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06 abril 2011

Quem quer ser resgatado, mais uma vez, com dinheiro de todos?

O líder parlamentar do PCP, Bernardino Soares, fez duras críticas à intenção da banca privada de não emprestar mais dinheiro ao Estado. “Trata-se de uma clara cartelização que pelos vistos foi combinada, pasme-se, numa reunião com o Banco de Portugal, o regulador do sector financeiro. É o descaramento total”, disse hoje Bernardino Soares, no período de declarações políticas, no último plenário da XI Legislatura.

O líder parlamentar comunista lembrou que a banca portuguesa – a mesma que “não pode fazer mais sacrifícios” – “recebeu milhares de milhões do erário público em financiamento e em avales” e “paga taxas baixíssimas de impostos mesmo com altíssimos lucros”. in
[Público]

O director-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), o francês Dominique Strauss-Kahn, considera que em Portugal “o problema não é tanto de dívida pública como de financiamento dos bancos e dívida privada”. in [Público]

26 abril 2009

Era bom

«O secretário-geral do PCP acusou hoje o Presidente da República de se limitar «a passar conselhos e atestados», esquecendo as suas responsabilidades pela situação do país, em resultado das suas políticas enquanto primeiro-ministro.» in [Diário Digital]

Não sou um apologista da «penalização eterna» (a possibilidade de errar é, ainda, uma característica de uma certa liberdade). A sapiência de Frei Tomás ainda reina na política portuguesa. E o seu maior símbolo (a instituição Presidente da República na pessoa de Cavaco Silva) continua a divulgar a sabedoria do famigerado frei nos seus discursos. Pois, para quem tem a função de «alertar» e «harmonizar» a política e o acto de governar em Portugal, a responsabilização aparenta ser algo de difícil trato quando a função de «alertar» e «responsabilizar» implique a sua pessoa. Há quem veja nisso um teste de humildade liminarmente "chumbado".

29 novembro 2008

Uma tese não apresentada no XVIII Congresso do PCP

Jerónimo de Sousa, o dogmático secretário-geral comunista, asseverou a sua distância a uma possível "união" política à esquerda para as próximas legislativas, digamos, de uma forma bem peremptória.

Com a "auto-demarcação" comunista, ficamos com duas hipóteses defendidas por Fernando Marques e por José Manuel Faria, que serviriam de suporte lógico à tese: " uma união política à esquerda contra um Partido Socialista descaracterizado".

1ª hipótese: A existência desse partido [um hipotético partido criado por Manuel Alegre], em si, obrigaria o Bloco a encontrar-se e a confrontar-se com os seus propósitos fundadores, para não perder os eleitores de esquerda mais moderados e o PCP a mudar se não quiser ficar ainda mais acantonado. Logo, a esquerda toda, só tinha uma saída: entender-se.

2ª hipótese: A união entre o Bloco de Esquerda, Movimento de Alegre, Renovadores Comunistas e Independentes de Esquerda.

Na relatividade do tempo, os dias e os momentos vão "escapando" a uma ruptura democrática à esquerda. Em Março deste ano pensava assim : um desejo de concretização e uma analogia de esta possibilidade (a protelada união) se estender à política local. Agora (citando Sócrates de Antenas), só sei que nada sei.

23 março 2008

Tibete, um país de interesses superiores

No Tibete existe um genocídio cultural, repressão e um ambiente de hostilidade fundados numa ocupação territorial e anímica pela China. A comunidade internacional divide-se nas opiniões sobre este território. Pelo direito de comparação, o Kosovo, uma nação que recentemente proclamou a independência unilateral, legítima na essência, que foi apoiada na sua determinação como nação por algumas potências mundiais baseadas em critérios, inequivocamente, menos rebustos do que os existentes no Tibete. Interesses superiores.

O Presidente do Parlamento europeu, Hans Gert Pöttering, afirmou que defende "medidas de boicote" aos Jogos Olímpicos se a R.P. da China não enveredar pelo caminho do diálogo com o Dalai Lama.

Na minha opinião não fez mais do que devia. Evidencio este comentário devido à falta de outros similares por parte das altas esferas europeias. Alguns países europeus reafirmaram de imediato, mesmo que aconteça algo terrível e inumano, que não boicotariam os Jogos Olímpicos. Interesses superiores.

O nosso Presidente da República, Cavaco Silva, por motivos de agenda não estará presente na cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos. Consta-se que tal declínio, do convite por parte do Comité Olímpico, indirecto, por parte do P.R., deve-se aos apelos provenientes do parlamento Europeu e ao aumento da repressão chinesa no Tibete.

Quero salientar as infelizes declarações do secretário-geral do Partido Comunista Português, Jerónimo de Sousa, sintomáticas da desactualizada ortodoxia que vive aquele Partido. As declarações, com a evidente marca do compadrio cego entre camaradas, são no mínimo aterradoras para um partido que defende a liberdade e a defesa dos direitos humanos.

Jerónimo de Sousa diz: "(...)não haver precipitação no julgamento dos factos(...) face a "notícias contraditórias".(...)Sempre defendemos o diálogo, o respeito pelo direito internacional, designadamente o Tibete como parte integrante da China. Está cada vez mais claro que estes incidentes têm como objectivo político comprometer os Jogos Olímpicos" Mais uma declaração onde o compadrio ideológico sobrepõe a razão. Nada de original.

Mas intenção de boicotar os Jogos Olímpicos é legítima. Onde estão os ideais Olímpicos que deveriam suportar espiritualmente o lugar físico onde se realiza os Jogos Olímpicos? O ideal Olímpico foi destruído por interesses políticos, ideológicos e capitalistas. Jerónimo de Sousa, veemente, afirma que, pelo respeito ao direito internacional, o Tibete é parte integrante da China. Será? A ocupação agressiva e ilegal por parte da China é legal perante o direito internacional?

Leituras aconselhadas sobre o assunto:

Um Jerónimo de Sousa reaccionário no blog Sentido Único.

Palhaçada do ano no blog Uma Terra sem Amos.

Diz-me quem defendes...dir-te-ei quem és! no blog Troll Urbano.

16 março 2008

Ruptura Democrática de Esquerda

O secretário-geral do Partido Comunista Português, Jerónimo de Sousa, tornou público um desejo antigo da esquerda portuguesa. Declamou, num jantar na Madeira, a necessidade em Portugal da criação de uma plataforma de concentração de forças políticas, sociais e independentes de esquerda que representasse uma verdadeira alternativa ao domínio governativo dos selectos Partidos Social Democrata e Socialista (ambos com designações não condizentes com as suas governações). Nada de novo apenas uma constatação pública, por parte de um líder partidário, de uma necessidade.

Quanto à sua implementação no panorama da política nacional, penso que será difícil e complexo em causa está a cicatrização de velhas divergências na esquerda e compatibilidade entre grandes vultos da esquerda portuguesa. O timming em que é apresentado publicamente este intento carece pelo seu atraso. Estamos a apenas um ano e alguns meses do sufrágio nacional e local. Uma estrutura política como esta demora algum tempo a ser preparada e implementada.

Em particular, uma estrutura como esta seria ideal para o concelho de Cabeceiras de Basto. Uma plataforma de esquerda que albergasse independentes, desalentados e desalinhados políticos de outras forças políticas, forças sociais e mesmo partidos. Uma verdadeira alternativa governativa. O cordão ideológico de esquerda os uniria em volta de um projecto político de mudança e de evolução para este concelho. Ao contrário deste projecto com âmbito nacional, projectos semelhantes de âmbito local repetem-se por Portugal. Claro, como no âmbito nacional, necessita de tempo para ser preparado e implementado.

05 janeiro 2008

A nova lei partidária (III)

<< O Tribunal Constitucional (TC) rejeitou os recursos de vários pequenos partidos que suscitavam a inconstitucionalidade da obrigação legal de terem pelo menos cinco mil militantes. >>

A inconstitucionalidade torna-se constitucional. O prazo, para a entrega de uma verificação da obrigação legal que restringe os partidos a terem pelo menos cinco mil militantes, terá o seu término em Março. Ao ser rejeitado os recursos jurídicos dos vários pequenos partidos, culmina a estratégia de centralização, ainda mais, da política portuguesa. O PCP mostrou a sua solidariedade e repúdio a esta "nova" lei dos partidos, ameaçando que não entregaria a prova que teria pelo menos cinco mil militantes; contudo recuou. Esta atitude do PCP é sintomática da política portuguesa e, em particular, na sua "ala" esquerda. Onde estão as corajosas atitudes que dignificam a palavra política ?