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02 outubro 2009

Crónicas de um povo esquecido

A aclamado caso dos submarinos emerge vindo do fundo do nebuloso saco dos negócios ruinosos do Estado. São às dezenas os casos de negócios ruinosos que raramente são explicados e dificilmente são suficientemente responsabilizados. Neste caso, há uma burla de cerca de 34 milhões de euros lesando, pois claro, o nosso faustoso Estado. De momento, há cerca de dez "intermediários" acusados pelo Ministério Público. Contudo, mais uma vez, os verdadeiros responsáveis, sim, aqueles que assinaram em nome do Estado promovendo a burla (ora por incompetência ou por negligência, cabe às entidades apurar mas aos cidadãos sancionar), são premiados pelo esquecimento.

06 abril 2009

Bad boys, bad boys, what you gonna do when they come for you

«Paula Nunes disse ainda que, nos anos 90 do século passado, circulavam grandes quantias de dinheiro no gabinete do autarca e que construtores civis e promotores imobiliários eram frequentadores assíduos da autarquia. As ofertas para campanhas eleitorais eram "normais" e, realçou, eram "dadas em jantares" , por vezes até "maços de notas cintados".» in [JN]

04 janeiro 2009

Justiça à velocidade de uma locomotiva a vapor

Se há temas que rebentaram que nem bombas na comunicação social, foram os alegados abusos sexuais a menores na Casa Pia de Lisboa (cujos arguídos são personalidades de estratos sociais muito respeitados), e mais recentemente, a corrupção desportiva que ficou conhecida como "Apito Dourado". São dois temas cujos processos jurídicos certamente serão muito distintos, mas uma coisa eles têm em comum - o seu desenrolar é muito lento, recheado de polémicas, de Recursos Processuais para os Tribunais Superiores, e pouca clareza dos factos, das provas e dos testemunhos. Temo que uma grande parte dos alegados "criminosos" não sejam sequer julgados, pela possível prescrição dos crimes. Como podem os portugueses confiar na justiça, se crimes tão graves estão na iminência da impunidade?! A Justiça Protuguesa carece de bom senso, quer por parte dos arguídos, dos seus defensores legais, dos magistrados, do Ministério Público em geral, e em especial por parte dos políticos e dos legisladores da Assembleia da República.

11 dezembro 2008

Proxenetas da Democracia

O caso do governador do estado de Illinois encontra um paralelismo arrepiante com o prenúncio de um novo referendo na Irlanda.

No primeiro caso, o governador norte-americano (carregado daquilo que a política e a «causa comum» se tornaram nos EUA e no Mundo), para além de outros ardis, pretendeu "vender" o lugar no senado americano deixado vago pelo president-elect Barack Obama.

No segundo caso, a Irlanda (ou melhor, os seus políticos) tenta assegurar (comprar) um lugar para um comissário irlandês, comprometendo-se (vendendo) , e cito "a procurar obter a ratificação do documento [Tratado de Lisboa] até ao final da actual Comissão Europeia, cujo mandato termina a 1 de Novembro do próximo ano."

Ou seja, a evidência de corrupção política (embora o bem "transaccionado" seja diferente a acção corruptiva, a meu ver, é a mesma) é assimilada estaticamente pela sociedade . O governador não renuncia ao seu mandato e a Irlanda (personificada nos seus políticos) troca o bem democrático pelas boas graças dos "eurocratas" (o episódio das carnes com dioxinas é um exemplo do mau estar que se sente) e o bem estar político que isto implica.

27 junho 2008

Arre !

É algo que me enjoa profundamente, a ética política vigente ou a falta dela. Sempre os mesmos, instalou-se um "real sistema" que mina o cerne da Democracia em Portugal. Convém ler :

Sobre a "ética política" da nova liderança do PSD (2).

PS e PSD recusam levantar sigilo no caso BCP.

01 abril 2008

Convém lembrar que nada se faz e tudo se adia

A corrupção em Portugal é alarmante e retrocede o País. Desde do singelo lugar interiorizado à cosmopolita e centralista urbe, a corrupção, faz aquilo que lhe compete: atrasa o desenvolvimento, minando e corrompendo as instituições, cidadãos promotores e com responsabilidade, enriquecendo e maculando poucos em detrimento de muitos.

07 fevereiro 2008

Coragem é uma emoção?

Leio, por aí, um pouco por todo o lado, críticas, insinuações em suma emoções concretizadas em palavras. Todos criticam a corrupção que aflige o nosso País. Existem certos "iluminados" que assertam a ideia de combate à corrupção mas com certos pudores e dualidades. Afirmam, ainda, que se deve esvaziar o conteúdo emotivo destas acções de combate à corrupção. Claro, isto é o que se tem feito durante os últimos anos, cada acção, cada proposta de combate à corrupção (digna deste nome) é refutada e alterada baseando-se na emotividade e desproporcionalidade das propostas. Pois, é tempo de acabar com estas desculpas de "mau pagador". Se necessário, empregar uma boa dose de emoção ao combate à corrupção.

25 dezembro 2007

A infeliz Banca de Políticos (II)

"...grande parte do prejuízo criminalmente organizado do BCP é pago pelos impostos dos portugueses."

Francisco Louçã

06 dezembro 2007

Autarquias de senhores

"Autarquias são o principal foco de corrupção ".

Penso que é um problema crucial para a existência da sociedade, tal como se idealiza no contemporâneo, discutindo a sua globalidade conclui-se que é tema de trato difícil mas sobejamente conhecido pelo senso comum. Esperaremos a confirmação, penso com uma subavaliação devido a condicionantes, em Fevereiro do próximo ano. Espera-se medidas.

03 dezembro 2007

Do engorda do QCA à esperança do QREN

Já se sente no ar os dinheiros europeus, que agrada desde do mais acérrimo eurocéptico até ao corrupto comum. O QCA - Quadro Comunitário de Apoio - sinónimo, não há muito tempo, do logramento fácil e enriquecimento, fomento da corrupção desde do humilde funcionário municipal ao ministro menos idóneo. Nestes tempos havia um subsistema de financiamento à corrupção, onde o incentivo era direccionado não para os projectos pertinentes e estudados mas para aqueles que alimentariam e engordavam esse subsistema. Nestes tempos áureos de despesismo e onde o País rejubilava com tanto dinheiro e todos num mínimo esforço conjunto esbanjavam e "inutilizavam" euro-dinheiro, era no interior que se sentia a falta iminente de projectos bem estruturados e objectivos. Mas nem por isso se fugiu ao engorda generalizado, até nestes concelhos raquíticos e violentados do interior.

Depois deste prelúdio realista que o País interiorizou, nada melhor que romper com o passado atribuindo um novo nome a esta torrente de euro-dinheiro. Agora chama-se QREN -Quadro de Referência Estratégico Nacional- . Preconiza-se agora o rigor, estratégia, pertinência (tudo aquilo que no passado recente não se focava) nas candidaturas, até se desterrou o conceito apoio com vista a não alertar o inconsciente do corrupto, tão susceptível a palavras como esta. Espera-se rigor na atribuição e fiscalização de dinheiro às candidaturas ao QREN. Vive-se a derradeira hipótese de evolução com apoios comunitários.

29 novembro 2007

Autarquia "idem" Poder Central

A corrupção autárquica iguala-se à corrupção do poder central. Duas premissas que se confundem nos meios, com as devidas particularidades, mas com uma conclusão bem conhecida, a do logramento do contribuinte e da sinceridade política. Desde das empresas públicas do sector estatal às empresas municipais, tudo serve para alimentar o despesismo e o enriquecimento do corrupto. Esquecem-se os deveres, ética, e tudo o resto que serve para alicerçar a idoneidade de um cargo público em prol da sociedade . Penso que a política serviria para filtrar os capazes e éticos para os cargos de responsabilidade pública, mas a minha lucidez tratou de arrasar tal ingenuidade legitima. Claro que não se pode generalizar este pensamento, mas cada acção, cada lei, cada proposta tem provocado um efeito de repensamento sério. Enfim, só tenho que deixar a democracia o papel de filtro, mas a retórica do logro ameaça. Não há pior inimigo da democracia do que o corrupto eleito, que se aproveita deste sistema para o corromper e o envenenar.