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18 setembro 2009

Pergunto, à esquerda "democrática" ou à direita capitalista," se é com uma capital moderação que se acaba com a fome?

«As Nações Unidas revelaram que,pela primeira vez na história, a fome afectará no final de 2009 mais de mil milhões de pessoas (1.020 milhões). Mais grave ainda é o facto do orçamento do Programa Mundial de Alimentos ser o mais baixo dos últimos 20 anos. A ONU sublinha ainda que apenas 1% das verbas que foram injectadas nos bancos seriam suficientes para reduzir muito substancialmente esta catástrofe.» in [Esquerda.net]

A realidade é peremptória. Apenas um por cento do dinheiro "injectado" no resgate do sistema financeiro mundial, e consequentemente neste modelo capitalista, serviria para reduzir muito substancialmente o flagelo da fome neste planeta. É um facto que para quem defende políticas e modos para preservar a continuidade e a moderação do capitalismo prefere nem enunciar muito menos perder tempo em esmiuçar estes "piquenos" factos. O mundo é conduzido pela prática e sustentado pelas ideias. Uma maior e melhor redistribuição dos recursos é essencial para um mundo melhor. Isto só é possível com uma radical mudança de pensamento e acção humana. Radical, repito. Não é necessário termos medo das palavras. A moderação em tempo de fome e miséria é um luxo que não podemos nem devemos sustentar, com o risco de continuarmos a ignorar os mais fracos e famintos.

Muitos acusam a "radicalidade" em, simplesmente, querer que os bens essenciais sejam grátis e universalistas, elevando princípios pouco humanistas. Estes mesmos, recorrem à demagogia e à ultra adjectivação para denegrir quem quer implementar a justiça no sistema económico vigente. Criticam, apelidando de ideologicamente fanáticos, aqueles que propõem que em tempos de crise ou fartura os que recursivamente são os mais beneficiados (como por exemplo os bancos sempre muito bem ajudados e pouco onerados) ajudam, directa ou indirectamente, os que são mais prejudicados. Apelidam de irrealistas estas ou outras propostas que fujam da "moderada" e "democrática" realidade. Irrealidade é vivermos num tempo tão farto e rico em recursos, como jamais a humanidade viveu, e permitir que a fome e a miséria cresça e propague. Prioridades num mundo podre, certamente.

05 julho 2008

Dá-me a tua melhor faca

A relação dos aclamados "biocombustíveis" (que de natureza ambientalista pouco têm, simplesmente, têm a valência, de substituir a dependência inebriante em relação aos derivados do petróleo) com o aumento especulativo do preço dos bens alimentares, está comprovado.

Um relatório oficial, efectuado pelo condicionado Banco Mundial, foi mantido em segredo para não colidir com os facciosos relatórios da Casa Branca e com o depressivo George W. Bush. Este relatório, contradiz, os ditames oficiais estado-unidenses, que afirmam, imperiosamente, que a relação da subida especulativa do preço dos alimentos e o investimento nos "biocombustíveis" era de 3%. O relatório quebrou tal falácia americana. O impacto no preço dos alimentares por estas opções económicas é de cerca de 75%.

Um exemplo do condicionamento de relatórios oficiais, pelo presente governo norte-americano. Nada de novo, apenas o repetir de uma táctica de contra-informação que pauta as acções imperialistas.

Espero que a União Europeia, mostre a sua capacidade analítica e apresente um acto de desprendimento político, e acabe com a meta europeia de utilizar 10% de "biocombustíveis" em 2020. Para o bem da coesão mundial e dos princípios humanistas.