19 maio 2010
Explore a crise em 3D
Internal affairs
A partir de hoje teremos mais um colaborador neste espaço. O ilustre tem como nome Alfredo Pinto Coelho e é mondinense. Companheiro de outras lutas, passará a lutar também aqui. Deixo aqui, como texto introdutório, o artigo de opinião do Alfredo que está presente no jornal "O Basto". Com o pensamento livre atinge a ideia de centralizarmos administrativamente a região. Uma ideia que apoio na integra. De ler e recomendar: "Retalhos de Basto".
18 maio 2010
Muitos esquecem-se, e no PSD parece regra, que o subsídio de desemprego não é um acto de caridade é um direito pago com o salário de quem trabalhou
«Já se sabe que o PSD fez um acordo com o engenheiro Sócrates para baixar o subsídio de desemprego e agora acrescenta que o trabalhador que vai receber uma devolução daquilo para o qual descontou quando pagou para o seu subsídio de desemprego, apesar disso é obrigado a trabalhar gratuitamente», comentou Francisco Louçã.
«Imagine que alguém que paga um seguro sobre o seu carro, tem um pequeno acidente e pede que lhe devolvam, pagando a reparação, aquilo que foi descontando ao longo dos anos. E a companhia de seguros diz-lhe: "muito bem, eu pago-lhe a reparação, mas agora tem que trabalhar aqui gratuitamente na portaria da minha companhia de seguros durante algumas semanas ou meses"» in [tsf]
As palavras de Francisco Louçã foram claras e objectivas. O PSD, tal como o CDS-PP, e alguns "iluminados" do PS (inclusive, José Sócrates) têm feito um ataque censurável a um direito (o subsídio de desemprego) legítimo. Estes invés de atacar os cidadãos que agora estão a receber um subsídio de desemprego, algo que só é possível se descontaram para tal, tentassem resolver o problema (em vez de aprofundá-lo), estariam realmente a cumprir o seu mandato de serviço ao cidadão. Parece que a promoção de emprego e a protecção social para quem está numa situação social e economicamente precária não são assuntos suficientemente importantes para gastarem o seu prolixo discurso. Estas medidas, anunciadas pelo PSD, PP e afins, são de uma insensibilidade incrível e de um oportunismo político reprovável. Enfim.
17 maio 2010
Imposições
"Entre as 88 reclamações recebidas no período de consulta pública do projecto da barragem do Fridão, a maioria das autarquias e alguns moradores e proprietários de terrenos afectados pela obra aceitam a edificação da estrutura à cota 160" in [jn]
As expressões a negrito do texto supracitado revelam, com pouco detalhe mas com muito sentido, o que foi e o que é o processo para a construção da "Barragem de Fridão": uma oportunidade política e uma desgraça popular.
O consentimento do ministério do Ambiente à construção da barragem de Fridão, diz-nos, semanticamente, que: a política e o dinheiro estão hierarquicamente superiores à razão e ao bem comum. Neste processo contestado, carregado de imprecisões, de atropelos à lei, mal e pouco discutido e com inegáveis consequências, algo é muito claro: o processo público para determinar a exploração de algo público é uma mera formalidade burocrática para impor, sim, impor o desejo económico e político de alguns sobre o bem-estar de todos os cidadãos. Estes seres através do poder, que lhes confere o povo, usam-no autocraticamente (pois não escutaram as oitenta e oito reclamações contra os dois pareceres positivos) para destruir económica e ecologicamente uma região inteira.
Infelizmente, o processo está inclinado para um lado desde o princípio. Vale a vontade de alguns para combater o monstro irracional que tomou conta daquilo que outrora chamaram de democracia. Esta luta não está vencida, nem nunca estará enquanto a razão existir. A razão é o passaporte para a vitória. E sobre isto, bem podem impor-nos decisões tomadas no mofo dos ministérios e nos hipócritas Paços dos concelhos, mas algo tenho arrogantemente certo no meu pensamento: nós caminhamos com a razão.
"Sexual color"
Gabriel Wickbold é um jovem e conceituado fotógrafo brasileiro. Está a conquistar os "olhos" do mundo, ao expor a cor da arte em fotografar. Na sua última obra, Gabriel, exponencia a cor. Gabriel utiliza a tinta e mistura-a, literalmente, as suas cores vivas com os corpos nus de algumas celebridades e cidadãos comuns. A mistura está presente no seu novo trabalho: "Sexual color". De aconselhável visita, o seu sítio está repleto de imagens cativantes e exoticamente deslumbrantes.
14 maio 2010
A entrada de Israel, sem preencher os requisitos e muito menos respeitar a própria legislação de admissão, na OCDE é um acto hipócrita, apenas mais um
"Documentos internos da OCDE reconhecem que as estatísticas aceites a Israel não respeitam os princípios da organização, mas os responsáveis entendem que o problema pode ser contornado desde que o governo de Telavive apresente dados corrigidos e sem incluir os dos colonos no prazo de um ano. Acontece que a partir do momento em que Israel é admitido na OCDE dispõe de direito de veto, pelo que este dispositivo acabará por não ser aplicado." in [beinternacional]
Mas qual projecto?!?!?!
Mas a União Europeia actual tem algum projecto? Ainda gostava de saber qual. Será algum do género "tudo ao molho e fé em Deus"? ou, cada um "puxa a brasa a sua sardinha"? Serão as ligações de TGV? os Tratados de "Bolonhas"? Serão os deputados e politiquices repletos de regalias e de luxos? Será o Banco Central Europeus a endividar-se para depois sugar o dinheiro todo brincando às taxas de juro?
"Merkel lembrou que os governos prometeram aos cidadãos que o euro seria uma moeda estável, e «têm de cumprir essa promessa», sublinhou"
Pois bem, tudo o que o euro menos trouxe foi estabilidade. Ele serviu para duas grandes coisas: uma taxa de inflação brutal sem acompanhamento salarial na grande maioria dos Estados aderentes, e o enriquecimento das elites económicas que com essa inflação benificiaram nas transacçõesa financeiras. E com isto serviu também para outras pequenas grandes coisas que, fizeram com que a europa esteja hoje no estado em que está. Os Ingleses foram mais espertos, "libra", fizeram o manguito ao euro.
13 maio 2010
As primeiras "BOMBAS"
11 maio 2010
E tudo a razão levou ...
O Papa (não trato por sua santidade pois nem acredito em homens santos e muito menos em santos homens que ganham o título por ascenderem a um cargo na hierarquia dos homens) Bento XVI chegou a Portugal. A histeria que precedeu a sua chegada, continua. Concede-se dois dias de tolerância aos funcionários públicos, quando nada, mesmo nada, (à luz da razão) o justifica. O tempo de antena dado pelos órgãos públicos de comunicação é exagerado e chega ao ponto da histeria. Nada de novo trará o Papa a Portugal e aos seus cidadãos. Nada de relevante anunciará o Papa a todos os cidadãos de Portugal. O Papa discursará para os seus fiéis e para dentro da sua (decadente) Igreja, somente. Mas alguém já reparou que a maioria dos portugueses ignora esta visita papal? Pois, digam isso aos populistas do costume que ainda estão agarrados ao bafiento "Portugal Católico" de outrora.
10 maio 2010
Dias de Maio de 2010
Por: Alfredo Pinto Coelho.
Entre o final da queima (dos fígados) dos estudantes universitários e a mudança de grupo sanguíneo, de muitos campeões, para S de Sagres , a poeira de naftalina causada pelas bandeiras e cachecóis a agravar a nuvem esquisita, lá dos nórdicos, que por cá também veio parar, neste mês de Maio, do ano da graça de 2010, rumamos agora a grande velocidade para a bênção papal com bandeirinhas brancas e direito a folga para ir abanar o traseiro para o shopping,...
Na ressaca, campeões e universitários parece que vão pedir folga - à folga para ver o Papa.
Nestes dias de milagres, de capa preta ao princípio da noite, chuva de shots a arrepiar a espinha por entre a madrugada desenfreada, qual simplex , anula-se o traje, lingerie é para usar por fora, jovem que é jovem é resistente ao frio, quentes por dentro e por fora não há pêlo que trema, boca que não despeje, e siga a marinha: corpinho danone na calçada que a vida são dois dias...
Os menos dotados à aprendizagem para a vida, ao nascer do dia, divertem-se, ainda pequeninos, a tocar as campainhas nos prédios, porque o que importa é retardar até estourar (eles), e os outros chatear.
Festa rija em Portugal, enquanto aprovam a vinda do TGV que afinal vai ficar pelo Poceirão, pois a cheta não dá para chegar a Lisboa.
Deixa-os gritar: “ e quem não salta não é campeão ..”; deixa os estudantes dar o corpo ao manifesto: “são novos, não pensam ..” ; deixa andar, que estão distraídos!
Entretanto, prepara-se o corte ao 13.º mês e avisa-se que irão mesmo tornar a aumentar os impostos.
O Jesus, o treinador, já fez o milagre do ano embora conste que os milagres estão caros;
um ex-ministro das finanças, disse que a receita para resolver os problemas do país era:
ter fé!;
a nuvem de cinzas, essa, teima em nos deixar mas o Papa, parece, vai poder viajar para Portugal.
As previsões meteorológicas dizem que a 13 de Maio vai estar sol.
Para um tipo de 50 anos, do Sporting, em poupança de fígado e pobre em fé - não daquela que ainda lhe importa - que não vai ver o Papa e é alérgico a shoppings, a tolerância de ponto só poderá dar para dormir e esquecer.
