Ex. Chefe de Gabinete de Barreto promovida a Directora de Unidade/Núcleo / Directora do Centro Distrital de Solidariedade e Segurança Social de Braga visitou Cabeceiras de Basto.
25 fevereiro 2011
12 outubro 2010
26 maio 2010
Equipas de Intervenção Permanente (EIP)- Cabeceiras de Basto (II)
No início do ano de 2008, Cabeceiras de Basto integrava o grupo dos primeiros municípios portugueses a iniciar o processo de implementação de Equipas de Intervenção Permanente (EIP). Essas equipas, suportadas financeiramente pela Autoridade Nacional de Protecção Civil e pelas Câmara Municipais, visam melhorar o serviço de Protecção Civil, dando profissionalismo e qualidade ao serviço prestado.
Porém, Cabeceiras de Basto, estando na vanguarda na criação destas equipas, assume, hoje, o papel inverso - é dos poucos concelhos que não possui estas equipas. Chegamos ao ponto em que, no distrito de Braga, haja concelhos com três equipas e que num dos concelhos com uma maior área florestal do distrito, estas equipas continuam no papel.
As desculpas "oficiais" afirmam que a causa deste adiamento prende-se por uma restrição nos critérios de admissão (idade do candidato tem de ser inferior a quarenta anos). É uma reclamação absurda e contraproducente. Absurda porque, conhecendo, como conheço o quadro activo dos bombeiros cabeceirenses, há, e no início do processo havia ainda mais, bombeiros formados, com experiência e com idade suficiente para cumprir os requisitos. Contraproducente, porque devido a uma exigência absurda (aumento da idade máxima para a candidatura) temos o adiamento de uma protecção civil com mais qualidade, resultando, como é óbvio, num "não melhoramento" do serviço de protecção civil no concelho de Cabeceiras de Basto e isso implica uma menor protecção aos cidadãos cabeceirenses.
Como afirma, e bem, Fernando Moniz (governador civil de Braga) "as câmaras têm a primeira e a última palavra" no processo de criação destas equipas. E, citando Fernando Moniz, se estas câmaras não implementam estas equipas é porque "(...)nem sempre as câmaras municipais consideraram a Protecção Civil uma questão prioritária". Mais uma vez, Fernando Moniz reforça a responsabilidade deste processo aos executivos camarários a afirmar que "(...)se houver vontade política dos presidentes de câmara, a situação resolve-se".
Pois bem, que haja responsabilidades políticas apuradas. Não há uma única razão, suficientemente válida, para que Cabeceiras de Basto, e outros concelhos em idêntica situação, não implemente estas Equipas de Intervenção Permanente. Basta deste circo de minudências burocráticas e de interesses disfarçados.
16 janeiro 2010
O Estado deve intervir no Hospital de Braga
«Grupo Mello Saúde, que gere o Hospital de Braga,mudou medicação a dezenas de doentes neurológicos, obrigando-os a assinar um "consentimento informado".
Mais de uma dezena de doentes acompanhados pelo Serviço de Neurologia do Hospital de S. Marcos, estão sem receber tratamento há mais de duas semanas. Em causa está a substituição do medicamento Octagam (imunoglobulina humana normal) por Flebogamma, um outro medicamento adquirido pelo Grupo J. Mello Saúde, actual responsável pela gestão do hospital, que os doentes afirmam ter efeitos secundários "insuportáveis".» in
A lógica da gestão privada está perverter o conceito, previsto na nossa Constituição, de protecção da saúde. Está, taxativamente, escrito que o Estado deve, e passo a citar a nossa Constituição, «assegurar o direito à protecção da saúde». Ora, com a administração (grupo J. Mello Saúde) do Hospital de Braga a impor um tipo de medicação, sobre a qual existe dúvidas científicas e à revelia dos próprios médicos do hospital que foram obrigados a receitar o que não aceitam, em que situação está a constitucional função de um hospital público prestar os melhores cuidados da medicina?
Nesta situação, o Estado tem e deve intervir. Uma questão de saúde pública e respeito pela nossa Constituição. Pois em causa está o bom funcionamento e prestação de serviços de uma instituição pública, que teve um revés funcional e qualitativo ao assistir a entrega da sua gestão a uma administração sedenta por lucro (como a boa lógica mercantilista determina).
10 janeiro 2010
Outrora havia um certo perfil de assistência hospitalar em Braga, amanhã, deixará de haver. O que mudou? A gestão, outrora pública agora privada
«Através de uma nota interna, divulgada ontem, a instituição de saúde comunicou aos seus profissionais que a partir do dia 18 de Janeiro vai deixar de receber novos doentes para aquelas especialidades médicas, alegando que “não fazem parte do perfil assistencial” da instituição.(...)Manuel Pizarro admitiu a existência de “um conjunto de dificuldades” relacionado com os termos do concurso da parceria para o Hospital de Braga, com gestão privada desde Setembro de 2009, mas frisou que esses termos foram definidos antes de 2005.» in [Público]
Um espaço hospitalar que anteriormente assistia utentes (nas especialidades de infecciologia, nefrologia, reumatologia e imunoalergologia) irá rescindir (termo correcto pois o que parece estar em causa são razões contratuais) e vedar a porta a «novos doentes» que carecem de tais serviços especializados. A razão não é pública, mas ao que parece esta tenderá ser a velha causa para as «reestruturações» nos serviços, ou seja, a velha implicação mercantilista: se há prejuízo então fecha-se.
01 outubro 2009
Eleições Legislativas 2009 - Braga
fonte:rtp
O Partido Socialista, face aos resultados de 2005, voltou a ser o partido mais votado no distrito de Braga. Manteve o mesmo número de deputados (9) anteriormente eleitos pelo círculo eleitoral de Braga. O PPD/PSD, embora tivesse uma ligeira quebra (cerca de dois pontos percentuais) não consegui manter os sete deputados "conquistados" em 2005. O CDS-PP consolidou-se como a terceira força política no distrito de Braga elegendo mais um deputado do que em 2005. Sendo assim, elege dois deputados pelo círculo de Braga. O Bloco de Esquerda, quarta força política, tem a maior subida em número de votos. Teve mais de 16 mil votos do que em 2005, elegendo assim o seu primeiro deputado pelo círculo eleitoral de Braga. A coligação CDU manteve o seu deputado eleito mas diminui, ligeiramente, em número de votos.
06 setembro 2009
Ainda ontem com, aparente, saúde segurava finos na Táscoela e hoje está com febre e impedido de ir à convenção, são coisas do Arco da Velha
«Interrogado pela agência Lusa sobre o motivo da sua ausência na convenção, António José Seguro referiu que telefonou por volta das 11:00 de hoje ao director de campanha do PS, Vieira da Silva, a comunicar-lhe que estava doente com febre em Braga.» in [DN]
10 maio 2009
Mais um episódio da "fineza" política que reina neste "caciquistão"
«Explicou ontem ao PÚBLICO Ivo Cunha (membro da comissão política concelhia do PS) que o presidente da câmara foi adversário, em eleições internas, do actual líder da Federação do PS de Braga, Joaquim Barreto. E que o coordenador da escola que foi destituído, António Barros, não só apoiou este último, que é presidente da Câmara de Cabeceiras de Basto, como faz parte da distrital do PS. Já o director do agrupamento - que mandou dizer, face às insistentes tentativas de contacto, que "não presta declarações" - é deputado socialista da Assembleia Municipal de Fafe.
Para Ivo Cunha não há dúvidas: "Isto é vingança por o António Barros ter apoiado o Joaquim Barreto." Mas o presidente da câmara garante que não: "Que enorme disparate!", exclamou, assegurando que "se alguém se portou mal nesta história" foi o coordenador da escola, António Barros, que não fez os convites, acusa, "por ter confundido questões pessoais com assuntos institucionais". E fez questão de explicar que o desentendimento entre ambos "é anterior às divergências partidárias": "O Barros zangou-se, em 2005, porque não garanti emprego à filha dele, que fez estágio profissional na Câmara de Fafe e trabalha agora na autarquia de Cabeceiras de Basto", cujo presidente é líder da distrital, disse. António Barros não quis prestar declarações.» in
01 maio 2009
A força das palavras
«Governador acusa democracia de desenvolver modelo fascista»
«O Governador Civil de Braga insurgiu-se ontem contra o excesso de centralismo do poder político. Fernando Moniz não esteve com contemplações e sentenciou que, neste particular, o regime democrático tem estado ao melhor nível do que foi a ditadura.«Portugal está cada vez mais centralizado em Lisboa, promovendo um modelo de poder político que medrou no antigo regime e desenvolveu-se, e muito, no regime democrático», sentenciou o representante do Governo no distrito de Braga, que classificou de «medíocres» os políticos.» in [Diário do Minho]
06 abril 2009
Um paradigma de desenvolvimento a repartir
«O candidato do PS à Câmara de Celorico de Basto, Lopes Teixeira disse hoje[Sexta-Feira] em Celorico que o município, gerido pelo PSD, 'tem de avançar rumo ao desenvolvimento, como sucede nos concelhos vizinhos geridos pelos socialistas(...)num acto em que participaram varias dezenas de militantes, bem como os presidentes das Câmaras de Cabeceiras de Basto, Joaquim Barreto, de Fafe, José Ribeiro, de Guimarães, António Magalhães e de Vizela, Francisco Ferreira.» in [Correio do Minho]
04 abril 2009
Elementar (II)
vi) Facto:Domingos Névoa foi eleito Presidente da BRAVAL por causa da votação unânime das Câmaras Municipais de Braga(PS), Amares (PS), Vieira do Minho(Coligação PSD e CDS), Póvoa de Lanhoso(PSD) e Vila Verde (PSD).
Elementar
Domingos Névoa renuncia ao cargo de presidente da administração da empresa intermunicipal Braval.
Pontos a realçar sobre esta questão:
i) O Bloco de Esquerda foi, durante algum tempo, a única força política a reagir a esta intentona contra a credibilidade. Valeu a determinação e a implícita declaração de «guerra aberta» contra a corrupção.
ii) O silêncio ensurdecedor, passo o paradoxo, de Mesquita Machado e, consequentemente, da estrutura regional do Partido Socialista. De pouco valeu (para as estruturas locais do partido) a "voz oficial" do PS, o ministro Santos Silva, condenar, em simultâneo com a maioria dos partidos políticos, a indigitação de Domingos Névoa para presidir a administração da Braval.
iii) A possibilidade de um "acordo parassocial" de uma empresa pública (pelo menos foi a desculpa oficial) validar que a ética e a credibilidade desta entidade seja "fulminada", sem qualquer oposição interna (conselho de administração), com a imposição "cavalheiresca" de Domingos Névoa.
iv) A promiscuidade nesta indigitação não começa nem acaba em Domingos Névoa. Há mais pr'além desta situação.
v) Esta situação evidencia que a democracia, tal como a conhecemos no "interior profundo" e não só, é um constante exercício de vigilância.
01 abril 2009
Eles andam por aí
«Abrem hoje as Jornadas Parlamentares do Partido Socialista que decorrem, até quarta-feira, em Guimarães.Para o dia de hoje, além da abertura oficial às 18H30, estão agendadas visitas aos 14 concelhos do distrito.» in[Correio do Minho]
31 março 2009
Para cargos públicos a exigência de registo criminal "limpo" não se aplica a todos?
Louçã considera nomeação de Domingos Névoa uma "ofensa à democracia"
De facto, nos dias que correm é-nos mais fácil despejar escritos carregados de incomformismo e mau-desejo que apresentar alternativas bonitas e pertinentes. Uma da razões é a facilidade em que nos deparamos com o statu de quem nos "governa" (isto inclui políticos, governantes, capital e afins) um estado que está a raiar o mísero, o incomportável e está a provocar, digamos, uma encarnação de um mau-estar. Não por ser uma (má) novidade. Não, a "esterqueira" já lá estava. A consciência colectiva é que está, nos tempos de crise, mais sensível aos "podres" daqueles que o pedestal do poder segura.
Relativamente à notícia atrás citada, por uma implicação simples compreende-se que se a Braval é uma empresa com uma maioria de capitais públicos (consequentemente uma empresa pública) então tem de se submeter aos desígnios, morais ou de outra coisa qualquer, dos seus "accionistas",ou seja, nós. Nomear um homem (condenado por tentar corromper o vereador da Câmara de Lisboa José Sá Fernandes, ou seja, tentar corromper alguém com responsabilidade pública) para presidir uma empresa com responsabilidades públicas é, no mínimo, um paradoxo caricato de um Portugal de "tachos" e "tachinhos". Por favor...alguém que arrume a casa.
02 março 2009
Parafraseando o filósofo (não o ministro) Sócrates
Hoje é dia de futebol na cidade dos arcebispos e não só. Em confronto (pois os cartazes alegóricos do SC Braga, que povoam Braga, obriga-nos a repensar os termos futebolísticos) estarão os maiores clubes desportivos de Braga e Guimarães. Maiores em dimensão, nada mais. Para mim, é irrelevante tudo o que seja extra-desporto. Gosto de futebol tal como ele é na essência, ou seja, um desporto. Não discuto e muito menos "vivo" o futebol. Gosto de jogar, gosto de ver e, para mim, chega. Claro, que ouço "bocas" quando abro a minha para falar de futebol.«Cala-te porque nada sabes», ecoa no espaço. Tolos, se eu falasse daquilo que sei estaria eternamente condenado à mudez dos neutros.
18 fevereiro 2009
Não fico admirada II
«Favela dos ricos vai tornar-se "repulsiva"» in [JN]
Para além do atentado a uma das zonas mais bonitas de Braga,outros problemas poderão advir desta desenfreada construção ao longo da encosta do Bom Jesus.
Mais um mau exemplo do ordenamento a que Braga já nos habituou. Para já a encosta do Sameiro tem sido poupada.Até quando?
27 janeiro 2009
Uma "espécie" de PP(D) a repetir
PostSecret
Numa estratégia politica evidente, as distritais do PSD e PP de Braga (qual concílio) decidiram reeditar as coligações municipais já experimentadas (Braga, Vila Nova de Famalicão, Vieira do Minho, Vizela e Cabeceiras de Basto) e estudar a possibilidade de "alargar" a aliança política a outros concelhos do distrito. É o reflexo político da máxima: I only talk to girls with the same provider, because i'm cheap.
11 janeiro 2009
Minhotos (os que elegem) e os outros minhotos (os eleitos)
Há cerca de um mês escrevi sobre a volatilidade, para utilizar um eufemismo, da situação sócio-económica da Região do Ave do Cávado. O Bloco de esquerda apresentara, na altura, um conjunto de medidas excepcionais para minorar o desespero social e económico que se sente e vive nesta região.
Ido o tempo, a Oposição levou a discussão e ao parlamento um conjunto de programas de intervenção e de emergência para o distrito de Braga, que salientava a situação de "tragédia social" que se vive, em particular no Vale do Ave e Vale do Cávado. O grupo parlamentar do PS "chumbou". Nem os alertas das bancadas parlamentares oposicionistas, para "descartar" as obrigações da bancada, como quem diz, para sensibilizar os deputados do PS eleitos pelos círculos de Braga e do Porto, para se distanciarem da orientação da bancada e votar a favor das propostas da Oposição, surtiram efeito. O conjunto de medidas foi liminarmente "chumbado".
Na base da rejeição do conjunto de medidas, os deputados do PS alegaram «...deve fazer-se o balanço dos programas em curso e que, em 2008, já permitiram um investimento de mais de 20 milhões de euros» e que «...as medidas do Governo de apoio ao investimento e ao emprego, que serão votadas no Parlamento, no próximo dia 29, terão incidência na região» contudo, adjectivaram o conteúdo do conjunto de medidas apresentado pela Oposição como «demagógico» e de «simples retórica».
De facto, os «programas em curso» têm produzido um efeito deveras notável. Ninguém diria que existe um "plano governamental" para estas regiões. De referir, que esta crise que se sente e vive nas Regiões do Ave e do Cávado não é um fruto do acaso muito menos única e exclusivamente responsabilidade de alguma crise externa. As causas estão bem identificadas: a falta de variabilidade económica, o tipo de economia baseada em mão-de-obra barata, má gestão, uma globalização à la minhota etc. De referir que os empresários, que enriqueceram à custa da falência das empresas com a supressão de salários e afins, também, têm uma quota parte de culpas nesta situação desesperante. Responsabilizá-los é necessário.
De salientar o voto de rejeição a este conjunto de medidas dado pelos deputados do PS eleitos no círculo de Braga. Mostraram um "seguidismo" partidário exemplar. Estes exemplos de falta de responsabilidade perante o eleitor, obrigam-me a pensar que é urgente um outro sistema de eleição, o círculos uninominais.
09 janeiro 2009
De comboio até Cabeceiras de Basto...
Devida a esta «vaga» de frio e gelo, eu, como vários conterrâneos meus, ficaram «exilados» nas suas «cidades-asilo». Grande parte das vias de comunicação rodoviária para Cabeceiras de Basto estão intransitáveis ou num estado muito perigoso para circular. Para além de culpar o tempo e os seus devaneios (um bode expiatório evidente), não deixo de apontar o dedo para a falta de alternativa das vias de comunicação no interior de Portugal. É a «centralização portuguesa», até na deslocação.
post scriptum: Entretanto, deambularei pela «cidade-penico» até haver uma próxima oportunidade de regressar a casa.
02 janeiro 2009
Não fico admirada
"Prédio ameaça tapar parte da torre medieval
O Centro Internacional de Estudos Lusófonos reúne pessoas que reclamam pela paragem das obras de um prédio particular que ameaça "tapar" a torre medieval, junto à Porta Nova, em pleno centro histórico de Braga." (JN)