29 novembro 2008

Uma tese não apresentada no XVIII Congresso do PCP

Jerónimo de Sousa, o dogmático secretário-geral comunista, asseverou a sua distância a uma possível "união" política à esquerda para as próximas legislativas, digamos, de uma forma bem peremptória.

Com a "auto-demarcação" comunista, ficamos com duas hipóteses defendidas por Fernando Marques e por José Manuel Faria, que serviriam de suporte lógico à tese: " uma união política à esquerda contra um Partido Socialista descaracterizado".

1ª hipótese: A existência desse partido [um hipotético partido criado por Manuel Alegre], em si, obrigaria o Bloco a encontrar-se e a confrontar-se com os seus propósitos fundadores, para não perder os eleitores de esquerda mais moderados e o PCP a mudar se não quiser ficar ainda mais acantonado. Logo, a esquerda toda, só tinha uma saída: entender-se.

2ª hipótese: A união entre o Bloco de Esquerda, Movimento de Alegre, Renovadores Comunistas e Independentes de Esquerda.

Na relatividade do tempo, os dias e os momentos vão "escapando" a uma ruptura democrática à esquerda. Em Março deste ano pensava assim : um desejo de concretização e uma analogia de esta possibilidade (a protelada união) se estender à política local. Agora (citando Sócrates de Antenas), só sei que nada sei.

28 novembro 2008

"Amor e Amoras"

O blog Amor e Amoras é um espaço de excelência de sentimentos escritos. São sensações sentidas por mentes "anónimas" em forma escrita. Um interessantíssimo espaço digital a conhecer e a divulgar.

Uma medida sensata que só peca por tardia, trata-se de uma coerente "retribuição" justa e necessária

«Os médicos que saem da faculdade para o internato nas unidades de saúde vão ter ao seu dispor bolsas complementares ao salário. Mas, depois de concluída a formação (que pode ir de quatro a sete anos), são obrigados a trabalhar no hospital ou centro de saúde pelo mesmo número de anos do internato.» in [Correio da Manhã]

25 novembro 2008

"A verdade de um nem sempre é a verdade do outro ,por isso, verdade não é realidade , mas sim como uma pessoa vê o mundo"

A verdade que não é a realidade:

« Para crescer Portugal precisa de mais licenciados "em todas as áreas". Antes da conferência, à Rádio Renascença, o ministro[Mariano Gago] voltou a defender que quase não há desemprego para os licenciados.»

A realidade que é a verdade:

«Nos últimos cinco anos houve um aumento de 9,1% no número de desempregados com formação superior [Há 33 473 formados sem um emprego, mais 9,1% do que em 2003]. Segundo o índice de empregabilidade, há cursos em que mais de metade dos licenciados ainda não tem trabalho.»

Uma medida excepcional para actuar em cartel, lucrando com o "pauperismo" dos seus financiadores (os sempre disponíveis contribuintes) II

Depois disto (um vergonhoso conluio) cai o pano escuro que cobria o plano (que deveria estipular certas exigências) para garantir (subsidiar) a "liquidez" necessária à banca:

O primeiro ministro afirmou no encontro da Cotec, em Sintra, que “os bancos que recorrem às garantias do Estado têm consciência que têm de pagar aos contribuintes portugueses por essas garantias”. Uma ideia confirmada por Ricardo Salgado ao referir que “os bancos vão ter de pagar uma comissão importante ao Estado”. Para o presidente do BES, “essa comissão adicional vai reflectir-se no custo do crédito aos clientes”. Os clientes vão passar a pagar a taxa Euribor mais um ‘spread’ total que engloba o ‘spread’ normal, mais o diferencial pago pelos bancos ao Estado.

Isto é, o dinheiro do contribuinte (em geral) que serve para garantir os empréstimos aos "desesperados" bancos, é o mesmo que servirá (aqueles que contraírem empréstimos) para pagar (invés da instituição bancária) estas mesmas garantias. É assim o emocionante mundo da "alta-finança".

24 novembro 2008

"Por uma manhã de névoa, no seu cavalo branco (...)"

O Partido Social Democrata, na sua secção em Cabeceiras de Basto, aparenta estar em implosão. Todos se retraem, pelo menos aqueles que estão "marcados" como pretensos líderes para as autárquicas de 2009, a comandar o destino deste partido em Cabeceiras de Basto. A actuação política do PSD na Assembleia Municipal, pelo que sobressai na imprensa local, tem sido caótica, desorganizada e, pior, inaudível. O descrédito no partido acentua-se por uma ausência de ser uma alternativa governativa. Técnicas políticas, infelizmente, poderão condicionar o "partido" a eleger um testa-de-ferro (com o devido respeito) para disputar as autárquicas em 2009.

Como um indício dos problemas internos os sítios na Web (PSD-Cabeceiras de Basto e JSD-Cabeceiras de Basto) de representação e comunicação do partido social-democrata estão cancelados. Poderemos considerar este acto como um prenúncio de morte política ou não. Veremos.

22 novembro 2008

Um pensamento lateral

Green business: Scandinavia's lateral thinkers

Um investigador da Universidade de Berkeley, de nome Eric Schmitt, em Setembro de 2005, encontrou uma "nova" ilha no círculo polar Ártico. Numa amálgama de sentimentos, houve um que se sobressaiu -o medo. Concluiu que a "nova" ilha que encontrara não era mais do que um pedaço de terra, há muito situado lá, outrora coberta de gelo glaciar. Foi o prelúdio da angustiante e temerosa «mudança climática». Daí até então, a «consciência ambiental» tem se modificado. De um modo geral, a emergência da «causa ambiental» tem-se implementado muito à custa dos efeitos devastosos por parte das respostas da «Natureza» aos constantes insultos e ataques humanos.

O argumento demagógico de que proteger o Ambiente infere numa perda do potencial económico (sacrificando a economia em detrimento do Ambiente), foi, e continua a ser, usado pelas maiores potências económicas (equivalentemente as maiores poluidoras) para repudiar qualquer protocolo ou acordo que vise a preservação ambiental ou a retracção da poluição efectuada pela "economia" destes países. Utilizaram (utilizam) ad nauseam, este argumento, governantes norte-americanos, chineses e indianos para "protegerem" as suas economias. Negando a eventualidade de que as suas "economias" de pouco valerão se num futuro próximo nada se fizer para proteger o ameaçado Ambiente.

Da Escandinávia, tão prolífera península em "pragmatizar" modelos sociais e económicos, surge a queda de um estereótipo relativamente ao cuidado a ter com o fustigado Ambiente. O argumento utilizado pelas "grandes" potências mundiais de que "proteger o ambiente implica a perda de emprego" foi "quedado" na Suécia. Na Suécia, consegui-se o feito de em 16 anos a sua economia crescer 44 por cento, reduzindo as suas emissões de carbono em nove por cento (muito mais que o Protocolo de Quioto exigia). Como? Criando condições e incentivos para que a "revolução verde" se consubstanciasse num proveitoso negócio. A mentalidade nórdica assim se modificou para aceitar a "revolução verde" como um negócio viável e lucrativo. Só assim tal poderia acontecer.

Os políticos aliaram-se num projecto comum de defesa do Ambiente. Assumiram a liderança da "revolução verde", e mantiveram durante anos as sua políticas ambientalistas (independentemente da cor política da governação). Criaram-se parques industriais para a indústria «verde», apoiaram projectos de incentivo ambiental, preconizaram a harmonia entre empresas, políticos e grupos de cidadãos (o processo demorou 15 anos) o que resultou em receitas (por parte do sector das indústrias «limpas») de 24 568 milhões de euros [em 2005] e empregou cerca de 90 mil trabalhadores.

Na Suécia demonstrou-se que a vontade (sincera) política aliada à vontade dos cidadãos e empresários leva a um harmonioso laço entre a economia e o Ambiente. Uma lição (mais uma) a aprender com este país que, em 2007, liderava, pelo segundo ano consecutivo, a classificação de países que mais fazem para salvar o planeta.

Quando a BastoTv nos falta nada como a Minho (actual) Tv

20 novembro 2008

Humm... na direita portuguesa ninguém "castra" ou "castrou" o desenvolvimento nacional, pois não?

Via [Ruptura Vizela]

Até ao sinal ortográfico de dois pontos concordo. O resto do escrito assemelha-se a uma ironia de situação, com um cariz político bem parcial.

Em Braga, não ouseis escavar

Avenida da Liberdade- Braga

... senão emergirão perguntas

. (para bracarenses e afins responderem).

Banco Privado Português-Especialização e independência (somente nos "maus" momentos)

• Referência no sector especializado do Private Banking em Portugal

• 12 anos de actividade

• Um dos mais capitalizados bancos do mundo no seu segmento.

Tem um capital accionista de 125 milhões e activos de 150 milhões de euros na holding - Privado Holding - com cerca de 200 milhões de euros de activos

• Terceira instituição financeira em Portugal em Activos Líquidos (1.6 biliões de euros em 2006)

• Activos em gestão actual (2007): mais de 3 biliões de euros

• Resultados Líquidos (2006): 43 milhões de euros

• Foco no Private Banking; com recente foco no Corporate Advisory e na Private Equity

• Moody’s: Baa3(*); Finch: BBB

O Banco Privado Português está com dificuldades em financiar-se nos mercados financeiros internacionais. O que faz ? Tenta aceder à linha de garantia de crédito que o Estado Português providencia às instituições financeiras em Portugal (20 mil milhões de euros), e assim, com a garantia do Estado, ir financiar-se a outro lado (mercados financeiros internacionais). A realizar-se (tal garantia) ficará o Estado com um certo "problema" (naturalmente) se o BPP não cumprir as suas obrigações. O mesmo "problema" que, não estivesse em vigor a máxima "Socializar prejuízos, privatizar lucros", deveria preocupar somente aqueles que anteriormente recolheram os seus lucros (accionistas e os seus ricos clientes).

Há certas particularidades sobre este banco, que convém realçar. A primeira foca-se na sua designação. o Banco Privado Português (BPP) é um banco somente de nome. Não está relacionado com a banca retalhista, isto é, não aceita depósitos (pelo menos aqueles que, nós, simples cidadãos, estamos habituados a efectuar) e não concede empréstimos. Portanto, o seu papel na dinamização na economia real é quase nulo. Então ao que se dedica? O seu principal negócio é o private bankig, (assim, de um modo superficial, gere activos financeiros e fortunas dos "afortunados" clientes), para além de outros "elitistas" negócios financeiros (private equity, corporate advisory).

O BPP está desesperado por "liquidez". As perdas acumuladas em mercados financeiros e a reacção instintiva (dos investidores) que determinou um resgate do que restou do festim de perdas, "empurra" o BPP para uma situação crítica. Portanto, estamos perante uma falta de "liquidez" devido a opções comerciais deste banco de investimento (e gestão de fortunas de "afortunados"). Como tal, o banco deveria fazer jus ao nome que ostenta e privatizar os seus prejuízos.

(*) Numa recente reavaliação, a Moody's reavaliou o rating do BPP para Ba2 (???). Mas, no sítio do Banco Privado Português, esta "reavaliação" ainda não consta na sua página.

18 novembro 2008

Num paraíso laranja perto de nós, a ironia não existe e, como tal, a democracia não impera

«Por isso, num tom irónico, Manuela Ferreira Leite questionou se «não seria bom haver seis meses sem democracia».» in [TSF]

Não percebo os "gritos" de exílio e os epítetos de fascista. Ela (a douta senhora que proferiu as irónicas palavras) utilizou a ironia oral(*). Um acto normal numa "normal" sociedade democrática e onde, pretensamente, deve imperar a ironia (a mais bela figura de retórica).

(*)Por favor não confundir a ironia praticada por MFL com a ironia socrática.

SUV's e outras estratégias de gestão

Não só neste país à beira mar plantado, os governantes "direccionam" o pensamento para a economia real. Barack Obama (recém-eleito "the most powerful man on the earth") já condiciona as suas políticas económicas para salvar a economia real americana. Aquilo que outrora fora o motor desta economia (indústria automóvel) está a chegar a um ponto de ruptura financeira. As empresas americanas deste sector apostaram na continuidade de modelos grandes, potentes e despesistas em consumo de combustível. Criaram modelos automobilísticos em consonância com os desejos do americano comum (carros grandes, potentes, poluidores e pouco eficientes), sendo ultrapassados pelos modelos asiáticos (versáteis, pequenos e mais eficientes). Erros de gestão foram efectuados. Também eles (os construtores americanos) abusaram do e com o fervor financeiro - "desviaram" grandes quantidades de capital que invés de destinados (naturalmente) a melhorar as suas fábricas e os seus modelos foram para os fundos de investimento e jogadas na bolsa.

A «crise financeira» foi um duro golpe para estas aventuras de gestão. Tanto o crédito directo (a estas empresas) como o crédito ao consumismo está travado. Como tal, a medida de "contenção" em iminência é a imediata suspensão de produção. Dois milhões e meio de empregos ameaçados se a produção das três (GM, Ford e Chrysler) maiores empresas do sector for reduzida para metade (medida tomada como hipótese para salvar as empresas).

Agora o problema centra-se, como sempre, na liquidez (ou falta dela) necessária para restabelecer e reestruturar esta indústria. Após as exorbitantes quantias de dinheiro para ajudar as instituições financeiras ( cerca de 700 mil milhões de dólares), o governo norte-americano pouco "maneio" financeiro terá.

"Os bancos não concedem mais crédito. Não emprestam mesmo às empresas que estão bem, quanto mais às que estão mal. E, nestas condições, as opções habituais talvez deixem de ser possíveis.", diz Barack Obama. Eis o problema. Contudo, Barack Obama afirma: "É necessário ajudar a indústria automóvel, mas não deve ser passado um cheque em branco". Por isso, depois de uma primeira ajuda de 25 mil milhões de dólares aprovada pelo Congresso em Setembro sob a forma de empréstimos a taxas reduzidas (os quais ainda não distribuídos), aproxima-se uma outra ajuda suplementar de 25 mil milhões de dólares (a retirar dos tais 700 mil milhões de dólares do "plano paulson") a efectivar no reinício das sessões do Congresso.

Como a "globalização" económica se pauta pela interligação entre mercados (e mercadores), a Europa (a tal que sempre diz protegida dos espirros americanos mas no fim é ela que se constipa) juntamente com a sua indústria automóvel, mais uma vez, esperam pela "pancada".

Alguém anda a ler os comentários do Paulo Vieira

«O presidente da câmara de Aljustrel, José Godinho, reivindicou a nacionalização da mina local, à semelhança do que se verificou no BPN, lembrando que a empresa Pirites Alentejanas "já foi uma empresa de capitais nacionais"» in [Esquerda.net]

Convém salientar, de vez em quando, o nosso avanço em certas áreas, não vá, o nosso nacional orgulho se perder no dias que correm

«A investigação com células estaminais em Portugal está entre as mais avançadas no mundo, nomeadamente em engenharia de tecidos e medicina regenerativa, e há cada vez mais empresas a oferecer serviços, segundo especialistas nesta área.» in [Destak.pt]

17 novembro 2008

Tal como Alan Greenspan, depois de uma vida cheia de "neoliberais" compensações, Andrew Lahde (autor da carta abaixo citada), confessa-se

Uma carta de despedida ao mundo da banca de investimento, carinhosamente entitulada: "Adeus e ide-vos foder!"

Mas o Bush não desejara o continuar da (injusta e horrível) guerra no Afeganistão? Será que existe uma "ruptura parcial" ?

«O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, prometeu no domingo à noite a retirada das tropas do Iraque, o fim da Al-Qaeda no Afeganistão e o fechamento do centro de detenção de Guantánamo, em uma ruptura com a política externa de George W. Bush.» in [AFP].

16 novembro 2008

Eis que depois de 24 mil milhões de euros garantidos à economia da virtualidade(banca), o querer do pensamento leva-o à real economia (a que produz)

«Sócrates quer pensar mais na economia real que na banca».

post scriptum: a definição de Pensamento ("socrático") centra-se (PS e PSD) num processo mental que permite aos seres(políticos? não, os outros, aqueles que votam neles) modelarem o mundo (à sua e à semelhança dos camaradas do partido e de negócios) e com isso lidar com ele (o mundo) de uma forma efectiva e de acordo (às vezes) com as suas metas, planos e desejos (reeleição , reeleição, reeleição). O pensamento (do Sócrates e cia.) é considerado a expressão mais "palpável" (qualquer insinuação entre a palpabilidade da economia real versus a virtualidade do sistema financeiro é bem-vinda) do espírito humano (humm... ser humano?), pois através de imagens e ideias revela justamente a vontade (reeleição) deste (o Sócrates).

15 novembro 2008

"Feministiza-te"

Tempos idos, nos quais as mulheres eram um útil acessório e um suporte à vida dos homens sob o auspício de derivados legais do paterfamilias (uma obrigação legal que instituía ao homem grego um poder absoluto sobre a mulher, filhos e escravos) e pela moralidade imposta na colecção de leis e contradições morais da sacrossanta bíblia (citando Génesis, capítulo 2, versículo 18: «E disse o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idónea para ele.»), o recrudescimento do feminismo assiste-se.

Esta eterna luta em quebrar preconceitos e empreender a igualdade entre géneros -o eterno mito feminista, o que não implica ser inatingível pois exemplos na antiguidade demonstraram que tal em outros tempos e em outros lugares era possível-, cai, na actualidade, em se recobrar das grandes conquistas (o direito ao voto (para as mulheres); crescimento das oportunidades de trabalho para mulheres e salários mais próximos aos dos homens, muito longe ainda de oportunidades e promoções equiparadas; direito ao divórcio; controlo sobre o próprio corpo em questões de saúde, inclusive quanto ao uso de preservativos e ao aborto).

Claro, que em todo este «Movimento» sócio-político erros e exageros se perpetuaram até aos dias de hoje, muito à custa de certos acontecimentos e estereótipos feitos (alguns de uma falsidade horrível e outros de verdade extrapolada). Continuamos (a sociedade masculina portuguesa) a possuir uma misoginia social embrulhada no nosso machismo que não nos permite (na interioridade masculina latina e conservadora) a conceder (moralmente e por vezes efectivamente) as mesmas oportunidades políticas, laborais, salariais, sociais, sexuais e vivenciais às nossas congéneres de espécie. Um vergonha condenável a quem, como eu, advoga a liberdade, igualdade e fraternidade entre os demais nesta sociedade humana.

Também certas feministas ajudam ao continuar do preconceito e da misoginia social. Recordo-me, de ler, há cerca de um mês, um artigo sobre a escritora Sveva Casati Modignani (escritora italiana, para mim, pseudo-feminista) onde afirmava: «Sim, porque a personalidade feminina é muito mais complexa. E sofisticada também. É muito interessante narrar um livro sob o ponto de vista feminino. Não escrevo sobre mulheres porque as conheço melhor. É possível viver 20 anos ao lado de uma e, mesmo assim, ela continua a ser indecifrável. Os homens, pelo contrário, são unidimensionais.» . Unidimensionais? Então, no momento da leitura de tal artigo, quando ainda visualizava as letras tão provocatórias, senti-me realmente ofendido agora, pensando bem, neste contexto de uma única dimensão no pensamento e no viver, penso que é o perfeito. Porque, simplificar (o que implica "descomplicar" algo) é desmesuradamente mais difícil que o contrário. Portanto, eu e outros congéneres de género, somos o humilde resultado (nas palavras da sábia escritora) de algo maior, um resultado simples de um processo complexo.

Claro que estes comentários de subtil "ódio aos homens", nada valem no conceito de feminismo e o que este implica. Servem apenas para "apimentar" preconceitos ou preencher linhas de leitura.

Contudo, quero apresentar algo para compreendermos (homens, mulheres e afins) o recrudescimento de um conceito e um conjunto de ideais muito importantes para evolução da nossa sociedade. Para quebrar preconceitos e "despertar" a consciência feminista, convido-vos a conhecer a União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR).

13 novembro 2008

O enfermo SNS

«Um relatório divulgado esta quinta feira pela organização "Health Consumer Powerhouse" coloca Portugal na 26ª posição entre 31 países europeus em relação à qualidade dos serviços de saúde prestados.(...)

Segundo o estudo, em Portugal "o acesso aos cuidados de saúde é um dos piores da Europa". Nas apresentação dos resultados, o director da pesquisa esclareceu que "Portugal ainda não conseguiu resolver o seu problema de acesso e de tempo de espera de tratamento, o que tem graves implicações para os pacientes e a capacidade do sistema em prestar cuidados"» via [Esquerda.net]

Ao contrário do que pensam algumas iluminadas almas que rejubilam com a "saúde" que temos e afirmam que Portugal está bem no contexto internacional (na área da Saúde), este estudo confirma a preocupante perda de qualidade na prestação de serviços de saúde prestados. Eu defendo o nosso Sistema de Saúde. Portanto, tenho um sincero intuito crítico sobre este. Defendo a universalidade e a gratuitidade dos serviços prestados pelo SNS, predominando sempre a qualidade nos seus serviços. A qualidade dos serviços prestados por esta entidade pública é determinante, daí a pertinência deste estudo, para a viabilidade do seu conceito de instituição pública. Logo, o apontar de erros é necessário (no contexto da crítica construtiva) e pertinente. Identificar os erros e, principalmente, assumi-los, é um passo importante para a sua correcção. Como instituição pública que é o SNS, infere a nós a responsabilidade de exigir um SNS com qualidade, universal e gratuito.

12 novembro 2008

A Escola de uns

O conceito de instituição de ensino está ameaçado. Não pela reivindicação da docência relativamente ao processo de avaliação (simplesmente o modelo, não o conceito "Avaliação", aparenta estar impraticável) e a burocratização da Escola mas, sim, pelas "vozes" que se mobilizam não em repúdio aos erros implementados no sistema de ensino mas contra o própria instituição (a escola pública e a universalidade que ela implica). Afirmam e defendem, como cura de todos os males, a privatização total das Escolas; programas exclusivamente definidos pelas Escolas e a instituição do cheque-ensino.

Onde ficaria a universal e a tendencialmente gratuita (em outros tempos já foi mesmo gratuita) Escola ? Pois, mercantilizar o ensino (como já vimos em outras áreas da sociedade e com efeitos que agora sentimos) é sempre a melhor escapatória. Como a Escola é uma instituição de ensino pública, portanto da responsabilidade de todos os cidadãos, nada como fugir aos seus problemas, tornando a instituição de ensino em algo "mercantilizável" e privatizando as responsabilidades. Todos ganham, uns pela "perda" de responsabilidades e outros por novas oportunidades de negócio e potencial acumulação de "cheques-ensino".

Minorar o efeito das Taxas Euribor? sim. Como? eliminando-as

"Taxas Euribor no mínimo desde o início da crise do crédito". Positivo, contudo, ainda poderia ser melhor.

"Fiat voluntas tua" (II)

Foram as conversas, os telefonemas, os e-mails e os comentários de incentivo. São estas as razões para retomar a escrita neste espaço. Surpreendeu-me que o espaço tenha ultrapassado a pessoa que o mantém. Como tal, a impetuosidade ou os devaneios existencialistas de quem o escreve, não deve e não pode condicionar este espaço que é, principalmente, de quem o lê. Um muito obrigado pela compreensão.

11 novembro 2008

"Fiat voluntas tua"

Tal como se iniciou este espaço (através de um grito de impetuosidade), termino os meus escritos por cá. É um lavar de alma, é uma necessidade. Uma imprudência escrita ditou uma necessidade que se arrastava há tempo demais. Enfim, este é o grito final.

10 novembro 2008

O Rio Olo no Programa Nacional de Barragens / Aproveitamento hidroeléctrico de Gouvães.

Tem vindo a ser alvo de debate, na região de Basto e Amarante, o «Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico». Muitos falam dele com alguma preocupação e, outros, acreditam que a sua implementação trará benefícios para o Vale do Tâmega.

O programa das barragens não é um programa de desenvolvimento desta região. É, sim, e tão só, um programa hidroeléctrico. Por isso, considero que não faltam razões para as populações de Basto e Amarante estarem apreensivas.

Para situar a questão fulcral deste artigo de opinião e que tem a ver essencialmente com a prevista “destruição” das quedas de água nas Fisgas de Ermelo, com base nos documentos oficiais do «Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico» em execução, de seguida transcrevo alguns excertos do referido documento que são, no mínimo, altamente preocupantes:

“A Barragem de Gouvães ficará situada no rio Torno (troço de montante do rio Louredo), afluente da margem esquerda do rio Tâmega (bacia hidrográfica do rio Douro), a cerca de 1,8 km da localidade de Gouvães da Serra. A albufeira terá uma pequena capacidade de armazenamento em face dos caudais afluentes.”

“O aproveitamento integrará ainda um sistema de derivação para reforço dos caudais afluentes com origem nas ribeiras de Poio, Olo e Viduedo, constituído por três pequenas barragens e respectivos túneis de derivação.”

“...com um comprimento total de 15.5 Km. A contribuição desta derivação para o escoamento afluente é de cerca de 69 % do escoamento total...”

“... Fazem ainda parte do circuito as derivações do rio Olo com cerca de 7.8 Km...”

Perante este quadro de referência, não restam dúvidas que o desvio de água do rio Olo faz parte integrante do projecto do aproveitamento hidroeléctrico de Gouvães.

Ora, entre o que está escrito e o “diz-que-disse”, vai a grande diferença entre o que pode ser irreversível (destruição das quedas de água) e o que eventualmente é esperado.

Tal situação, a manter-se e a ser executada, configura-se um verdadeiro atentado ao património natural que são as Fisgas de Ermelo, o “monumento” maior do Parque Natural do Alvão, referência paisagística regional e nacional e que marca o concelho de Mondim de Basto em particular.

Aliás, como é do conhecimento geral, as quedas de água das Fisgas de Ermelo são as maiores quedas de água de Portugal e das maiores da Europa.

Como se, por si só, não bastasse, para que nunca nem ninguém se lembrasse de as destruir, são parte integrante do Parque Natural do Alvão, que, sendo uma zona protegida, deveria estar “incólume” destas tropelias ambientais que o Programa Nacional de Barragens comporta na bacia do Tâmega.

O desvio da água do rio Olo – projectado para perto do limite da freguesia de Lamas de Olo (Vila Real) com a freguesia de Bilhó (Mondim de Basto) – irá provocar uma fortíssima diminuição do caudal do Olo, a montante das quedas de água, tornando-se destruidor do cenário natural que todos conhecemos.

O “coração” do Parque Natural do Alvão é a bacia hidrográfica do Olo a montante, mas também a jusante das Fisgas. Ora, o que está em causa é precisamente toda a área afectada a jusante de Lamas de Olo. Isto é, toda a área do concelho de Mondim até à foz do Olo, em Amarante.

Isto é gravíssimo! O que está consagrado no «Programa Nacional de Barragens» é, nem mais, “matar” as Fisgas tal como elas são (e elas valem pelo que são!); mas é, também, destruir toda uma paisagem que tem por epicentro o rio Olo, desde Ermelo à foz, em Vila Chã do Marão (Amarante). Todo um território onde existe agricultura à beira-rio, sistemas tradicionais de regadio, sistemas tradicionais de moagem, pesca, enfim, meus senhores: VIDA!... e vida quer dizer seres vivos: animais, vegetais, homem e actividades, aos quais se vai afectar as condições naturais por força da diminuição da água.

(Por exemplo, ainda há pouco tempo, pela Portaria n.º 206/2008, de 25 de Fevereiro, foi criada uma zona de pesca reservada em toda a extensão do rio Olo. É caso para perguntar: a jusante das Fisgas, o rio vai continuar a ter as condições excepcionais para a pesca de salmonídeos?... já que a montante da represa de Lamas de Olo, com as águas paradas, essas mesmas condições deixarão de existir).

Como português, entendo o problema da factura energética que o Estado tem em mãos. Considero, no entanto, que é imprescindível verificar a relação custos/benefícios numa escala integrada de valores. É que, nem sempre os meios justificam os fins. E o que se passa, é que a implementação do «Programa Nacional de Barragens», no que concerne à nossa região, sacrifica valores de importância suprema, mutilando de forma madrasta a nossa identidade enquanto território.

Como se já não bastasse “afogar” o Tâmega em Mondim, com a albufeira da barragem de Fridão, também tudo indica que nos vão “secar” o Olo com o transvase das suas águas para a barragem de Gouvães.

É caso para dizer: Socorro! Acudam-nos!... que aqui há vida!

Eu não me conformo.

E você?

Texto escrito por Alfredo Pinto Coelho (mondinense inconformado e membro do «Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega»).

Tal como autor do supracitado texto, eu também não me conformo. Vivemos num tempus onde a cidadania está relega para o conforto dos nossos aposentos. Há quem viva com isto, pior, há quem ganhe com tal. Para nos inteirarmos desta problemática, que ameaça o conceito de bem viver das populações do vale do Tâmega, convém ler as «Causas» do descontentamento que originou o movimento cívico «Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega».

É necessário e urgente agir em prol desta «Causa», por isso, se você não se conforma, por favor, assine esta petição: PETIÇÃO ANTI-BARRAGEM- Salvar o Tâmega e a vida no Olo.

Ayn Rand

«Until and unless you discover that money is the root of all good, you ask for your own destruction. When money ceases to be the tool by which men deal with one another, then men become the tools of men. Blood, whips and guns--or dollars. Take your choice--there is no other--and your time is running out.»

Ditos de Ayn Rand. A filósofa que enfatizava o capitalismo "laissez-faire" (ou seja, o neoliberalismo), noções de individualismo, egoísmo racional,contudo, rejeitando toda a forma de colectivismo (social ou estatal), altruísmo (base moral do colectivismo) ou religião. Poderá ser uma caracterização sintética, fria e pouco pormenorizada de uma controversa filosofa. Portanto, convido-vos a conhecer mais um pouco de Ayn Rand: Ayn Rand: A Face Contemporânea do Racionalismo, do Individualismo e do Liberalismo

Lamento della Ninfa

lamento della ninfa, Cláudio Monteverdi

08 novembro 2008

A medida de "Smaghi", entretanto, esquecida

Lembro-me da primeira vez em que o Banco Central Europeu (face a alguns anos), num esforço para minorar os efeitos da «crise mundial do sistema financeiro» e reavivar o mercado interbancário, diminuiu a sua principal taxa directora (que serve de referência para os empréstimos interbancários). Então, naquele tempo ido (cerca de um mês), inexplicavelmente as taxas Euribor (média das taxas de juros praticadas em empréstimos interbancários por 57 bancos proeminentes no panorama bancário europeu) não acompanhou a "sebastiânica" descida da taxa directora do BCE. Num efeito totalmente inverso (após o anuncio do BCE em descer 0,5 p.p. a sua taxa directora), a média das taxas Euribor subiu.

Tal fenómeno económico alarmou os altos dirigentes do BCE e angustiou a maioria dos governantes europeus. Um membro da comissão executiva do BCE (Lorenzo Bini Smaghi), confessou, perante certos órgãos da comunicação social, que considerava extremamente injusto que as famílias pagassem as suas hipotecas com juros baseados nas taxas Euribor, devido ao sentimento de desconfiança que existe entre os bancos para emprestarem dinheiro entre si. Face a este sentimento de consternação, Lorenzo Smaghi ponderou a hipótese, a qual considerava necessária, de ligar as prestações das hipotecas à principal taxa directora do BCE, em detrimento das taxas Euribor. Fosse através de meios legislativos ou através de acordos privados.

Isto era uma medida coerente e com implicações reais no desafogar do "aperto bancário", nomeadamente, daqueles que possuem créditos hipotecários. Sendo as taxas Euribor determinadas, essencialmente, pelo volume de oferta e procura no mercado interbancário, são como tal instáveis, imprevisíveis e potencialmente especulativas. De realçar, neste contexto, a aplicação do que o senhor Lorenzo Smaghi preconizava: indexar o empréstimo hipotecário à principal taxa directora do BCE (mais estável e controlável administrativamente).

Esta medida teria implicações, quase imediatas, justas e satisfazíveis.

Vejamos, tendo em consideração os valores de hoje, a principal taxa directora do BCE está a 3,25% e a taxa Euribor a seis meses (a mais utilizada nos empréstimos hipotecários) está a 4,651%. Num crédito de habitação a prestação mensal é calculada, a grosso modo, com base no valor do empréstimo; no prazo de pagamento deste; nas prestações que faltam; na taxa de juro indexada ao empréstimo e no "spread" (basicamente a margem de lucro do banco).

Se a medida proposta por Lorenzo Smaghi (indexar os empréstimos à principal taxa directora do BCE) estivesse em prática, a diferença numa prestação mensal a pagar o empréstimo hipotecário seria substancialmente menor do que prestação mensal actualmente indexada à taxa Euribor a seis meses. (1,401 p.p. a diferença entre a taxa Euribor a seis meses e a principal taxa directora do BCE). (*)

Ressalvo, que o banco (que concedeu o empréstimo) manteria a sua margem de lucro directa (o "spread") se a medida em causa estivesse em prática.

Contudo, a média das taxas Euribor desceu. Hoje, a tal tenebrosa média já vai na vigésima sessão consecutiva a descer. Os empréstimos ainda são indexados às taxas Euribor, e por isso, variáveis conforme os "sentimentos" (ora a confiança rege ora a desconfiança manda) do mercado interbancário. Entretanto, a medida preconizada por Lorenzo Smaghi foi esquecida, escamoteada, ultrapassada. De omnibus dubitandum, se está esquecida é porque assim a querem.

post scriptum: convém realçar que mesmo esta medida não disfarça a instabilidade e volatilidade da "alta-finança" e muito menos a relação cada vez mais próxima entre o crédito e a capitalização. Hoje em dia, faz cada vez mais sentido dizer que: dinheiro é dívida.

(*) A título de exemplo, imaginemos um empréstimo de 150 mil euros, a 30 anos, utilizando a taxa Euribor a seis meses (4,651%) mais um spread de 0,7%. A prestação mensal ficaria por 837,71 euros. Se utilizássemos a principal taxa directora do BCE como indexante ao nosso empréstimo (neste caso de 150 mil euros) a prestação mensal ficaria por 694.67 euros. Uma diferença de cerca de 143,04 euros.

"Força da Razão por melhor Educação"

Sobre a manifestação (a efectuar-se no presente momento) da classe profissional dos professores, convém lermos os escritos presentes num blog cá dos arrabaldes. Um blog em que o autor (Telmo Bértolo) escreve as colectivas e as suas particulares preocupações para com um método de avaliação suspeito (na sua essência essencial mas adoentado, à partida, pela burocracia ministerial) e um sistema de ensino enfermo: a ler e compreender Partilha do Saber.

07 novembro 2008

External affairs

Se há algo que me irrita profundamente (senão nem escreveria isto aqui) é a adoração servil, grátis e absurda que praticam alguns bloggers perante outros. Aqui, na blogocoisa minhota, a bajulação é macabra e, por vezes, masoquista. Masoquismo em dobro para quem a lê (a bajulação escrita e disfarçada de elogio snob) do que para quem a escreve. Embrulhado (o adulador) que está em snobismo, este leva-o a proferir (escrever) verdadeiras inverdades, trocando a dignidade e a rectidão por um punhado de visitas e algumas citações. Como a misericórdia (compaixão pela miséria alheia e só Deus é capaz de tal "divino" sentimento) me está interdita por definição, só me resta o profundo lamento de ter que ler (felizmente só às vezes) tais desvirtuosos actos de servilismo.

06 novembro 2008

Algo que é estranho nesta história toda, é não darmos Cavaco algum ao João

O governo regional da Madeira, habituou-nos (palavra que implica que erros e malformações políticas sejam interpretadas com brandura) a espectáculos tristes, dentro e fora da espera da legalidade política. O recente caso (do deputado "comunista" do PND, José Coelho), não menosprezando a sua actuação menos cortês, em que um deputado é impedido de entrar num espaço público (pelo menos para deputados e afins) onde se produz legislação e, por vezes (como neste caso), se calca a lei, é deveras revoltante.

O que fará o responsável máximo[o PR] pela regulação das instituições públicas e governativas do nosso ilustre e civilizado país?

O nosso ilustre e garboso Presidente da República possui a particularidade (quase divina) de ser tão premente a abanar "normazinhas" do Estatuto Político-Administrativo dos ilhéus (entenda-se, insulares não afectos a esta presidência) mas ao mesmo tempo (qual omnipresente ser) ser perdulário e benévolo perante os atentados à Democracia na terra dos insulares (entenda-se, insulares afectos a esta presidência).

Nas funções, definidas na nossa Constituição, de tal divino e irrepreensível ser (entenda-se o PR) há a possibilidade (sim, porque não é obrigado a tal) de regular o funcionamento das instituições democráticas. Será que ele (o divino ser em causa) irá utilizar tal função presidencial e regular as instituições democráticas na Madeira? Provavelmente, não. Pelo simples facto de não poderem ser reguladas --não é por o Alberto João ser um importante e influente político no partido ao que o divino pertence, mas, sim, porque o PR só pode regular(ou pelo menos pretender regular) o funcionamento das instituições verdadeiramente democráticas. E assim se "politiza" em Portugal.

Numa (devoluta) Sé perto de si

05 novembro 2008

O quê? Anda tudo doido ou o Obama venceu e consegui iludir-vos, pobres "amerika-dependentes"

«Baleia Nazaré anuncia mês verde da Visão» in [Expresso].

Aos pacóvios e mundanos gestores que são "apartidários", desejo-lhes a melhor das sortes para as suas carreiras (não financiáveis pelo Estado)

«O Partido Socialista aprovou hoje a proposta do Governo de nacionalização do Banco Português de Negócios, com os votos contra de todas as bancadas da oposição. A medida permite que os responsáveis pela situação a que o banco chegou recebam avultadas indemnizações.» in [Esquerda.net]

Yes, we can

«Freguesia de Refojos já tem brasão »

"Com respeito pelo presente regime", avante, avante

A juntar a um rol de necessárias "rectificações" no Orçamento de Estado, eis que surge mais uma iminente (e extremamente necessária) rectificação a mais uma trapalhada governamental.

Esta "nova trapalhada" legislativa consiste numa polémica norma em anexo a uma proposta de lei para nacionalizar o "esventrado" BPN. Esta norma, em anexo, "dotava" o governo com um poder "legislativo" necessário para nacionalizar algo sem a participação da Assembleia da República no processo de decisão. Enfim, são tiques ou defeitos, eis a questão?

04 novembro 2008

Gostaria muito de saber o que ela pensa sobre a ajuda "social" do Estado à Banca. Ultraje, não. Necessário, sim. Haja paciência.

«Dar aos idosos 80 euros é um ultraje e um insulto porque eles, diabéticos, vão beber cerveja e comer doces e serão roubados pelos filhos», ditos de uma senhora democrata cristã [de nome Maria José Nogueira Pinto] in [JN].

03 novembro 2008

BPN (um Banco Para todos Nós) ? (II)

Algo não me deixa em paz. Com que então o BPN (que não tem assim tanto "peso" no nosso sistema financeiro) é nacionalizado em prol de assegurar os depósitos e a manutenção da "confiança" (tem-nos custado um pouco caro não é?) no sistema financeiro. Isto, face às medidas "expelidas" do Conselho de Ministros.

Depois, o Banco de Portugal (um daqueles que deveriam regular melhor o "sistema") afirma que irá "exigir às instituições de crédito que atinjam um nível de solvabilidade correspondente a 8% dos fundos próprios de base das instituições"". Certo e apoiado. A "face" menos agradável é que o Estado (qual prestimoso "ser") irá "disponibilizar cerca de quatro mil milhões de euros para garantir os aumentos de capital que os bancos portugueses vão ter de realizar". Como? A técnica do costume, o Estado vai emitir títulos de dívida pública (endividando ainda mais o país). Para quê? Para "ajudar" a banca portuguesa (tão generosa a "partilhar" os lucros pelos seus accionistas) a cumprir certos requisitos para a sustentabilidade e viabilidade do sistema financeiro.

O Banco de Portugal (BdP) -dependente do Sistema Europeu de Bancos Centrais (SEBC)- exige "mais". O Estado, preocupado com a banca, endivida-se (em nome do contribuinte) para "ajudar" a Banca a "cumprir" as designações do BdP. E, no fim deste círculo de financiamentos e exigências, o menos exigente e menos "financiado" é que paga: o sempre disponível contribuinte. É assim o mundo emocionante da "alta-finança".

Já asseverava o Brecht :“O que é roubar um banco comparado a fundar um?”

«Anda um pobre a investir todas as suas poupanças num fundo de investimento para agora “o Ali Babá e os quarenta ladrões” ficar com elas.»

BPN (um Banco Para todos Nós) ?

Branqueamento de capitais, solvibilidade duvidosa (e ocultada das contas oficiais do banco), suspeitíssimos negócios externos à actividade principal do banco, "off-shores" como plataformas negociais por excelência etc. São estas as causas da nacionalização. Pronto, há mais uma: os restantes agentes do sistema financeiro português não quiseram "privatizar" o banco. Normal, quando há um Estado tão prestimoso em assegurar prejuízos e a conceder, de um modo muito benévolo e pouco exigente, empréstimos, com a máxima de manter a sustentabilidade do «Mercado» e dos seus agentes.

Mas este problema centra-se essencialmente na má e na efectiva falta de regulação feita por entidades cometentes(?). Responsabilização (não somente dos gestores,administradores e demais elementos directivos) necessita-se. Mas quando a desresponsabilização é-nos definida pela política, ensinada nas escolas, transmitida (suavemente mas em doses de "cavalo") pelos média, e consequentemente assimilada pelo senso comum, torna-se difícil, com estes pressupostos todos, responsabilizar por direito quem deve ser responsabilizado. Altos valores se impõem. Não os meus.

01 novembro 2008

"A reacção europeia a Obama é uma desilusão europeia."

Sobre a mistificação que abrasa as eleições americanas e a "mudança" iminente, a ler e reter:"Os EUA têm essencialmente um sistema de partido único".

Ele sabe o que canta...

crowds, Bauhaus