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22 maio 2010

O que não se ouve e lê nos principais meios de opinião

«Para a União Nacional dos comentadores e economistas do bloco central são estes os responsáveis pelo estado em que estamos: os funcionários públicos; os trabalhadores supostamente protegidos pelas nossas leis laborais; os cidadãos em geral, que vivem endividados e acima das suas possibilidades; o excesso de peso do Estado; e o excesso de impostos para a classe média-alta.

Repare o leitor que entre os responsáveis nunca está a banca, que além de nos ter enfiado nesta crise e ter sido salva pelos nossos impostos ainda paga menos ao fisco que todas as restantes empresas. Nunca está a elite económica constituída por meia dúzia de famílias que têm o Estado como refém dos seus negócios e os partidos como reféns da sua vontade. Nunca estão dos gestores mais bem pagos da Europa no País com o salário médio mais baixos da Europa.

Repare o leitor que por uma qualquer coincidência nunca estão, entre os responsáveis pelo estado em que estamos, quem realmente tem poder neste País. Não espanta. É muito radical ser “politicamente incorrecto”. Mas é preciso olhar bem para o chão que se pisa. Não consta que com a simpatia de funcionários públicos, professores, sindicalistas, desempregados, beneficiários do Rendimento Social de Inserção ou trabalhadores menos abonados se arranjem e se mantenham bons empregos. Há que dizer e escrever coisas chocantes, mas sem chocar as pessoas erradas.(...)»

via [2+2=5] que por sua vez via [Arrastão]

18 janeiro 2010

Os "caças" de Lisboa

«Quando os cidadãos de Lisboa, Oeiras e Cascais vão pagar mais de 9 vezes (sim, nove) o montante pago pelas câmaras do Porto e Vila Nova de Gaia para ver os aviões passar por baixo da ponte 25 de Abril, torna-se confrangedor, para ser simpático, ouvir o presidente da CML dizer que o evento”não custará em Lisboa nem mais um cêntimo do que custou o ano passado no Porto”. António Costa argumenta agora que tudo se deveu a uma má interpretação de uma cláusula do contrato redigido em inglês. Está visto. O inglês técnico é mesmo um problema bicudo para os lados do largo do Rato.» in [Arrastão]

10 dezembro 2009

Não precisamos de quedas mas sim de mudanças

«Meia dúzia de sessões parlamentares mostraram como vai ser o que resta desta legislatura: em vez de uma governação crescente, uma contagem decrescente. Até a outras eleições. Mas Portugal dispensa esta charada: se é para ser assim, o melhor é o Governo cair já. » Pedro Guerreiro in [Jornal de Negócios]

Sobre esta opinião de Pedro Guerreiro, apenas uma questão: cair para voltar ao mesmo?

Nas sessões parlamentares e declarações, públicas e polémicas de ministros e políticos, ouvimos e vimos a prova sonora e visual de muitas hipóteses enunciadas nos idos tempos pré-eleitorais. Afirmaram que com esta composição parlamentar, com este governo e com estes políticos a necessária «estabilidade governativa» estaria condenada. Pois bem, como um velho pescador dir-me-ia: pela boca morre o peixe. Dito e feito. Estamos perante, praticamente, os mesmos políticos e as suas linhas políticas/ideológicas. Os esperançosos apontavam que mudando as circunstâncias eles se adaptariam comportamental e politicamente, com o objectivo da estável governação deste país. Ora, como eles demonstraram irrepreensivelmente (nas recentes sessões parlamentares e declarações públicas) a hipótese dos esperançosos está errada e os cépticos singram. Não temos como fugir, não se pode apenas mudar a estética e acreditar que o edifício se aguentará se, este, está ocupado hierarquicamente por idiotas e oportunistas. A classe política está, como está, devido às suas próprias prestações. Certamente, haverá quem de bom e de bem esteja cumprindo o seu juramento à coisa pública. Mas, chegará o tempo em que estes estóicos seres se resignarão com a evidência que isto não mudará por dentro mas sim por fora. Enquanto isto não acontecer, aguentemos-nos como bons democratas que somos.

26 outubro 2009

O XVIII Governo Constitucional em sentido

via [jn]

Hoje, foi empossado o XVIII Governo Constitucional. Um momento protocolar que serve para oficializar os novos governantes sobre a égide do Presidente da República. A «concordata» entre o Presidente e o "novo" governo centrou-se, como não poderia de ser, na promessa de diálogo institucional e o desejo de estabilidade política. O "novo" (efectivamente, remodelado é o melhor termo) governo afirma que as prioridades para o futuro período de governação será o combate à crise, a modernização da economia e da sociedade e a justiça social. Sem dúvida propósitos essenciais. O tempo encarregar-se-à de o julgar.

Contudo, realço uma pequena curiosidade: na tomada de posse do XVII Governo Constitucional (em 2005), José Sócrates finalizou o seu discurso de "coroação" com uma referência a uma frase do poeta Fernando Pessoa. A frase, a meu ver, caracterizou toda a governação a partir daquele momento. A frase sentenciava o seguinte:«Hoje a vigília é nossa». Não poderia ter escolhido um melhor vaticínio.

Hoje, José Sócrates finalizou o seu discurso de empossamento, mais uma vez, com uma citação de um poeta. Este poeta é Luís de Camões. E a citação, «Esta é a ditosa pátria minha amada», serviu para ilustrar a promessa de José Sócrates em servir a República, os portugueses e a Pátria. Veremos, como a citação poética de há cinco anos atrás, se a actual irá concretizar-se.

20 outubro 2009

«Ser ateu é ter uma alta religiosidade»

José Saramago, na apresentação da sua mais recente obra literária, verbalizou um conjunto de críticas à Bíblia, à Igreja e à religião. Certamente, estas afirmações não podem ser nomeadas como um "golpe publicitário". Nomear como causa principal, do polémico impulso verbal de Saramago, a "necessidade" de publicidade, é uma análise imediatista e descentralizada. Ele não necessita. É o único escritor de língua portuguesa que foi laureado com um Nobel da Literatura, uma evidência que, por si só, garante um inequívoco estímulo publicitário a qualquer obra que escreva e que queira publicar. No entanto, podemos, numa base hipotética, sustentar que a causa é mais profunda e humana. Poderíamos afirmar que a sua vida, o seu ateísmo, a sua personalidade, o seu intelecto e as vicissitudes da sua doença, e do respectivo tratamento, são factores importantíssimos para um possível fundamento para as suas palavras. Como um pensador é a sua vida e a sua personalidade que determinam, principalmente, a visão que tem sobre o universo e isto é-nos transmitido através das suas palavras e escritos. É, como disse Anselmo Borges, a visão unilateral de Saramago sobre a obra bíblica e suas dependências.

Sobre as palavras que proferiu, são, apenas, as palavras dele. Confesso, que bebo alguns dos seus impulsos verbais. Contudo, para quem "agnosticamente" vê a vida, há certezas que não posso comungar. Saramago afirma que: «para ser ateu é necessário ter uma alta religiosidade». Tem razão. O axioma de acreditar ou não em deus, são meta-certezas e verdades adquiridas por cada uma das doutrinas, que prefiro não perfilar. Estou intelectualmente limitado para ter certezas.

Porém, estas afirmações serão sempre um ponto de vista, uma opinião, uma confissão, um conjunto de palavras de um ficcionista sobre uma obra de ficção, pouco mais. A incomodada Igreja não as aceita. Claro que não, para além de ser uma «protectora terrena» da discutida obra é, também, a principal promotora da "propaganda" lá embutida. Criticar um dos seus veículos literários de transmissão de como pensar ou viver é restringir a sua própria existência. É algo «contra-natura» a Igreja criticar-se ou criticar aquilo que a sustenta. Sendo assim, a Igreja veio repudiar publicamente as afirmações de Saramago. Mas isto é uma reacção ao "mediatismo" que teve e que tem as afirmações. Nas declarações da Igreja à imprensa, estas são dominadas por expressões que refutem os ditames do homem sobre a Bíblia, a Igreja, a religião e não à obra dele ("Caim") apresentada naquele momento.

Pode-se, então, concluir que a origem da reacção eclesiástica e dos crentes não é a opinião, o contraditório, a imposição da verdade bíblica mas, sim, o efeito mundano que poderá ter estas afirmações de Saramago, ou seja, a difusão das críticas aos "maus-costumes" imprimidos na bíblia e a possibilidade de um religioso as aceitar e, valha-nos deus, as confrontar com a Igreja e com os crentes.

01 outubro 2009

Eleições Legislativas 2009 - Portugal

fonte:rtp

Nestas eleições foi evidente o esfumaçar do mito do voto útil. O resultado eleitoral demonstra isto. O PS perdeu cerca de meio milhão de votos, não elegeu (comparando a 2005) 24 deputados e consequentemente perdeu a maioria absoluta no parlamento nacional. O PSD teve um resultado eleitoral aquém do que se esperava. Por várias razões o PSD perdeu os votos (à direita política), que supostamente teria, para a abstenção e para o CDS-PP.

O grande vencedor foi o CDS-PP que contrariando as sondagens e acumulando os votos (à direita) perdidos do PSD singrou-se como a terceira força política em Portugal, elegendo 21 deputados e auferindo 10,46% dos votos. Por uma diferença de apenas 25 mil votos (uma razão para os deputados eleitos repensarem o modelo de representação parlamentar assente no actual método de eleição) da votação do CDS-PP o Bloco de Esquerda acumulou a eleição de 16 deputados. Um resultado, embora espectacular, teve um "sabor" menos especial pela ocupação do CDS-PP no lugar de terceira força política, quando a maioria das sondagens apontava o Bloco nesta posição. A coligação entre o PCP e o PEV obteve, embora com uma ligeira subida, a quinta posição em número de votos. Mesmo assim, elege mais um deputado e solidifica a posição na esquerda parlamentar.

Em conclusão, a actual composição do parlamento derivará numa quase obrigatória atitude de consenso e negociação entre o partido mais votado e os outros. Neste enquadramento político a Democracia portuguesa terá uma oportunidade para se afirmar como madura e saudável, ou seja, o processo (que se tem demonstrado como pouco benéfico para o país) de bipolarização da política e da governação tenderá a desaparecer. Não será nesta legislatura que acontecerá o fim deste processo mas poderá ser o princípio de uma verdadeira política parlamentar que determine, em consenso e em negociação (contra o autoritarismo natural de uma maioria absoluta), o futuro da governação deste país.

19 setembro 2009

«Eu defendo os transportes públicos, mas isso não me impede de ter um automóvel privado»

«Louçã tem vindo, ao longo da campanha, a “convidar todos e todas” para a criação da “força de esquerda”, referindo sempre que “todos os votos contam”. As vendedoras de peixe parecem constituir, porém, uma excepção.» in [Público]

Neste excerto é evidente um certo incómodo com o Bloco de Esquerda. A imprensa, pois há alguma que funciona como um veio de transmissão das irritações de alguns, tem destacado (como Expresso com uma "notícia de capa" deplorável) minudências com o intuito, pelo menos é o que transparece, de atacar, via dirigentes, o Bloco. Invés de discutirem a programática política do Bloco certa imprensa nacional prefere destacar pormenores irrelevantes. Um sinal do incómodo, certamente.

17 setembro 2009

Factos

«Receberam [governantes do PS, PSD e CDS-PP] um país com um saldo líquido de activos sobre o exterior (posição de investimento internacional) acima de um terço do PIB (cálculo de Vítor Bento), venderam as empresas que entretanto nacionalizaram, receberam milhões da Europa, consumiram o que tinham e não tinham e reformaram-se, deixando como legado um saldo líquido de passivos sobre o exterior de quase 100% do PIB.

Isto é, receberam uma herança, juntaram-lhe outra vinda da Europa, nacionalizaram uma terceira, sumiram as três e deixaram uma dívida de um ano de trabalho. É obra para 35 anos!» via [Pátio das Arrochadas]

28 junho 2009

"Como o cão sorria"

Nesta semana. O líder e afins correlegionários socialistas que reinam os desígnios governativos deste país tentaram (vá, alegadamente) comprar (via PT) um pedacinho da TVI (via Media-Capital). O objectivo primordial seria mudar uma certa linha editorial que incomoda os interesses instalados no governo. No entanto, nesta mesma semana, cai-nos (via Assembleia da República) em cima uma Fundação privada publicamente gerida, tal e qual uma outra (Fundação Prevenção e Segurança) nos tempos de governação Guterres que, curiosamente, encravou na típica sentença portuguesa:nada a julgar. Uma fundação interessante: na génese era financeiramente dotada pelas empresas privadas que a constituem mas, de um modo contínuo, fora financiada (via Anacom) pelo nosso mui nobre e prestável Estado de interesses. Simplesmente são, apenas, adjudicações directas de mal governar.

Nesta mesmíssima semana outro político de inquestionável idoneidade abriu a sua, quase santificada, boca para falar (ou melhor espicaçar) sobre a nossa salubre política. Falo-vos de Cavaco Silva e os seus recados, a exigiriam transparência e afins, ao não concretizado negócio da PT. As palavras (quase decalcadas do falatório de Manuela Ferreira Leite) do ilustre senhor não chegaram para aliviar a falta que estas fazem (fizeram) em outros importantes assuntos (desemprego, crise social, Madeira, BPN, bancos, deslocalizações "à la fugitif", bloco central de interesses etc). Entretanto, Manuela Ferreira Leite continua a questionar a verdade dos seus semelhantes e a espalhar credibilidade duvidosa. A aposta política dela e dos seus iluminados camaradas (ou colegas? não sei como se tratam os social-democratas entre eles) centra-se em questionar as grandes obras públicas mas, vejam só a credibilidade e a política de verdade a funcionar, nunca e já mais em tempo algum há referência da participação do Partido Social-Democrata (em geral) e da Manuela Ferreira Leite (em particular, no seu papel de ex-muitas coisas no aparelho do Estado) na imposição e delineação destes Mega projectos, dilaceradores da grande nação portuguesa. Questionar o quão "tachistas" são os outros quando nestas décadas de democracia eles, aqueles que passaram pelo doce canto do poder, deixaram uma marca de impunidade "tachista" e desperdício, não é hipocrisia? Ao menos assumam as culpas, para que possam, assim, falar de fronte erguida ao povo que (ainda) os ouve. Nada a julgar?

As questões políticas sobre que modelo de Segurança Social, de Justiça, de Coesão Social e igualdade de direitos, de Regionalização, de Economia, de Sistema Nacional de Saúde, de Educação e Cultura ficam para quando os políticos, se assim o entenderem, apresentarem os seus programas eleitorais para, nós, salivares cidadãos, se assim o entendermos, os podermos escrutinar.

07 maio 2009

Alguém já sente o cheiro a enxofre por aqui?

Lê-se por aí, e também se ouve, o canto do cisne político. O bloco central de interesses já está a preparar o terreno mediático para se emergir dos fundos dos corredores de São Bento. Em causa estará a sua sobrevivência política e, como o caso BPN bem nos mostra, a sua sobrevivência financeira. A receita já é conhecida. Reclama-se a tão afamada estabilidade política para na realidade se implementar um verdadeiro terror. Mais do mesmo, será a consequência directa e o sinónimo de tão apregoada "estabilidade política e governativa". Imaginem só, os "camaradas" socialistas do actual governo com os ex-ministros da centralizadora Manuela Ferreira Leite a partilharem poder e cargos. Já me arrepiei só de pensar...

Penso que as próximas eleições serão decisivas e importantes para os cidadãos escolherem o que querem. Os cidadãos eleitores também são responsáveis por uma parte da situação actual. Mas que parte. No entanto, a receita é simples e é-nos apresentada todo o santo dia em qualquer meio de comunicação social: quem estiver a gostar e, porventura, a rejubilar-se com o statu quo, por favor só tem que votar (ou não) no bloco central de interesses para vivermos na ilusão dos números e das politiquices. Quem quiser mudar este nevoeiro de interesses e interesseiros já sabe o que fazer.

Se o bloco central de interesses for implementado (pois os filósofos de esquina e os profetas do passado já estão a salivar-se por tudo o que é orifício) será a forma mais fácil de acabar com a estabilidade social neste santo país. Um paradoxo não é. Pois, a realidade avisa-nos. Ou se muda ou isto dá o estouro...Amém.

16 abril 2009

Lembrai-vos de quem vos trouxe a "felicidade" (II)

Por transitividade: via Partilha do Saber que, por sua vez, via (Re)lexões.

15 abril 2009

Lembrai-vos de quem vos trouxe a "felicidade"...

«Portugal tem dois milhões de pobres, diz Banco de Portugal

Um estudo do Banco de Portugal debruçou-se sobre a pobreza no país no período 2005/2006. A conclusão vai ao encontro de outros trabalhos semelhantes e revela que um quinto da população é pobre, um número que inclui 300 mil crianças. Os idosos e as famílias afectadas pelo desemprego são particularmente vulneráveis.»

«Economia portuguesa vai contrair 3,5% este ano

O Banco de Portugal apresentou nesta terça feira o seu Relatório de Primavera, corrigindo as previsões para a evolução da economia portuguesa feitas em Janeiro. Em apenas três meses, as previsões do Banco Central sofrem uma drástica alteração: o PIB vai diminuir 3,5% (a maior quebra desde 1975) e o investimento e as exportações têm quebras superiores a 14%.»

31 março 2009

Para cargos públicos a exigência de registo criminal "limpo" não se aplica a todos?

Louçã considera nomeação de Domingos Névoa uma "ofensa à democracia"

De facto, nos dias que correm é-nos mais fácil despejar escritos carregados de incomformismo e mau-desejo que apresentar alternativas bonitas e pertinentes. Uma da razões é a facilidade em que nos deparamos com o statu de quem nos "governa" (isto inclui políticos, governantes, capital e afins) um estado que está a raiar o mísero, o incomportável e está a provocar, digamos, uma encarnação de um mau-estar. Não por ser uma (má) novidade. Não, a "esterqueira" já lá estava. A consciência colectiva é que está, nos tempos de crise, mais sensível aos "podres" daqueles que o pedestal do poder segura.

Relativamente à notícia atrás citada, por uma implicação simples compreende-se que se a Braval é uma empresa com uma maioria de capitais públicos (consequentemente uma empresa pública) então tem de se submeter aos desígnios, morais ou de outra coisa qualquer, dos seus "accionistas",ou seja, nós. Nomear um homem (condenado por tentar corromper o vereador da Câmara de Lisboa José Sá Fernandes, ou seja, tentar corromper alguém com responsabilidade pública) para presidir uma empresa com responsabilidades públicas é, no mínimo, um paradoxo caricato de um Portugal de "tachos" e "tachinhos". Por favor...alguém que arrume a casa.

09 fevereiro 2009

16 dezembro 2008

Um prenúncio grego (2)

Um grupo de “cidadãos solidários com o povo grego em luta” anunciou uma concentração, esta terça-feira, frente à embaixada da Grécia, em Lisboa, contestando a resposta policial dada aos distúrbios que se registam naquele país há 11 dias. in [Correio da Manhã]

14 dezembro 2008

"Uivos de política com 'p' pequenino"

A credibilidade profissional dos deputados está, como se sabe, pela rua da amargura. Contudo, após o lamentável episódio da reprovação do projecto do CDS-PP que visava a suspensão do modelo de Avaliação dos professores, as reacções públicas de deputados e elementos relevantes da política portuguesa, catalisaram o triste episódio das faltas de comparência dos «eleitos da Nação».

Guilherme Silva, ex-líder parlamentar do PSD, invés de combater a causa (a falta de comparência dos deputados) resolveu propor apenas minorar as consequências do problema. Como? Evitando-o. Isto é, propôs como forma de garantir assiduidade dos parlamentares «que haja plenários da Assembleia da Republica apenas à terça, quarta ou quinta-feira, para evitar o problema das faltas dos deputados que saem mais cedo para o fim-de-semana».

Na mesma linha de discurso, a deputada do PS, Marta Rebelo, desvalorizou a questão das faltas dos deputados, considerando que «o que se passa no plenário» são questões «mais importantes do que a questão das faltas, que é política com 'p' pequenino»

Em pensamento uníssono, o egrégio ex-presidente da Assembleia da República, Almeida Santos, reafirmou a necessidade de defender o fim dos plenários às sextas-feira. Apelou, indirectamente, à compreensão dos eleitores para a falta de comparência dos parlamentares, devido a eles, auferirem um salário «baixo» o que implica que possuam outras actividades remuneradas para compensar o «baixo» salário.

Nestes discursos de desculpabilização revejo o pior da carreira parlamentar e da política. Ninguém, penso eu, está na Assembleia da República obrigado. Há uma obrigação pública e pessoal perante o cargo que se assume. A exigência de assiduidade perante um cargo público é um legítimo e natural direito para o cidadão eleitor e não um "uivo" de "política com 'p' pequenino".

10 dezembro 2008

Um prenúncio grego (1)

                             Lagariae 
 
A Grécia perturba-se. A morte de um jovem de 15 anos despoletou a revolta social. Uma revolta popular contra o sistema económico vigente, a desacelarção económica, o desemprego, a brutal desigualdade económica, a corrupção, em suma: tudo o que sustenta o caos grego. A estrutura social grega está a ser contestada e questionada. Não é uma reacção involuntária. É um acumular de tensões perante a ineficácia da política e de políticas, que se materializaram em distúrbios e manifestações. Um violento grito de contestação da sociedade grega.

13 novembro 2008

O enfermo SNS

«Um relatório divulgado esta quinta feira pela organização "Health Consumer Powerhouse" coloca Portugal na 26ª posição entre 31 países europeus em relação à qualidade dos serviços de saúde prestados.(...)

Segundo o estudo, em Portugal "o acesso aos cuidados de saúde é um dos piores da Europa". Nas apresentação dos resultados, o director da pesquisa esclareceu que "Portugal ainda não conseguiu resolver o seu problema de acesso e de tempo de espera de tratamento, o que tem graves implicações para os pacientes e a capacidade do sistema em prestar cuidados"» via [Esquerda.net]

Ao contrário do que pensam algumas iluminadas almas que rejubilam com a "saúde" que temos e afirmam que Portugal está bem no contexto internacional (na área da Saúde), este estudo confirma a preocupante perda de qualidade na prestação de serviços de saúde prestados. Eu defendo o nosso Sistema de Saúde. Portanto, tenho um sincero intuito crítico sobre este. Defendo a universalidade e a gratuitidade dos serviços prestados pelo SNS, predominando sempre a qualidade nos seus serviços. A qualidade dos serviços prestados por esta entidade pública é determinante, daí a pertinência deste estudo, para a viabilidade do seu conceito de instituição pública. Logo, o apontar de erros é necessário (no contexto da crítica construtiva) e pertinente. Identificar os erros e, principalmente, assumi-los, é um passo importante para a sua correcção. Como instituição pública que é o SNS, infere a nós a responsabilidade de exigir um SNS com qualidade, universal e gratuito.

06 novembro 2008