... sobre a problemática do Estado financiar negócios privados. As escolas privadas situadas em localizações em que a oferta do ensino público não existe ou é insuficiente, devem ser financiadas de igual modo (diferente de com igual montante) como as escolas públicas. Quanto às outras, escolas privadas com contrato de associação em que as condições para este não se verifiquem, é justo que se "rompa" o contracto. Sem fazer uso de grandes elocuções e teorizar sobre quanto custa ao Estado financiar um aluno numa escola privada e outro numa escola pública, assevero: por uma questão de princípio, e de irritação, sou contra qualquer negócio privado que, para sobreviver e lucrar, necessite de dinheiro público injustificadamente.
06 fevereiro 2011
20 maio 2010
Um neo-liberal assumido
“não estará longe o dia em que não haverá dinheiro para pagar aos funcionários” nos hospitais e nas universidades públicas."
Vamos a ver se eu entendo ou alguém entende estas coisas... Se não houver dinheiro para pagar a estes profissionais, das duas uma, ou se fecham as instituições ou se vendem as mesmas a entidades privadas.
Apenas não percebi porque também não incluiu no mesmo lote os deputados, os Secretários de Estado, os Chefes de Gabinete, os sub-chefes, os vices, os motoristas, os estafetas, os generais mores, os brigadeiros, os coroneis... e mais uma data de profissões que, algumas, bem podiam desaparecer porque para pouco servem. Podia também juntar juízes, delegados de justiça, procuradores, polícias, inspectores, etc... Então e sobre estes também não haverá risco de não haver dinheiro para lhes pagar?!
Ah espera lá, já não me lembrava, estas profissões e estes sectores profissionais não são privatizaveis... ora essa, que estúpido eu, já percebi tudo sr. Coelho, você prepara-se para propôr uma total privatização do Serviço Nacional de Saúde e do ensino superior público não é? Pois bem, boa sorte. Não se esqueça é de extinguir a tributação de impostos que é feita aos contribuíntes por esses mesmos serviços. Reze também por não ter a infelicidade de um familiar seu nascer com um problema de saúde congénito, que leve as seguradoras a recusarem-se a efectuar um seguro de saúde, e depois, quando precisar de um qualquer tartamento clínico, não se queixe se os hospitais privados o mandarem fazer 180º por não ter o dito seguro que cobre o tratamento. É o que acontece nos EUA, o país mais desenvolvido do mundo mas com um sistema de saúde que os envergonha a eles próprios (só me faz lembrar dois fimes - Jonh Q e Sicko). Não se esqueça também de fazer uma análise ao que tem sido a qualidade do ensino universitário privado no nosso país.
Boa sorte para a implementação das suas ideias.
