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25 dezembro 2008

"Aquele que luta com Deus"

Israel possui tecnologia e armamento nuclear à revelia dos tratados e ditames internacionais mas mesmo assim não admite, por possibilidade alguma, que o seu "inimigo" vizinho possua o mesmo armamento que ele. Convoca guerras, secretas e públicas, recusando qualquer juízo internacional sobre o assunto. Afirma-se como um estado moderno e defensor dos direitos humanos mas continua, incessantemente, a obliterá-los em nome da sua política nacionalista.

Uma nova investida militar israelita é iminente. Israel, apresentar-se-á como um país frágil, para sempre "virgem" ofendida e com a necessidade imediata de vingar os seus próprios erros. O estado judaico retorquirá os ataques palestinianos do outro lado do muro da vergonha, em prol da paz e da segurança dos cínicos e hipócritas. Sem nunca, em vez alguma, enunciar as causas e o desespero palestiniano. Não importa.

Como sempre os princípios e direitos humanos são trocados para olear e experimentar a máquina de guerra israelita. Uma "máquina" que lhe concede e granjeia favores e admirações por este mundo corrupto e sujo.

Israel continuará a sua política de opressão e repudiação de "micróbios locais" (expressão que adjectiva os palestinianos dada pela imprensa israelita). A hipocrisia internacional reina. Israel com amigos poderosos e influentes, cultiva a sua política racista e colonialista. A opinião pública é formada, como quase sempre, a partir das necessidades e aspirações do outro lado do muro da vergonha, escondendo o " violento terrorismo dos poderosos contra os fracos". Um mundo triste e falso em que vivemos.

09 dezembro 2008

Provavelmente, a segunda emenda da constituição americana não lhes permite assinar este e outros tratados de natureza idêntica

«Uma centena de países, incluindo Portugal, começaram esta quarta feira em Oslo a assinar a Convenção Internacional para a eliminação de munições de fragmentação, armamento responsável pela mutilação e morte de dezenas de milhares de pessoas. (...) Mas os principais produtores de bombas de fragmentação - Estados Unidos, Rússia, China, Israel, Índia e Paquistão - decidiram não assinar a convenção, que proíbe o uso, desenvolvimento, fabrico, aquisição e armazenamento dessas munições.» in [Sic.Online]

Este tratado, como a maioria dos tratados "anti-bélicos", terá sempre a oposição de quem usufrui e sustenta a poderosa máquina de guerra. É evidente, como em cima é exposto, as prioridades de certos países. Os negócios, o status, e as "elites governativas" determinam os desígnios. É assim, no simples acto administrativo local até à "alta-roda" das decisões diplomáticas. E os pacóvios (entenda-se a grande maioria da população humana) assistem, impotentemente ao jogo da "elite".

10 novembro 2008

O Rio Olo no Programa Nacional de Barragens / Aproveitamento hidroeléctrico de Gouvães.

Tem vindo a ser alvo de debate, na região de Basto e Amarante, o «Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico». Muitos falam dele com alguma preocupação e, outros, acreditam que a sua implementação trará benefícios para o Vale do Tâmega.

O programa das barragens não é um programa de desenvolvimento desta região. É, sim, e tão só, um programa hidroeléctrico. Por isso, considero que não faltam razões para as populações de Basto e Amarante estarem apreensivas.

Para situar a questão fulcral deste artigo de opinião e que tem a ver essencialmente com a prevista “destruição” das quedas de água nas Fisgas de Ermelo, com base nos documentos oficiais do «Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico» em execução, de seguida transcrevo alguns excertos do referido documento que são, no mínimo, altamente preocupantes:

“A Barragem de Gouvães ficará situada no rio Torno (troço de montante do rio Louredo), afluente da margem esquerda do rio Tâmega (bacia hidrográfica do rio Douro), a cerca de 1,8 km da localidade de Gouvães da Serra. A albufeira terá uma pequena capacidade de armazenamento em face dos caudais afluentes.”

“O aproveitamento integrará ainda um sistema de derivação para reforço dos caudais afluentes com origem nas ribeiras de Poio, Olo e Viduedo, constituído por três pequenas barragens e respectivos túneis de derivação.”

“...com um comprimento total de 15.5 Km. A contribuição desta derivação para o escoamento afluente é de cerca de 69 % do escoamento total...”

“... Fazem ainda parte do circuito as derivações do rio Olo com cerca de 7.8 Km...”

Perante este quadro de referência, não restam dúvidas que o desvio de água do rio Olo faz parte integrante do projecto do aproveitamento hidroeléctrico de Gouvães.

Ora, entre o que está escrito e o “diz-que-disse”, vai a grande diferença entre o que pode ser irreversível (destruição das quedas de água) e o que eventualmente é esperado.

Tal situação, a manter-se e a ser executada, configura-se um verdadeiro atentado ao património natural que são as Fisgas de Ermelo, o “monumento” maior do Parque Natural do Alvão, referência paisagística regional e nacional e que marca o concelho de Mondim de Basto em particular.

Aliás, como é do conhecimento geral, as quedas de água das Fisgas de Ermelo são as maiores quedas de água de Portugal e das maiores da Europa.

Como se, por si só, não bastasse, para que nunca nem ninguém se lembrasse de as destruir, são parte integrante do Parque Natural do Alvão, que, sendo uma zona protegida, deveria estar “incólume” destas tropelias ambientais que o Programa Nacional de Barragens comporta na bacia do Tâmega.

O desvio da água do rio Olo – projectado para perto do limite da freguesia de Lamas de Olo (Vila Real) com a freguesia de Bilhó (Mondim de Basto) – irá provocar uma fortíssima diminuição do caudal do Olo, a montante das quedas de água, tornando-se destruidor do cenário natural que todos conhecemos.

O “coração” do Parque Natural do Alvão é a bacia hidrográfica do Olo a montante, mas também a jusante das Fisgas. Ora, o que está em causa é precisamente toda a área afectada a jusante de Lamas de Olo. Isto é, toda a área do concelho de Mondim até à foz do Olo, em Amarante.

Isto é gravíssimo! O que está consagrado no «Programa Nacional de Barragens» é, nem mais, “matar” as Fisgas tal como elas são (e elas valem pelo que são!); mas é, também, destruir toda uma paisagem que tem por epicentro o rio Olo, desde Ermelo à foz, em Vila Chã do Marão (Amarante). Todo um território onde existe agricultura à beira-rio, sistemas tradicionais de regadio, sistemas tradicionais de moagem, pesca, enfim, meus senhores: VIDA!... e vida quer dizer seres vivos: animais, vegetais, homem e actividades, aos quais se vai afectar as condições naturais por força da diminuição da água.

(Por exemplo, ainda há pouco tempo, pela Portaria n.º 206/2008, de 25 de Fevereiro, foi criada uma zona de pesca reservada em toda a extensão do rio Olo. É caso para perguntar: a jusante das Fisgas, o rio vai continuar a ter as condições excepcionais para a pesca de salmonídeos?... já que a montante da represa de Lamas de Olo, com as águas paradas, essas mesmas condições deixarão de existir).

Como português, entendo o problema da factura energética que o Estado tem em mãos. Considero, no entanto, que é imprescindível verificar a relação custos/benefícios numa escala integrada de valores. É que, nem sempre os meios justificam os fins. E o que se passa, é que a implementação do «Programa Nacional de Barragens», no que concerne à nossa região, sacrifica valores de importância suprema, mutilando de forma madrasta a nossa identidade enquanto território.

Como se já não bastasse “afogar” o Tâmega em Mondim, com a albufeira da barragem de Fridão, também tudo indica que nos vão “secar” o Olo com o transvase das suas águas para a barragem de Gouvães.

É caso para dizer: Socorro! Acudam-nos!... que aqui há vida!

Eu não me conformo.

E você?

Texto escrito por Alfredo Pinto Coelho (mondinense inconformado e membro do «Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega»).

Tal como autor do supracitado texto, eu também não me conformo. Vivemos num tempus onde a cidadania está relega para o conforto dos nossos aposentos. Há quem viva com isto, pior, há quem ganhe com tal. Para nos inteirarmos desta problemática, que ameaça o conceito de bem viver das populações do vale do Tâmega, convém ler as «Causas» do descontentamento que originou o movimento cívico «Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega».

É necessário e urgente agir em prol desta «Causa», por isso, se você não se conforma, por favor, assine esta petição: PETIÇÃO ANTI-BARRAGEM- Salvar o Tâmega e a vida no Olo.

21 outubro 2008

Acha que estaria melhor noutro sítio? Força, "fassa-se á vida"

«Portugal é um dos países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE) com maiores desigualdades na distribuição dos rendimentos dos cidadãos, ao lado dos Estados Unidos e apenas atrás da Turquia e México.

"As famílias ricas melhoraram muito a situação" em relação às mais pobres e, por outro lado, "o risco de pobreza deslocou-se das pessoas idosas para as crianças e os jovens adultos".

Mas embora o trabalho seja "um meio muito eficaz para lutar contra a pobreza", não chega para a evitar: "mais de metade dos pobres pertencem a famílias que recebem fracos rendimentos de actividade".»

Perante os resultados deste relatório -que pertence ao senso comum- e a gritante desigualdade social que grassa no nosso país, faço uma declaração de interesses: não me importo ou minimamente me perturba os salários megalómanos que alguns executivos -do "topo da pirâmide"- usufruem. Porém, ressalvo, desde que esteja assegurada a proporcionalidade salarial em toda a cadeia laboral (desde do trabalhador até ao gestor).

É revoltante a forma como países da dita civilização "ocidental" toleram que se viole a ética e a justiça e assim permitir haver horrendas discrepâncias entre o rendimento de um cidadão perante o outro. Paradoxos de uma sociedade que tão celeremente acusa a congénere "vizinha" de falta de civilidade e com a mesma ou superior rapidez se cega perante a sua.

Como sempre reivindica um amigo e um blogger cá dos arrabaldes: «quer queiras ou não, meu caro, isto só se resolve com mais dinheiro». (Embora não seja sobre a desigualdade social ou a pobreza que ele se refere mas mais sobre o seu rendimento futuro).

15 outubro 2008

Diz-me quanto do PIDDAC a tua terra receberá, que eu dir-te-ei de que terras és.

A península de Setúbal recebe 3 vezes mais do que que a sub-região do Tâmega, esta, e outras enormidades do centralismo estatal com a sua poderosa arma litoralização de recursos (PIDDAC), no blog Norteamos.

14 outubro 2008

Sobre esta crise financeira e a outra, a humanitária que parece não alarmar os mais ricos dos ricos, umas evidências inquietantes (II)

«Seja para garantir empréstimos, avalizar créditos, comprar activos ou recapitalizar os bancos, os países europeus não olharam a meios para entregar à banca cerca de 15% do seu Produto Interno Bruto. O montante global conta-se aos milhares de milhões de euros: 500 na Alemanha, 360 na França, 150 em Espanha, 200 na Holanda, 100 na Áustria, 40 na Noruega e 20 em Portugal. Sem o euro a circular, mas nem por isso menos disposto a apoiar a banca, o Reino Unido vai gastar 512 mil milhões de euros, aproximadamente o custo anunciado do Plano Paulson nos Estados Unidos.

Com tanto dinheiro a ser injectado no mercado bancário, a Comissão Europeia já olha para o que podem ser os efeitos colaterais da ajuda e já deu ordem para se evitar que "as instituições beneficiárias de ajudas empreendam uma expansão agressiva com a ajuda destas garantias, em detrimento dos concorrentes que não foram cobertos por esta protecção".» in [Esquerda.net]

Para relembrar que há "crises" e crises, nada como reafirmar uma verdade inconveniente:

«Para acabar com este drama a FAO (organização das Nações Unidas para a agricultura e a alimentação) afirma que seriam necessários 30 mil milhões de dólares. Isto é, para que ninguém no mundo morresse de fome ou de sede,(...)»

13 outubro 2008

Continuai irmãos a contribuir para a luxúria e a ganância, porque o sistema quer e o deus Mercado o exige

«Vários bancos e seguradoras que beneficiaram de ajudas financeiras dos governos para fazer face à crise decidiram promover jantares e outros eventos de luxo, nalguns casos para comemorar o evitar das falências. O caso mais recente é o do banco franco-belga Dexia, que pagou um jantar de luxo a mais de 200 convidados num hotel de Mónaco. O grupo financeiro Fortis e a seguradora AIG também promoveram eventos semelhantes.» in [Esquerda.net]

«O Governo anunciou ontem um aval de 20 mil milhões de euros à banca. Desde hoje, os contribuintes passaram a ser os fiadores das práticas bancárias. Os administradores dos principais bancos foram rápidos a elogiar a medida. Compreende-se. Ao contrário de Gordon Brown, que nacionalizou parcialmente a banca, mas forçou os bancos a aceitar um plano que prevê um corte radical nos salários e prémios dos gestores e nos dividendos a distribuir pelos accionistas nos próximos tempos, José Sócrates colocou o nosso dinheiro em jogo sem exigir nada em troca. O Governo garantiu o risco aos bancos. Tudo bem. Mas quem é que nos garante que estes vão mudar as suas práticas? Hoje, garantidos com o nosso dinheiro, os bancos portugueses podem continuar a sua vidinha, ainda por cima com a certeza que o Estado vai lá estar para lhes amparar a queda. Capitalismo sem risco, o velho sonho da nossa classe empresarial, e sem concederem qualquer contrapartida. A diferença é esta. Gordon Brown disse “toma lá dá cá”. José Sócrates arriscou o nosso dinheiro sem exigir nada em troca. O costume.» in [Arrastão].

07 outubro 2008

Sobre esta crise financeira e a outra, a humanitária que parece não alarmar os mais ricos dos ricos, umas evidências inquietantes

«Para acabar com este drama a FAO (organização das Nações Unidas para a agricultura e a alimentação) afirma que seriam necessários 30 mil milhões de dólares. Isto é, para que ninguém no mundo morresse de fome ou de sede, apenas seria necessário mais ou menos 40% do que o Banco Central Europeu injectou nos mercados só no passado dia 29 de Setembro. É natural que os cidadãos se interroguem sobre este asqueroso e imoral contraste. Que perguntem como é possível que a fome e a sede de 1.000 milhões de pessoas não seja considerada uma crise suficientemente séria para que os bancos garantam o financiamento para a resolver. E, como disse no princípio, que perguntem de onde sai tanto dinheiro à disposição dos ricos.» in [Esquerda.net].

23 julho 2008

'Farmainteresse'

A industria farmacêutica, com os seus jogos de influência e processos de monopolização, são um dos mais perniciosos e influentes aglomerados de interesses. É algo pertencente ao senso comum. Demonstram, implicitamente, a capacidade que têm, os grandes grupos económicos, na intervenção nas políticas intra e extra-estatais, numa sociedade globalizada. Sempre que existe alguma ameaça na perda de influência, de posição de mercado ou de lucro, estas, aplicam o seu longo currículo de perturbação no mercado.

Em Portugal, relativamente aos medicamentos genéricos e à sua implementação no mercado farmacêutico, é deveras característico. Somos o país onde os medicamentos genéricos são os mais caros da Europa e onde possui a particularidade de o único país europeu onde o valor em que a quota de mercado de genéricos é maior em dinheiro do que em quantidade de embalagens comercializadas.

A sua influência é deveras evidente na classe médica e farmacêutica. A conhecida promiscuidade entre a industria farmacêutica, a classe médica e a classe farmacêutica, induz num conflito de interesses que negligência continuamente o cidadão. O próprio "sindicalista" da classe, o bastonário da Ordem dos Médicos, Pedro Nunes, ex-libris do corporativismo danoso em Portugal, afirmava, e provavelmente afirma, que (...)defende que os médicos não devem autorizar a substituição por genéricos, considerando que os três por cento que o fazem já "são demais"(palavras ditas em 2005). Com este tipo de "mentalidade" profissional, torna-se usual a extrema facilidade e impunidade com que os profissionais (médicos e farmacêuticos) violam a lei dos genéricos, ao receitarem e fornecerem ilegalmente medicamentos por marca comercial.

Estas situações são sintomáticas dos corporativismos que minam Portugal e os portugueses. A indústria farmacêutica nunca para, o seu jogo é contínuo e ignóbil. Recentemente, mostram a sua mentalidade empresarial ao utilizarem instrumentos judiciais para atrasarem o lançamento no mercado de 70 novos medicamentos genéricos. O objectivo, já que acção judicial em falta de conteúdo de prova, visa, unicamente, o atraso da comercialização dos medicamentos genéricos, "ganhando" tempo para assim o lobby rentabilizar os seus produtos. O Estado, como entidade que visa proteger os seus interesses e dos seus cidadãos, deveria actuar. Copiar a atitude de outros países, mais reivindicativos e protectores dos seus interesses e cidadãos, em relação a estas vis atitudes comerciais. Poderia, seguir o exemplo de 18 Estados norte-americanos que processaram uma farmacêutica por tentar travar a comercialização de um medicamento genérico. Uma maior intervenção estatal de responsabilização e penalização de atitudes reprováveis nesta rede de interesses, é necessária, já que o sistema judicial (o verdadeiro problema português) está como está.

10 julho 2008

«...quando o processo tenha por causa actos praticados por um autarca no exercício de funções para que foi eleito», tem uma defesa assegurada

Parece que foi arquivado o processo judicial movido pela oposição social-democrata, por utilizar dinheiros camarários para protecção judicial, a Fátima Felgueiras, restante séquito e ex-autarcas. Fátima Felgueiras assevera que, o que ela faz, é prática corrente entre edis e autarquias. Judicialmente é permitido, mas em caso da sentença transitar em julgado, o caso em que está defendida com dinheiros públicos, e provar que agiu com dolo ou negligência, terá que restituir o dinheiro, repito, público.

27 junho 2008

Arre !

É algo que me enjoa profundamente, a ética política vigente ou a falta dela. Sempre os mesmos, instalou-se um "real sistema" que mina o cerne da Democracia em Portugal. Convém ler :

Sobre a "ética política" da nova liderança do PSD (2).

PS e PSD recusam levantar sigilo no caso BCP.

18 junho 2008

A Europa tenta colonizar-se, para o proveito de máfias e patrões sem escrúpulos

Parlamento Europeu pode aprovar hoje lei para expulsão de imigrantes ilegais.

E assim se tenta legislar nesta Europa, a Europa que fora terra de emigrantes, agora tenta-se colonizar a si mesma. Os imigrantes são o alento da economia europeia. Para além do factor económico é a moralidade e o exemplo europeu na solidariedade social que está ameaçado.

28 maio 2008

Destruído o "Picadeiro de D.Nuno Álvares Pereira" ?

Segundo uma notícia avançada pelo jornal "O Basto", assistiu-se na freguesia de Pedraça, à eliminação de prováveis vestígios arqueológicos de um picadeiro pertencente a D.Nuno Álvares Pereira* por força de máquinas ao serviço do ímpeto imobiliário.

Ao confirmar-se a violação hedionda ao património histórico desta região e deste País, exigir-se-à justiça e responsabilidade.

22 maio 2008

Incentivem as famílias

<< Dos 308 municípios portugueses, 127 não desenvolvem boas práticas de incentivo às famílias numerosas, diz associação que as representa. Estudo revela resultados de quase seis anos de sensibilização. >> Conclusão de um estudo elaborado pela Associação Portuguesa das Famílias Numerosas (APFN)

Neste estudo elaborado pela Associação Portuguesa de Famílias Numerosas (APFN), [especificando, o estudo intitula-se POLÍTICA DE FAMÍLIA MUNICIPAL, baseado num inquérito realizado a todas as autarquias do País no mês de Setembro de 2007 (podem visualizá-lo aqui)] o concelho de Cabeceiras de Basto pertence ao conjunto de autarquias que não desenvolvem boas práticas de incentivo às famílias numerosas, i.e., não é incluído no resultado do estudo.

A grosso modo, e baseado no estudo, o nosso concelho não possui: Um Bilhete de Família; Descontos para Famílias; Actividades Culturais gratuitas (para famílias); Descontos Transportes para membros de famílias numerosas; Cartão de Família Numerosa; Prestação Financeira a famílias; Medidas de apoio à Habitação a famílias; e Mapas de tarifário de Equidade [sobre todo o tipo de taxas municipais]; Mapas Tarifários Desconto e outras medidas de apoio individual e familiar assistencial.

[Para se entender a abrangência das medidas enunciadas e suas implementações, aconselho a leitura do estudo]

Já aqui escrevi sobre as injustiças tarifárias que incide nas famílias cabeceirenses, e este estudo vem comprovar a falta de apoio municipal sobre as questões sociais e económicas que aflige as famílias cabeceirenses. Portanto, aconselho a leitura (podem visualizá-lo aqui), do estudo para a consciencialização das medidas necessárias e imperativas, atendendo à conjuntura sócio-económica do nosso concelho, a implementar.

Anseio que este estudo sirva de base para melhorar o apoio municipal e que as entidades competentes demonstrem vontade e humildade para melhorar o apoio municipal às famílias. De um modo simples e eficaz, ao melhorar as medidas de apoio muncipal às famílias, está se a incentivar à fecundidade e ao bem-estar familiar, e isto, poderá garantir um combate sério e rubusto ao flagelo da Desertificação Humana que ameaça o nosso Concelho.

15 abril 2008

A protelada Via do Tâmega

Passarei a transcrever um post, da autoria de José António Nobre no seu blog Mondim: Leituras, pertinente sobre uma promessa antiga e tristemente abandonada nas reivindicações camárias das Terras de Basto:

Via do Tâmega

Pela manifesta relevância da notícia, trancrevo um artigo cuja fonte é a Lusa, data de 11 de Abril corrente, publicado no sítio da RTP. Segue-se-lhe um pequeno comentário.

Mondim de Basto: PSD pediu esclarecimentos ao Governo sobre ligação rodoviária à variante do Tãmega prometida há 20 anos. O deputado social-democrata Ricardo Martins pediu hoje esclarecimentos ao Governo sobre a construção dos dois quilómetros da ligação de Mondim de Basto à variante do Tâmega, prometida há mais de duas décadas.

Através de um requerimento entre à Assembleia da República, Ricardo Martins solicitou informações ao ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações sobre "a prioridade" atribuída à ligação rodoviária da vila de Mondim de Basto à variante do Tâmega.

O deputado quer ainda saber quando começará a sua construção e qual a data prevista para a sua conclusão e abertura ao tráfego.

O responsável referiu que o compromisso de construir esta ligação foi assumido "há mais de duas décadas" pela Administração Central como contrapartida pelo encerramento da Linha Ferroviária do Tâmega.

A vila de Mondim de Basto é servida "unicamente" pela antiga estrada nacional 304 (EN304), que a liga a Vila Real (IP4) e por duas municipais, também centenárias, uma que a liga à sede do distrito atravessando a serra do Alvão e a outra, com cerca de 30 quilómetros de extensão, que a liga ao nó da A7, apesar de esta auto-estrada passar a uns escassos quilómetros da vila.

Ricardo Martins salientou que o actual executivo liderado pelo PS se comprometeu, "pelo menos em três ocasiões distintas", a realizar esta obra rodoviária de "uns escassos dois quilómetros de extensão".

De acordo com o responsável, o próprio primeiro-ministro, José Sócrates, "prometeu a construção imediata desta via num decorrer de um jantar com os autarcas do distrito, a 23 de Junho de 2007, promovido no âmbito do Governo Presente em Vila Real.

"Apesar das sucessivas promessas, a obra tarda em começar e tão pouco consta do mapa de novas obras rodoviárias a lançar pela Estradas de Portugal, S.A.", frisou.

Ricardo Martins considera que a "existência de boas e rápidas acessibilidades rodoviárias é um factor necessário para a promoção e desenvolvimento económico e social de qualquer território".

PLI.

Lusa/Fim

O meu comentário: Não é todos os dias que Mondim é pretexto da agenda política partidária, de âmbito nacional. Por isso, é de saudar esta iniciativa que acontece na semana anterior ao previsível anúncio da abertura do concurso para a concepção e construção da Barragem do Fridão. Aliás, a concretizar-se a barrragem projectada, esta obrigará à construção de um conjunto de acessibilidades nas quais estará necessariamente incluída a completagem da Via do Tâmega. Tratando-se - Barragem do Fridão e Via do Tâmega - de infra-estruturas de âmbito regional seria muito bom que nesta reivindicação se percebesse a solidariedade de alguns dos municípios vizinhos, particularmente de Amarante, Cabeceiras de Basto e Celorico de Basto...

Um comentário ao comentário: Faço minhas as palavras aqui transcritas. A via do Tâmega é uma das maiores desconsiderações do Poder Central às Terras de Basto. Esta infra-estrutura, entre outras, é uma evidência da inexplicável desarticulação camarária presente nas Terras de Basto já alguns anos. Temos de nos unir (sociedade civil e autoridades competentes), e reivindicar as promessas e os actos governativos essenciais para evolução das Terras de Basto. Mais uma vez, as acessibilidades e a falta e o retirada destas são pontos de discórdia e de descontentamento da gentes humilhantemente esquecidas pelo centralismo gordo. A solidariedade inter-municipal é uma exigência para o bem comum desta Terra.

12 abril 2008

Corporativas de conveniência

Equidade na justiça aparenta não existir. A classe profissional parece ser um determinante na aplicação da justiça em Portugal. O corporativismo, no sentido negativo, continua a ludibriar, a impor, a decidir e a fomentar a injustiça para proveito próprio.

A classe profissional médica continua a convergir as maiores enormidades no âmbito da acção corporativa. Erros médicos explícitos, não julgáveis perante a sua "áurea" protectora, incentivos financeiros exuberantes e discriminatórios que alimentam o faustoso rendimento, a promiscuidade entre o seu serviço público e o privado, a equidade disfarçada na atribuição de vagas de formação em especialidades dentro da própria classe profissional, a enorme pressão dentro do Serviço Nacional de Saúde e no Ministério da Saúde no continuar das prerrogativas discriminatórias, o constante desprezo pelo Estado e a contínua exigência de mais e melhores rendimentos só justificada pela má distribuição e a influência da classe médica, a Ordem profissional que esquece o seu propósito de defesa do cidadão utente e, continuamente, defende a classe em detrimento do cidadão utente. Todos estes factos culminam num horror que possui as mais várias consequências.

O mito da fuga dos médicos do S.N.S. para os privados só é fundamentada e asseverada com o continuar do pernicioso corporativismo. Devia-se clarificar posições e acabar com o mito para o bem comum. Dizem que existe falta de médicos em Portugal, no mesmo País que possui um dos melhores rácios médico por habitante do Mundo. Depois, quando convém, defendem o excesso de profissionais em formação para credibilizar a não abertura de uma vertente privada do ensino de Medicina, que continua a ser o único curso superior a não ser leccionado na vertente do ensino privado.

Promova-se a mobilidade de profissionais, de outras regiões, países, continentes, tão ou melhores profissionais que estariam dispostos a trabalhar em Portugal, como nós sabemos, promove um bom rendimento para esta classe profissional. Para isso teríamos de enfrentar a Ordem dos Médicos que tanto lhe convém travar a validação destes profissionais, para o demagógico proveito dos seus.

Promovam uma retribuição altruísta, uma singela maneira de "diluir" os efeitos de tal corporativismo, para a sociedade, incentivando os profissionais em acções de solidariedade médica, onde, neste campo, os médicos estrangeiros creditados e trabalhadores em solo luso estão a dar o exemplo. Contudo, felizmente, existe uma substancial parte desta classe profissional que promove a idoneidade e a equidade, mas a maioria não faz a diferença e continuamos a vivenciar e a sentir o mito e a injustiça com efeitos pr'além da Saúde. Haja esperança e vontade para mudar.

03 abril 2008

Os salário dos trabalhadores servem para sustentar empresas e premiar administradores !

Por princípio, não sou contra o aumento remuneratório elevado nas empresas do sector privado aos administradores, desde que contenha a proporcional subida nos salários dos trabalhadores sob jugo administrativo, que auferem pouco.

Em Portugal, o usual não é o justo. Em tempos de crise anunciada, as empresas, pela voz imperativa dos seus administradores, declamam a retenção de custos, na maioria das vezes na anual subida dos salários dos trabalhadores, e vitimizam-se com o mau-estar económico. A "empresa" radiosa pela proveitosa redução de custos, esquece a promessa de sustentabilidade, que defraudou os salários dos que menos têm, e perpetra um pequeno brinde aos executores e implementadores da retenção de custos: premeia a "poupança" com prémios, aumentos salariais e ajudas de custo luxuriantes e horrivelmente desproporcionais. E assim, se escreve o contínuo e absurdo vilipendiar do trabalhador e o presentear de quem a implementa.

Mais um exemplo, de entre muitos: PT: 5 milhões de euros a dividir por sete administradores. no blog Sentido Único.