O plano de recuperação económica foi chumbado pela câmara dos representantes. Este plano financeiro possuía tremendas discriminações. A injecção -melhor, a compra de activos 'tóxicos' de financiamento imobiliário por um valor superior ao de mercado para aumentar a liquidez do mercado- de 700 mil milhões de dólares iria empiricamente beneficiar os banqueiros negligentes que usaram e abusaram de um mercado sem regulação para a obtenção de lucros. Quanto a ajuda estatal (de mesma envergadura) a quem não consegue pagar o empréstimo (a essência da crise actual), nem vê-la. Não aparece no falhado 'plano paulson'. É uma acção absurdamente repetitiva: paga o pobre e regulado contribuinte pela negligência do livre e desresponsabilizado rico.
Este plano visa 'salvar' instituições financeiras que ao longo dos anos tiveram uma lucrativa actuação económica de risco (não querendo que o Estado interviesse no seu bolo de lucros) e agora, perante a crise (a bolha especulativa rebentou), clamam pelo apoio estatal. Contudo, este plano, tem grandes falhas e perigos: poderá ser perigoso por abrir um precedente (se aprovado seria ao longo dos tempos usado como argumento de subsídiarização dos erros económicos); por descriminar quem realmente sofre e tem de pagar a crise (os pobres que não conseguem pagar os empréstimos e têm de contribuir, involuntariamente, para a salvação); e pelo não reconhecimento das verdadeiras causas da crise e o apontar de medidas futuras que prevenisse situações como a actual. É preciso repensar o sistema económico e não apenas subsidiá-lo a ser como era.















