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15 outubro 2010

Banco Alimentar Parlamento

O Aventar promove no Porto[Em frente ao Pingo Doce da Avenida da Boavista, no Porto] , no próximo sábado 16 de Out.2010, pelas 16h, o BANCO ALIMENTAR PARLAMENTO, destinado à recolha de alimentos para o deputado socialista Ricardo Gonçalves, que ainda recentemente confessou com inegável vergonha que o dinheiro não lhe chegava para comer.

O Aventar convida desde já os seus leitores a juntarem-se a esta cruzada de solidariedade.

Da mesma forma, o Aventar convida todos os blogues que se quiserem juntar a nós. Seremos 10, seremos 100, seremos 1000. E nas páginas do Aventar haverá espaço para agradecer a cada um. No Sábado, vamos todos fazer o bem!

23 junho 2010

22 junho 2010

Seja feita a vontade popular

Não podia estar mais solidário com as críticas e com as exigências que fazem os arcoenses (e não só) sobre o encerramento do Agrupamento de Escolas de Arco de Baúlhe. Todo o cidadão tem o direito à indignação. E neste caso, a razão suporta a indignação. Os burocratas e economicistas que moram nos obscuros ministérios do Estado estão a encerrar alguns Agrupamentos de Escolas fria e cegamente, desde que estes não cumprem os desígnios do PEC imposto pelas financeiras e pela União Europeia. Estes encerramentos não têm em conta os factores de desenvolvimento, de melhoria do ensino, de optimização da gestão escolar. Apenas têm o corte orçamental como objectivo. Não falaram com os seus corpos directivos e muito menos pediram a opinião à população, que é servida por estas instituições. Fecham e pronto. Autocraticamente, como só o interesse monetário sabe impor.

No caso de Arco de Baúlhe o problema é . Este agrupamento, e em particular a sua direcção, tinham um projecto (eleito democraticamente, para infelicidade de alguns), uma obra relevante e uma importância social única naquela terra. Se o fecho cego pelas autoridades nacionais é algo que incomoda, a passividade (para não dizer a permissividade) das autoridades locais (Câmara de Cabeceiras de Basto, junta de Freguesia de Arco de Baúlhe e afins) é revoltante. Mais uma vez, parece que o interesse partidário está à frente dos interesses das populações. Qual é a terra que vê uma importante instituição social a encerrar e as autoridades locais, para além de anuir passivamente, têm o papel de "mensageiro da morte". Pois, em Cabeceiras de Basto foi o que aconteceu.

Portanto, a população tem o dever de "acordar" e manifestar-se. A "voz activa" deve-se ouvir para além dos interesses pessoais. Como foi visto, quem foi eleito para os defender não vos defendeu. A voz popular é imperativa. Façam-na ouvir!

14 março 2010

Para um Tâmega livre de mais barragens

A manifestação "+barragens?Não!" realizada ontem em Amarante foi mais um, e importante, passo para a reivindicação de um "Tâmega livre de mais barragens". Em concreto, a manifestação (ilustrada com um dia belíssimo e com as belezas arquitectónicas de Amarante) reuniu algumas centenas de manifestantes. Faltaram mais, pois claro. Faltaram as entidades oficiais, pois claro. Faltaram aquelas "entidades" que ainda não terminado o prazo de discussão do "EIA de Fridão", já se reuniam para oficializar o seu preço. Faltaram aqueles autarcas que ameaçaram "apoiar" as manifestações de rua caso o "preço" não fosse pago. Faltaram todos aqueles que não souberam atempadamente da manifestação. Porém, estiveram os que estiveram - e bem.

Mas o número (embora importante) não é determinante. O grito, esse sim, determina. A mensagem que o rio Tâmega está perigosamente ameaçado tem de ser transmitida, o meio de transmissão é de somenos. É necessário "despertar consciências", sensibilizar, demonstrar o porquê da reivindicação. No entanto, o grito está dado. A rua será o meio de transmissão para que a mensagem ecoe nos governantes e governos deste país. Ontem foi o princípio.

13 fevereiro 2010

Petições & Movimentos

Era esperado. Tal como o movimento «Todos pela Liberdade», e a petição pública «Todos pela Liberdade» surge, agora, como contra-manifesto um movimento «Pela Democracia, nós tomamos partido» e a respectiva contra-petição pública «Pela Democracia, nós tomamos partido». Nesta situação, mantenho-me irredutível.

Não subscrevi a primeira petição porque estou convicto que o conceito de Liberdade estava centrado apenas na libertação do jugo político, mas esquecendo-se do poderoso jugo económico que condiciona também a livre expressão e comunicação em Portugal. Era uma petição em torno das investidas governamentais de controlo da informação. Pecou por tomar a parte pelo todo: defendem a Liberdade mas reivindicando a supressão de apenas uma parte daquilo que a condiciona.

Sobre a segunda petição as razões são semelhantes: não subscrevo a tomada de defesa do PS e do primeiro-ministro José Sócrates, porque o estado de mau «regime democrático» está como está devido (não só, mas também) ao Partido Socialista e ao primeiro-ministro José Sócrates. Não deixa de ser curioso que invocam a defesa do PS e do PM quando o que está no centro desta «campanha» é o primeiro-ministro e certos elementos do PS. Esta petição peca, também, por tomar a parte pelo todo, ou seja, para a defesa da Democracia reivindicam a defesa de uma personagem e um partido.

Em resumo, não gosto de ser instrumentalizado por conceitos e palavras muito apelativas que são apenas utilizadas para atingir fins políticos e mediáticos. Porque, em caso contrário, estavam todos a defender o mesmo: a Liberdade e a consequente Democracia.

Ao que parece estão a organizar uma manifestação de apoio a José Sócrates através de SMS anónimas entre os militantes do PS

... para «repudiar esta campanha suja contra o PS e contra Sócrates». Nada contra estas manifestações de apoio, se há as do "contra" com certeza que pode haver aos do "pró". Mas a minha dúvida centra-se em quantos autocarros provenientes de Cabeceiras de Basto irão para Lisboa e qual será a média de idades? Curiosidades.

08 dezembro 2009

Um exemplo de uma manifestação da sociedade civil

No dia cinco de Dezembro de 2009, em Roma, houve uma explosão de indignação dirigida ao actual primeiro-ministro italiano Sílvio Berlusconi. Foram centenas de milhares de manifestantes a percorrer as piazzas e as ruas de Roma, somente para erguerem a voz na exigência da demissão de Berlusconi. Este foi um evento organizado pelos cidadãos, e o veículo de comunicação preferencial foi a Internet. Foi, e é, uma manifestação política sem partidos políticos. Quem falou, quem discursou e quem exigiu foi a sociedade civil ali representada. Agiram porque o sistema partidário e governativo não os ouve e não os respeita.Não é por acaso, que os políticos são relutantes a conviver com a Internet e a livre expressão da cidadania. Sílvio Berlusconi é um dos governantes europeus e mundiais que mais convictamente quer mudar o paradigma da Internet e transformá-la em algo "controlável".

Não é abusivo que se afirme que a realidade em Portugal também se pauta pelas mesmas causas desta manifestação, ou seja, um sistema partidário e governativo que não representa os interesses dos cidadãos e muito menos os respeitam.

01 dezembro 2009

Limpar Cabeceiras de Basto em Março de 2010

O grupo de Cabeceiras de Basto para aderir ao Limpar Portugal 2010 já está criado. Portanto, fica o apelo público de adesão a esta rede.

03 abril 2009

A ler

José Emanuel Queirós, escreve um interessante texto sobre algo que me preocupa e que, pela amplitude dos factos, deveria preocupar muitos mais: BARRAGENS NO TÂMEGA - COM ESCLARECIMENTO E PREOCUPAÇÃO.

02 abril 2009

Uma perspectiva

O Vítor Pimenta, num artigo, e os respectivos comentários, de aconselhável leitura, expõe com simplicidade e clareza (que a elegância da matemática obriga) os números com que se pauta o "desenvolvimento" da política de mobilidade e transporte em Portugal. A linha ferroviária do Tâmega está, praticamente, encerrada. São dezenas de anos de descuro por parte dos responsáveis pela exploração da linha que, com as técnicas habituais, evocam a segurança como argumento de fecho e não de reabilitação da linha. Tal como ontem, hoje, a mobilidade e o transporte são pedras basilares para um verdadeiro desenvolvimento de uma região. A razão determina que, independentemente dos tempos e vontades, as vias de comunicação e transporte são e serão uma necessidade. Isto implica que a discusão sobre os "caminhos-de-ferro" seja adjectivada de contemporânea e pertinente.

De facto, é curioso o argumento de que as vias de comunicação já estão (suficientemente) estabelecidas e, portanto, qualquer retoma para diversificar ou complementar o conceito de mobilidade e comunicação é redundante. Redundante é "etiquetar" as escolhas de ontem como os axiomas de amanhã. A relatividade do tempo implica que tudo seja relativo. Já é tempo de "(re)pensarmos" as consequências advidas das decisões de encerramento da linha do Tâmega.

A linha do Tâmega foi capitulada em 1990. Trocada por contrapartidas que ainda estão por realizar. Falo-vos da variante do Tâmega, uma contrapartida não realizada que, por mim, seria mais que suficiente para impugnar o protocolo que determinou o fecho da linha do Tâmega. Naquele tempo, acredito, que os políticos e governantes em boa vontade apostaram em critérios económicos (algo que não é congruente com o conceito de serviço público) para o encerramento parcial da linha ferroviária do Tâmega. Contudo, o passado mostrou-nos quão errados estavam. Entretanto, o presente "aponta" para a escolaha de uma via de transporte e comunicação mais económica e ecológica -a ferrovia.

Foi uma decisão política e governativa que determinou o encerramento e a desvalorização da ferrovia e, em contraponto, impulsionou a rodovia como meio privilegiado de comunicação. Como tal, somente uma decisão política e governativa pode reverter este processo (que ainda continua) de "alcatroamento" do país. Para isso, a mobilização dos cidadãos para este tema é essencial, pois, numa sociedade funcional, a vontade da maioria dos cidadãos deriva numa decisão política e governativa. Contudo, não é bem assim que o "sistema" actual funciona.

O "sistema" actual está baseado na capacidade de políticos e governantes (pois são estes os eleitos pelos cidadãos para decidir a que velocidade e a que direcção o processo de desenvolvimento deve-se pautar) em perspectivar formas e processos de desenvolvimento. Um desenvolvimento sustentável, ao nível das vias de comunicação e mobilidade, tem poucas alternativas (e.g. ferrovia) em se "encaixar" neste paradigma. O que implica uma rápida retoma na discussão pública sobre o assunto "caminho-de-ferro".

De realçar, que o governo prepara um investimento de 3,8 mil milhões de euros para uma linha ferroviária de alta velocidade entre Lisboa e Porto mas se retrai ao incentivar a manutenção e a reabilitação da linha ferroviária, dita "tradicional", em Portugal. Um comportamento que está a sentenciar o conceito de ferrovia em Portugal. Será que o adjectivo e o substantivo "alta-velocidade" provocam, realmente, esta diferença de comportamento? Ou será que é algo mais? Ficam as dúvidas.

Como conclusão cito Pedro Garcias: Um Governo assim, se não for castigado pelos votos, sê-lo-á, certamente, pela História."

12 março 2009

Quem tem telhado de vidro...

Manuela Ferreira Leite afiançou que muitas das medidas do Governo apenas «protegem determinado tipo de empresas». É algo factual e aceite se considerarmos que as medidas governamentais não podem incluir todas as empresas (algo incomportável) e que o argumento discricionário seja estipulado pelo governo. Contudo, penso que estaria a referir-se à "troca de favores e favorecimentos" comum em toda a existência da democracia portuguesa. Ora, Manuela Ferreira Leite não pode sustentar, convenientemente, a sua sentença pois, também, já esteve em governos que implementaram medidas económicas de "abrangência" e efeitos similares. Quem tem telhado de vidro...

Na mesma notícia, Manuela Ferreira Leite, afirma que o Executivo não deve ceder à «"tentação" de intervir nas empresas, pois estas devem utilizar, como entenderem melhor, os recursos disponibilizados pelo Estado». Isto, é algo que não concordo. Se o Estado disponibiliza qualquer tipo de ajuda deve, por obrigação moral (pois o que está em jogo é o dinheiro dos contribuintes) e por uma questão de boa prática, impor condições à utilização da ajuda estatal à parte que recebe ou beneficia desta ajuda. O Estado não é um "banco de caridade" e muito menos uma plataforma de «favores e favorecimentos», que as políticas de «Pepsi & Coca-Cola» têm nos habituado.

Penso que um grave problema da relação entre os cidadãos e o Estado baseia-se na crença que o Estado dá sem pedir nem impor qualquer condição. Isto provoca um exercício de cidadania perigoso e desleixado que deriva em irresponsabilidade cívica. É, sem dúvida, uma crença perigosa e que, infelizmente, está enraizada na nossa cultura.

02 março 2009

Apelo

No passado fim de semana o Centro Hospitalar de Lisboa (Zona central) foi confrontado com uma ruptura no stock de hemoderivados. Faço aqui um apelo a todos os cidadãos que não tenham qualquer impedimento no que diz respeito à dádiva, a procurarem dar sangue sempre que possível.
Dar sangue é um acto de solidariedade e cidadania, e o único incómodo real para o dador é a picada da agulha num braço, mas que pode traduzir-se numa vida salva. Para além de haverem outras vantagens para os dadores que não vou agora referir. Lembrem-se que um dia poderão ser vocês a precisar de sangue.

12 janeiro 2009

Solidariedade

Prometi que este fim-de-semana vos daria informações sobre a ONG que criei (juntamente com mais alguns amigos) e à qual decidimos chamar “Missão Infinita”.

Como promessas são dívidas, cá vai:

1ª “Missão Infinita”:

30 consultas de oftalmologia para outras tantas crianças carenciadas que vivem no concelho de Cabeceiras de Basto, fronteira do Minho com Trás-os-Montes.

A acção irá decorrer na próxima quarta-feira (14 de Janeiro), no Instituto CUF do Porto. De resto, o Instituto CUF apoia esta iniciativa desde o primeiro momento.

Contamos também com a solidariedade de duas ópticas que irão fornecer todo os óculos que venham a ser considerados necessários.

A Câmara de Cabeceiras de Basto cede o transporte e a Câmara de Matosinhos disponibiliza o almoço.

À chegada, as crianças terão à sua espera o João e o Pedro (personagens do TV Rural) que, enquanto cidadãos, apadrinham a acção de solidariedade que terá a designação de “Pelos Olhos das Crianças”.

A RTP irá cobrir o acontecimento em directo no programa “Praça da Alegria” e convidámos outros órgãos de comunicação social a estarem presentes.

No início de Fevereiro, em Lisboa, iremos promover uma “campanha choque” com carácter mediático e da qual vos falarei alguns dias antes.

Adianto apenas que, antes mesmo de a começar a organizar, essa iniciativa já conta com dezenas de contributos de figuras públicas, colegas de redacção e anónimos que imediatamente se disponibilizaram para colaborar logo que souberam da ideia.

Luís Castro

***Mais informações sobr a ONG "Missão Infinita":

Texto e vídeo expostos no Cheiro a Pólvora. Via [Partilha do Saber]

07 janeiro 2009

Cabeceiras de Basto um espaço de ideias ?

O Carlos Leite interroga se terá Cabeceiras construído a base sólida que possibilite a ambição de um futuro auspicioso?. Contudo, num resultado de uma conferência debate (à primeira vista carregada de novidades) surge um plano a médio prazo ambicioso para Cabeceiras de Basto.

Seja qual for a base que servirá para um desenvolvimento sustentado deste concelho, terá que, indiscutivelmente, de se assentar na aposta no incremento da cidadania e da consequente discussão pública. Premissas que um projecto comum terá que incluir.

31 dezembro 2008

Um pequeno grande passo

De premiar o esforço político e pessoal que o Vítor Pimenta fez pela causa "Salvar o Tâmega e a vida no Olo".

Devido a este esforço político com intuito de esclarecer e debater, " o órgão nobre da democracia em Arco de Baúlhe, a sua Assembleia, tem agora uma posição contra a Construção de Barragens no Tâmega, aguardando-se que a discussão se espalhe aos lugares de poder municipais e contamine o debate e participação cívica das gentes da Região de Basto e Vale do Tâmega, neste e noutros assuntos que lhes dizem respeito."

post scriptum: Para quem não assinou a assine esta importante petição: PETIÇÃO ANTI-BARRAGEM- Salvar o Tâmega e a vida no Olo