maio 2008

Novos ares velhos montes

Recentemente, depois da declamação de um estudo polémico contido no discurso do Presidente da República na celebração do vinte cinco de Abril, muito tem se discutido a Política e os jovens. Actos como se visualizou, nestes últimos dias, onde o PR, Cavaco Silva, convidou para discussão sobre o problema as juventudes partidárias dos partidos políticos representados no parlamento, excluindo o jovens bloquistas, por possuírem uma designação e um conceito de "juventude partidária" diferente dos demais.

Ora é aí o busílis do problema dos jovens e a Política. Os próprios políticos, seres exemplares, existem excepções como é óbvio, a denegrir a imagem da política, afastando, consequentemente, quem é minimamente informado.

Claro que o problema do afastamento dos jovens da Política não se centra apenas neste factor. Existem outros. Devidamente identificados mas não resolvidos ou minorados. O costume. Para algumas políticas e políticos convém não refrescar o sector político. Manter os vícios e as infecções é algo imperativo, que poderá estar ameaçado com entrada de jovens conscientes e idealistas para a política, podendo, destituir os velhos vícios e infecções.

A nível local também se sente o problema. As juventudes partidárias sofrem de letargia, não seduzem nem tentam seduzir. Faltam recursos humanos. O sistema partidário local tenta impor, às camadas mais jovens, a velha maneira de fazer política. Por isso peja-se os partidos locais, existindo excepções como é claro, com jovens candidatos a velhos políticos. Deixando os jovens, salubres politicamente, renegados e encostados nas listas contrapondo com a emergência dos que preconizem os velhos valores políticos. Ora, assim, não há sistema que aguente com tanta infecção. E, como é óbvio, perde os partidos, o concelho, o País e, principalmente, a Democracia.

10 maio 2008

Incoerências de alguns, condenam muitos

Desde que raiamos como Nação somos um Povo inquieto e gostamos de nos deslocar, ora por necessidade, por curiosidade ou por algum fulgor anímico. Sabemos que ao nível da estimativa, directa e indirectamente, o povo luso possui cinco milhões de seres distribuídos por os quatro cantos do Mundo.

Não compreendo as exigências de algumas facções nacionalistas em renegar a estes conceitos e incentivar ao nacionalismo como forma de nos salvaguardar como Nação Lusa e ,assim, impedir a migração de seres oriundos de outras proveniências para o nosso País. Provavellmente a incoerência aliada ao conceito da "fácil explicação" de certos acontecimentos com razões injustas, infundadas e de "fácil" relação.

Continuamos a migrar. A emigração está comummente implementada, sofrendo oscilações em termos numéricos que dependem de certas conjunturas sócioeconomicas. É assim e será assim enquanto a incoerência de alguns não se sobrepor aos demais.

o Presidente francês, Nicholas Sarkozy, sendo ele um descendente de emigrantes, tentará implementar uma política de restrição à imigração para a Europa, quando a França presidir à União Europeia. Um contra-senso. Para não falar das razões que, ele e muitos dos que com ele pactuam de ideais onde se fracciona o solo como arauto dos ideais discriminatórios e nacionalistas, como este planeta fosse refém de certas "castas" e não um território global e pertencente de igual modo a todos os seres que nele habitam.

Espero que os representantes portugueses reneguem imperativamente a qualquer medida discriminatória de um espaço que se quer global, a Europa. Que Portugal se relembre da sua História e do presente e faça valer os ideais, de um povo que continua a migrar. Que não caia em pressões e intenções de certos seres que auguram uma propriedade territorial à sua medida e não congruente com a globalidade dos seres.

Somos um País de emigrantes e de imigrantes. A nossa herança genética é uma prova irredutível de tal valia. Hoje hospedamos seres e continuamos a ser hospedados em outros países. Não sejamos hipócritas. De hipocrisia estamos fartos.

Bombeiros Cabeceirenses.

Divulgo aqui o novo sítio na Internet dos Bombeiros Cabeceirenses.

09 maio 2008

Qualquer semelhança é, e só pode ser, uma coincidência

«Não paguei as quotas. Sei que é um esquema deles para ganhar a concelhia. Prometeram-me que iam melhorar as condições aqui no bairro…»

A impunidade da "poluição"

A leviandade com que se trata certos assuntos de importância vital para o nosso País, assuntos estes que exalam importância mas possuem o adjectivo ambiental. Ora, com esta adjectivação, os políticos e os responsáveis governativos descuram a sua competência e agora junta-se o "amigo da onça" E.U.A. e o assunto é empurrado para a ignorância.

Contaminação nas Lajes

08 maio 2008

O maior entrave ao desenvolvimento do País é: o corporativismo pernicioso

Procuradores a desempenhar cargos de direcção começaram ontem a despedir-se da Polícia Judiciária, num movimento iniciado durante a manhã e que tem directamente a ver com a nomeação de Almeida Rodrigues, um polícia de carreira que pela primeira vez desde a fundação da PJ vai ficar à frente da Polícia.

"Sou muito amigo do dr. Almeida Rodrigues, já trabalhei com ele várias vezes, mas também sou procurador-geral-adjunto com dez anos de cargo e por uma questão de estatuto não podia ficar" na dependência hierárquica de um elemento policial - se bem que coordenador superior. "Se eu ficasse, seria mal visto pelos meus colegas do Ministério Público", apontou o magistrado.

Nem preciso comentar.

Um sector económico onde as leis de Mercado não se aplicam

Uma auto-estrada de preços iguais

Pormenores, não tão pequenos, enfermam o SNS

"É de lamentar que tenha sido celebrado o acordo com o Hospital da Luz. Seria bom que as verbas da ADSE entrassem no sector público"

Bons olhos te vêem

Podem tentar remediar, mas não é uma boa medida e o problema não se resolve assim. O problema é estrutural, e como todos os problemas estruturais em Portugal, portanto, carece de coragem política e responsabilidade para enfrentar os lobbies e resolver os problemas.

07 maio 2008

A sociedade, o Estudo e a futura implementação.

A sociedade civil, organizada e pelos meios indicados, consegue erigir planos e desejos. É de louvar o que acontece em Braga. A sociedade civil necessita, deseja, e propôs um estudo de mobilidade para a cidade. Visou a intenção de melhoramento da sua rede de transporte público e a possível, e agora, corroborada, implementação de um metro de superfície ou o retorno do eléctrico.

A ignição começou com o desejo e a necessidade da sociedade civil bracarense mas também pela voz reivindicativa do Pedro Morgado com a proposta de debates e de uma petição pelo regresso do Eléctrico iniciada no blog Avenida Central.

Falta agora o bom senso político para implementação dos resultados do Estudo de Mobilidade. Um grande feito por parte da sociedade civil e uma especial atenção para alguém, dentro das suas possibilidades, tem muita responsabilidade no processo a que o desejo e a necessidade da sociedade civil atingiu:

Via Aberta para o Eléctrico, Metro ou comboio. Por Pedro Morgado.

Um exemplo de reivindicação a seguir.

06 maio 2008

Em Terra de Cegos

Ontem assisti a uma reportagem da Tvi que se intitulava "Terra de Cegos". Nesta reportagem, de uma forma simples, demonstrava a realidade oftalmológica da sociedade portuguesa. Listas de espera, absurdas e perniciosamente enormes, a latência na assistência médica, o descuido, a promiscuidade entre o público e o privado no sistema nacional de saúde, a constante violação da deontologia médica devido à ganância monetária dos profissionais de saúde, a burocracia imposta para a não resolução do problema na oftalmologia em Portugal, um bastonário da Ordem dos Médicos como um ortodoxo corporativista e incapaz de realizar o seu papel, responsáveis clínicos que não conseguiam responder claramente, pelo menos não aparentavam a verticalidade, aos problemas evidentes nos seus serviços e irresponsabilidade política grave.

Quem perde é sempre o povo pobre e desprotegido, quando existe irresponsabilidade e interesses maiores que minam a saúde comum em Portugal. Devemos levantar a voz contra estes problemas. Eles estão identificados, só não são corrigidos ou minorados porque os interesses sobrepõem e os políticos são "presos" por eles.

Já escrevi alguns posts sobre este e outros assuntos relacionados, infelizmente, penso que terei a possibilidade de escrever muitos mais.

O Pedro Nunes, matemático e médico, do século XXI;

Já não me supreende, apenas me incomoda;

Corporativas de Conveniência;

A proposição Lógica na Saúde;

Unidade de Saúde Familiar, a solução;

O "lobbão";

Históricas "Clínicas" n'Aldeia (II);

Histórias "Clínicas" n'Aldeia;

O pão d'Amanhã;

O pródigo Serviço Nacional de Saúde;

Público ou Privado;

Médicos & Correia de Campos;

Enfermeiros Vs. Correia de Campos;

O que são Ordens (IV)?;

O que são Ordens(III)?

O que são Ordens(II)?

O que são Ordens?

05 maio 2008

A democracia formal não se responsabiliza pela democracia quotidiana !

Verificou-se, por outro lado, que não há uma relação directa entre a qualidade formal da democracia e a qualidade da democracia quotidiana.

Conclusão de um estudo realizado pela Demos, uma organização não governamental (ONG) britânica, que diz: A qualidade da democracia portuguesa encontra-se bastante abaixo da média europeia, situando-se ao nível de países como a Lituânia e a Letónia, e só acima da Polónia e da Bulgária.

Turismo para que te quero

Existe um défice em Cabeceiras de Basto de planeamento e orientação de oferta turística, não em idílicas paisagens e alguns espaços propensos ao turismo rural, mas sim num concertado e orientado Plano Turístico que vise uma aposta concreta de interesses e investimentos por parte da Autarquia e entidades privadas.

Alguns passos se deram outros se darão. Mas o planeamento de investimento turístico é necessário. Precisa-se "protocolar" o que o Município deve investir, referente ao sector económico do Turismo, e como. Delimitar estratégias e proporcionar condições favoráveis para operadores turísticos investir neste Concelho.

Recentemente, na sessão de encerramento do Congresso de Turismo Cultural e Religioso, realizado em Cabeceiras de Basto, o edil cabeceirense demonstrou interesse do Concelho em integrar uma rede internacional de turismo religioso. Cá está uma boa aposta turística (reparemos o potencial religioso, tanto arquitectónico e humano, em Cabeceiras de Basto). Falta agora apostar, com base num bom plano de investimento, em outras variantes turísticas.

Um Plano Director Turístico, bem fundamentado com estudos credíveis e realísticos, é uma excelente ideia. Não é caro Eduardo?

04 maio 2008

Contra os situacionistas marrecas

Erguei-vos camaradas, amigos, companheiros, conhecidos, o dia do ajuste está a chegar. Quando as palavras são acções e as acções são palavras, a necessidade de erguer (para não ficar marreca) é premente. Vamos todos combater pela causa comum. Num sítio onde os gritos não se ouvem e as vozes são silenciadas, a marrequice impera.

As eleições legislativas, europeias e autárquicas realizar-se-ão no próximo ano.

Uma coisa é uma coisa outra coisa é outra coisa

Por favor, não confundam a Social Democracia com o Partido Social Democrata. Ou, melhor, não confundam o Partido Social Democrata com a Social Democracia.

O anacronismo cabeceirense

O constrangimento de certas atitudes que visam modificar o conceito e, mais perigoso, a concretização da liberdade expressão em Cabeceiras de Basto, como em qualquer pedaço de Terra, é de repudiar.

Já tenho lido, ouvido imensas queixas de tentativas de restrição à liberdade inequívoca de alguém se expressar responsavelmente. Os burburinhos apelam ao clima de restrição. Falará quem pode e quem sabe. Conhecimento de causa, provavelmente.

Um terreno perigoso para quem oprime. A opressão esbarra no seu próprio mal. Já deveriam, seres conscientes, que num Mundo que tende a ser mais esclarecido e libertário, que no fim, ganhará sempre a vontade do Homem perante aquilo que o tenta restringir.

Um recente blogger cabeceirense, com conhecimento de causa, grita e repudia as tentativas de restrição que o tentam calar. Repito, é um terreno perigoso este o da restrição. Tem um pseudónimo. Legítimo quando em liberdade e por puro arbítrio. Preocupante quando o tem por protecção. E isto é inadmissível. Por isso incentivo as suas palavras e opiniões e solidarizo com o seu "grito".

Que a voz nunca lhe doa : O Repórter Comunica.

03 maio 2008

[Contra o horário de expediente] Não são os únicos a trabalhar a estas horas !

(...)exposição aluvida à vida e obra de Zeca Afonso, que teve lugar na Casa Municipal da Cultura e que pode ser visitada até ao próximo dia 28 de Maio, de Segunda a Sexta-feira, das 9h00m às 12h30m e das 14h00m às 17h30m.

Penso que uma instituição de dinamização cultural, deste tipo e com a carência de equipamentos como este no nosso Concelho, deveria preconizar e, tentar pelo menos, flexibilizar o horário das suas ofertas culturais, com o intuito de abranger uma faixa horária mais favorável à maioria da população. Penso eu.

A maioria da população no horário de expediente, que nos oferece a Casa Municipal da Cultura para a visualização da maioria das suas ofertas culturais, estuda, trabalha ou mandria neste ou noutro concelho. Ora bem, se permitissem a visualização das amostras culturais num horário idêntico ao de Segunda a Sexta-Feira mas com a particularidade, que faz muita diferença, de acontecer ao fim-de-semana, seria uma espantosa ideia. Permitiria a quem está a viver/trabalhar no concelho não faltar ao emprego para visualizar uma amostra cultural e quem, desgraçadamente, está a trabalhar/viver noutras terras e retorna ao seu concelho, poder beneficiar dos equipamentos públicos de índole cultural.

Contra a hipocrisia

02 maio 2008

01 maio 2008

Os precários que partem

" Irresponsabilidade

A escola nunca os entusiasmou muito. Ano após ano, sempre o mesmo sacrifício. Levantam, carregam a sacola, chegam à escola, aturam os professores, os colegas, as aulas. Saem da escola, regressam a casa. Amanhã e depois, outra e mais outra vez. A escola não é local de felicidade. É um desatino. Completam dezasseis anos, o mundo do trabalho espera por eles. Quando não antes! Abandonam a escola. Sem qualificação e habilitação académica suficiente, que fazer? Começam por carregar baldes de massa, tijolos, vigas. Carregam, chegam, lavam, arrumam ferramentas. Sobem e descem. Empoleiram-se nos andaimes. Depressa percebem que é preciso saber mais. Curiosos e interessados vão aprendendo com os mais velhos. Agora já pegam na colher, assentam tijolos, usam o nível vertical e horizontal. Amanhã já trabalham o ferro, pintam ou fazem trabalhos mais especializados. O fim do mês começa a ter piada. Juntam dinheiro. Compram o primeiro carro.

Como vizinhos da porta não fazem milagres, há que pensar em ir mais longe. Um amigo mais velho trabalha fora. O convite não se faz esperar. Rapidamente é aceite. A notícia agrada aos progenitores. A promessa de ganhar mais dinheiro é boa. Terá que sair à segunda e regressar à sexta à noite. A mãe prepara-lhe com todo o carinho a sacola, bem diferente da sacola da escola. Para além da roupa, carrega-lhe algumas coisas boas que há lá por casa para que possa comer quando a refeição não for do gosto do rapaz. Passam meses, anos talvez, e surge novo convite. Agora é a promessa de mais dinheiro ao fim do mês. Só que é preciso ir mais longe. Despede-se do actual patrão.

No café da aldeia avisa os amigos que logo à noite não poderá encontrar-se com eles para falarem dos jogos deste domingo. Vai de viagem. E a viagem dura toda a noite. Todos dormem. Só o motorista se mantém acordado, dirigindo aquela carrinha a alta velocidade. É preciso chegar antes das sete. É muito longe e ainda por cima, do outro lado, a hora é adiantada em sessenta minutos. Felizmente, tudo corre bem. Uma, duas, três, muitas vezes.

A semana decorre a uma velocidade incrível, mas ao mesmo tempo, a sexta-feira parece nunca mais chegar. São doze horas de trabalho por dia. É necessário, por um lado, cumprir objectivos da empresa, por outro, ganhar mais e mais dinheiro. O sacrifício tem que valer a pena.

Sexta-feira regressam. Depois de uma semana tão dura, é preciso encontrar formas de distracção, de entretenimento. Juntam-se todos no largo da aldeia. Combinam programas mais ou menos radicais. Desta vez vão experimentar os bólides. Fazer habilidades. A adrenalina toma conta deles. Sacam peões, cavalinhos… Rotações ao rubro!

Chega a Guarda. Manda parar. A loucura é grande. Não obedecem à autoridade. A perseguição é inevitável. Coima aplicada. Carta apreendida. E agora? Tanto trabalho à semana!

Tanta irresponsabilidade ao sábado à noite!

A. C. "

Este texto, da autoria do famigerado e anónimo(?) A.C., retrata a vivência de muitos jovens deste concelho. Jovens que devido à sua envolvência sócio-cultural-económica marcam a sua vida como é descrita no texto supra-citado.

Dobro-me em consideração por estes jovens. Muitos afincam o pé nesta terra, que apesar de trabalharem numa outra terra, afirmam-se cabeceirenses e querem continuar a médio e a longo prazo nela. Outros rendem-se às realidades sócio-económicas e culturais, preferindo viver numa outra terra, legítimo. O futuro desta Terra passará inevitavelmente pela criação e a manutenção de condições necessárias para a sua fixação. É tempo de acabar com o laxismo e encarar este problema como deve ser encarado: de frente e com todas as armas.

O Primeiro de Maio