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06 abril 2011

Quem quer ser resgatado, mais uma vez, com dinheiro de todos?

O líder parlamentar do PCP, Bernardino Soares, fez duras críticas à intenção da banca privada de não emprestar mais dinheiro ao Estado. “Trata-se de uma clara cartelização que pelos vistos foi combinada, pasme-se, numa reunião com o Banco de Portugal, o regulador do sector financeiro. É o descaramento total”, disse hoje Bernardino Soares, no período de declarações políticas, no último plenário da XI Legislatura.

O líder parlamentar comunista lembrou que a banca portuguesa – a mesma que “não pode fazer mais sacrifícios” – “recebeu milhares de milhões do erário público em financiamento e em avales” e “paga taxas baixíssimas de impostos mesmo com altíssimos lucros”. in
[Público]

O director-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), o francês Dominique Strauss-Kahn, considera que em Portugal “o problema não é tanto de dívida pública como de financiamento dos bancos e dívida privada”. in [Público]

03 março 2011

Um «Governo Mundial» (II)

Há dois anos escrevia sobre um editorial do Financial Times. O conteúdo, do editorial, resumia-se no seguinte conceito: um "Governo Mundial". Pela relevância do autor, do jornal, e das suas ligações, a conclusão era óbvia: "sensibilizar" para o que aí vem. Passado dois anos, cá estamos -a ceder a soberania das nossas decisões ao grande poder financeiro. Parece que o plano está a ser escrupulosamente cumprido. Vejam os sinais: [Fitch]"É desejável uma maior diluição das soberanias nacionais" .

05 outubro 2010

Exercício

Para quem, ainda questiona a origem dos planos de austeridade, basta ler este artigo de opinião de Luís Leiria. Claro e simples, neste artigo visualizamos a influência dos interesses da "alta finança" e dos seus tentáculos eurocratas nos planos de austeridade e na aclamada "crise da dívida pública". A reflectir: E se fosse Portugal a ter 32% de défice?.

14 junho 2010

O aviso

"O senso comum neoliberal diz-nos que a culpa é da crise, que vivemos acima das nossas posses e que não há dinheiro para tanto bem-estar. Mas qualquer cidadão comum entende isto: se a FAO calcula que 30 mil milhões de dólares seriam suficientes para resolver o problema da fome no mundo e os governos insistem em dizer que não há dinheiro para isso, como se explica que, de repente, tenham surgido 900 mil milhões para salvar o sistema financeiro europeu? A luta de classes está a voltar sob uma nova forma mas com a violência de há cem anos: desta vez, é o capital financeiro quem declara guerra ao trabalho." Boaventura Sousa Santos in [Visão]

28 abril 2010

Reflexões sobre o dinheiro

Outrora trocavasse arroz por milho, vacas por galinhas, casas por terrenos..., etc. Os negócios eram feitos às claras, na hora, em acordo mútuo entre partes. Depois, inventou-se o dinheiro em forma de moedas de metais valiosos, com o intuito de facilitar as relações comerciais e a actividade mercantil. Mais tarde, o dinheiro passou a papel, sempre numa base de compra e venda de valores materiais. Depois, inventou-se a banca, a bolsa, as acções, os créditos, os spreads, as taxas de juro e, a merda toda que o tornaram naquilo que ele hoje é, um valor virtual complicado, ou complicadex, cheio de nuances muitos boas para enganar pobres, remediados e tontos, como também para enriquecer ricos e chicos-espertos.

Mas ele não tem valor nenhum, ele não compra o amor, nem a solidariedade, nem a amizade, nem a honestidade, nem os nobres valores da anti-matéria. O espírito não se compra, apenas pode ser influenciado. O dinheiro é hoje um valor predominantemente electrónico, quase não se vê. Está em cartões de crédito, nos computadores, em agências de rating, em tabelas bolsistas, a circular em fibras ópticas...,etc. O próprio está a deixar de ser matéria para ser tornar num número abstracto, para se diluir e confundir com a anti-matéria, mas, o dinheiro só pode comprar os valores da matéria. Infelizmente esses valores influenciam a anti-matéria, o espírito, e, esta influência está associada a outros valores menos nobres como: a ganância, a ambição desmedida, o oprtunismo, a burla..., que o dinheiro fez o favor de exacerbar ao longo de séculos, não pelo seu valor, mas antes pelo valor que a humanidade lhe deu.

Ele é mentiroso e injusto, não vale o mesmo nas mesmas circunstâncias, e pior, por vezes não vale nada quando devia valer muito, e vale muito quando não devia valer nada. Sabem porquê? Por que foi inventado pela humanidade, isso já diz alguma coisa. E por que foi alterado no seu valor, por outros homens sem valores, isso já diz tudo. Nós já vivemos na idade da pedra, hoje vivemos na idade do dinheiro. É ele que mexe com o Mundo, ele está a destruí-lo, ele guarnece os humanos de impurezas de espírito. Citando e parafraseando o Vítor e o Marco, se é isto a União europeia e se foi para isto que se criou a moeda única, então - "(...) que vão todos para a grande puta que os pariu". Tenho saudades do cifrão, do escudo ($$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$), sempre tinha um valor mais justo e honesto.