...de escrever, que bem tenho andado distante da blogosfera.
26 maio 2011
Para não perder o hábito...
...de escrever, que bem tenho andado distante da blogosfera.
23 setembro 2010
Outra Notícia, Três Perguntas
Teixeira dos Santos anuncia mais medidas de austeridade para cumprir o objectivo do défice. Passos Coelho recusa compactuar com um aumento de impostos. Cavaco Silva não intervém, limita-se a pedir que o PS e o PSD se entendam.
Para quando o final da crise?
10 anos a fazer sacrifícios cansa um pouco. Quando é que os portugueses poderão ao menos respirar e ter alguma esperança num futuro melhor?
Quando é que teremos políticos com verdadeiro sentido de Estado, que se deixem de politiquices e de acções e posições ao sabor das conveniências?
Estou farto
09 dezembro 2009
Isto está cada vez melhor!!!
E não é que eles nos fazem mesmo rir da figura que fazem, e também desesperar, ao apercebermo-nos da estirpe e baixeza de grande parte dos políticos que representam a Assembleia da República e os outros Orgão do Poder, no exercício das suas funções. Em maio publiquei este artigo que encaixa bem nesta situação, exceptuando a parte dos aplausos e ovações. Um esfola e o outro mata, tipo os miúdos quando se pegam. Não conseguem separar os assuntos políticos das quezílias pessoais, só falta socarem-se e lançarem com cadeiras e microfonas pra cima uns dos outros, como se vê, volta e meia, em alguns parlamentos asiáticos. A Ministra Ana Jorge levou a mão à cabeça num gesto de incredulidade perante tais disparates, e, nem o Presidente da mesa (que não sei o nome) conseguiu moderar a palhaçada. Este circo qualquer dia passa a ringue. Este tipo de comportamentos reforça e legitima a ironia e as metáforas que muitas vezes os intervenientes da blogosfera (onde me incluo) utilizam para adjectivar a política nacional, até porque desta vez, os meninos de S. Bento fizeram questão de as utilizar também.
06 novembro 2009
O que nasce torto, tarde ou nunca se endireita
Há momentos na vida em que é difícil ser-se optimista, quando o racional se centra na realidade das coisas.
09 outubro 2009
O "circo" está a chegar ao fim
20 setembro 2009
E o "circo" continua
As "polémicas" e os "escândalos" que envolvem partidos políticos e os seus intervenientes, teimam em brotar nos períodos pré-eleitorais, em plena campanha. Numa altura em que o eleitorado deveria estar concentrado relativamente às propostas para o futuro do país, este tipo de espectáculo, normalmente num timing inoportuno, e sempre baseado em alegações que carecem de fundamento jurídico credível, mais não servem do que para desviar a atenção e o interesse dos cidadãos daquilo que é importante. Do lado do PSD surgem as alegadas compras de votos relativamente a sufrágios internos do partido. Do lado do PS surgem as alegadas escutas por parte do Governo (serviços de informação) à Presidência da República. Espero que os portugueses saibam filtrar as informações uteis das inúteis e que se concentrem no essencial.09 setembro 2009
Citações
22 julho 2009
Que rico exemplo
"Durante os quatro anos e meio desta legislatura, em que se realizaram 464 reuniões plenárias, os deputados deram mais de 6600 faltas, mas deixaram somente 79 por justificar, cerca de um por cento do total." [in JN]
16 julho 2009
Anedota do dia
Nem me vou dar ao trabalho de comentar tal disparate e insulto à democracia. Só dá mesmo para rir. Tenho curiosidade em saber a opinião de Cavaco Silva relativamente a esta proposta de Alberto João Jardim.
13 julho 2009
Aceitam-se sugestões
"O Presidente da República considerou hoje essencial a existência de progressos no domínio da resolução do problema da despesa pública, que deve ser partilhada pelas entidades responsáveis pela sua aprovação, execução e controlo." [in JN]
03 maio 2009
O "circo"
Em ano de eleições há sempre "circo"! Não se paga entrada, é à borlix. Não tem tenda própria. Os espectáculos não têm hora nem local marcado, vão acontecendo. A sua frequência, regra geral, aumenta com a proximidade das eleições.
27 abril 2009
Maus a Matemática, mas bons na Pseudo-estatística
"Várias esquadras do país estão a impor "números-base" de detenções a fazer até ao fim do ano. Os polícias queixam-se de que assim só trabalham para as estatísticas. A Direcção da PSP prefere falar em prevenção da criminalidade. " [in JN]
22 abril 2009
Portugal europeu
09 abril 2009
Urbanidade… Ruralidade (contrastes)
Apesar de não acompanhar a série, enquanto fazia zapping ao meu televisor, o início do episódio de domingo despertou em mim particular interesse, e porquê? Porque nesse episódio a família central da série encontrava-se de viagem desde Lisboa até à aldeia dos seus familiares. O que achei particularmente engraçado, foi a excelente encenação que fizeram quando os filhos da família central da novela, uma criança e dois adolescentes, chegaram à aldeia, ficando estupefactos pela diferença entre os modelos de vivência da capital, na qual viviam e, da aldeia que até então nunca tinham conhecido e com a qual tinham acabado de estabelecer contacto.
Pode parecer estranho para os jovens da minha geração e das que se seguiram, mas, há 40 anos muitas aldeias não tinham electricidade, as suas casas eram iluminadas a candeias de azeite ou petróleo; não haviam casas-de-banho propriamente ditas nem água quente para tomar um simples duche; os alimentos eram cozinhados no pote à lareira, ou no forno a lenha; as mulheres lavavam a roupa à mão nos ribeiros e nos tanques de granito; algumas crianças mal sabiam ler e escrever brincando com paus e pedras; ir à missa era obrigatório; os jovens trabalhavam na lavoura depois de concluírem o ensino básico (4ª classe), ou mesmo, nunca estudando, ficando analfabetos toda a vida; outros, davam o “salto” para França (emigravam) ou “fugiam” para as cidades em busca de melhores condições de vida, e outros, ainda, obrigados pelo regime, tinham de cumprir serviço militar sujeitando-se à Guerra Colonial em terras de ultra-mar.
Passados alguns dias (minutos na série), os três filhos da família depressa se habituaram à falta de conforto da aldeia dos seus avós, entregando-se de corpo e alma à alegria e à felicidade da vida rural, ao cheiro a estrume, à retrete, à ausência de ruído e à sachola…
Foi mais ou menos este retrato que o episódio de Conta-me como foi ofereceu aos telespectadores.
O que me despertou o bichinho da escrita, foi o facto de hoje em dia, ainda se observar, embora forma mais amenizada, este tipo de contrastes e situações. Quero com isto dizer, que, apesar dos meios de comunicação permitirem uma maior proximidade entre o rural e o urbano, muitos contraste se têm mantido quase inalterados. Bom e mau, quando analisadas várias perspectivas. Se por um lado esta ruralidade permite manter uma identidade do passado genuinamente portuguesa, com o seu marco histórico de um regime fascista e do seu atraso civilizacional, o que é bom para relembrar o atroz legado salazarista, por outro, o tempo parece ter parado no que diz respeito aos modelos de vida, ao isolamento cultural, aos baixos índices económicos e educacionais, que muito frequentemente se tornam focos de pobreza e de problemas sociais graves. Muitas destas aldeias, já com poucos habitantes e essencialmente na faixa etária da 3ª idade, embora estabelecendo breves e pontuais contactos com o mundo urbano, mais modernizado, têm uma incapacidade, por si só, de evoluir para melhores condições de vida mantendo essa mesma identidade. Esta incapacidade em muito se deve à própria “preguiça” de adaptação aos novos tempos por parte dos aldeãos, e principalmente, às políticas despreocupadas do nosso País, no que diz respeito ao investimento educacional e sócio-económico que deveriam ter sido dadas a estas pessoas. A mescla entre o rural e o urbano pode ser o fim desta identidade genuína, porque quem habita estas aldeias, contactando frequentemente com os meios citadinos, depressa se rende aos vícios urbanos e, tão depressa as “destrói” nos seus costumes, tradições e estética arquitectónica, como as abandona sem olhar para trás. Faltou e falta essencialmente um suporte educacional forte para que esta mescla seja harmoniosa e rentável, para que as aldeias perdurem no tempo, para que os seus habitantes possam alcançar melhores condições de vida mantendo os seus usos e costumes e reciclando ou adaptando os mesmos aos novos tempos.
O mundo rural tem imensas potencialidades por explorar. O nosso País tem capacidade (tanto na oferta turística como gastronómica e de produtos tradicionais) caso houvessem e hajam outro tipo de políticas, menos centralistas, mais direccionadas para a educação e para o desenvolvimento sócio-económico, assim como, uma maior abertura e vontade para a mudança por parte de quem as habita.
Várias medidas podem ser tomadas: a mais importante seria acabar com o analfabetismo (não apenas no sentido literal da palavra, mas também no sentido da ignorância), embora reconheça que seja impossível a curto prazo, a médio e a longo prazo é uma aposta possível e altamente rentável. O País político e social terá de procurar as condições para reabitar o mundo rural, até porque, hoje em dia, com automóveis e estradas alcatroadas em quase todos os cantos, viver na aldeia não é estar isolado, mas antes, viver com qualidade e em harmonia com a natureza. Actualmente, os aldeãos necessitam de orientação e de uma voz de comando que os encaminhe. As autarquias e aqueles com capacidade empreendedora (que em tempo de crise são poucos), são quem tem poder de impulsionar esta reabilitação urgente, através de suporte logístico e de investimento. O reforço do sentido comunitário dentro da própria aldeia (que sempre existiu neste meios por força dos laços de vizinhança e de interdependência), na tentativa de construção de um tecido produtivo seria, na minha óptica, uma excelente aposta. A agricultura biológica, a produção animal, a produção de têxteis e tapeçarias, a oferta dos rituais festivos e de romaria, a oferta gastronómica regional, de albergue e turismo rural, assim como, publicitação pelas entidades competentes…, são exemplos daquilo que poderia ser desenvolvido em parceria pelos aldeãos, autarquias, empreendedores e promotores turísticos. Há dias, no Pensar Basto, o Carlos Leite abordou também esta temática e uma hipótese não descartável, a de integrar algumas habitações numa rede de apoio social aos idosos doentes e/ou dependentes nas suas necessidades humanas e actividades de vida diária. Contudo, é primordial contribuir de forma melhorar as condições habitacionais, tanto para o conforto, como para recuperar um pouco da confiança perdida pelos seus residentes, que durante anos a fio caíram no esquecimento de alguns e, na “armadilha” exploratória do “Chico-espertismo” de outros, em consequência do capitalismo neo-liberal e do seu individualismo inerente. Porém, há que melhorar com bom senso, com sentido estético e de preservação patrimonial, cumprindo as leis de urbanismo e ordenamento territorial. Será importante melhorar não só no interior e exterior das habitações, mas também, os arruamentos e infra-estruturas básicas (rede eléctrica, água, saneamento básico, etc), porque, se há dinheiro para construir bairros sociais na urbe para pessoas socialmente desfavorecidas, e para pessoas que definitivamente só são socialmente desfavorecidas porque se viciaram nas irresponsáveis políticas sociais do nosso país, também há-de haver dinheiro para estas pobres pessoas, cujo tempo não lhes propiciou igualdade de oportunidades nem lhes ensinou outro modo de vida que não o "do suor da enxada" para a sua subsistência, esperando a morte num silêncio entristecido.
Em Portugal, há bons exemplos relativamente a esta matéria. Que haja vontade para segui-los e, se possível, fazer ainda melhor.18 janeiro 2009
Devaneios de domingo
Hoje, depois de uns dias de folga regresso à capital (onde o acesso à internet me é limitado ao local de trabalho), nunca esquecendo a bela terra que me viu nascer e crescer, e nem me deixando influenciar pela "febre" do centralismo. Assim sendo, a minha colaboração neste blogue será mais superficial que nos últimos dias. 
