Fui vê-lo sem imaginar que fosse o mais recente filme vencedor da Palma de Ouro do Festival de Cannes. Com um elenco integrando actores como: Brad Pitt, Sean Penn e Jessica Chastain, foge ao habitual romancear materialista comum de Holywood na abordagem à espirutalidade humana. Uma visão mais séria e profunda. Assim seria de esperar ao ter vencido o mais distinto prémio europeu de cinema. Talvez de difícil compreensão para mentes pouco abertas e cépticas, mais presas e centradas às questões terrestres. Não será certamente um êxito de bilheteira por estas bandas. Oxalá estivesse enganado.Profundo e inquietante, não dispensou uma fantástica banda sonora, execelentes representações dos actores e efeitos especiais maravilhosamente surrealistas numa visão realísticamente plausível de Deus (muito de encontro à que tenho em fé) ou pelo menos hipotéticamente questionável à luz da ciência moderna.
Quem é Ele?
Da minha parte respondo: Está em todo o lado, em todas as lufadas de ar que respiramos, em toda a água que nos banha, no sol que nos aquece, na terra que nos sustenta, em todos os átomos, moléculas, elementos e reacções físicas e químicas de energia do cosmo que rodeiam a vida e a "não vida", a matéria e a não matéria. Assim mesmo o filme parece dar esta visão integrada do ser humano, e de Deus.
Ele é tudo, e nós somos parte dele. Não o conseguimos perceber na sua totalidade, é impossível. Nem tão pouco percebemos a totalidade do que somos e do que nos rodeia na terra, ou o sentido de existirmos. Quando nascemos somos mais próximos Dele, puros. Aos poucos a vida dada por Ele abre os caminhos que cada um escolhe, que nos aproximam ou afastam, e Ele vai corrigindo as imperfeições da superfície para não perder a sua perfeição, agarrando o que o auxilia tornar-se mais grandioso e resplandescente e corrigindo o que o faz perder energia e beleza. Se a humanidade não for fazendo por isso... bye bye, acontece o mesmo que aos dinossauros, "evoluídos" seres crueis, vaidosos, controladores e dominadores da terra, extintos por um um meteorito. E talvez se a coisa for prática comum por outros mundos e por outras galáxias...BOOM...talvez outro Big Bang para recarregar energias. E não pensem que é castigo ou crueldade Dele... não não é, só nos está a ajudar, talvez com o Seu instinto mais básico de todos e comum ao nosso, o de sobrevivência, e a busca da perfeição de alguma forma, que O leva a deitar abaixo o "castelo que construiu" para começar tudo de novo, erguendo outro mais perfeito ainda. Já alguém dizia que, "Deus criou o homem à Sua imagem e Semelhança."











Outra inquietação presente meu pensamento, é a guerra (e aqui incluo também o terrorismo). Seja ela política, religiosa, étnica...,ou o que quer que a origine, esta não pode ser justificável com moralismos doentios e empobrecidos. É verdade que as guerras nos ensinaram muitas coisas, e talvez sem elas, não teria havido aproximação e cruzamento de culturas. Porém, arrastaram consigo biliões de mortos e oprimidos, dando origem às mais variadíssimas formas de extremismo político e social. Passado é passado. No presente as formas de comunicação permitem, de forma pacífica, a aproximação e a negociação entre povos através do diálogo. Hoje conhecem-se variadíssimas culturas, crenças e religiões, falam-se várias línguas e dialectos. As Nações têm de saber respeitar-se umas às outras, e o respeito deve vir de dentro. Por muito que não concordemos com certas culturas, não podemos expulsá-las como se de cães se tratassem. O que podemos fazer é mostrar e explicar a nossa cultura aos outros e tentar entender a deles. Dentro dos limites das liberdades e direitos humanos, não podemos forçar ninguém a mudar os seus hábitos apenas porque nos dá na real gana, da mesma forma que não devemos deixar que tentem fazê-lo connosco. Devemos partilhar e não impor, educar e ser educados. Cada País tem de pôr de lado o preconceito pelas raças, religiões, étnias, costumes e orientações. A ONU e a NATO têm de repensar a sua forma de actuação. Os recentes conflitos entre a Rússia e a Geórgia, assim como o último na faxa de gaza, entre Israelitas e Palestinianos, espelham na perfeição a falta de diálogo e a transgressão das liberdades e direitos humanos. 

