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08 dezembro 2009

Um exemplo de uma manifestação da sociedade civil

No dia cinco de Dezembro de 2009, em Roma, houve uma explosão de indignação dirigida ao actual primeiro-ministro italiano Sílvio Berlusconi. Foram centenas de milhares de manifestantes a percorrer as piazzas e as ruas de Roma, somente para erguerem a voz na exigência da demissão de Berlusconi. Este foi um evento organizado pelos cidadãos, e o veículo de comunicação preferencial foi a Internet. Foi, e é, uma manifestação política sem partidos políticos. Quem falou, quem discursou e quem exigiu foi a sociedade civil ali representada. Agiram porque o sistema partidário e governativo não os ouve e não os respeita.Não é por acaso, que os políticos são relutantes a conviver com a Internet e a livre expressão da cidadania. Sílvio Berlusconi é um dos governantes europeus e mundiais que mais convictamente quer mudar o paradigma da Internet e transformá-la em algo "controlável".

Não é abusivo que se afirme que a realidade em Portugal também se pauta pelas mesmas causas desta manifestação, ou seja, um sistema partidário e governativo que não representa os interesses dos cidadãos e muito menos os respeitam.

07 novembro 2009

Um primeiro passo para acabar com a impunidade dos "fortes"

Em Itália, um tribunal condenou, à revelia, cerca de duas dezenas de agentes da CIA (Agência Central de Inteligência) pelo rapto e tortura de, o imane egípcio, Abu Omar. É a primeira vez que um tribunal se pronuncia contra as "transferências ilegais" de suspeitos pelo governo dos EUA. De facto, é algo extremamente simbólico e indica, talvez, o princípio do fim da (triste) impunidade que os agentes em prol do governo americano gozam. De realçar que qualquer atitude que não respeite as leis e os direitos fundamentais do Homem é condenável. Seja o «eixo do bem» ou o « eixo do mal», o respeito pelos direitos humanos impõe-se.

09 junho 2008

Se não "papares" a sopa, entrego-te aos ciganos...

Na Itália, houve uma manifestação no anterior fim-de-semana contra a xenofobia, juntando cerca de mil ciganos. Em Itália sente-se, com a direita radical a extremar posições no governo do "mediático" Berlusconi, desconforto nas políticas de Berlusconi para a imigração. Este país até possui uma deputada cigana que politicamente reivindica os legítimos direitos para a identidade romani.

Em Portugal, precisaríamos de um múltiplo de manifestações e bem mais deputados para reivindicar os direitos da "raça" romani, para acabarmos com o típico "racismo dissimulado" que singra no nosso País. É apenas uma amostra da animosidade dos portugueses em aceitar diferenças e legitimar dissimulações ridículas.