09 Novembro 2009

Uma questão de justiça

A veces... necesitamos Banderas pepeka

A remoção dos entraves jurídicos para a possibilidade do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo não é uma questão menor, como muitos têm qualificado este assunto. É, simplesmente, uma questão a resolver. Não há implicações financeiras, não há qualquer ameaça de imbróglio político e é um assunto da esfera legislativa -não há qualquer matéria religiosa em discussão pois, o casamento é civil. Há, assim, uma oportunidade para resolver este demorado assunto.

No entanto, no Parlamento há quem despreze o assunto e exija um referendo. Isto, reflecte um desconforto natural quando se abala certos “padrões” morais não relacionáveis com um Estado laico. Contudo, referendar um direito constitucional é, no mínimo, curioso. Não se referenda direitos.

Haverá, certamente, uma proposta que agradará a maioria parlamentar. A composição parlamentar (com uma maioria, teórica, “de esquerda”) assim o vaticina. O PS, PCP, PEV e o BE não perderão esta oportunidade para implementar justiça legislativa e social. A remoção dos entraves jurídicos que impedem o casamento entre pessoas do mesmo sexo (no mínimo) concretizar-se-á. Falta somente a data.

Sobre o “pacote” legislativo a aprovar, tudo indica que levantarão as “restrições” legislativas para o casamento entre pessoas do mesmo sexo mas pouco mais. Eu defendo algo mais profundo. Gostaria que a possibilidade da adopção de crianças por casais do mesmo sexo estivesse incluído. Por uma e simples razão: o amor parental não se rege por decretos nem por preconceitos. Dar amor a quem não o tem é o que está em causa, nem deveríamos discutir as opções sexuais dos futuros adoptantes no processo de adopção.

Não encontro nem uma razão para um casal heterossexual, satisfeitas as pré-condições para a adopção, poder adoptar uma criança e um casal homossexual, nas mesmas condições, não poder. Um preconceito previsto na lei, nada mais. Impõe-se a eliminação, não para satisfazer “certas minorias” ou “a maioria” mas para respeitar um direito civilizacional e constitucional.

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Muros

Há vinte anos, derrubou-se um dos muros que dividia e fracturava.
Porém, outros muros foram mantidos, outros erguidos, e outros esquecidos.
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07 Novembro 2009

Breaking news: a última nacionalização do governo dos EUA

«Em uma notícia exclusiva publicada esta semana na revista WIRED foi revelada que In-Q-Tel, uma empresa investidora da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) acaba de fazer grandes investimentos em um negócio dedicado a monitorar os meios e redes sociais. Essa empresa, Visible Technologies, vigia cada dia mais de meio milhão de sítios na Internet, revisando mais de um milhão de conversas, fóruns e posts em diferentes blogs, fóruns online, Flickr, YouTube, Twitter e Amazon. Os clientes de Visible Technologies recebem informação em tempo real sobre o que se está dizendo e fazendo no ciberespaço, baseada em uma série de palavras chaves.» in [Adital]

...em nome da segurança nacional, está claro.

post scriptum: eis o link para o artigo original publicado na Wired (aqui). [Leia Mais];

Um primeiro passo para acabar com a impunidade dos "fortes"

Em Itália, um tribunal condenou, à revelia, cerca de duas dezenas de agentes da CIA (Agência Central de Inteligência) pelo rapto e tortura de, o imane egípcio, Abu Omar. É a primeira vez que um tribunal se pronuncia contra as "transferências ilegais" de suspeitos pelo governo dos EUA. De facto, é algo extremamente simbólico e indica, talvez, o princípio do fim da (triste) impunidade que os agentes em prol do governo americano gozam. De realçar que qualquer atitude que não respeite as leis e os direitos fundamentais do Homem é condenável. Seja o «eixo do bem» ou o « eixo do mal», o respeito pelos direitos humanos impõe-se. [Leia Mais];

06 Novembro 2009

O que nasce torto, tarde ou nunca se endireita

Esta legislatura começou da pior forma possível, a todos os níveis.

O prólogo demonstrou claramente a panela em ebulição, e também, muitos derrames que pressagiam grandes instabilidades e, um epílogo muito triste.

O ambiente é tempestuoso, e os tiques partidários mantêm-se.

A teoria do sentido de Estado é uma miragem, ou ainda, uma utopia. Vai ficar para próxima, talvez.

Há momentos na vida em que é difícil ser-se optimista, quando o racional se centra na realidade das coisas.

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03 Novembro 2009

Referências imortais

Led Zeppelin - "Babe I´m gonna leave you"
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02 Novembro 2009

Lisbon calling

O Tratado de Lisboa será ratificado. Quem o determina foi quem o vaticinou. Durão Barroso já o dissera e com a convicção de quem tem «a força» com ele. A República Checa apresentou as suas condições, digamos míseras e fora de contexto: exigiu uma distância segura da Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia. Os tecnocratas da União Europeia aprontaram-se a trocar, sem respiro, um conjunto de direitos civis e políticos comuns por um capricho histórico. As ordens são claras: avançar a todo o custo.

Este tratado, em que o nosso primeiro-ministro, incansavelmente, gosta de afirmar que possui o nome da nossa capital, é um tratado misteriosamente feito e aprovado à revelia dos cidadãos. Um tratado feito de alíneas, artigos e decretos imperceptíveis e que não foram devidamente explicados pelos ilustres seres que o aprovaram. Sendo assim, o maior obstáculo do ideal europeu será ainda consolidado, ou seja, a aproximação da União ao comum cidadão falhará, mais uma vez, com o processo de ratificação deste tratado.

Um cidadão que não se interessa é um cidadão que não incomoda. Palavras melosas que entoam na cúpula da elite europeia e que eles tentam decretar, para o bem dos seus interesses. [Leia Mais];

31 Outubro 2009

The singers change but the song remains the same

«Hillary Clinton adverte Irão de que "a paciência tem limites"» in [SIC]

«(...)Hillary Clinton, rejeitou a precondição palestina para negociar, ou seja, o congelamento dos colonatos israelitas.» in [TSF]

Estas declarações reavivem os velhos tiques diplomáticos da administração Bush. Hillary Clinton, membro do establishment americano, exacerba, com a sua falta de diplomacia, a atitude cínica perante o «processo nuclear» do Irão -sendo os EUA uma das ditas «potências atómicas» exige que outros (para além dos países "amigos") não possuam tal capacidade- e a intransigência sobre as necessidades palestinianas. No fundo, sem aquelas palavras diplomaticamente correctas e as «nobelizáveis» intenções, a administração Obama é, em concreto, um reflexo da anterior. De nada vale para os EUA a ética que falta perante o Irão e a promessa de ouvir os lamentos da Palestina. No fim, crivando o discurso e os espectáculos mediáticos, o que temos nas verdadeiras questões internacionais são...boas intenções recheadas de más acções. [Leia Mais];

30 Outubro 2009

Campanhas publicitárias em diferentes tons

Na Noruega:

No Reino-Unido:

Em Portugal:

Mário Lino desmente qualquer pressão para demitir administrador da REFER

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The dark side of the democracia ( made in Portugal)

O caminho já percorrido (e repetido) tantas vezes por ilustres políticos deste país com o sais do governo, ou de altos cargos partidários, e entras para gestor - da banca ou empresas públicas - está manchado de exemplos obscuros que competem, fortemente, com outros lados escuros da nossa democracia.

Cada vez mais e com mais frequência, aquela coisa que os políticos deste país tanto gostam de fazer, que é “ reformarem-se da política” e ir acabar de encher os seus próprios cofres para as instituições “ mais ricas” deste Portugal dá, frequentemente, em tráfico de influências, em negócios pouco claros, em prejuízo para os contribuintes, em casos por explicar...

Tantas preocupações com o RSI e como toda a gente sabe, à excepção daqueles que não lhes convém reconhecer, o drama deste país não está no dinheiro gasto com quem precisa ( salvo excepções, como é próprio da regra ), mas antes com aquele que é gasto com quem dele menos precisa.

Pouca gente se preocupa com as reformas chorudas que alguns políticos obtêm após estágio intermédio ou de final de percurso político, em organismos públicos e similares, por lá terem trabalhado alguns meses ou poucos anos.

Tanta preocupação com o ladrão da esquina ( que não é de somenos importância num país que se pretende seguro) mas parece ninguém se importar por, efectivamente, combater e punir os criminosos de colarinho branco.

Tantos casos de corrupção ao mais alto nível e tão poucas as penas conhecidas.

Tanta preocupação, estudos e dúvidas sobre as razões que promovem a abstenção dos portugueses nas eleições, e a resposta tão perto de todos nós : a insatisfação com o funcionamento da democracia é generalizada.

Ninguém aceita que um qualquer árbitro da 5.ª liga seja visto a tomar café com uns dirigentes de um qualquer clube de bairro pois, “ aqui-del-rei”, que é corrupção e são todos uns gatunos e uns corruptos. E, no entanto, parece que ninguém se inconforma, efectivamente, com a “ naturalização da corrupção” ao alto nível da nossa sociedade.

Está visto.

O povo é sereno ! e continua a cantar : “ estou na lua, não me chateiem que eu agora estou na lua”.

Escrito por Alfredo Pinto Coelho. [Leia Mais];

29 Outubro 2009

«Todos os animais são iguais mas alguns são mais que outros»

«Nicolas Sarkozy é acusado pelo Tribunal de Contas francês de ter "exagerado muito" nas despesas durante a Presidência francesa da União Europeia - €171 milhões em 6 meses, mais do dobro da média das outras presidências.» in [Expresso] [Leia Mais];

28 Outubro 2009

Derby de Basto

No próximo sábado, 31 de Outobro, num jogo a contar para a 4ª jornada do Campeonato Nacional da 3ª divisão de Futsal, defrontam-se as equipas de Cabeceiras de Basto - Contacto Futsal, e de Mondim de Basto - Mondim Futsal.

Na classificação, os mondinenses ocupam o 1º lugar com 9 pontos conquistados, por sua vez, os cabeceirenses ocupam o 5º lugar com 6 pontos conquistados.

O jogo tem início às 18 horas no Pavilhão Municipal de Refojos, em Cabeceiras de Basto.
[Leia Mais];

27 Outubro 2009

Quanto nos custa estar aqui, a navegar?

«Neste mapa, feito com base nos rankings do ITIF , podemos ver as velocidades e preços médias da Internet em vários países.

Em Portugal, por exemplo, a velocidade média de acesso à Net é de 8 Mbps, com um custo de 10,99 dólares (cerca de 7,4 euros). Já nos EUA, a velocidade média de acesso não passa dos 4,8 Mbps, com um custo de 3,33 dólares (cerca de 2,2 euros).

O campeão nas velocidades de acesso e no custo é mesmo o Japão, onde a velocidade média de acesso à Internet é de 61 Mbps, com um custo de 27 cêntimos de dólar (cerca de 15 cêntimos).» [Leia Mais];

26 Outubro 2009

O XVIII Governo Constitucional em sentido

via [jn]

Hoje, foi empossado o XVIII Governo Constitucional. Um momento protocolar que serve para oficializar os novos governantes sobre a égide do Presidente da República. A «concordata» entre o Presidente e o "novo" governo centrou-se, como não poderia de ser, na promessa de diálogo institucional e o desejo de estabilidade política. O "novo" (efectivamente, remodelado é o melhor termo) governo afirma que as prioridades para o futuro período de governação será o combate à crise, a modernização da economia e da sociedade e a justiça social. Sem dúvida propósitos essenciais. O tempo encarregar-se-à de o julgar.

Contudo, realço uma pequena curiosidade: na tomada de posse do XVII Governo Constitucional (em 2005), José Sócrates finalizou o seu discurso de "coroação" com uma referência a uma frase do poeta Fernando Pessoa. A frase, a meu ver, caracterizou toda a governação a partir daquele momento. A frase sentenciava o seguinte:«Hoje a vigília é nossa». Não poderia ter escolhido um melhor vaticínio.

Hoje, José Sócrates finalizou o seu discurso de empossamento, mais uma vez, com uma citação de um poeta. Este poeta é Luís de Camões. E a citação, «Esta é a ditosa pátria minha amada», serviu para ilustrar a promessa de José Sócrates em servir a República, os portugueses e a Pátria. Veremos, como a citação poética de há cinco anos atrás, se a actual irá concretizar-se. [Leia Mais];

25 Outubro 2009

Rendimento Máximo Garantido

O dinheiro das fortunas portuguesas colocado nos paraísos fiscais para escapar aos impostos não pára de aumentar. Só até Agosto, foram mais de nove mil milhões de euros, diz o Banco de Portugal.

Palavras para quê. A crise está instalada e estes "repositórios" de fortunas pessoais e de "lavandarias" económicas continuam a abarcar lucros imensos. Onde param os projectos-de-lei (ao nível mundial, europeu e nacional) para ilegalização das "offshores"? Enquanto isso, nós por cá discutimos, alegremente, os rendimentos de inserção social e a fuga de beneficiários às condições para auferir o subsídio. Prioridades, só pode. [Leia Mais];

Já se usaram aquelas vestes e aquelas cores. A moda é como o pensamento, importunam-nos ciclicamente.

[Leia Mais];

Furtivamente belas, as mulheres de Tichý

Miroslav Tichý foi um esfarrapado (literalmente) fotógrafo checo. Tichý era um homem descentrado. A sua coerência comportamental atirou a sua fotografia para a fronteira entre a arte e o acidentalmente belo. O artista, munido de um artesanal objecto fotográfico, fabricou interessantes imagens. Na década de 60, o marginal Miroslav fotografava obsessiva e furtivamente mulheres. Somente mulheres. É notório o fascínio pelo belo feminino no trabalho de Miroslav. Gostos à parte e mesmo nos negativos de Tichý, elas, continuam a ser umas acidentalmente belas criaturas.

A não perder, está claro, uma viagem ao sítio de Miroslav Tichý: http://tichyocean.com. [Leia Mais];

24 Outubro 2009

Que tipo de maioria és tu?

Jorge Sampaio, numa entrevista à TSF, afirmou que aproveitando a revisão constitucional, a acontecer nesta legislatura, se crie alguns instrumentos constitucionais para que se garanta realmente o cumprimento do mandato de um governo minoritário.

Dissecando as palavras e as intenções de Jorge Sampaio, temos que o antigo Presidente da República deseja que, independentemente do resultado das eleições legislativas, um governo minoritário tenha a possibilidade de governar como um governo maioritário.

Claro que estas medidas (e.g. moção de censura construtiva) propostas por Sampaio agradam aos "maiores" partidos portugueses. Salivam politicamente só em pensar que poderão governar sem aquelas chatices democráticas de "escutar" os outros partidos, a necessidade de consenso e cedência, bastando para isso serem o partido com maior número de representantes no Parlamento. A vontade do eleitorado, esta, torna-se redundante.

Para verificarmos como esta intenção de segurar, constitucionalmente, um governo minoritário provocou um esvoaçar de emoções nos ditos partidos "do governo", repare-se nas seguintes declarações sobre este assunto:

Prós:

A título pessoal, o deputado socalista, Ricardo Rodrigues sublinhou que vê claras vantagens na figura da moção de censura construtiva.

«Essa matéria tem dentro do Partido Socialista muitos apoios, mas temos uma legislatura com poderes constituintes e não queremos adiantar nenhuma posição prévia. Pensamos que essa é uma matéria que naturalmente surgirá na próxima revisão constitucional», sublinhou.

(...)o social-democrata, Guilherme Silva, acolheu a proposta de Jorge Sampaio e considerou mesmo que é preciso ir mais longe, reforçando na próxima.

«A ideia da estabilidade ganha com a solução da moção de censura construtiva, agora parece-me que uma matéria destas devia ser melhorada com outras alterações no nosso sistema constitucional, designadamente o reforço dos poderes do Presidente da República», destacou.

e Contras:

Helena Pinto, do Bloco de Esquerda, manifestou-se contra qualquer mecanismo artificial, que desvirtue o voto expresso nas urnas.

«Não nos parece um caminho a seguir, parece-nos até que acaba por distorcer a vontade dos eleitores. A questão que se coloca é a da fidelidade à vontade expressa por cidadãos e cidadãs eleitores no acto de votar para a Assembleia da República. Seria até um acto anti-democrático violar esta fidelidade», sublinhou.

Já para o deputado do CDS-PP, Nuno Magalhães, a estabilidade de um governo minoritário vai depender da sua capacidade de diálogo.

«Creio que governos com maioria relativa exigem maior esforço de diálogo, de compromisso e consenso da parte do Governo. E, portanto não creio que seja uma questão urgente do sistema democrático português, até diria que é uma questão artificial. E o doutor Jorge Sampaio não me parece a pessoa mais autorizada para falar em estabilidade governativa», salientou.

Sintomático, não é? [Leia Mais];

20 Outubro 2009

«Ser ateu é ter uma alta religiosidade»

José Saramago, na apresentação da sua mais recente obra literária, verbalizou um conjunto de críticas à Bíblia, à Igreja e à religião. Certamente, estas afirmações não podem ser nomeadas como um "golpe publicitário". Nomear como causa principal, do polémico impulso verbal de Saramago, a "necessidade" de publicidade, é uma análise imediatista e descentralizada. Ele não necessita. É o único escritor de língua portuguesa que foi laureado com um Nobel da Literatura, uma evidência que, por si só, garante um inequívoco estímulo publicitário a qualquer obra que escreva e que queira publicar. No entanto, podemos, numa base hipotética, sustentar que a causa é mais profunda e humana. Poderíamos afirmar que a sua vida, o seu ateísmo, a sua personalidade, o seu intelecto e as vicissitudes da sua doença, e do respectivo tratamento, são factores importantíssimos para um possível fundamento para as suas palavras. Como um pensador é a sua vida e a sua personalidade que determinam, principalmente, a visão que tem sobre o universo e isto é-nos transmitido através das suas palavras e escritos. É, como disse Anselmo Borges, a visão unilateral de Saramago sobre a obra bíblica e suas dependências.

Sobre as palavras que proferiu, são, apenas, as palavras dele. Confesso, que bebo alguns dos seus impulsos verbais. Contudo, para quem "agnosticamente" vê a vida, há certezas que não posso comungar. Saramago afirma que: «para ser ateu é necessário ter uma alta religiosidade». Tem razão. O axioma de acreditar ou não em deus, são meta-certezas e verdades adquiridas por cada uma das doutrinas, que prefiro não perfilar. Estou intelectualmente limitado para ter certezas.

Porém, estas afirmações serão sempre um ponto de vista, uma opinião, uma confissão, um conjunto de palavras de um ficcionista sobre uma obra de ficção, pouco mais. A incomodada Igreja não as aceita. Claro que não, para além de ser uma «protectora terrena» da discutida obra é, também, a principal promotora da "propaganda" lá embutida. Criticar um dos seus veículos literários de transmissão de como pensar ou viver é restringir a sua própria existência. É algo «contra-natura» a Igreja criticar-se ou criticar aquilo que a sustenta. Sendo assim, a Igreja veio repudiar publicamente as afirmações de Saramago. Mas isto é uma reacção ao "mediatismo" que teve e que tem as afirmações. Nas declarações da Igreja à imprensa, estas são dominadas por expressões que refutem os ditames do homem sobre a Bíblia, a Igreja, a religião e não à obra dele ("Caim") apresentada naquele momento.

Pode-se, então, concluir que a origem da reacção eclesiástica e dos crentes não é a opinião, o contraditório, a imposição da verdade bíblica mas, sim, o efeito mundano que poderá ter estas afirmações de Saramago, ou seja, a difusão das críticas aos "maus-costumes" imprimidos na bíblia e a possibilidade de um religioso as aceitar e, valha-nos deus, as confrontar com a Igreja e com os crentes. [Leia Mais];

Editorial (X)

Está (aqui) disponível o Editorial do jornal "O BASTO" do mês de Outubro. [Leia Mais];

19 Outubro 2009

Uma maneira de acabar com o estímulo bélico do recente prémio Nobel da Paz: aceitar a, evidente, fraude eleitoral

«Invalidação de votos coloca em dúvida vitória de presidente do Afeganistão(...)Os Estados Unidos advertiram que não enviarão mais tropas ao país até que tenham clara a legitimidade do novo Governo.» in [Globo.com] [Leia Mais];

Porque desejo o retorno do comboio e a interrupção das barragens em que benefício é ultrapassado pelo prejuízo, aconselho a visualização

Informações adicionais em:

Pare,Escute,Olhe e Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega.

Necessário:

Petição «Salvar o Tâmega e a vida no Olo». [Leia Mais];

Eleições Autárquicas 2009 - Mondim de Basto

Em Ermelo, decidiu-se o partido que irá governar a Câmara de Mondim de Basto. O Partido Socialista "arrecadou" o maior número de votos e, consequentemente, irá governar Mondim nos próximos quatro anos. Contudo, o consenso na vereação terá que imperar pois, com os resultados apurados na freguesia de Ermelo, o CDS-PP conquistou o segundo vereador. Sendo assim, o PS e o CDS-PP possuem, cada um, dois vereadores e o PSD um vereador. Entretanto, já se equaciona o futuro em Mondim... [Leia Mais];

17 Outubro 2009

Música

Na sua vertente mais pure rock.

Muse - "Hysteria"

[Leia Mais];

16 Outubro 2009

Um tema impreterível

No início da nova legislatura impõe-se, devido a uma nova composição política do parlamento, a eliminação de certas restrições legislativas à liberdade. Com esta sentença, o grupo parlamentar do Bloco de Esquerda irá apresentar uma nova proposta de lei que visa levantar os impedimentos no Código Civil à livre união de quaisquer duas pessoas. Afirmam que é tempo de passar do diálogo, ou de intenções para um diálogo, para a prática. No entanto, veremos qual será a reacção do Governo recém-eleito a este projecto de lei. Será um teste interessante à capacidade de diálogo à esquerda e à concretização deste desígnio tão importante para a sociedade. A alteração de uma lei que discrimina é imperativo. [Leia Mais];

"Open-Pit Mines Seen From Space"

São imagens interessantes de minas obtidas a partir do espaço, que se pode ver neste sítio. Em particular, esta mina sita em Montana, EUA e dá-se pelo nome de "Berkeley pit". Esta mina "a céu aberto", em que se retirou cobre, ouro e prata, funcionou entre 1955 e 1982. Como resultado criou-se um fosso de 542 metros de profundidade em que 242 destes metros estão (actualmente) preenchidos com uma água contaminada, resultante dos anos de exploração da mina e dos processos de "captação" e tratamento dos minérios. Uma água "carregada" de metais e químicos suficientes para que acidez resultante se compare a um ácido de uma bateria. No entanto, esta mina para além de ser um um sítio referenciado (devido à possibilidade de contaminar as águas circundantes) pelas entidades federais lá do sítio é, também, um ponto de referência turística (para além de promover espectaculares imagens). Certamente, uma terra de oportunidades. [Leia Mais];

15 Outubro 2009

Música profundamente cerebral

Air - "Talisman"

[Leia Mais];

14 Outubro 2009

Usando as palavras do senhor cá está

«Jesus percorria todas as cidades e aldeias. Ensinava nas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino e curando todo mal e toda enfermidade.Vendo a multidão, ficou tomado de compaixão, porque estava enfraquecida e abatida como ovelhas sem pastor.Disse, então, aos seus discípulos: A messe é grande, mas os operários são poucos.Pedi, pois, ao Senhor da messe que envie operários para sua messe.»*

*...um excerto do Evangelho de São Mateus, quanto aos capítulos, versículos e afins mostrai um pouco o vosso amor a deus e procurai se faz favor. Se assim entenderdes.

[Leia Mais];

Orgulhosamente sós, aparentemente, nos risos e sorrisos

Parece que a «silly season» perdura nos comportamentos de alguns portugueses. No «rescaldo» do último acto eleitoral as atenções mediáticas viram-se para um vídeo, com cerca de dois anos de existência, «caseiro» embora exposto num canal televisivo brasileiro, de uma famosa actriz brasileira. Neste vídeo, Maîte Proença brinca e troça com o egrégio povo português. Nada de especial, faço-o todos dias e, no entanto, sinto-me alegre e culturalmente português. Porém, houve um súbito interesse por este vídeo. Com isso, despertou-se um «nacionalismo» bacoco e um mau-humor patriótico em alguns seres. Esta erupção sentimental levou muitos a assinar uma petição e exigir um pedido de desculpas (já efectuado). Com este episódio, no mínimo inútil, prova-se que ainda existe um intenso ressabiar histórico entranhado na alma de muitos portugueses que, vejam só como é difícil, não conseguem sorrir sobre o seu conjunto e país. [Leia Mais];

13 Outubro 2009

O vencedor das últimas eleições é:

«A Mota-Engil, empresa de construção presidida pelo ex-dirigente socialista Jorge Coelho, teve a maior valorização bolsista entre as maiores 151 construtoras de todo o mundo. O resultado tem várias explicações, mas a mais importante é a vitória do Partido Socialista nas legislativas. Só no último mês, a Mota-Engil valorizou-se 29%. Desde Agosto, os ganhos foram 50%. Em meados de Setembro, quando as sondagens já apontavam para a vitória do PS, Jorge Coelho disse que a sua empresa "devia ganhar mais obras, era justo."» in [Esquerda.net]

...parabéns. [Leia Mais];

12 Outubro 2009

Eleições Autárquicas 2009 - Terras de Basto

(imagem retirada daqui)

Nas Terras de Basto, a composição política é alterada em relação às últimas eleições autárquicas. Em Mondim de Basto, embora com os resultados da freguesia de Ermelo por apurar, é quase certa a vitória do Partido Socialista na eleição do executivo camarário. Mondim de Basto era o mais incerto dos concelhos, em relação ao partido vencedor destas eleições autárquicas. Em Celorico de Basto, a transição é consumada. Joaquim Mota e Silva (filho do cessante presidente de Câmara) é eleito com alguma vantagem (mais de mil votos de diferença). Em Ribeira de Pena, a coligação (PPD/PSD.CDS-PP) reforça a sua votação e o Partido Socialista obtém menos de mil votos em relação ao escrutínio de 2005. Sendo assim, a constituição política das Câmaras Municipais constituintes da Região de Basto é repartida por igual pelo Partido Socialista e pela coligação PPD/PSD- CDS-PP (salva a excepção que em Celorico de Basto o CDS-PP não concorreu coligado).

[Leia Mais];

Eleições Autárquicas 2009 - Cabeceiras de Basto [Câmara Municipal]

Na eleição do executivo camarário, o Partido Socialista tem uma vitória histórica. Embora não elegendo mais um vereador (um objectivo traçado internamente no partido socialista local) aumenta o número de votos e reforça o seu domínio político em comparação aos resultados obtidos em 2005. A coligação obtêm a eleição de dois vereadores e alcança cerca de 25,3% dos votos. Sendo assim, a coligação de direita diminui em cerca de 1113 votos e desce 9,02 p.p. em relação às eleições de 2005. A CDU acumula mais votos do que em 2005 e obtém 3,2% dos votos. De realçar, que a lista do Partido Socialista, liderada por Joaquim Barreto, à Câmara Municipal ganhou em todas as freguesias do concelho. Os resultados provam que independentemente de críticas e "criticismos" é a "obra" que coordena as intenções de votos. Joaquim Barreto sairá, a priori em 2013, coroado politicamente com um estrondoso resultado obtido em 2009. [Leia Mais];

Eleições Autárquicas 2009 - Cabeceiras de Basto [Assembleia Municipal]

Na composição da Assembleia Municipal do concelho de Cabeceiras de Basto, o Partido Socialista reforçou a sua maioria. Elegeu mais dois deputados do que em 2005. Consequentemente, a coligação "Pela Nossa Terra" perdeu um deputado. A coligação CDU perde um deputado e deixa de ter representação na constituição da Assembleia Municipal. [Leia Mais];

Eleições Autárquicas 2009 - Cabeceiras de Basto

(imagem retirada daqui)

No conjunto das autarquias constituintes de Cabeceiras de Basto, o Partido Socialista continuou a ser o partido político dominante nas assembleias e executivos das freguesias. Conquistou catorze das dezassete freguesias. De realçar que na freguesia de Alvite o candidato pela coligação (PSD/PP) venceu por quatro votos e que a freguesia de Passos passou para domínio socialista. Em Basto, freguesia governada pelo social-democrata José Joaquim, venceu a coligação o que se entende como o coroar de uma boa presidência, por parte de José Teixeira, pois esta freguesia não recebe, praticamente, apoio camarário há quatro anos. Em Gondiães, vence Domingos Alves pela lista da coligação - a única proposta a escrutínio naquela freguesia.

[Leia Mais];

Eleições Autárquicas 2009 - Refojos de Basto

(clique na imagem para uma melhor visualização)

Em Refojos de Basto a lista do Partido Socialista, candidata à Junta de Freguesia de Refojos, consegui um melhor resultado do que nas eleições autárquicas de 2005 obteve 68,29 % dos votos (mais 11,65 pp do que em 2005). Francisco Alves conseguiu, assim, reforçar a maioria de mandatos na Assembleia de Freguesia, elegendo mais um totalizou sete mandatos (em 2005 tinha eleito seis). A coligação PPD/PSD.CDS-PP teve uma diferença de 11,79 p.p. (menos 307 votos do que em 2005) e perdeu um mandato na Assembleia de Freguesia para o Partido Socialista. Um resultado menos bom e que se pode extrapolar se compararmos (abusivamente) os resultados obtidos em Refojos nas últimas eleições europeias, em que a votação conjunta dos partidos da coligação foi de 44,96%. Temos uma clara deslocação de votos para o Partido Socialista. No entanto, a lista candidata pela coligação CDU teve um aumento em número de votos e em percentagem. De realçar que o número de votos em branco duplicou o resultado obtido em 2005, provavelmente será um dos sinais que indicam que existe uma franja de eleitores que não se revê nas opções partidárias actuais.

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10 Outubro 2009

I never see the devil outside of me because... i have the devil inside of me. We can call this a dark perspective "da coisa"

devil in me, 22-20s
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09 Outubro 2009

O "circo" está a chegar ao fim

Foram vários os números circenses que este ano tri-eleitoral nos ofereceu. Por entre agressões a candidatos, compras de votos, escutas, imprensa astuciosa, violência entre apoiantes de diferentes candidatos, ou violência perante a inércia das forças de segurança e, posteriormente desautorização das mesmas por um tal chefe insolar, entre outras, consolido na minha consciência, em pleno século XXI, que somos um país com um instinto democrático que mais parece uma anedota.
Vamos agora deixar a poeira assentar, para que se comece a discutir o futuro do país com a sensatez que os intervenientes destes números não tiveram.
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O prémio Nobel da Paz premeia a intenção americana de promover a paz mundial porque com as acções não vão lá

O prémio Nobel da Paz tende, com o correr dos tempos, a ser um consagrador de políticos mediáticos, com mensagens mediáticas e com acções... mediaticamente por concretizar. Nos últimos sete anos foram laureados três políticos provenientes dos EUA: Jimmy Carter (2002), Al Gore (2007) e Barack Obama (2009). Que acções concretas destes senhores mereceram tão egrégio prémio? Pode ser defeito meu mas entre premiar um grande nome político ou um simples encantador de cobras, escolho a segunda hipótese. O encantador de cobras é um artista de rua, como qualquer bom político, ilude-nos, no decorrer da seu ofício como qualquer bom político, e certamente terá desejos para um mundo melhor, com muitos destes desejos não realizados -como qualquer bom político. Contudo a simplicidade e o pouco mediatismo que deverá ter é algo notável e, no mínimo, "nobilizável". Para quando um prémio para Bo?

post scriptum: é engraçado que no momento de propor e votar os ilustres políticos americanos para o Nobel da Paz os eleitores não equacionam o esforço para reforçar a diplomacia e a paz no Mundo concretizado através de mais e melhor guerra promovida por estes. Provavelmente, são apenas variáveis residuais na equação de premiar o esforço de diplomacia e paz com guerra. [Leia Mais];

08 Outubro 2009

Um privilégio que custa a perder quando a máxima "quem não deve não teme" é apenas um conjunto de palavras sem qualquer sentido prático

«"O Tribunal está politizado. Nunca acreditei nele porque um Tribunal Constitucional com onze juízes [em quinze no total] de esquerda é impossível que aprovasse" a lei em questão. Quanto ao presidente da República, que promulgou a lei, Berlusconi acusa-o de não ter influenciado os juízes a aprovarem-na e diz que "vocês já sabem de que lado ele está" [Leia Mais];

Esclarecedor (II)

«Francisco Louçã acusou Rui Rio de arrogância por ter dito que o governo está a criar um país de subsídio-dependentes, e lembrou que quase dois terços das famílias que recebem o Rendimento Social de Inserção são famílias que trabalham, "mas o salário é tão pequeno que continuam pobres mesmo trabalhando e mesmo com o seu salário".

E Louçã concretizou com um exemplo: "Há professores de música e inglês, que com um horário completo, tiram pouco mais de 660 euros por mês. E eu fiz as contas, 159 euros para a Segurança Social, 60 euros para o IRS, 10 euros para o seguro de trabalho e mesmo que consigam ter um almoço a três euros, essas pessoas levam para casa 280 euros no fim do mês".» in [Esquerda.net] [Leia Mais];

07 Outubro 2009

Esclarecedor

«É inaceitável este tipo de postura em relação ao RSI. Uma prestação que tem um valor médio de 90 euros por beneficiário, um quinto do valor do salário minímo nacional, relativamente à qual aqueles que dela saíram, são cerca de apenas um quinto aqueles que depois regressaram a esta prestação» in [Expresso] [Leia Mais];

Há cada vez mais gente a pensar como eles

Rui Rio afirmou que o «Governo está a criar um país de subsidio-dependentes», aconselhando um «arrepiar de caminho» na atribuição do Rendimento Social de Inserção (RSI). Rui Rio, seguindo uma lógica populista assenta o seu discurso político na crítica aos subsidiados dos rendimentos de inserção social, inferindo a «acomodação» destes ao subsídio. Exige uma maior fiscalização e a implementação da contrapartida do trabalho comunitário a quem beneficie do RSI.Como base deste discurso está o aumento de 50 mil beneficiários do RSI em relação ao ano de 2008.

Isto é um tipo de discurso popular que tem a direita portuguesa como a origem política dos seus maiores oradores. Neste âmbito, o CDS-PP é o partido que mais se evidencia. Como exemplo, temos uma campanha eleitoral recheada com a premissa demagógica que quem recebe o RSI não são os mais pobres dos mais pobres mas sim os preguiçosos e burlões. São os que pensam como eles que devemos desmascarar.

Rui Rio, e outros que pensam como ele, não destaca a relação directa entre a crise económica e o aumento do número de beneficiários de subsídios estatais. Prefere iludir dizendo que o Governo não ajuda os que menos têm mas que cria «subsídio-dependentes».

Rui Rio, e outros que pensam como ele, não publicita que a taxa de risco de pobreza aumentou em Portugal e só com o apoio do Estado é que o processo pode reverter. Pois, num quadro de crise económica o sector privado, pela sua natureza e objectivo, não subsidiará a diminuição da pobreza. Rui Rio, e outros que pensam como ele, prefere reivindicar a contrapartida do trabalho comunitário.

Rui Rio, e outros que pensam como ele, não destaca que entre os 385 mil beneficiários existem 38 mil que tendo outros rendimentos (e.g.trabalhadores) necessitam do RSI para sobreviverem. Provavelmente, quem pensa assim, não realçará que as causas principais deste estado de necessidade são a inexistência de emprego e, de uma forma preocupante, o prolongamento dos baixos salários pagos em Portugal. Sobre as causas, Rui Rio, e aqueles que pensam como ele, prefere não «popularizar».

Rui Rio, e outros que pensam como ele, não refere que os beneficiários de certos subsídios estatais (e .g. RSI e complemento solidário) não estão sujeitos a um verdadeiro sigilo bancário. Em concreto, quem recebe o «malogrado» rendimento não está imune a uma vistoria governamental (via Segurança Social) às suas contas bancárias ao contrário de quem não precisa deste rendimento.

Porém, Rui Rio, e outros que pensam como ele, não defendem o «levantamento do sigilo bancário» para efeitos de crime económico e burla fiscal mas para os beneficiários do RSI exigem uma maior e mais «asfixiante» fiscalização. A título de exemplo, entre 2003 e 31 de Outubro de 2008 foram detectadas irregularidades na atribuição do RSI que consubstanciaram 21,3 milhões de euros entregues indevidamente pelo Estado. O Estado tem entre 10 e 14 mil milhões de euros em dívidas fiscais a cobrar. No entanto, Rui Rio, e outros que pensam como ele, dão mais relevância política à fiscalização sobre os RSI.

Como conclusão afirmo que há quem consiga "escapar" à fiscalização sobre os RSI e abuse da solidariedade estatal. Há e haverá sempre quem transgrida as regras. Só que tomar a parte pelo todo é um erro grave e injusto que é impulsionado pela constatação que quando falamos em subsídios estatais, estamos a discutir casos de emergência social e o que está em causa seja a sobrevivência de muitos cidadãos. Por isso, e por tudo o resto, repudio o discurso populista, que tem assolado os média portugueses, proferido por políticos e partidos que usam e abusam do oportunismo político para elevar aos céus os seus interesses políticos, nem que para isso tenham de ostracizar os mais «pobres dos pobres». Racismo social, não!

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Um excelente tom para regrarmos a nossa dieta

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05 Outubro 2009

Música em dias de chuva

Radiohead - "All I need"

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A implantação da República, a 1 ano das 100 velas

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03 Outubro 2009

Leis e as suas lógicas, ou ilógicas

Transcrevo um comentário meu, em jeito de reflexão, escrito no blogue vizinho - "Blogue do Professor", a propósito deste artigo.
Discordo com esse tipo de leis. Penso que criam privilégios a determinadas classes, e com isso, podem gerar desiquilíbrios nas hierarquias sociais, nas relações laborais, e consequentemente, rupturas e conflitos. Autoridade deve guardar-se para profissionais responsáveis pelo cumprimento de leis cívicas e penais, apenas e só no exercício das suas profissões (juízes, polícias, equipas de fiscalização, etc), e nunca esquecendo o respeito pelo outro. Debaixo da "farda", são todos humanos. E fora do seu ofício, devem ser cidadãos comuns como quaisquer outros, livres, respeitando para receberem respeito. Não entendo que hajam profissões melhores nem piores, todas contribuem para o nosso desenvolvimento. Tenho a convicção que o necessário, é que haja é respeito pelo trabalho dos outros. Esse respeito tem de ser ganho na comunidade, e não na lei. Faz-me confusão pensar, que se tenha de ser "obrigado" a respeitar uma pessoa, que até possa estar a faltar-nos ao respeito ou ser péssima profissionalmente, apenas por ser uma autoridade, estando por isso, numa situação de vantagem, por uma lei especial, ao invés do respeito que possa merecer por qualidades como: ser educada, humana, competente, respeitadora, etc.
Pela confusão que gerou o primeiro título que atribuí ao post, decidi alterá-lo, para que não fique a falsa ideia, que estou a insurgir-me contra a classe dos professores.
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Pouco senso

Nos últimos dias recebi, através do meu número de telemóvel, algumas mensagens (SMS) que, embora sem a identificação do remetente mas pelo conteúdo da mensagem da responsabilidade do Partido Socialista local, promoviam uma convocatória para uma "caravana do PS", de apoio ao candidato Joaquim Barreto, a realizar-se no próximo Domingo (dia 4 de Outubro). Sobre este acontecimento algumas considerações se impõem:

1. Não cedi o meu número de telemóvel pessoal ao Partido Socialista. Portanto, receber uma mensagem de cariz político deste partido é, por este facto, um acto de violação da lei de protecção de dados pessoais. Pois, o meu número de telemóvel é um dado pessoal e atentar contra este facto é atentar contra a minha própria privacidade.

2. A propaganda e a convocatória política tem os seus limites face às leis democráticas. Ora, o direito à privacidade e à protecção de dados pessoais são direitos previstos e protegidos pela Constituição da República Portuguesa. Utilizar um número de telemóvel pessoal (sem a devida autorização do seu proprietário) para fins propagandistas e de convocação política é ilegal e punível perante a lei portuguesa.

3. Como e quem conseguiu aceder ao meu número de telemóvel pessoal? Questões importantes que gostaria que respondessem. [Leia Mais];

Tratado de Lisboa (II)

O "sim" venceu na Irlanda, pelo que o Tratado de Lisboa passa a ter luz verde para ser implementado na União Europeia.
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02 Outubro 2009

Crónicas de um povo esquecido

A aclamado caso dos submarinos emerge vindo do fundo do nebuloso saco dos negócios ruinosos do Estado. São às dezenas os casos de negócios ruinosos que raramente são explicados e dificilmente são suficientemente responsabilizados. Neste caso, há uma burla de cerca de 34 milhões de euros lesando, pois claro, o nosso faustoso Estado. De momento, há cerca de dez "intermediários" acusados pelo Ministério Público. Contudo, mais uma vez, os verdadeiros responsáveis, sim, aqueles que assinaram em nome do Estado promovendo a burla (ora por incompetência ou por negligência, cabe às entidades apurar mas aos cidadãos sancionar), são premiados pelo esquecimento. [Leia Mais];

Um ponto de vista interessante

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