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30 agosto 2007

Nacionalismo Inquietante

O Nacionalismo, segundo o que li por aí, é a doutrina que proclama a Nação como o valor supremo na ordem temporal. Isto é a premissa dominadora de seguidores, mesmo incitando o contrário, da ostracização a quem não partilha o mesmo ideal extremista ou que não se enquadra no seu espectro racial e nacionalista. É o patriotismo pernicioso e canceroso que defendem os preconizadores desta ideologia demagógica e eloquente. Tal ideal é evidenciado e exponenciado em tempos duros e infelizes, aproveitando-se da fragilidade do espírito humano em tais situações. São os idolatras da ideologia cínica, que a partir de símbolos e ideais reverentes, exteriorizam a sua frustração e seus recalcamentos pseudo-filantrópicos. Todo o extremismo é condenável. Poder-se-á pensar que, com a verdade e o ideal plausível se se poderá extremar. Inverosímil, tal cogitação, porque ao extremar, se está a macular tal ideal e torná-lo quase irredutivelmente condenável. A História está pejada de acontecimentos que comprovam tal devaneio.

É com preocupação que assisto a uma proliferação da aspiração nacionalista. É no mundo bloguístico, que a "reprodução" nacionalista mais se nota. Um manancial de blogs e sítios na Internet que, publicitam e incitam o devaneio nacionalista. Não me assusta os blogs ou os sítios e, muito menos os seus conteúdos demagógicos, mas sim, a veemência e a eloquência que seus autores e leitores defendem tal ideal. Isto sim é assustador.É o nosso dever, adeptos da liberdade, proteger a Democracia contra ideais que a atentam.

08 agosto 2007

Polítca do Descontentamento

Política do descontentamento, não é mais, do que a noção populista da política actual. Enfatizo a preocupação que tenho relativo aos jovens nascidos na nova era política do pós vinte cinco de Abril, esses jovens que nasceram e criaram-se numa época democrática (não aprofundaram o verdadeiro sentido democrático porque nunca viveram privados de tal bem necessário) que, actualmente, estão distantes da vivência e consciência política. Culpo tal situação à própria política, ela se afasta dos jovens, através de sinais perniciosos emanados através dela, por seus mandatários (chamo-os mandatários, por eles representarem o eleitorado) ávidos de poder e não respeitantes da essência política. Estes sim, deviam se afastar da vivência política, cancros retóricos que tanto mal fazem às suas subordinadas regiões e feudais súbditos. Um possível passo para um retardamento deste cancro seria a eliminação desses mandatários perniciosos e seus mecanismos partidários que levaria, no mínimo, a uma depuração política bastante impulsionadora de uma adesão populista à política do não descontentamento.

Afigura-se a uma utopia, não é? Penso que a política tem de ser a tentativa de aproximação e fixação da utopia à realidade. Na objectividade, poderíamos reverter esta política de descontentamento através da maior arma democrática -o voto- . Através de uma consciencialização profunda do voto (porque muita e boa gente, vota apenas nas cores políticas, descurando propostas e ideias pertinentes para elas mesmo). Levando como princípio, que tal acção iria melhorar qualitativamente a política e, consequentemente aproximaria a política ao eleitorado.

Nenhuma destas reflexões se realizará, se não houver, participação activa de todos nas questões essenciais para o futuro da política e, houver um remisso activismo nefasto, generalizado no eleitorado.