Mostrar mensagens com a etiqueta PP. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta PP. Mostrar todas as mensagens

20 abril 2010

Já não tolero esse tipo de discusso, irra !

Paulo Portas volta a centrar o seu discurso no Rendimento Social de Inserção (RSI). Não obstante, a necessidade de fiscalização (embora, os subsidiários do RSI sejam mais fiscalizados do que, por exemplo, os bancos), Paulo Portas volta acenar com os milhões que o Estado poderia poupar com mais fiscalização. Interessante é que vemos Paulo Portas a acenar com a poupança de 120 milhões de euros e nem uma palavra sobre um negócio em que ele esteve envolvido e que se poderia poupar mais de mil milhões de euros. Prioridades de um político que prefere atacar um subsídio social a um negócio fútil e totalmente dispensável.

Aconselho a lerem a notícia e as propostas que o Paulo Portas, em conferência de imprensa, verbalizou. Num ataque claro aos que menos têm, consome todo este espaço mediático a propor regras e deveres a um conjunto de pessoas que, não é por acaso, são os mais indigentes. Gostaria de ver Paulo Portas e afins a direccionar toda esta ânsia de justiça e fiscalidade aos que mais têm e aos que mais fogem às suas responsabilidades.

11 fevereiro 2010

Fugindo ao que é necessário

No debate do Orçamento de Estado para 2010, que se realizou ontem, Paulo Portas na Assembleia da República não conseguiu fugir ao seu método populista e ao seu anseio por votos: desafiou os políticos a abdicar do 13º mês podendo, assim, o Estado poupar com esta medida, 5 a 6 milhões de euros. Sem dúvida é uma medida simbólica. Mas não deixa de ser sintomático que este tipo de políticos, que prefere medidas simplistas e inócuas mas apelativas, prefira «atacar» o salário invés de promover outras medidas mais incisivas mas com efeitos substanciais.

Na Assembleia, em resposta ao apelo de Paulo Portas, ouviu-se: não foram os políticos que gastaram mil milhões de euros em submarinos. Sem dúvida. Não nos esqueçamos que Paulo Portas, sempre disponível para «populares apelos», é um dos responsáveis pela continuação daquilo que realmente se deveria conter e combater: o despesismo e a corrupção em Portugal. No entanto, prefere corte salariais.

21 janeiro 2010

Pois

Através de um estudo da OCDE (via economia.info), fiquei a saber que, entre os 26 países da OCDE que têm rendimento mínimo, Portugal é dos menos solidários. Através do Negócios, fiquei a saber que o Estado gastou, em média e por mês, 313 euros por desempregado entre 2006 e 2009, o que compara com um gasto médio de 404 euros entre 2001 e 2005. Já sabemos quem é sempre sacrificado.

Através do eurostat, fiquei a saber que o risco de pobreza em Portugal está acima da média da UE e que os 10% de trabalhadores a tempo inteiro que auferem rendimentos mais elevados ganham 5.3 vezes mais do que os 10% que auferem rendimentos mais baixos. Estamos bem acompanhado pela Roménia e pela Letónia entre os mais desiguais. Na Dinamarca, na Finlândia ou na Suécia – países de “invejosos”, onde não se “premeia o mérito” e onde, já se sabe, também não existem “incentivos para a inovação” – os trabalhadores mais ricos ganham, respectivamente, 2.3, 2.4 e 2.5 vezes mais do que os trabalhadores mais pobres. Níveis de qualificação mais elevados e acessíveis a todos, maiores taxas de sindicalização e relações laborais ainda enquadradas por mecanismos centralizados de negociação entre patrões e sindicatos ajudam a explicar estes resultados mais igualitários.

Portugal é um país desigual, com uma percentagem de trabalhadores a tempo inteiro com salários baixos (20.3%), ou seja, com remunerações iguais ou inferiores a 2/3 do salário mediano nacional, acima da média da UE (17.2%). Um país que também é muito pouco generoso para com os mais vulneráveis. Tudo isto resulta de escolhas políticas e institucionais. Entretanto, o PS negoceia o orçamento com o CDS. in [Arrastão]

10 setembro 2009

Autárquicas [Cabeceiras de Basto] - 4

Em Arco de Baúlhe, a segunda vila mais populosa do concelho de Cabeceiras de Basto, está em vigor uma grande aposta política, do Partido Socialista e da coligação "Pela Nossa Terra" (PSD/PP), no escrutínio autárquico para aquela vila. Devido às festividades da Nossa Senhora dos Remédios a propaganda política antecipou-se e concentrou-se nas terras arcoenses. No entanto, os cartazes já lá estão e as propostas eleitorais esperam. Como de propostas eleitorais não posso opinar, opino, sim, na falta de melhor, sobre o estético. O PS, na minha opinião e com base nos meus gostos pessoais, está em vantagem com o cartaz utilizado. Para isso o conjunto de cores utilizadas e o design sóbrio e moderno foram decisivos. E assim se discute política aqui.

23 março 2009

Engraçado como quem vem a público defender esta ou aquela estratégia de indigitação são os mesmos que promovem a administração pública dependente

Na disputa política para a entronização do "Provedor de Justiça" ressalta dois pontos:

1. A legitimidade democrática tem como sinónimo nesta administração pública, a indigitação sobre um ou dois pontos de vista partidário;

2. O controlo da actividade administrativa do Estado (algo que deveria ser isento e imparcial perante o poder instituído) é exercido por alguém que é indigitado por um ou dois pontos de vista partidário (incluindo o partido do governo o tal que seria "controlado" administrativamente).

Bem-vindo, à administração pública de boys e afins via partidos. Para uma Administração Pública dependente, por favor, vote naqueles que brotam das televisões com esta ou aquela estratégia de indigitação de um cargo público que, imaginem só, defende a imparcialidade, a legitimidade democrática e que deve agir em defesa imparcial da comunidade. Pois, quem nasce (indigitado) torto...