01 abril 2010

Há muito que se fala em Portugal dos submarinos mas acções só na Alemanha

Na Alemanha uma investigação judicial está averiguar cinco dossiers afectos a negócios do grupo Ferrostaal -o Ministério Público alemão crê que foram negócios obtidos de forma ilícita através de subornos e burla de documentos. Um destes negócios trata-se do mediático "negócio dos submarinos", que teve o seu início com o governo de António Guterres e culminou (com a compra) com o governo de Durão Barroso e Paulo Portas. Deteram, na Alemanha, dois "quadros" da empresa alemã. Na Alemanha, o Ministério Público investiga e obtém resultados, mesmo quando estão em causa (directa ou indirectamente) uma grande empresa, grandes negócios e pessoas muito influentes política e economicamente.

Em outro contexto, Portugal tem assim mais uma razão para invalidar o negócio da compra dos dois submarinos à Ferrostaal:
1) As contrapartidas do negócio não estão satisfeitas;
2) O acto contratual da compra dos dois submarinos foi, alegadamente, concluído através de suborno e burla;
3) O processo passou pelos olhos, mãos (e quem sabe pela carteira) de António Guterres, Durão Barroso e, the last but not the least, Paulo Portas.

Impugnando o negócio, o Estado pouparia (pois comprar submarinos não promove o desenvolvimento do país pelo contrário) cerca de mil milhões de euros. Dinheiro precioso para invés do governo tentar equilibrar as contas do Estado à custa dos salários e impostos dos mais pobres e remediados.

Como citação para reflexão fica este trecho de uma notícia: "Ainda segundo a "Der Spiegel", a Procuradoria de Munique concluiu que a Ferrostaal garantiu a vitória no concurso subornando "decisores no Governo português, ministérios ou Marinha". Muitos dos subornos terão passado por uma sociedade de advogados de Lisboa(...)". Em suma, os actores do costume.

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