Transcrevo um comentário meu, em jeito de reflexão, escrito no blogue vizinho -
"Blogue do Professor", a propósito deste
artigo.
Discordo com esse tipo de leis. Penso que criam privilégios a determinadas classes, e com isso, podem gerar desiquilíbrios nas hierarquias sociais, nas relações laborais, e consequentemente, rupturas e conflitos. Autoridade deve guardar-se para profissionais responsáveis pelo cumprimento de leis cívicas e penais, apenas e só no exercício das suas profissões (juízes, polícias, equipas de fiscalização, etc), e nunca esquecendo o respeito pelo outro. Debaixo da "farda", são todos humanos. E fora do seu ofício, devem ser cidadãos comuns como quaisquer outros, livres, respeitando para receberem respeito.
Não entendo que hajam profissões melhores nem piores, todas contribuem para o nosso desenvolvimento. Tenho a convicção que o necessário, é que haja é respeito pelo trabalho dos outros. Esse respeito tem de ser ganho na comunidade, e não na lei. Faz-me confusão pensar, que se tenha de ser "obrigado" a respeitar uma pessoa, que até possa estar a faltar-nos ao respeito ou ser péssima profissionalmente, apenas por ser uma autoridade, estando por isso, numa situação de vantagem, por uma lei especial, ao invés do respeito que possa merecer por qualidades como: ser educada, humana, competente, respeitadora, etc.
Pela confusão que gerou o primeiro título que atribuí ao post, decidi alterá-lo, para que não fique a falsa ideia, que estou a insurgir-me contra a classe dos professores.