O vídeo muito esclarecedor: WikiLeaks diminui a distância entre o povo e o poder.
25 fevereiro 2011
22 fevereiro 2011
Líbia
A Líbia já está no centro da "revolução de Jasmim". No entanto, pelas características da autocracia que lá "reina", é evidente que esta revolução possua contornos mais violentos. É interessante sublinhar o quão incomodativo é, até certo ponto, esta "revolução em cadeia" para as grandes potências mundiais - declaradamente (pois o histórico das relações comprova) favoráveis à "estabilidade" que as ditaduras do Norte de África dão aos seus interesses. O nosso governo tem provas dadas sobre o favorecimento dado à "estabilidade" destas ditaduras, nomeadamente à ditadura líbia. Mas a "vontade popular" e a necessidade de justiça e bem-estar provam o quão hipócritas são. Espero que os protestos na Líbia tenham os mesmos (ou melhores, no meu ponto de vista) resultados que os protestos no Egipto e na Tunísia tiveram. Claro, este processo poderia ser, digamos, acelerado, caso as "grandes potências mundiais" fossem "incisivas" em defender o povo líbio invés dos recursos líbios. Mas é a "realpolitik", que tanto agrada a muitos dos interesses instalados e comprometidos, que irá determinar o apoio ou não ao povo líbio.
13 fevereiro 2011
13 dezembro 2010
Editorial XXIV
Já está disponível no sítio do jornal "O Basto", o editorial do mês de Dezembro: "Informação, um direito democrático".
25 abril 2010
23 abril 2010
As bipolaridades, e o 25 de Abril de 1974
Este daria um bom post para ser publicado dia 25 deste mês tendo em conta mais um aniversário da Revolução dos Cravos, mas, como não sei se terei tempo para escrever nesse dia face a circunstâncias da minha vida pessoal e, como pouco ligo a datas históricas importando-me mais com o seu significado propriamente dito, peço perdão pela ousadia de antecipação. A coisa até se torna irónica porque cravos há muitos. Há aqueles que servem para crucificar e pregar nas ferraduras, magoam portanto, e, há também os da flor do craveiro, muito belos, simbolo da dita Revolução, mas, como todas as outras flores, murcham e morrem. O pensamento pós-25 de Abril tem esta dualidade, magoa e está a morrer. Não me interpretem mal pensando que estou a desvalorizar o sacrifício e a importância da Revolução, ou que sou adepto da ditadura, ou anti-democrata, apenas penso que vivemos numa democracia falhada que teima em manter tudo exactamente na mesma, um atraso no pensamento e consequentemente no progresso.
Eu próprio sofro deste mal pois nasci e cresci nesta sociedade, muito crítica com as paneleirices do dia-dia mas muito acrítica com grandes questões e problemas. Muitas vezes questiono este modelo de pensamento e luto para pensar de forma diferente e criativa, porque de certa forma não me revejo nele. Talvez me sinta incompreendido muitas vezes até por aqueles que me são mais chegados, mas não sofro muito com isso, porque lá no fundo sabem que digo muitas verdades e que as acções têm esses princípios, não os deixando ficar mal. Dizem que tenho um feitio lixado, e reconheço que tenho, porque me irrito muito facilmente com futilidades, com o interesse na privacidade da vida alheia, com o facilitismo de subir na vida, com o cinismo e a hipocrisia, com a desonestidade, a corrupção, o oportunismo, a falta de civismo, o jogo de interesses que rodeia esta teia toda, e muitos etc etc etc. Também "fervo" com aquelas frases típicas - "ah se os outros fazem eu também faço", cujas acções são independentes da legitimidade da coisa, que é como quem diz - "se o outro se atira ao mar eu também me atiro" mesmo que isso implique o mal de uma comunidade inteira, com a agravante de que, quando corre mal nunca se diz que foi voluntário, prepara-se sempre a culpa para outro alguém, pela outra frase - "atira-te ao mar e diz que te empurraram".
A sociedade em geral, não só a portuguesa, parece estar formatada para pensar numa lógica de bipolaridade. Repare-se que pensamos sempre nos extremos e no que eles representam, assim como no seu ponto de equilíbrio (a norma, o normal, a normalidade) que jamais será igual para toda a humanidade. É o bem e o mal, Deus e o Diabo, o Sagrado e o Profano, o Santo e o Pecador, o Céu e o Inferno, a luz e a escuridão, o frio e o calor, o sol e a chuva, o doce e o amargo, o salgado e o insosso, O Norte e o Sul, o Ocidente e o Oriente, a Esquerda e a Direita..., etc. É como se o Mundo tivesse dois lados, num planeta que é esférico, logo não tem lados. Tem pólos é um facto, mas são tão gélidos e inóspitos que ninguém quer lá viver.
Há no entanto sociedades mais evoluídas no pensamento, que conseguem discernir melhor esta bipolaridade. Por que têm uma cultura de valores melhor definida e éticamente mais evoluída, que melhor consegue separar o "umbigo" do bem comum, encontrar o ponto de equilíbrio, a harmonia. É neste sentido que a sociedade portuguesa, filosóficamente, tem uma mentalidade de pensamento muito atrasada. Os seus valores são demasiadamente mesquinhos e paradoxais por vezes. O 25 de Abril deixou-nos uma espécie de Guerra Fria entre a Direita e Esquerda, capitalistas e comunistas, ou o que lhe queiram chamar. Não no sentido de ser fria, antes pelo contrário, mas pela mesma lógica de bipolaridades doentia que se vivia na época em que a Cortina De Ferro dividia o mundo através de uma disputa e competição nuclear entre estados das duas facções. Aquilo que outras culturas já aprenderam com os perigos deste pensamento bipolar e do seu extremismo, que de certa forma é tão ou mais doentio que a doença bipolar documentada pela psiquiatria, os portugueses ainda não aprenderam.
Neste sentido, acho que os problemas da Nação não se resumem apenas à Direita e à Esquerda, ou às suas políticas independentemente. É talvez de ambas, do tal Centro não harmonioso, da política a meias, do agora é isto amanhã é aquilo, do não se saber onde se está, nem o que se quer. Esta Legislatura política e a sua conjuntura é o espelho do que somos, uma sociedade desunida que vai remando em vários sentidos. Um verdadeiro remoínho que deixaria qualquer país tonto e nauseado.
As pilhas e as baterias só pôem os aparelhos a funcionar quando há um correcto equilíbrio das cargas eléctricas dos seus pólos. Caso contrário - low battery, low battery - bye bye - turn off. Portugal está em low battery há muito tempo. Há que pô-lo em cargar ou substituir as pilhas.
Ou é porque o que é público não presta nem tem qualidade, dá prejuízo porque é mal gerido, porque não temos dinheiro para sustentá-lo, porque dele mama "meia dúzia" do peixe graúdo que o controla, ficando os outros com igual direito a ver passar navios, mas, é quase de borla e é para todos. Ou também, é porque o que é privado é muito melhor, de qualidade, não sai do nosso bolso a sua criação, mas nem todos têm dinheiro para usufruir dele, dá muito lucro para alguns, mas quilhe-se, é mal regulado e vende-se a uma bolsa tipo jogo de póker, enriquece outra "meia dúzia" de peixe graúdo às custas do zé povinho, criando as tais elites económicas que têm mais poder que os Governos. Nem estamos numa coisa nem noutra, ou estamos em ambas.
A culpa é de ambas não terem algo em que possamos acreditar a 100%. É de ambas não existirem, ou antes, de coexistirem nas nossas cabeças e na prática do dia-a-dia, a tal bipolaridade doentia que às vezes é obtusa nas discussões e, outras vezes, permissiva no silêncio do pensamento e nas acções. Uma não vive sem a outra e parece que nós não conseguimos viver sem ambas, por isso é que o Centro tem mais adeptos, a lógica de dualidade de agradar a gregos e troianos e nunca definir um rumo, o que é desastroso. É como pôr um quarteirão de sardinhas a assar em que de cada lado está numa facção diferente a abanar e a puxar a brasa. No fim, as sardinhas das pontas ficam esturricadas porque a luta é de tal forma desenfreada que se esquecem de parar com ela no ponto de assadura. No fim sobram sempre as do Centro, menos queimadas mas muito secas, e, pobrezinhas, são tão poucas que matam a fome a muito pouca gente. No fim, a sardinha somos todos nós, o País. Os que puxaram a brasa ficam a cheirar a fumo e com a cara suja de tanta corrupção e tanta imoralidade que usaram para tentar ganhar a luta, mas safam-se sempre porque mesmo assim nunca se queimam, têm o controlo do assador.
Isto há coisas tramadas não há? O pensamento da sociedade portuguesa está formatado para isto, e foi isto que se criou no pós - 25 de Abril, uma casa que não tem pão onde todos ralham e ninguém tem razão, um portugal às turras, uma sociedade que nem é portuguesa nem europeia, nem cosmopolita nem provinciana, onde a riqueza e a pobreza abundam nos extremos, tão para a frente numas coisas e tão preconceituosa noutras, sem projecto algum, sem objectivos políticos e sociais, sem valores que a orientem, um divórcio absoluto. Ainda pensam que isto vai a algum lado? Se soubessem quantas vezes já me passou pela cabeça emigrar, nem vos dizia, já foram tantas que lhe perdi a conta.
Era preciso saber assar sardinhas, temperá-las como deve de ser, preparar o carvão, o lume, as brasas, abaná-las por igual e retirá-las no momento certo de assadura. Só assim se conseguiria tirar bem a pele, só assim daria para matar a fome a todos, evoluir, progredir e pescar mais.
Portugal precisava de outro 25 de Abril a começar na cabeça de cada um. Por cada um de nós olhar-se ao espelho e reflectir, nao no corte de cabêlo e no ponto negro da testa, ou na maquilhagem e no buço mal feitos, mas antes num exame de consciência sobre a vida que leva e as atitudes e comportamentos que toma em sociedade, esforçando-se para os corrigir. Isso, aos olhos de Deus, certamente valeria mais do que mil rezas, promessas a S. Bentinho e afins, confissões ao sr. padre, ou idas à missa.
Liberdade, Liberdade, Liberdade! Fascismo nunca mais!
A união faz a força!
16 março 2010
Orange juice
Durante o fim-de-semana decorreu o XXXII congresso nacional do Partido Social-Democrata em Mafra. De lá, e infelizmente pois a norma é absurda, o que se recorda é a aprovação de uma norma que normaliza, passo a redundância, a censura sobre a liberdade de expressão dos militantes social-democratas. Sessenta dias (a exactidão do número também é ridícula, porque não quatro anos antes?) é o período temporal que antes de um escrutínio nacional não se poderá ouvir, ler e ver críticas "oficiais" tendo como fonte de origem os militantes e destino a direcção do partido -faltou a norma abranger a crítica em surdina para o quadro ficar completo.
Muitos se ergueram. Das opiniões desfavoráveis a esta norma, a maioria dos "delatores" está fora da esfera da militância social-democrata. Porque, embora a norma não esteja em vigor, parece que tacitamente ela está a imperar. Não deixa de ser curioso que o partido que continuamente acusou o governo de provocar uma "claustrofobia democrática" (wtf?) tenha uma direcção que propôs (ok, houve a semi-proposta de seis meses em ditadura, mas eu acredito no sarcasmo) uma norma interna de fazer corar de vergonha qualquer assessor de Sócrates. Mas, enfim, quando discutimos as acções e os comportamentos políticos e criminosos do PS e do PSD ao longo deste tempo de governo e desgoverno, não será um abuso de linguagem colocar o rótulo que alguém outrora deu: "gémeos separados à nascença". Não é que estes dois, até na irritação perante a livre expressão são semelhantes.
13 fevereiro 2010
Petições & Movimentos
Era esperado. Tal como o movimento «Todos pela Liberdade», e a petição pública «Todos pela Liberdade» surge, agora, como contra-manifesto um movimento «Pela Democracia, nós tomamos partido» e a respectiva contra-petição pública «Pela Democracia, nós tomamos partido». Nesta situação, mantenho-me irredutível.
Não subscrevi a primeira petição porque estou convicto que o conceito de Liberdade estava centrado apenas na libertação do jugo político, mas esquecendo-se do poderoso jugo económico que condiciona também a livre expressão e comunicação em Portugal. Era uma petição em torno das investidas governamentais de controlo da informação. Pecou por tomar a parte pelo todo: defendem a Liberdade mas reivindicando a supressão de apenas uma parte daquilo que a condiciona.
Sobre a segunda petição as razões são semelhantes: não subscrevo a tomada de defesa do PS e do primeiro-ministro José Sócrates, porque o estado de mau «regime democrático» está como está devido (não só, mas também) ao Partido Socialista e ao primeiro-ministro José Sócrates. Não deixa de ser curioso que invocam a defesa do PS e do PM quando o que está no centro desta «campanha» é o primeiro-ministro e certos elementos do PS. Esta petição peca, também, por tomar a parte pelo todo, ou seja, para a defesa da Democracia reivindicam a defesa de uma personagem e um partido.
Em resumo, não gosto de ser instrumentalizado por conceitos e palavras muito apelativas que são apenas utilizadas para atingir fins políticos e mediáticos. Porque, em caso contrário, estavam todos a defender o mesmo: a Liberdade e a consequente Democracia.
12 fevereiro 2010
09 fevereiro 2010
Um problema
Após a publicação de um excerto de certas «escutas» anexas ao processo «Face Oculta», pelo Semanário «SOL», está em movimento uma petição e uma intensa discussão (pelo menos na "blogosfera") sobre a liberdade de comunicação.
Quando discutimos a liberdade em comunicar estamos a discutir a liberdade de informação e, consequentemente, a liberdade de expressão. Pois, quem não é livre de escrever o que pensa não será livre em informar logo a comunicação será afectada.
Defender a liberdade de comunicar, sem que o «poder económico» e/ou o «poder político» condicione o que se deve ou não escrever, é o que se impõe. Ficando com este dever (comunicar) quem realmente tem que o assegurar: quem escreve ou edita. Porque, no essencial, um órgão de comunicação é aquilo que são os seus funcionários e o que este comunica. Não é, como vemos desde o «panorama» local ao nacional, um instrumento económico e político com diversos formatos.
Trata-se de direitos fundamentais numa sociedade que se diz democrática. Portanto, é necessário agir (sem segundas intenções) centralizando as exigências no essencial: impor a liberdade de comunicação. Caia quem tenha de cair, penalize-se quem tenha de ser penalizado e liberte-se o que tiver que ser libertado.
Enquanto permitirmos e anuirmos com este tipo de comportamento continuaremos a ser parte do problema invés da solução.
03 outubro 2009
Pouco senso
Nos últimos dias recebi, através do meu número de telemóvel, algumas mensagens (SMS) que, embora sem a identificação do remetente mas pelo conteúdo da mensagem da responsabilidade do Partido Socialista local, promoviam uma convocatória para uma "caravana do PS", de apoio ao candidato Joaquim Barreto, a realizar-se no próximo Domingo (dia 4 de Outubro). Sobre este acontecimento algumas considerações se impõem:
1. Não cedi o meu número de telemóvel pessoal ao Partido Socialista. Portanto, receber uma mensagem de cariz político deste partido é, por este facto, um acto de violação da lei de protecção de dados pessoais. Pois, o meu número de telemóvel é um dado pessoal e atentar contra este facto é atentar contra a minha própria privacidade.
2. A propaganda e a convocatória política tem os seus limites face às leis democráticas. Ora, o direito à privacidade e à protecção de dados pessoais são direitos previstos e protegidos pela Constituição da República Portuguesa. Utilizar um número de telemóvel pessoal (sem a devida autorização do seu proprietário) para fins propagandistas e de convocação política é ilegal e punível perante a lei portuguesa.
3. Como e quem conseguiu aceder ao meu número de telemóvel pessoal? Questões importantes que gostaria que respondessem.
02 outubro 2009
Sintomático
«O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, felicitou hoje o seu homólogo chinês, Hu Jintao, pelo 60.º aniversário da República Popular da China (RPC), destacando a "cooperação estratégica" que hoje une os dois países.» via [cibertúlia]
18 setembro 2009
14 setembro 2009
Cuidado: os "situacionistas" andam por aí e já começaram a uivar
No aproximar do dia da eleição legislativa (27 de Setembro), é notório o apelo directo ou indirecto de alguns para centralizar o acto de eleger os próximos representantes e governantes na escolha entre dois nomes, dois partidos, duas correntes ideológicas e um interesse. Cuidado, que a "governabilidade" do país está ameaçada. Cuidado, que a estabilidade (qual estabilidade?) do país estará ameaçada. Cuidado, não cedam à demagogia de extremistas (huuuuu!!). São os avisos disfarçados que se ouvem e lêem.
Repudio quem tenta impor as suas opções partidárias aos demais, isto é enviesar a Democracia. Repudio, ainda mais, quem tenta impor uma solução bipartida que durante trinta e cinco anos governou e desgovernou. Centralizar a eleição legislativa na escolha entre Manuela Ferreira Leite e José Sócrates, entre PS e PSD, entre esquerda e direita é menorizar o eleitor, cuspir na Democracia e apedrejar o pluripartidarismo.
Menores são aqueles que com o medo de uma mudança, com medo de existir consensos parlamentares, com medo de acabar com os interesses podres, impõem, a quem os ouve ou lê, que um dos actos maiores de uma Democracia (o acto electivo) seja em acordo com o seu mundo bipartido. Confesso que estou farto destes tipos, que de uma forma demagógica, vejam só, consideram a próxima eleição na escolha entre o mal e o pior. Cuidado: os "situacionistas" andam por aí e já começaram a uivar
08 setembro 2009
07 setembro 2009
Censurai-vos uns aos outros
O afastamento de Manuela Moura Guedes satisfaz os dois maiores agrupamentos políticos. O Partido Socialista, com o afastamento de Manuela Moura Guedes, apresenta-se no próximo acto eleitoral sem o efeito redutor na credibilidade política, moral e ética das reportagens e opiniões do noticiário apresentado e dirigido por Manuela Moura Guedes. Restando, agora, somente a realidade para efectuar este papel. O PS pode, também, apresentar-se como vítima de um conluio qualquer (proveniente de uma tal "campanha negra") devido ao momento de tal purga jornalística ser o menos indicado e o mais evidente para associar ao partido.
O Partido Social-Democrata, tal como o PS, pejado de cabalas e obradores das mesmas, tem mais um argumento para apregoar a reiterada "asfixia democrática" do governo socialista. Serve-se do afastamento de Manuela Moura Guedes como se serviria da continuação do seu projecto jornalístico. Contudo, convém referir que um similar passo de "asfixia democrática" aconteceu há cerca de 5 anos com o afastamento de Marcelo Rebelo de Sousa do rol de comentadores da estação TVI. Naquele tempo reinava em São Bento as cores laranjas do partido social-democrata e o seu representante era Santana Lopes.
A liberdade de expressão foi violentamente arreganhada neste caso. A administração da PRISA provou, mais uma vez, que é "pressionável" e prestável a serviços pouco democráticos e éticos, independentemente de quem seja o mandante.
Fica aqui um excelente vídeo de promoção do Jornal Nacional de Sexta, censurado pela administração. Só o facto de ser censurado já engrandece o vídeo mas a qualidade deste é deveras interessante.
10 julho 2009
O problema não é o veículo de transmissão mas sim o conteúdo da mensagem
O deputado escreveu o que pensava no Twitter:
«Tudo começou com pequenas mensagens que o socialista Alexandre Pascoal colocou no Twitter sobre os líderes parlamentares do CDS-PP e do PSD dos Açores, sendo que os visados não gostaram das palavras.»
O deputado visado disse o que pensava sobre isto na imprensa:
«Eu exijo que o senhor explique aquilo que afirmou cobardemente» já que durante o debate «não se levantou» porque «é um ignorante e um cobarde», disse o líder parlamentar do CDS-PP, Artur Lima.
No entanto, é o veículo e a liberdade que estão na mira política:
«Estes incidentes já levaram o presidente da Assembleia Regional, Francisco Coelho, a intervir, afirmando que a próxima Conferência de Líderes vai debruçar-se sobre o acesso aos novos meios de comunicação dentro do plenário»

