03 setembro 2010
23 junho 2010
Dar Coro ao Manifesto
Já está disponível online a Petição contra o Encerramento do Agrupamento de Escolas de Arco de Baúlhe.
22 junho 2010
Seja feita a vontade popular
Não podia estar mais solidário com as críticas e com as exigências que fazem os arcoenses (e não só) sobre o encerramento do Agrupamento de Escolas de Arco de Baúlhe. Todo o cidadão tem o direito à indignação. E neste caso, a razão suporta a indignação. Os burocratas e economicistas que moram nos obscuros ministérios do Estado estão a encerrar alguns Agrupamentos de Escolas fria e cegamente, desde que estes não cumprem os desígnios do PEC imposto pelas financeiras e pela União Europeia. Estes encerramentos não têm em conta os factores de desenvolvimento, de melhoria do ensino, de optimização da gestão escolar. Apenas têm o corte orçamental como objectivo. Não falaram com os seus corpos directivos e muito menos pediram a opinião à população, que é servida por estas instituições. Fecham e pronto. Autocraticamente, como só o interesse monetário sabe impor.
No caso de Arco de Baúlhe o problema é . Este agrupamento, e em particular a sua direcção, tinham um projecto (eleito democraticamente, para infelicidade de alguns), uma obra relevante e uma importância social única naquela terra. Se o fecho cego pelas autoridades nacionais é algo que incomoda, a passividade (para não dizer a permissividade) das autoridades locais (Câmara de Cabeceiras de Basto, junta de Freguesia de Arco de Baúlhe e afins) é revoltante. Mais uma vez, parece que o interesse partidário está à frente dos interesses das populações. Qual é a terra que vê uma importante instituição social a encerrar e as autoridades locais, para além de anuir passivamente, têm o papel de "mensageiro da morte". Pois, em Cabeceiras de Basto foi o que aconteceu.
Portanto, a população tem o dever de "acordar" e manifestar-se. A "voz activa" deve-se ouvir para além dos interesses pessoais. Como foi visto, quem foi eleito para os defender não vos defendeu. A voz popular é imperativa. Façam-na ouvir!
24 dezembro 2009
[Considerações sobre o evento] «Impacto das barragens no vale do Tâmega»
Assisti, em Arco de Baúlhe no passado dia 18 de Dezembro, ao evento «Impacto das barragens no vale do Tâmega». Foram cerca de duas horas em que os oradores tentaram esclarecer o auditório sobre as causas e consequências das barragens a construir na bacia do rio Tâmega. Muito se poderia escrever sobre o que lá se disse, contudo gostaria de partilhar apenas algumas considerações que os oradores expuseram:
José Emanuel Queirós (MCDT) salientou, como exemplo, o estado da albufeira da barragem de Torrão. Esta apresenta níveis de eutrofização preocupantes que consubstanciam uma água deplorável. Um sinal do estado ambiental que pode ser multiplicado por seis(as barragens a construir na bacia do Tãmega). Afiançou, mais uma vez, que «se a Lei for cumprida, as barragens previstas para a bacia do Tâmega não serão construídas». Uma frase forte e factual ( suportadas pela legislação portuguesa e comunitária e também pelo relatório,de uma entidade independente encomendado pela União Europeia, que avaliou o plano de barragens).
O professor António Crespí (UTAD) abordou a questão dos Estudos de Impacte Ambiental não preverem como alternativa (pois a legislação obriga a apresentação de alternativas caso sejam identificados problemas) a não construção das barragens. O que implica que caso o estudo de impacte ambiental conclua que a barragem a construir será um apocalíptico empreendimento para aquela região e população, o estudo apenas poderá apresentar como alternativa o «melhor apocalipse», sem considerar que este não possa acontecer. Em tom irónico, penso eu, António Crespí rematou que era a favor de todas as barragens por um conjunto de razões: nós (habitantes do Tâmega) não respeitamos nem merecemos a riqueza e a diversidade biológica das nossas terras e que «vendemos barato» às concessionárias.
João Branco (Quercus) enfatizou as causas para que um plano de barragens tão deficiente e inconsequente continua a sua senda. Relembrou o facto do actual governo ter «encaixado» mil e trezentos milhões de euros (com este plano) no orçamento de 2008, sendo a causa principal para que o défice orçamental ficasse abaixo do patamar dos 3 por cento(imposto pela UE). Reforçou, ainda, que as alternativas às barragens passarem pela aposta na eficiência e poupança energética (é estimado que em Portugal haja 30% de energia gasta desnecessariamente). Logicamente, as empresas de produção de energia não se interessam por isso mas sim em capitalizar a sua produção, em causa está a rentabilidade.
A rematar a sessão foi lançado o repto para transportar até à justiça as razões apresentadas, como forma de impugnar o que o Programa Nacional de Barragens trará para esta região. Aqueles que as apresentaram são simples cidadãos, não podendo combater na luxuosa justiça portuguesa. A razão não vinga sozinha, e neste ponto o apoio de uma câmara (pois tem um conjunto de privilegiados meios de acesso à justiça) seria essencial. Contudo, mesmo com os argumentos apresentados por vários movimentos serem corroborados por entidades externas que avaliaram o plano e os factos falarem por si, não há (fora o partido "Os verdes") nenhum partido político ou entidade governativa que seja publica e vigorosamente contra este plano.
A sessão correu bem, embora a temperatura local não ser a desejável (alguém esqueceu-se de ligar o aquecimento). No entanto sentiu-se a falta dos representantes das entidades políticas e governativas locais. Em concreto, não se viu qualquer representante partidário ou da Junta de Freguesia de Arco de Baúlhe (onde o evento realizou-se) e muito menos da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto. Este foi um evento, realizado pela sociedade civil e com um tema importante, que não mereceu o destaque governativo e político. Se calhar o repasto e as felicitações natalícias são temas muito mais interessantes nos afazeres da política e governação.
Para finalizar, gostaria de felicitar o Vítor Pimenta pelo trabalho efectuado. Ele organizou e preparou, praticamente, todo o evento. Que correu de um forma exemplar.
Este evento foi uma prova do que a sociedade civil cabeceirense pode mexer, sem protecção ou estimulo externo. Haja iniciativa.
post scriptum: podem ouvir (quase integralmente porque faltam os quatro minutos finais) o registo áudio da sessão neste sítio: Movimento Cidadania para o Desenvolvimento do Tâmega.
10 setembro 2009
Autárquicas [Cabeceiras de Basto] - 4
Em Arco de Baúlhe, a segunda vila mais populosa do concelho de Cabeceiras de Basto, está em vigor uma grande aposta política, do Partido Socialista e da coligação "Pela Nossa Terra" (PSD/PP), no escrutínio autárquico para aquela vila. Devido às festividades da Nossa Senhora dos Remédios a propaganda política antecipou-se e concentrou-se nas terras arcoenses. No entanto, os cartazes já lá estão e as propostas eleitorais esperam. Como de propostas eleitorais não posso opinar, opino, sim, na falta de melhor, sobre o estético. O PS, na minha opinião e com base nos meus gostos pessoais, está em vantagem com o cartaz utilizado. Para isso o conjunto de cores utilizadas e o design sóbrio e moderno foram decisivos. E assim se discute política aqui.
06 setembro 2009
Ainda ontem com, aparente, saúde segurava finos na Táscoela e hoje está com febre e impedido de ir à convenção, são coisas do Arco da Velha
«Interrogado pela agência Lusa sobre o motivo da sua ausência na convenção, António José Seguro referiu que telefonou por volta das 11:00 de hoje ao director de campanha do PS, Vieira da Silva, a comunicar-lhe que estava doente com febre em Braga.» in [DN]
10 agosto 2009
[esta Terça-Feira, 11 de Agosto]
30 julho 2009
Quinta-Feira dia 30 de Julho, se faz favor
23 abril 2009
Quase cinco anos depois...
«O Ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, José Vieira da Silva, preside, hoje, à sessão de inauguração do novo edifício do Centro de Emprego de Basto, no Arco de Baúlhe. A infra-estrutura, que vai servir Cabeceiras de Basto, Celorico de Basto, Mondim de Basto e Ribeira de Pena, abrange uma população residente de aproximadamente 56 mil habitantes» in [Diário do Minho]
31 dezembro 2008
Um pequeno grande passo
De premiar o esforço político e pessoal que o Vítor Pimenta fez pela causa "Salvar o Tâmega e a vida no Olo".
Devido a este esforço político com intuito de esclarecer e debater, " o órgão nobre da democracia em Arco de Baúlhe, a sua Assembleia, tem agora uma posição contra a Construção de Barragens no Tâmega, aguardando-se que a discussão se espalhe aos lugares de poder municipais e contamine o debate e participação cívica das gentes da Região de Basto e Vale do Tâmega, neste e noutros assuntos que lhes dizem respeito."
post scriptum: Para quem não assinou a assine esta importante petição: PETIÇÃO ANTI-BARRAGEM- Salvar o Tâmega e a vida no Olo
27 dezembro 2008
03 novembro 2008
07 setembro 2008
Um arco de festas
Após seis semanas consecutivas em trabalho e alguns acontecimentos e eventos perdidos, este fim-de-semana foi puro ócio e entretenimento. Como não podia de ser, fui à vila vizinha (Arco de Baúlhe), às festas religiosas(?) da nossa senhora dos remédios. Objectivo: 'socializar', descontrair e divertir-me um pouco. Deixo, em síntese, o bom , o menos bom e o mau momento (minha humilde opinião) da minha passagem pela festividade arcoense.
A Táscoela ('tasco' de requinte rústico) foi pelo ambiente, o círculo de amigos, a música e pelo espaço, o bom da festa.
O 1º Arco Festival foi uma boa iniciativa. Sinceramente, não sei como foi o festejo de tal festival, porque não passei da bilheteira para dentro. Num acto de propaganda a organização do evento distribui umas pulseiras plásticas como forma de publicitar o festival. Uma delas chegou-me às mãos. Eu e um conjunto de amigos lá fomos. Chegados lá, com a gentileza (de fim de noite) o staff, após interpelação, nos disse que as pulseiras plásticas de nada serviriam, isto é, não dava direito nem à isenção do preço do bilhete nem a qualquer regalia intra-festival. Sendo assim, como sou um não-fã do tipo de música lá praticada e aliado à falta de regalias para lá estar (só assim), não entrei.
Pá, ninguém me disse que a pulseira não me dava algum tipo de regalia, pelo contrário. Contudo, também não confirmei e acreditei na palavra dita por quem me ofereceu a pulseira. O logro aliado ao senso comum (que nestas festividades nos diz que quem possui uma pulseira alguma regalia há-de ter) resultou, a meu ver, em publicidade 'enganosa'. Por isso, foi o momento menos bom.
José Malhoa e a sua música, também, intervieram na festividade. Um típico bailarico para animar o povo e romper com frio que se sentia no espaço. Tudo característico e normal se não fosse um surto de imbecilidade (ou então um humor muito, mas mesmo, muito peculiar) vocalizado pelo cantor. Não é que o homem, no habitual diálogo nos intervalos musicais (penso que o objectivo é cativar o pessoal), vocaliza «...quem for maricas(?) que grite ». Como é óbvio e por questões de decência mental, ninguém respondeu ao repto. De seguida dá a 'tirada' da noite «estou a ver que aqui em Arcos de Baúlhe está limpinho». Pois, estou a ver que o preconceito e a imbecilidade andam insistentemente de mãos dadas. Juntado estas 'tiradas' preconceituosas e de mau gosto com a insistência (que admitiu o erro após uma repreensão do público) do cantor em tratar Arco de Baúlhe por "Arcos de Baúlhe", vale o momento mau da festividade.
17 julho 2008
Mesmo com o 'honorável' Presidente da República nas imediações, Cabeceiras de Basto continua a ser maltratado ( Ortograficamente)
O Presidente da República Portuguesa, Cavaco Silva, está a percorrer a "região mais deprimida" de Portugal. De uma forma protocolar, o PR, irá escutar, diplomaticamente, os problemas da interioridade da Região de Basto e vizinhança. Irá ouvir a injustiça na Via do Tâmega (vinte anos prometida pelo Poder Central), a proposta de construção da ecopista (atendendo à conjuntura actual, a revitalização da linha seria um medida visionária e perspicaz), o isolamento, a descriminação, etc.
Gostei, particularmente, da notícia sobre este assunto no sítio da "Rádio Renascença. O/A senhor(a) jornalista, com as iniciais do nome idênticas a um apreciável cronista cá do burgo, cometeu um erro. A "protelada" via do Tâmega, pretende ligar Celorico de Basto a Arco de Baúlhe e não "Arco de Bouro", como a/o douto(a) profissional da língua digita. .
22 junho 2008
De Arco e flecha
<< Um lar/creche vais ser construído num terreno contíguo ao campo de tiro de Arco de Baúlhe. Os responsáveis do campo temem pela segurança futura daquela prática desportiva e lamentam a falta de diálogo das entidades envolvidas.(...)"o presidente da Câmara convocou apenas dois dirigentes do clube, e só dois dirigentes, e elementos da ARCA numa tentativa infrutífera para resolver um problema que não foi criado por nós" >> in [JN]
Este imbróglio possui todos os "condimentos" para uma, habitual e retrógrada, querela bairrista no nosso efervescente burgo. A futura implementação de um equipamento de apoio social importante e almejado para aquela vila cabeceirense, apresenta uma excelente oportunidade para a demonstração de: lobbys bairristas, dúbios processos administrativos, irresponsabilidades, falta de diálogo, possíveis purgas de "alma", incoerências...
Ao que parece, na vila em questão, já circulam manifestos planfletários de incitação ao ódio bairrista. O provável começo da silly season, em Cabeceiras de Basto, aparenta contornos interessantes: propaganda chauvinista em forma de panfletos. e estes que aparentam ser decalcados de colagens, que futuramente se fará no lar/creche. Muito bom.
09 março 2008
Contra-críticos
Infelizmente até um simples texto informativo serve para servir a cultura de propaganda de contra-crítica .
Não sei como avaliar este excerto. Qualquer cidadão tem o livre direito de construir críticas aos ditos << equipamentos >> construídos nas suas terras sem que isso implique ser negligente com a sua Terra e as suas gentes. Uma crítica fundamentada e construtiva implica exactamente o contrário do que exala deste excerto, implica gostar e preocupar com o sítio onde vive.
Quanto a referência ao ambiente carnavalesco, penso que é perigoso insinuar o que deve ou não ser mote carnavalesco. Enfim, uma frase infeliz.
08 março 2008
Perene Carvalho
Escolhi a data de hoje para homenagear um Homem, um simples homem que possuía a mais rareada forma de estar entre os seus congéneres, a excelência da vivência pautada pela educação e fundamentada no respeito. Falo-vos do grande senhor António F. Teixeira de Carvalho, finado à cerca de quatro meses.
Não o conheci pessoalmente, pouco posso escrever sobre a sua personalidade. Apenas fiquei com a noção da sua obra na sociedade cabeceirense e o seu modo de vida, digno dos mais dignos.
Protelei esta humilde homenagem até conseguir reunir escritos mais pertinentes e sensíveis. Seres que tiveram o privilégio de partilhar momentos de vida, por mais escasso que fosse, com este grande senhor.
A ele:
Teixeira de Carvalho dará nome à Biblioteca Municipal de Arco de Baúlhe, artigo publicado no jornal O Basto.
António Teixeira de Carvalho homenageado pela Câmara Municipal , artigo publicado no jornal Ecos de Basto.
O adeus ao Dr. António Francisco Teixeira de Carvalho Senhor Carvalho ou Toninho para os amigos artigo publicado no jornal Ecos de Basto e escrito por Fernanda Carneiro.
Uma biblioteca do Tamanho da vida de Um Homem, artigo publicado no blog O Mal Maior, escrito por Vítor Pimenta.
27 dezembro 2007
Atentado no Arco de Baúlhe
Vítor Pimenta asserta o atentado urbanístico na vila de Arco de Baúlhe. São acções como estas que fazem me repudiar certas atitudes concelhias. Nos tempos que correm tentamos remediar atentados urbanísticos elaborados no tempo do abandalhamento onde se podia construir em qualquer lugar, bastava perseverança e alguns conhecimentos.Impensável a sociedade civil arcoense não agir mediante tal atentado que degrada a sua bela vila. E as autoridades locais, passiveis perante tal enormidade urbanística, nada contestem. Enfim.
14 dezembro 2007
O Mal nas Escolas
O Vítor Pimenta põe o "dedo na ferida", escreve sobre aquilo que se passa na Escola real, a dos professores despreocupados e dos resultados negativos de rankings duvidosos. Bowling for Arco de Baúlhe ou a Malha de gestão perniciosa das escolas.





