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19 fevereiro 2009

Um princípio perigoso

«O presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras, Carlos Miguel, foi surpreendido ao início da tarde com um fax do Ministério Público no qual era dado um prazo à autarquia para retirar o conteúdo sobre o computador Magalhães, que fazia parte de um dos carros alegóricos, onde apareciam mulheres nuas. “Achamos que pela primeira vez após o 25 de Abril temos um acto de censura aos conteúdos do Carnaval de Torres”, lamentou o responsável, em declarações à Antena 1.

(...)Carlos Miguel acrescentou que “o que existe é uma sátira ao computador Magalhães com um autocolante que se pressupõe que seja o ecrã”, pelo que não entende o pedido para o retirarem do Carnaval e entregaram mais tarde ao tribunal judicial.» in [Público]

Não sei em que se baseou o Ministério Público para actuar assim. O Ministério Público é um representante do Estado (e não do governo) para defender a legalidade e os interesses da lei e, acima de tudo, defender os princípios democráticos de um Estado Democrático. Não compreendo, e muito menos aceito, que esta entidade pública censure (o que vai contra os seus estatutos) um acto carnavalesco. É um acto a merecer a devida responsabilização ao comprovar-se (o que aparenta ser o motivo) que a censura deveu-se apenas a uma exposição satírica da coqueluche da propaganda do Governo.

22 maio 2008

Eleitos no demérito

<< Santana Lopes apela ao voto por convicção no PSD >> [Público]

Estes velhos políticos anseiam serem eleitos por convicção invés de serem eleitos pela qualidade da programática eleitoral com opções e medidas para o País. Será porque as convicções são algo "maleável" e extremamente útil para a fuga de responsabilidade aferida pela falta de um programa eleitoral competente e objectivo?

De convicções estamos fartos.

26 abril 2008

Com a ausência me explicas

(...)somente os partidos de esquerda celebram o 25 de Abril. Não percebo, a revolução não foi para todos? Porque é que o Psd não festeja.

A revolução foi para todos mas, e infelizmente, o Cds-PP e o PSd são mais relutantes a festejar o dia da Liberdade.

O cds-PP ainda existe? Pensava que não.

18 abril 2008

Ao PSD o que é do PSD (II)

Não sei se as críticas internas eram manifestações de elitismos, barões, dor-de-cotovelos (onde já li isso?) e demais oligarcas, se se derivavam das alucinogénicas propostas misturadas com a constante "queda" do L.F.Menezes em mudar de posição política mediante o vento.

Conclusão: Um pouco de tudo e uma mão cheia de nada.

13 março 2008

Pluralidade- Uma questão de sobrevivência

O Bloco de Esquerda tem a sua génese num aglomerado de partidos, na sua essência semelhantes mas paradoxalmente diferentes, e plataformas de cidadãos e associações que permite uma abordagem, não deixando de haver conflitos, ao debate interno político diferente dos demais partidos representativos. Dever-se-à a uma institucionalização desta sadia troca de ideias e opiniões? Dever-se-à a uma amálgama de pessoas e associação de pessoas diferentes? Ou ao facto deste partido não ser somente um partido mas um "bloco" de partidos? Não sei.

Contudo, aparenta existir, neste partido, uma troca de ideias e debate interno diferente, baseada na liberdade de opinião fundamentada, construtiva e respeitável. Ressalvo, que escrevo apenas com uma visão exterior.

Acredito que exista nos outros partidos uma liberdade de expressão institucionalizada contudo a abordagem que envolve as críticas e as diferenças de opinião aparenta ser diferente da do Bloco. Possivelmente, estas diferenças devem-se a uma probabilidade e previsibilidade governativa de alguns partidos e à ortodoxia anacrónica de outros. Temos inúmeros exemplos de divergências legítimas ou ilegítimas entre dissidentes de opiniões, locais e nacionais, e o aparelho partidário.

A pluralidade, desde da Biologia à meta-física, só poderá resultar numa evolução positiva e construtora. A unicidade, como a genética nos ensina, torna-nos vulneráveis a mudanças bruscas e paulatinas do ambiente que nos envolve. Um exemplo que já deveria estar mais que solidificado nas mentes humanas. Uma questão de sobrevivência. Um partido que não respeite tal dogma existencial só poderá definhar e empobrecer qualitativamente.

05 março 2008

Não existe coincidências

Nabo no Pedestal - 2004,Fernandes,Gustavo

31 janeiro 2008

Para onde vamos

A esquerda como a imaginamos define-se como uma das partes da dicotomia da ideologia política actual. Tendo sido definida na Revolução Francesa tem-se rendido à mutabilidade dos tempos. Os valores que apregoa destacam-se por um maior sentido colectivo e abnegativo. Tal como o combate à desigualdade de oportunidades, centralização de sectores importantes e estratégicos do País no Estado com o objectivo de resguardar os cidadãos das oscilações do mercado e o perigo de tornar um bem público num consórcio privado, maior consciência ambiental e maior preocupação social. Ideologia de crispação contrasta com o conservadorismo da direita. Esta definição, actualmente, não se adequa às novas correntes políticas onde se pode observar um pouco de ecletismo.

O maior problema da esquerda é o confronto com o pragmatismo de uma governação. Partidos e pessoas que ostentam o nome deste espectro ideológico desvalorizam a teoria e tornam prática a actividade governativa. Podemos analisar os sucessivos governos socialistas e deparámos com esta constatação. Constatamos, também, que os partidos e pessoas afectas à ideologia "de direita", quando estão na oposição embarcam na defesa de políticas mais sociais e, por norma, restritivas da esquerda.

Localmente, estas ideologias tendem a "diluir-se". Com algumas variações mas na prática o pragmatismo e a procura de resultados iminentes culminam nesta "diluição".

Defendo o pragmatismo, mutabilidade e adaptabilidade das ideologias nos tempos que correm, é necessário, com o risco de se tornarem não praticáveis. Contudo, defendo que deve existir uma "espinha-dorsal" ideológica em cada acção política. Esta deve constituir parte importante da acção política para não cairmos na desvalorização ideológica e consequente perda de valores.

08 janeiro 2008

Vozes de burro...

(...) oh pá és de esquerda, tu e este pessoal só se queixam mas não passam disso. Vão trabalhar pá e aprendam a gramar como os outros.

29 novembro 2007

Autarquia "idem" Poder Central

A corrupção autárquica iguala-se à corrupção do poder central. Duas premissas que se confundem nos meios, com as devidas particularidades, mas com uma conclusão bem conhecida, a do logramento do contribuinte e da sinceridade política. Desde das empresas públicas do sector estatal às empresas municipais, tudo serve para alimentar o despesismo e o enriquecimento do corrupto. Esquecem-se os deveres, ética, e tudo o resto que serve para alicerçar a idoneidade de um cargo público em prol da sociedade . Penso que a política serviria para filtrar os capazes e éticos para os cargos de responsabilidade pública, mas a minha lucidez tratou de arrasar tal ingenuidade legitima. Claro que não se pode generalizar este pensamento, mas cada acção, cada lei, cada proposta tem provocado um efeito de repensamento sério. Enfim, só tenho que deixar a democracia o papel de filtro, mas a retórica do logro ameaça. Não há pior inimigo da democracia do que o corrupto eleito, que se aproveita deste sistema para o corromper e o envenenar.

22 outubro 2007

Estado político de Cabeceiras de Basto (II)

Como se resolveria o problema do actual estado político Cabeceirense?

Existe claramente uma necessidade premente e asfixiante de existir algo que contra-balanceie o poder instituído. Não digo isto de uma forma destrutiva. Pelo contrário, precisamos de equilíbrio, onde haja propostas e contra-propostas construtivas, não podemos viver num estado onde a inépcia governa, a política, que deveria ser participativa, pluralista, e demais sinónimos do construtivismo político, que advogam o intervencionismo social como forma de acompanhar/refutar/moldar as decisões políticas, tem-se tornado exactamente um antónimo de todo aquilo que é pertinente para o desenvolvimento da sociedade Cabeceirense.

Movimentos cívicos de total independência, da perniciosa oposição política, poderão preencher o hiato construtivo que falta na política Cabeceirense?

Sim, desde que estejam garantidas as suas origens isentas, que não estejam remetidas ao cliché do absentismo político, sejam pertinentes nas suas intervenções e que, principalmente, sejam a Alternativa.

06 outubro 2007

Estado político de Cabeceiras de Basto

Política partidária em prol do desenvolvimento da sociedade, discussão, activismo, liberdade política. São palavras vãs e conceitos vazios, neste Concelho amorfo e paupérrimo em questões de activismo social. Causas? Talvez certas condicionantes impostas por esta sociedade, que teima em se fechar no seu conservadorismo rural, que está cingida a um feudalismo disfarçado num silêncio pouco inocente. Trucida-me a alma, constatar a inércia política nos partidos locais, sim estes, responsáveis pela "vigilância" municipal, responsáveis pela participação no desenvolvimento municipal, responsáveis pela apresentação de ideias, propostas e refutação de outras tantas que não beneficiem o Concelho. Responsabilidade assumida, mas não consumada.

Os partidos locais têm de se clarificar ,i.e., terem propostas concretas com base nas suas ideologias partidárias, adaptando-as ao Concelho e às suas necessidades. Deixar o provincianismo, no sentido pernicioso, e definirem-se como alternativa ao poder autárquico. Nada disto é feito em Cabeceiras de Basto.

Existe, no momento, uma "gap" político-partidário no nosso Concelho. Em Cabeceiras não há alternativa viável ao poder socialista. Pelo menos, fora do partido socialista.

Façamos uma sinopse política ao nosso Concelho, dividindo-o pelas áreas ideológicas.

Esquerda:

Temos o incontornável, o poderoso partido Socialista. Encabeçado pelo actual Edil Cabeceirense. Este partido com alicerces bem fundos na História sócio-política do nosso Concelho, tem sido responsável pelo o melhor e pior nestes últimos anos. Grande responsável pelo desenvolvimento de Cabeceiras de Basto, mas em contrapartida, responsável por alguns dos maiores atentados à liberdade de expressão. Possuindo uma "jota", com fraco poder democrático, muito inerte, não dá garantias de futuro político em Cabeceiras de Basto. São consequências da entrada na política, não de activistas em prol do desenvolvimento da sociedade Cabeceirense, mas sim de pretensos "bajuladores de tachos".

CDU, um pequeno nos meandros da política cabeceirense, sofre do mesmo mal dos grandes. Inércia política, pouca divulgação partidária. Da sua "jota", pouco conheço, mas daquilo que conheço ganha por possuir um fervor ideológico mas perde no seu inerte activismo municipal.

Direita:

Outro incontornável da política Cabeceirense. O Partido Social-Democrata, tem-se evidenciado, na sua inércia política mas não tão gravosa como outros, pelas constantes críticas ao poder autárquico, em particular ao Edil. Falta propostas coerentes, falta idoneidade política, falta muita coisa para ser a alternativa. Sua "jota", sendo alguns dos seus membros, poucos, observadores preocupados com o statu quo Cabeceirense, peca por ser uma "jota" dada ao provincianismo retrógrado e ao extremismo.

CDS-PP, partido do qual só o conheço pelo o nome, é o exemplo crasso da inércia política. Desconheço que possua alguma "jota", tal que é o anonimato deste partido em Cabeceiras de Basto.

Em jeito final, aconselho aos partidos para divulgarem mais as sua ideias e propostas aos cidadãos. Lembrar-vos-ei, que o debate político é essencial para o desenvolvimento de um Concelho, e pertinente em qualquer altura, não só na época das eleições.