Aquilo que uns apontam como o maior instrumento político à disponibilidade de um governo -o popular Orçamento de Estado-, está ser questionado. Ora, a crise obrigou os governantes e o demais séquito a reescrever e redesenhar partes de um orçamento que se esperava (qual sebastiânico documento), além do mais, ser um instrumento de combate à crise que se assenta na economia real. Tal celeridade levou (e isto é a inocência do desconhecimento a escrever) a certos erros, que por tão graves e brumosos tornam-se-iam facilmente "detectáveis". Foi a lei do financiamento dos partidos (com um dos seus artigos a permitir a possibilidade de donativos em dinheiro financiarem os partidos, o que consequentemente seriam não detectáveis pelo Tribunal de Contas ou outra entidade reguladora, a abrir o rol de necessárias "rectificações". A juntar a este, uma norma incluída no Orçamento do Estado, que retirará o controlo do Tribunal de Contas as transferências para os hospitais com natureza de entidade pública empresarial. Como estas anomalias aparentam ser "filhos de pais incógnitos", a responsabilidade tende a ser escamoteada. Contudo, para o bem da transparência política, estas anomalias devem ser imperiosamente corrigidas.
31 outubro 2008
30 outubro 2008
de omnibus dubitandum
É o intocável princípio do «Mercado» a comandar os desígnios. O «Mercado» manda, e nós (qual tresmalhado rebanho) cumprimos as suas designações. Uma sociedade presa aos desejos insaciáveis do "grande-deus-chefe-líder" «Mercado» é uma sociedade morta. Se isto for a «mentalidade colectiva», então, sinto muito, mas estou feliz e vivamente deslocado.
Prezo muito a minha singularidade e muito mais a liberdade que esta me dá. Detesto e não acredito em insofismáveis verdades e respostas, muito menos em bagatelas materialistas. Karl Marx dizia: de omnibus dubitandum (desconfiem de tudo). E eu desconfio.
A ti [Eugene Debs] a palavra te passo
«I am not a Labor Leader; I do not want you to follow me or anyone else; if you are looking for a Moses to lead you out of this capitalist wilderness, you will stay right where you are. I would not lead you into the promised land if I could, because if I led you in, some one else would lead you out. You must use your heads as well as your hands, and get yourself out of your present condition.»
29 outubro 2008
Para alguns seres o aumento salarial é algo abominável e um factor de "descompetitividade". Haja paciência.
via [Arrastão].
Sempre que há intenção de aumentar, em concreto, o salário mínimo nacional (SMN) inquietam-se (quase instantaneamente) as confederações e agremiados de empresários e industriais suportados por algumas forças políticas. Sabendo que outrora "aceitaram" o aumento do SMN até 450 euros para 2009 -em sede de concertação social no ano de 2006-, agora, afirmam que: «não pode ser bem assim, a crise e tal não permite (...)». Apontam, também, a irresponsabilidade do Estado em implementar um aumento de 5,6% ao salário mínimo nacional, ameaçando-o com a retrógrada (mas sempre útil) proposição: um aumento desta envergadura do SMN (em concreto e não apenas estatístico) infere (assim sem mais nem menos) numa perda de emprego.
Poderá, sim, inferir numa perda de emprego naquelas actividades económicas onde o baixo salário do trabalhador é um factor dominante na competitividade da empresa. Naquelas empresas que, de facto, não devem e não podem ser a base empresarial para a economia portuguesa que ser quer inovadora, moderna e qualitativa.
Depois da "libertação"do salário mínimo nacional como referência indexante para várias prestações sociais; depois de uma constante perda de poder de compra (repara-se no gráfico acima postado) dos trabalhadores; e sabendo que 400 euros é o limiar da pobreza na Europa, espanta-me que haja mentes que não aceitam a subida (que está acordada anteriormente) do salário mínimo nacional que vai abranger cerca de 300 mil trabalhadores.
27 outubro 2008
A média dos 27 países da UE está agora nos 4,73 pontos, ainda bem abaixo dos 5,44 dos Estados Unidos. (pois, a culpa é do "grau de liberalização")
Portugal desceu uma posição e passou a ocupar o 14.º lugar entre os 27 Estados membros da União Europeia no 'ranking' de 2008 do Fórum Económico Mundial para a Estratégia de Lisboa, numa tabela que agora é liderada pela Suécia. in [Destak].
É interessante percebemos que um dos indicadores deste ranking é o grau de liberalização que possui a economia do país em estudo. Um indicador alicerçado na Estratégia de Lisboa onde o objectivo estratégico é catapultar a economia da união europeia para se tornar na economia baseada no conhecimento mais dinâmica e competitiva do mundo. Mas quem me assegurará (e a actual crise veio desmistificar as pressuposições neoliberais) que o "grau de liberalização" é directamente proporcional ao desenvolvimento, dinamização e competitividade de uma economia?
«Não se trata de um erro humano, mas do Sistema»
«Conhece por acaso o Sistema? É um tipo de costas largas a quem é atribuída a morte, estado definitivo e sem emenda possível, de milhares de portugueses hospitalizados. Pelo menos é o que se conclui da explicação que Aida Baptista, presidente da Associação Portuguesa dos Framacêuticos Hospitalares (APFH), deu à Lusa para justificar os «erros de medicação».
Segundo Aida Baptista, o dito Sistema assassina os pobres doentes recorrendo a quatro modus operandi. A saber:
a) Serve-se do farmacêutico que avia mal a receita porque «a letra do médico é ilegível».
b) Serve-se do médico que receita uma dose excessiva.
c) Serve-se da farmácia que confunde as embalagens e manda outra.
d) Serve-se do enfermeiro que, por exemplo, dá o medicamento ao doente errado.
Como é óbvio, nem o farmacêutico deveria ter confirmado junto do médico o que estava escrito, nem o médico deveria pensar no que faz antes de se pôr a receitar, nem o empregado da farmácia tem culpa de ser daltónico, nem o enfermeiro tem a menor responsabilidade no facto de trocar os doentes. Se pensava que estes actos caíam, na melhor das hipóteses, na categoria de acidentes ou erros humanos, mas que não deixam por isso de ter um quadro de responsabilização, desengane-se porque Aida Baptista garante: «Não se trata de um erro humano, mas do Sistema», ou por outras palavras «não há culpados no erro de medicação». Não sei porquê, mas pressinto que nunca ninguém diz à família do falecido o que aconteceu porque, ignorantes, essa gentinha era capaz de querer processar o farmacêutico, o médico e o enfermeiro, coisa que se percebe agora ser muito injusta. A enfermeira enganou-se a dar-lhe os remédios porque estava a cair de sono, em consequência de fazer dois turnos em 24 horas? Nem pensar, a culpa é do Sistema.»
Uma medida excepcional para actuar em cartel, lucrando com o "pauperismo" dos seus financiadores (os sempre disponíveis contribuintes)
«Fernando Ulrich foi sexta-feira à RTP explicar que o BPI tem um “excesso de liquidez”. Só accionou a garantia bancária por que foi isso que os cinco principais bancos acordaram entre eles para não levantar suspeitas sobre a saúde financeira de nenhum. Há outra razão, mais prosaica, admitiu. Ter o Estado como fiador permite ao BPI aceder aos empréstimos interbancários de médio e longo prazo - a que não conseguia chegar – e comprar dinheiro mais barato para financiar as suas actividades de crédito. Ou seja, uma medida excepcional, anunciada pelo governo salvar a banca em risco de queda e proteger as famílias e pequenas empresas, tornou-se uma forma expedita de bancos sem problemas melhorarem os seus balanços e aumentarem o lucro nos empréstimos que concedem aos portugueses. Os mesmos que suportam a garantia estatal mas não vêem nada em troca.» in [Arrastão].
26 outubro 2008
Damien Hirst e o seu "For the Love of God"
...muito interessante que a obra (sim, esta caveira humana banhada com platina e literalmente cravada com oito mil e seiscentos e um diamantes) se intitule como "For the love of God". Trocar o bíblico "bezerro de ouro" pela "caveira de diamantes" de Damien Hirst, parece fazer sentido quando se fala dos devaneios milionários dos "ulta-ricos". Seres, estes, que têm de, naturalmente, adular o fútil e o acessório como se de um ídolo se tratasse.
24 outubro 2008
China: dois sistemas um Homem
«Prémio Sakharov para Hu Jia irrita Pequim».
O primeiro objectivo (não-oficial) do prémio Sakharov foi atingido. Falta, agora, a internacionalização das razões pelas quais lhe foi a atribuído o prémio (ao sujeito da foto, o Hu Jia) para que a passo-a-passo descortinarmos a política totalitária e desumana do regime híbrido chinês. Somente pior do que viver sobre um sistema desumanizado e esclavagista é possuirmos a infelicidade de ter que sobreviver perante a égide de um estranho sistema híbrido, que aglutina o mais asco de dois sistemas: o comunismo capitalista.
Não sei porquê mas tenho a sensação que ele (Alan Greenspan) faria o mesmo ou ainda pior se conseguísse, por obra do divino, recuar no tempo
«O antigo responsável pela Reserva Federal dos EUA[Alan Greenspan] admitiu esta quinta-feira ter errado ao acreditar que os mercados se podiam regular a eles próprios sem intervenção estatal. Também o secretário do Tesouro Henry Paulson admitiu hoje que poderia ter previsto mais cedo a crise do subprime, embora ache que não tomaria decisões diferentes por causa disso.
Greenspan respondia ao presidente da Comissão de acompanhamento da actividade governativa, o democrata Henry Waxman, que lhe perguntou em seguida se afinal Greenspan não teria descoberto que a sua ideologia simplesmente não funcionava.
"Exacto, é isso mesmo!", respondeu Greenspan. "Essa é a razão do meu choque, porque passei mais de 40 anos com provas consideráveis de que estava a funcionar excepcionalmente bem". Já sobre a capacidade dos bancos se regularem a si mesmos, Greenspan disse estar "num estado de choque descrente" e não conseguir ver "como é que podemos evitar um aumento significativo dos despedimentos e do desemprego".»
22 outubro 2008
Perdoai-lhes senhor porque eles sabem o que dizem
Um maravilhoso poema escrito por alguém que utiliza as palavras para "arrancar" a beleza natural a que este mundo se subjaz. A ler e a reter: "Sentindo-me Caeiro" escrito por José Duarte.
Por outro lado, não percamos o tino do que se passa a nossa volta. Convém ser-se esclarecido. A isto implica, invariavelmente, atender tudo e todos sobre diferentes ângulos. A ler e a reter: "E uma espécie de Democracia..." escrito por Ilídio Santos.
Primeiro debate blogosférico
Hoje, pelas 21h15m, estarei no "melhor e mais grande blogue bracarense" Fontes do Ídolo, para o primeiro debate blogosférico. Neste debate estarei acompanhado pela Helena Antunes, pelo Tiago Laranjeiro e Luís Soares. Seremos "moderados" pelo João Marques para exercemos a nossa opinião em prol da cidadania.
21 outubro 2008
Acha que estaria melhor noutro sítio? Força, "fassa-se á vida"
Perante os resultados deste relatório -que pertence ao senso comum- e a gritante desigualdade social que grassa no nosso país, faço uma declaração de interesses: não me importo ou minimamente me perturba os salários megalómanos que alguns executivos -do "topo da pirâmide"- usufruem. Porém, ressalvo, desde que esteja assegurada a proporcionalidade salarial em toda a cadeia laboral (desde do trabalhador até ao gestor).
É revoltante a forma como países da dita civilização "ocidental" toleram que se viole a ética e a justiça e assim permitir haver horrendas discrepâncias entre o rendimento de um cidadão perante o outro. Paradoxos de uma sociedade que tão celeremente acusa a congénere "vizinha" de falta de civilidade e com a mesma ou superior rapidez se cega perante a sua.
Como sempre reivindica um amigo e um blogger cá dos arrabaldes: «quer queiras ou não, meu caro, isto só se resolve com mais dinheiro». (Embora não seja sobre a desigualdade social ou a pobreza que ele se refere mas mais sobre o seu rendimento futuro).
20 outubro 2008
Já que estamos em crise
...nada como ler este senhor (aposto que repudia que eu ou alguém o intitule como senhor, provavelmente a sua característica libertária não o permita tolerar tal devaneio coercivo e subjugador) para depois sermos guiados pelo ideal da suprema liberdade e aderirmos à mais radical e primitiva solução para esta crise -seja ela qual for.
Pequenos apontamentos sobre as eleições legislativas nos Açores
Nas eleições regionais dos Açores a maioria dos votos foram dirigidos ao Partido Socialista (com cerca de 49,96 %), enquanto a preocupação maior (além da maioria socialista) foi a taxa de abstenção ser extremamente elevada (53,24%). De realçar a justa introdução do círculo de compensação no sistema eleitoral e a eleição surpreendente de 5 deputados do PP e de dois deputados do Bloco de Esquerda (que foi o único partido a registar um aumento efectivo de votantes) que valoriza o pluralismo democrático.
Causas prováveis para a maioria socialista e uma taxa alta de abstenção poderão basear-se em certos pressupostos que envolvam:
1. O descrédito (crescente) nos políticos e na política, com a consequente desvalorização do voto como "arma democrática" do povo;
2. um certo e compreensível desgaste dos políticos e do partido no governo que leva a anteriores apoiantes a divergir na sua intenção de voto;
3. uma provável e previsível maioria socialista que desmobiliza do voto apoiantes do partido no governo (assegurada principalmente pela "menos boa" alternativa social-democrata);
4. a necessidade de estabilidade política para a manutenção de "tachos" e empregos devida ao central papel que tem o governo regional na economia açoriana.
Neste último ponto, ressalva-se que os Açores possuem uma economia pouco diversificada, o que poderá implicar que a entidade pública possua um papel muito relevante na economia local -tanto na manutenção/criação de empregos como indirectamente ao tomar decisões que implica a criação/manutenção de empregos nos sectores privados. A necessidade de estabilidade da "cor política", por hipótese, poderá explicar que certos partidos e políticos mantenham-se durante muitos anos no púlpito da governação. Caso comum tanto nos Açores como em Braga, Cabeceiras de Basto etc.
Sobre o "Magalhães" e as acções de formação entretanto mediatizadas
...impressão minha ou andam por aí a exagerar um pouco ao atribuir uma atenção e seriedade desproporcionais a uns vídeos sobre professores (obviamente divertidos) que, para mal dos nossos pecados, divertem-se a aprender.
18 outubro 2008
quanto custa ao município cabeceirense a teimosia de Barreto?
Na edição impressa, de sexta-feira dia dez de Outubro de 2008, do Diário do Minho encontrei esta declaração assinada por Joaquim Martins Fernandes:
« Joaquim Barreto é detentor de cargos políticos que o expõem a uma natural pressão jornalística. Mas tem direito à honra e ao bom nome, sendo da inteira justiça que recorra para os tribunais, sempre que a sua honorabilidade é colocada em causa. Mas se processar por alegada difamação e requerer a condenação criminal e cível do pretenso difamador é uma atitude normal, já o mesmo não se poderá dizer quando o acusado é absolvido nas instâncias criminal e cível e a acusação não recorre da sentença, antes intenta um novo processo, meramente cível, numa outra comarca.
Neste particular, Joaquim Barreto revelou apetência por um perigoso ordenamento júridico, tendo sido doutamente assistido pelo advogado que é seu companheiro de desventuras no apreciável somatório de causas perdidas que lhe conheço. E não lhe bastando ter perdido o novo e estranho processo na primeira instância, decidiu submeter-se a nova derrota na Relação. E de derrota em derrota foi até ao Supremo, onde angariou mais uma, com a teimosia de quem sabe que é o dinheiro dos contribuintes que está a ser esbanjado e só aproveita a quem se faz cobrar à Câmara de Cabeceiras por um douto trabalho humilhantemente vencido por quem se limitou a ignorar a acusação, certo de que a justiça se tinha consumado com o trânsito em julgado da primeira sentença.
Mas porque é que a Câmara que paga as desventuras de Joaquim Barreto, teria sido um prazer contribuir para a economia dos cofres municipais. Bastaria que o autarca perguntasse porque nem contestei a espatafúrdia acção que requeria volumosa indemnização. No entanto, há um esclarecimento que se impõe: quanto custa ao município cabeceirense a teimosia de Barreto ? »
17 outubro 2008
Bem parecia que para o empresariado português o paradigma de melhor qualificação, melhor emprego, melhor salário não é um factor para o lucro fácil
Cá está a realidade da maioria dos empresários, quanto aos seus paradigmas económicos -segundo o inquérito. Agora percebo porque, com tantos licenciados (mão-de-obra qualificada) em situação laboral precária ou desempregados, o "discurso oficial" dos empresários para explicar a "má produtividade" (mas propulsor dos seus lucros) e o crónico problema do (não substancial)crescimento da economia portuguesa é a, sempre útil, baixa qualificação da população activa em Portugal.
Quanto é que é? 20 mil milhões, pois claro, estamos aqui para vos assitir incondicionalmente mas vejam lá se continuem a ser os bacanos de sempre
«Ao contrário dos planos inglês, alemão ou espanhol, a proposta que transforma o Estado português no fiador da banca nacional não estipula prazos para a duração deste regime de excepção. É um regime excepcional com um prazo indefinido.
Não se conhecem as condições e as taxas dos empréstimos que venham a ser concedidos.
A proposta do governo não indica qual é a penalização por um eventual incumprimento no pagamento dos bancos que recorram ao dinheiro público.
Ao contrário dos planos da maioria dos países europeus, como a Inglaterra e Alemanha, o governo Sócrates não obriga à reforma das práticas bancárias que estão, elas próprias, na origem desta crise.
Não indica as contrapartidas que os bancos deverão prestar pela nacionalização do seu risco privado.
O recado é claro. Podem continuar a agir como sempre fizeram até aqui que o dinheiro dos contribuintes está cá para vos salvar se algo correr mal. Business as usual, com os tontos do costume a pagar a conta.»
15 outubro 2008
Diz-me quanto do PIDDAC a tua terra receberá, que eu dir-te-ei de que terras és.
A península de Setúbal recebe 3 vezes mais do que que a sub-região do Tâmega, esta, e outras enormidades do centralismo estatal com a sua poderosa arma litoralização de recursos (PIDDAC), no blog Norteamos.
Hoje
O PIDDAC/2009 trouxe, a nós ilustres cabeceirenses, 785 986 de euros em investimento. A situação perante os nossos vizinhos (Celorico de Basto, Mondim de Basto e Ribeira de Pena) está como exactamente um ano atrás. Isto é, o "bolo" para as Terras de Basto é de 931 773 euros (sensivelmente menos de metade do que o ano passado). Claro, que Cabeceiras de Basto abarca cerca de 84 % da totalidade do investimento para as Terras de Basto, "prescindindo" misericordiosamente da restante porção -que equivale a 145 787 euros- para os concelhos vizinhos (Celorico, Mondim e Ribeira de Pena).
Para mais detalhe e exactidão consultar o mapa (aqui) referente a este dados da proposta para o Orçamento de Estado-2009.
Há exactamente um ano atrás
« Para que serve o PIDDAC[Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central]?
Uns dizem que serve para mascarar a falta de investimento regional.
Outros dizem que é um programa de investimento essencial para o desenvolvimento regional patrocinado pela administração central.
Vislumbremos factos:
Investimento do Estado sobre entre 6% e 7% em 2008.
Cada vez mais se tenta estrangular uma Região emergente, como o Minho, são acções discriminatórias, mais propriamente, como esta, que sentimos a mesquinhez da centralidade em Portugal. A inferência que subjaz neste OE/2008 [Orçamento de Estado], em particular do PIDDAC/2008, é: a verba para este ano é menor, significa que o investimento por parte da "centralidade fustigadora" é menor. Directamente proporcional, o investimento do poder central com a preocupação de desenvolvimento regional por parte desta entidade.
Particularizando, avaliaremos o que nos trouxe o PIDDAC/2008 para o encanto natural de Cabeceiras de Basto.
Numa forma sucinta, eis o previsto investimento:
Centro de Emprego de Basto: 515 700 euros.
Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, Redes culturais: 37 783 euros.
Instalação do Tribunal Judicial de Cabeceiras de Basto: 1 000 000 euros.
Unidade de Internamento de Cabeceiras de Basto: 407 500.
Total: 2 050 983 euros.
Nada mal. Congratulo-me com esses números, uma aposta vísivel no dinamismo cabeceirense. Entristece-me ao constatar que somos uma excepção ao Distrito, e à região de Basto, que neste programa de investimento as Terras de Basto totalizaram 2 178 161 euros. Retirando a "fatia" cabeceirense, Celorico de Basto, Mondim de Basto e Ribeira de Pena totalizaram 127 178 euros. Dá que pensar.
Post scriptum. Será que é desta que desenvolverão as utópicas obras do Tribunal Judicial de Cabeceiras de Basto, visto que, já apareceu em PIDDAC anteriores, e obra nem vê-la.
» in PIDDAC em Cabeceiras de Basto.Shake the Devil
«"A política é a sombra dos grandes negócios sobre a sociedade", concluiu o maior filósofo norte-americano do século XX, John Dewey, e assim continuará a ser, enquanto o poder consistir "nos negócios para benefício privado através do controlo privado da banca, das terras e da indústria, reforçados pelo controlo da imprensa, dos jornalistas e de outros meios de publicidade e propaganda."
Os EUA têm efectivamente um sistema de um só partido, o partido dos negócios, com duas facções, republicanos e democratas. Há diferenças entre eles. No seu estudo "A Democracia Desigual: a Economia Política da Nova Era de Ouro", Larry Bartels mostra que durante as últimas seis décadas "os rendimentos reais das famílias de classe média cresceram duas vezes mais rápido sob administrações democratas que republicanas, enquanto os rendimentos reais das famílias pobres da classe trabalhadora cresceram seis vezes mais rápido sob os democratas que sob os republicanos".
Essas diferenças também podem ser detectadas nestas eleições. Os eleitores deveriam tê-las em conta, mas sem ter ilusões sobre os partidos políticos, e reconhecendo que, nos últimos séculos, a legislação progressista e de bem-estar social sempre foi conquista das lutas populares, nunca oferta dos de cima.
Estas lutas seguem ciclos de êxitos e de retrocessos. Hão de ser travadas a cada dia, não só a cada quatro anos, e sempre com o objectivo de criar uma sociedade genuinamente democrática, da cabine de voto ao posto de trabalho. »
Estas e outras considerações no Esquerda.net sobre a "sombra dos negócios" e os "grandes negócios", de quem é para mim um dos maiores pensadores da actualidade: Noam Chomsky.
14 outubro 2008
Situação laboral precária + privatização da prestação de serviços médicos nas instituições do Estado="nova lógica" na contratação de serviços de saúde
«As prisões vão passar a ter médicos e psicólogos fornecidos por empresas privadas de serviços médicos, a substituir o regime de avenças que tem marcado a última década. É uma decorrência do concurso público internacional, aberto em Setembro pela Direcção-Geral dos Serviços Prisionais (DGSP), para contratar serviços clínicos a prestar em 45 estabelecimentos em várias especialidades.
A iniciativa da DGSP enquadra- -se na nova e polémica lógica, também já ensaiada em alguns hospitais, de contratar serviços a estas novas empresas para suprir as carências de pessoal, em particular nos serviços de urgência. Essa não parece ser, no entanto, a situação dos estabelecimentos prisionais.
No que diz respeito aos psicólogos, por exemplo, mais de 20 profissionais prestam serviço regular - alguns dos quais há mais de dez anos - sem que a sua situação laboral alguma vez tenha sido regularizada. Estes psicólogos e outros técnicos de saúde têm razões acrescidas de apreensão, num cenário em que também os serviços de psiquiatria vão ser adjudicados ao sector privado.»
Sobre esta crise financeira e a outra, a humanitária que parece não alarmar os mais ricos dos ricos, umas evidências inquietantes (II)
«Seja para garantir empréstimos, avalizar créditos, comprar activos ou recapitalizar os bancos, os países europeus não olharam a meios para entregar à banca cerca de 15% do seu Produto Interno Bruto. O montante global conta-se aos milhares de milhões de euros: 500 na Alemanha, 360 na França, 150 em Espanha, 200 na Holanda, 100 na Áustria, 40 na Noruega e 20 em Portugal. Sem o euro a circular, mas nem por isso menos disposto a apoiar a banca, o Reino Unido vai gastar 512 mil milhões de euros, aproximadamente o custo anunciado do Plano Paulson nos Estados Unidos.
Com tanto dinheiro a ser injectado no mercado bancário, a Comissão Europeia já olha para o que podem ser os efeitos colaterais da ajuda e já deu ordem para se evitar que "as instituições beneficiárias de ajudas empreendam uma expansão agressiva com a ajuda destas garantias, em detrimento dos concorrentes que não foram cobertos por esta protecção".»
Para relembrar que há "crises" e crises, nada como reafirmar uma verdade inconveniente:
«Para acabar com este drama a FAO (organização das Nações Unidas para a agricultura e a alimentação) afirma que seriam necessários 30 mil milhões de dólares. Isto é, para que ninguém no mundo morresse de fome ou de sede,(...)»
Where now for capitalism?
«The unprecedented intervention of the Fed may be justified or not in narrow terms, but it reveals, once again, the profoundly undemocratic character of state capitalist institutions, designed in large measure to socialise cost and risk and privatize profit, without a public voice». Noam Chomsky in BBC News. September 19, 2008
Este excerto de um artigo do pensador Noam Chomsky, em grosso modo, transmite-nos uma ideia que quase já pertence ao senso comum: as atitudes dos bancos centrais (neste caso, a particular Reserva Federal Americana) demonstram um profundo carácter antidemocrático típico das instituições capitalistas, que delinearam -por vontade dos senhores do Mundo, isto é, os senhores dos governos e do capital- socializar os custos e os riscos e privatizar os lucros sem ter em conta a opinião de quem realmente vai realmente "pagar a conta" das atitudes de bancos e governos- os contribuintes e os indigentes.
13 outubro 2008
Continuai irmãos a contribuir para a luxúria e a ganância, porque o sistema quer e o deus Mercado o exige
«Vários bancos e seguradoras que beneficiaram de ajudas financeiras dos governos para fazer face à crise decidiram promover jantares e outros eventos de luxo, nalguns casos para comemorar o evitar das falências. O caso mais recente é o do banco franco-belga Dexia, que pagou um jantar de luxo a mais de 200 convidados num hotel de Mónaco. O grupo financeiro Fortis e a seguradora AIG também promoveram eventos semelhantes.» in [Esquerda.net]
«O Governo anunciou ontem um aval de 20 mil milhões de euros à banca. Desde hoje, os contribuintes passaram a ser os fiadores das práticas bancárias. Os administradores dos principais bancos foram rápidos a elogiar a medida. Compreende-se. Ao contrário de Gordon Brown, que nacionalizou parcialmente a banca, mas forçou os bancos a aceitar um plano que prevê um corte radical nos salários e prémios dos gestores e nos dividendos a distribuir pelos accionistas nos próximos tempos, José Sócrates colocou o nosso dinheiro em jogo sem exigir nada em troca. O Governo garantiu o risco aos bancos. Tudo bem. Mas quem é que nos garante que estes vão mudar as suas práticas? Hoje, garantidos com o nosso dinheiro, os bancos portugueses podem continuar a sua vidinha, ainda por cima com a certeza que o Estado vai lá estar para lhes amparar a queda. Capitalismo sem risco, o velho sonho da nossa classe empresarial, e sem concederem qualquer contrapartida. A diferença é esta. Gordon Brown disse “toma lá dá cá”. José Sócrates arriscou o nosso dinheiro sem exigir nada em troca. O costume.» in [Arrastão].
Força de Mudança? (II)
A candidatura (a única até ao momento) de Joaquim Barreto à presidência da federação distrital do partido socialista de Braga, rendeu-se à inovação da Web 2.0. Eis que surge um blog com o título de Joaquim Barreto, confiança renovada para vencer.
11 outubro 2008
Evidências de um mercado liberalizado que se quer concorrencial e autónomo (II)
«Na véspera de fazer três meses [hoje] que tocou nos máximos históricos de 147,27 dólares em Nova Iorque e 147,50 dólares em Londres o petróleo já acumula uma desvalorização superior a 46% e a 50%, respectivamente, desde esse valor. » in [Jornal de Negócios] a 10 Outubro 2008.
A desvolarização do barril de crude "atirou" o preço para valores praticados em Agosto de 2007. Será que teremos (baseado nas declarações de José Horta, secretário-geral da Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas) dentro de uma semana (segundo as directrizes do sr. José Horta) a rectificação do preço de venda ao público dos combustíveis, tornando-o (o preço) no mesmo valor de Agosto de 2007?
O meu intuito (pseudo-conhecedor de mercados com lucros liberais e prejuízos sociais, cartelizações, concertações de preço e afins veículos para obtenção indiscriminada de lucros) diz-me que tal é extremamente improvável e lucrativamente reprovável.
Evidências de um mercado liberalizado que se quer concorrencial e autónomo
«O preço do petróleo atingiu um máximo 147 dólares em Julho de 2008 e desceu para os 88 dólares em Setembro. Uma descida de 40% a que correspondeu uma diminuição de apenas cerca de 6% no preço da gasolina e de 10% no do gasóleo.» in [ACP].
10 outubro 2008
Pior que errar é persistir no erro
O Vítor Pimenta espanta-se com uma sondagem da RTP em que os resultados demonstram uma incoerência em que com 41 %, dos que se decidiram por votar, a optar pelo Partido Socialista, apenas 28% aprova a conduta do Governo entre o Bom e Muito Bom. E, como alternativa ao regime actual, os inquiridos escolhem o PSD. Para alarvejar ainda mais o resultado, a intenção de voto nos dois maiores culpados políticos (PS e PSD) do estado deste País é de 75% !
O Vítor Pimenta assevera que, e cito:«Algo de mau vai com o sentido de democracia em Portugal. Para quem parece não ter nada a perder, os portugueses não arriscam em deslargar do erro que cometem há mais de 30 anos.». Não poderia estar mais de acordo. Mas o que se passa com os eleitores portugueses, que estoicamente continuam a votar na "rosa-laranja" para a governação deste país? Contudo, só posso assegurar que comigo não contem para este estado democrático e pior que errar é persistir no erro.
Socialistas? Não, militantes do partido socialista
Hoje, dez de Outubro do intrincado ano de 2008, será o dia de um dos piores espectáculos políticos dos últimos anos. No palco da democracia -Assembleia da República, embora ás vezes não pareça- haverá hoje uma votação sobre o projecto do Bloco de Esquerda e do partido "os verdes" em que propunha à Assembleia da República a alteração da legislação em vigor, que discrimina as pessoas em função da orientação sexual, violando de forma grosseira o artigo 13º da Constituição da República Portuguesa.
O partido socialista, demonstra-nos-à, hoje, a essência da sua actuação política. Embora o partido socialista concorde com a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo e o fim da discriminação social e jurídica, irá impor a disciplina de voto aos seus deputados para que estes votem contra. Uma actuação política, baseada em estratégias eleitoralistas e sondagens de opinião, que troca a oportunidade de estabelecer princípios da liberdade e igualdade de direitos para todos por mais alguns votos.
09 outubro 2008
08 outubro 2008
Não tenho a puta ideia em que mundo vivo e muito menos como vivê-lo
A "tempestade" da crise financeira parece não atormentar o suficiente a mente de muitos. Estes, acomodados como estão ao modelo actual (capitalismo) não ousam (qual herege acção) questionar, muito menos, criticar a essência da crise. A essência desta crise prende-se, na simplicidade que advogo, por um modelo que promove o consumismo, este financiando-se continua e irresponsavelmente com créditos bancários e outras formas artificiais de sustentar o sistema. É a base de sustentação do modelo actual da nossa economia- o consumo desenfreado. A filosofia do livre mercado que defende a nula ou a pouca regulamentação parece estar a ser questionada, não por aqueles (e alguns ainda a defendem cegamente) que ousaram adulá-la, mas por factos económicos em que a crise financeira teve a pouca amabilidade de evidenciar.
Não questionar o sistema actual que alicerça a crise é negá-la. A posição de muitos opinadores (e aqui refiro-me a bloggers e outros pensadores de esquina como eu) em não questionar as causas da crise, muito menos o sistema, só pode ser adjectivado, por mim, como intelectualmente desonesta. Aos outros que defendem a crise (como um ciclo natural de um mercado livre) e o modelo neoliberal, não merecem, por minha parte, nem um irónico adjectivo.
As medidas paliativas das instituições internacionais (União Europeia, G4, EUA e afins) para minimizar a crise têm algo em comum: penalizar o contribuinte para desculpabilizar os verdadeiros despoletores da crise- gestores e accionistas gananciosos. Qualquer modelo de financiamento para os megalómanos empréstimos aos bancos e afins em crise, será sustentado, directa ou indirectamente, pelos contribuintes e pelos países, através dos impostos e títulos de dívida. Incoerência e injustiça. A incapacidade do cidadão de pagar os empréstimos hipotecários, cerne da crise, não terá qualquer medida institucional de grande envergadura (comparada às medidas para ajudar o sector financeiro em crise) para reverter o não cumprimento de quem não pode pagar as suas obrigações -hoje foi anunciado a descida das taxas de juro, que tinha o intuito de aliviar a pressão sobre a concessão de crédito inter-bancário, mas, possivelmente, poderá aliviar o cidadão devedor à banca. Medidas sociais para minimizar os impacto desta crise também não se verá com tal envergadura.
Gostaria de relembrar que para que ninguém no mundo morresse de fome ou de sede, apenas seria necessário mais ou menos 40% do que o Banco Central Europeu injectou nos mercados só no passado dia 29 de Setembro. Mas como neste mundo os valores que guiam os nossos políticos e capitalistas estão marcadamente invertidos -preferem valorizar o supérfluo de que dar o real valor à crise humanitária que atinge mil milhões de seres humanos- isto é algo que não me surpreende. Que raio de sistema é este em que acude célere e eficazmente uma crise abstracta (a crise do capital) e menospreza de uma forma cobarde uma real crise- a da fome e da sede. Não criticar, ou pelo menos questionar, este tipo de atitudes, resultantes do modelo económico actual (capitalismo), é deveras preocupante.
Para fundamentar opiniões sobre gestores gananciosos e inconsequentes que possuem uma inversão de valores crónica, nada como esta notícia, que nos diz que os gestores do "pseudo-falido" AIG, uma semana depois de receber uma "ajuda estatal" de 85 mil milhões de dólares, repastaram-se durante um fim-de-semana por cerca de 440 mil dólares. Cito, ainda, uma afirmação de José Saramago: «A esquerda não tem nem uma puta ideia do mundo em que vive».
Parodiando a notícia do repasto de gestores e a afirmação contundente de Saramago, eis que surge o título deste post: Não tenho a puta ideia em que mundo vivo e muito menos como vivê-lo. Uma afirmação de inquestionável valor filosófico...
Diz-me quem reconheces que eu dir-te-ei quem és
Pessoalmente, não sei o que mais transpirará incoerência: se os argumentos utilizados pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, para fundamentar o reconhecimento do Kosovo como um estado independente ou a "política a reboque"- seguida pelo nosso ilustre governo socialista(?) aos EUA, pois claro.
07 outubro 2008
Sobre esta crise financeira e a outra, a humanitária que parece não alarmar os mais ricos dos ricos, umas evidências inquietantes
«Para acabar com este drama a FAO (organização das Nações Unidas para a agricultura e a alimentação) afirma que seriam necessários 30 mil milhões de dólares. Isto é, para que ninguém no mundo morresse de fome ou de sede, apenas seria necessário mais ou menos 40% do que o Banco Central Europeu injectou nos mercados só no passado dia 29 de Setembro. É natural que os cidadãos se interroguem sobre este asqueroso e imoral contraste. Que perguntem como é possível que a fome e a sede de 1.000 milhões de pessoas não seja considerada uma crise suficientemente séria para que os bancos garantam o financiamento para a resolver. E, como disse no princípio, que perguntem de onde sai tanto dinheiro à disposição dos ricos.» in [Esquerda.net].
06 outubro 2008
Pássaros e mais pássaros farto de os ver, seja de noite ou de dia, estou eu
l'oiseau de nuit, Michel Polnareff
O Mercado ao antecipar, não está, digo eu, a provocar realmente a crise? Como é sensível o mercado e como o medo sempre foi um instrumento reformativo
«As principais bolsas europeias caíam em torno de seis por cento ao final da manhã, demonstrando que os investidores antecipam o contágio da crise financeira ao resto da economia.» in [Público].
Ai a sensibilidade, sempre a sensibilidade.
A eficácia da ACP
«O Automóvel Clube de Portugal (ACP) promete apresentar hoje provas de concertação de preços entre as gasolineiras. As conclusões são de um estudo encomendado pelo ACP realizado por consultores internacionais e que vai ser apresentado hoje.» in [Notícias.rtp.pt].
Contra a hipocrisia (III)
GRAU DE DEPENDÊNCIA SEGUNDO AS DIFERENTES DROGAS
Cocaína: 76%
Heroína: 73%
Tabaco: 60%
Álcool: 39%
Anfetaminas: 26%
Canábis: 23%
Medicamentos: 20%
Alucinogénos: 0%
Este resultado vale o que vale. Contudo, repito, é preciso modificar preconceitos sobre este assunto "fracturante". O conhecimento alicerça a opinião. A hipocrisia legislativa chega ao ponto de liberalizar o "socialmente aceite" e de penalizar, embora menos nocivo e de menor grau de dependência, o "socialmente penalizador". É uma questão de coerência e de justiça, alterar esta hipocrisia.
Fica aqui o link para o resto do artigo: Drogas não são todas iguais.
04 outubro 2008
Contra a hipocrisia (II)
Neste estudo afiançado pela The Beckley Foundation, uma organização especializada em saúde, conclui que o consumo de cannabis, embora possua implicações negativas na saúde do consumidor, é consideravelmente menos nociva do que o consumo do álcool ou do tabaco. Acrescenta, o estudo, que a maior parte dos problemas atribuídos ao consumo de cannabis resultam da sua interdição, particularmente os problemas sociais que surgem após a detenção e a prisão dos seus consumidores.
Estes estudos valem o que valem contra a injustificada discriminação que ainda se sente na nossa sociedade, sobre este e outros assuntos "fracturantes". No entanto, é de salientar que um estudo científico poderá mudar conceitos e opiniões sobre este assunto, de tal modo, que mude preconceitos como se vêem nos comentários a este post .
Será um padrão ou os idosos bastianos são uns apetecíveis peões para jogos e jogadas políticas
Teremos a noção, que um pouco por todo o lado, em particular nas enigmáticas Terras de Basto, o jogo político nem sempre se jogue mediante regras, normas ou qualquer coisa que demarque um limite moral. No entanto, utilizar idosos, indefesos com as particularidades da vida, para servirem de peões num jogo que não o deles, é de uma atrocidade arrepiante. Em Mondim de Basto aconteceu:
03 outubro 2008
Não é fracturante, é uma constitucionalidade (II)
«Casamento entre homossexuais PS - Disciplina de voto para todos excepto para ex-líder da JS»
Sempre me espantou ver causas, onde a injustiça é flagrante, serem adiadas, pura e simplesmente, devido a estratégias políticas e a políticos estrategas. Querem avivar o descrédito que os cidadãos têm sobre os seus representantes políticos? Continuem, estão num 'excelente' caminho...
Reconhecer ou não reconhecer, eis a questão
Ao que parece está em iminência o reconhecimento, por parte das entidades governamentais, da independência do Kosovo. Não fosse o indício em que Manuela Ferreira Leite proporcionou ao ir pedir a "opinião" sobre este assunto ao nosso estimável Presidente da República, ninguém desconfiaria que algo estaria/estará para acontecer no campo diplomático. Se Portugal, i.e. as entidades governamentais em nome deste, o fizer (reconhecer a independência unilateral do Kosovo), pelo menos que mantenha a conformidade diplomática e reconheça as independências unilaterais da Ossétia do Sul e da Abecássia. Não é nada de especial, é um caso de coerência.
02 outubro 2008
A "Classe" nos interesses e os interesses da "Classe" (II)
É sempre agradável ler uma declaração de interesse de alguém que "rompe" os preconceitos de classe, aceitando medidas impopulares e compactuando com elas, "prejudicando" o corporativismo mas ganhando em ética e profissionalismo. Sobre o patrocínio judiciário por advogados-estagiários, ler a declaração de João Marques: Dar o peito às balas.
01 outubro 2008
Os peões jogam-se inocentemente para alavancar jogadas de maior preparo (IV)
«Ninguém consegue explicar esta crise nem fornecer números exactos, nem mesmo o Secretário do Tesouro Paulson. Porém, todos gritam pânico! recessão! depressão! gripe das aves! abelhas assassinas! É o fim do mundo! O fim do mundo para quem? Nada no pacote de subsídios que Bush está a pedir para salvar a situação vai fazer baixar o preço da gasolina, nada vai impedir que percas a tua casa, nada te vai dar seguro de saúde.»
A ler e a reter: Michael Moore via Ondas3
Municipalismo dos favores
Dar a quem não cumpre os critérios para receber, sempre foi um cliché na governação local e nacional. Em Lisboa, foram atribuídas casas sociais a quem não precisava com o argumento, sempre actual, do favoritismo político. Consequências: além de conspurcar a alma do projecto social para retirar a quem merece e dar a quem pode, é mais uma ferida a descoberto na qualidade democrática em Portugal.



