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01 setembro 2010

Há coisas que não lembram ao diabo

"O único problema que tivemos até hoje foi em Mondim de Basto. Ligaram-nos a dizer que o espectáculo que tínhamos marcado não podia ser feito porque a malta da paróquia não aprovava."

Se houvesse um escrutínio, com olhos eclesiásticos, à maioria das letras das canções que reinam nas festas populares e religiosas, os seus intérpretes há muito teriam sido censurados pelas "malta da paróquia". Aconteceu em Mondim mas poderia ter acontecido em outro lado. Não conheço mais pormenores sobre o assunto mas a incoerência salta à vista: se censuraram os "Diabo na Cruz", como podem permitir as populares letras das canções de Quim Barreiros e afins? Há coisas que não lembram ao diabo!

14 março 2010

"Corre-me um rio no peito"

Estive num evento muito interessante e deleitoso: o lançamento do livro do poeta Luís Jales de Oliveira. Esta foi a razão para um noite muito agradável. Comentei que aquele momento (por ser o escritor que é e o sítio em que apresentara o livro ser Mondim de Basto) não aconteceria em outro concelho de Basto. Para além da homenagem a Luís Jales de Oliveira, aquela noite, foi marcada pela qualidade da cultura mondinense que ali foi apresentada. O ponto alto do evento foi a agradável declamação de um excerto do livro "Corre-me um rio no Peito" pelo inigualável Luís Jales de Oliveira. Uma boa noite.

12 março 2010

Amanhã

Amarante: manifestação "+barragens?Não!" - Pelas 12:00 horas haverá uma manifestação contra as cinco barragens (das dez previstas no PNBEPH) previstas para a bacia do Tâmega.

Mondim de Basto: lançamento do livro "Corre-me um rio no peito" do escritor mondinense Luís Jales de Oliveira - Pelas 21:00 horas no Salão dos Bombeiros Voluntários de Mondim de Basto.

29 janeiro 2010

[Informação] Um exemplo

A V I S O

Vimos por este meio informar todos os PROPRIETÁRIOS, que irão ter os seus bens afectados pela Albufeira (Barragem) do Fridão, que esta Junta de Freguesia irá realizar no Próximo dia 29 do corrente mês, pelas 21h00, uma Sessão de Esclarecimento sobre a Lei das Expropriações e o Decreto-Lei sobre o Regime Jurídico de Protecção das Albufeiras. Entendemos ser da extrema importância prestar esta informação aos proprietários, por forma a estarem informados dos seus direitos.

A Sessão de Esclarecimento terá lugar no auditório da Sede da Junta de Freguesia, tendo como Oradores os advogados que prestam serviços a esta Junta de Freguesia.

O Presidente da Junta de Freguesia de Mondim de Basto
Fernando Maria Dinis de Carvalho Gomes

26 janeiro 2010

É preciso que nos ouçam, SALVEM O TÂMEGA

Amigos da Água, dos Rios, da Terra, do Tâmega e seus afluentes Olo, Beça e Louredo: De acordo com a agenda parlamentar, na próxima Quarta-feira (27/1) sobe ao plenário da Assembleia da República uma iniciativa legislativa proposta pelo Partido Ecologista "Os Verdes" visando a «suspenção imediata» do Programa Nacional de Barragens.

Os deputados da Nação, por nós eleitos, vão ter de se pronunciar e deliberar sobre essa matéria em agenda, decisiva para o Tâmega e toda a Vida que nele se faz. Nos concelhos do Tâmega - de Basto (Cabeceiras, Celorico e Mondim) a Amarante - antevemos e sabemos dos malefícios que advirão com a perda definitiva dos rios Tâmega e afluentes (Olo, Beça e Louredo):

Perante o contexto absurdo de absoluta desregulação hídrica da Bacia do Tâmega, criado em 2007 pelo XVII Governo com a passagem para a mão de privados destes recursos naturais-patrimoniais da Terra e da região, estratégicos para as nossas populações, Estamos perante a derradeira oportunidade de, individual e civicamente, manifestarmos aos diversos grupos Parlamentares (onde há deputados eleitos pelos distritos e concelhos afectados) o nosso apreço e atenção pela matéria agendada e a discordância quanto ao desprezo pelo Tâmega, no que comportaria a execução do Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico.

A todos propomos e solicitamos que até ao final da próxima Segunda-feira (25/1) divulguem a seguinte mensagem

Pelo direito à Vida no vale do Tâmega! Pelo Tâmega livre da pressão das barragens! Não ao transvase do rio Olo para a barragem de Gouvães! Não à Barragem de Fridão!

Sim ao desenvolvimento da Região!

pelos amigos e conhecidos, para que todos a possamos enviar para os seguintes endereços electrónicos:

Grupo Parlamentar PCP gp_pcp@pcp.parlamento.pt,
Grupo Parlamentar CDS-PP gp_pp@pp.parlamento.pt,
Grupo Parlamentar PSD gp_psd@psd.parlamento.pt,
Grupo Parlamentar PS gp_ps@ps.parlamento.pt,
Grupo Parlamentar BE hugo.evangelista@be.parlamento.pt,
Grupo Parlamentar PEV pev.correio@pev.parlamento.pt,
Deputado Europeu Diogo Feio diogo.feio@europarl.europa.eu,
PSD Europa duarte.marques@europarl.europa.eu,

Senhores deputados SALVEM O TÂMEGA!

O Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega (MCDT) _________________________

(1) Primeiro - o leito do rio Tâmega e toda a rede hidrográfica é «reserva ecológica nacional» (REN)[1]; Segundo - a Bacia Hidrográfica do Tâmega é «zona sensível»[2] em virtude de se «revelar eutrófica»; Terceiro - o Plano de Bacia Hidrográfica do Douro[3] em vigor estabelece e classifica a sub-Bacia do Tâmega em: ......... a) «ecossistema a preservar» - o «rio Tâmega desde a confluência com a ribeira de Vidago até Mondim de Basto e principais afluentes: rios Olo, Covas e Bessa». ......... b) «ecossistemas a recuperar» - o «sector superior: desde a fronteira até à confluência do rio principal com a ribeira de Vidago», e o «sector terminal: desde Mondim de Basto, confluência da ribeira de Cabresto, à confluência com o Douro». Quarto - as cabeceiras do rio Olo, até à proximidade de Ermelo (Mondim de Basto) é «área classificada» do Parque Natural do Alvão, onde são proibidos os «actos ou actividades» de «captação ou desvio de águas»[4]. Quinto - a Bacia do rio Tâmega é «zona protegida», Lei-Quadro da Água[5]. Sexto - sobre o vale do Tâmega recai a classificação de «corredor ecológico», na categoria de «zona sensível», no âmbito do Plano Regional de Ordenamento Florestal do Tâmega (PROF T)[6]. [1] Decreto-Lei n.º 93/90, de 19 de Março (Anexo I - alínea a) - número 2). [2] Decreto-Lei n.º 152/97, de 19 de Junho. [3] Decreto Regulamentar n.º 19/2001, de 10 de Dezembro (alínea n) - Parte VI). [4] Decreto-Lei n.º 237/83, de 8 de Junho (alínea h) - número 1 - artigo 6.º). [5] Lei n.º 58/2005, de 29 de Dezembro (alínea jjj) - artigo 4.º) . [6] Decreto Regulamentar n.º 41/2007, de 10 de Abril (alínea b) - número 5 - artigo 10.º).

Obs: o «MCDT» tem as suas bases programáticas editadas em Manifesto e Petição no endereço http://cidadaniaparaodesenvolvimentonotamega.blogspot.com/ e actualiza a informação sobre o Tâmega em http://artigosediscussao.blogspot.com/.

19 outubro 2009

Eleições Autárquicas 2009 - Mondim de Basto

Em Ermelo, decidiu-se o partido que irá governar a Câmara de Mondim de Basto. O Partido Socialista "arrecadou" o maior número de votos e, consequentemente, irá governar Mondim nos próximos quatro anos. Contudo, o consenso na vereação terá que imperar pois, com os resultados apurados na freguesia de Ermelo, o CDS-PP conquistou o segundo vereador. Sendo assim, o PS e o CDS-PP possuem, cada um, dois vereadores e o PSD um vereador. Entretanto, já se equaciona o futuro em Mondim...

22 agosto 2009

Mondim Online, o primeiro aniversário

Não poderia de deixar de referir, aqui, o primeiro aniversário do Mondim Online. Um projecto de Bruno Ferreira que enriquece o espaço informativo de Mondim de Basto mas também de toda a região de Basto. Um projecto de um jovem empreendedor que um dia lembrou informar. Parabéns.

31 maio 2009

Basto (também) quer o TGV

Depois de a região ter sido presenteada com o plano nacional de barragens de elevado potencial hidroeléctrico que, em troca do nosso rio Tâmega, segundo os interessados, trará desenvolvimento turístico, comercial e industrial, emprego, a possibilidade de controle de cheias e secas, o abastecimento de água para consumo e rega, e um espelho de água limpinho, através da purificação milagrosa das Etars a construir, nós, gente de Basto, como bons portugueses que somos, devotos aos mandatários deste país, acreditamos também que viremos a ser beneficiados com a passagem do TGV.

É que esta coisa de ficarmos com muita água a nossos pés, com iates e barcos de pesca nas marinas fluviais, lojas de top com venda de roupas de marca, resorts tipo 6 estrelas, peixinhos e peixões exóticos altamente apreciados pelos amantes da pesca em águas paradas, provas de motonáutica remo e afins, vai-nos trazer tanta gente cá que importa que cheguem depressa.

E a solução a propor a quem manda, pois agora é a nossa vez de dizer – de baixo para cima – o que queremos para as nossas terras é fácil:

(re)activa-se a linha ferroviária do Tâmega, alargando-se um bocadinho a existente e o TGV vem até nós. De notar que a solução Light -Alfa, que por acaso já é bem rápida, inovadora e com muito menos custos para o País não nos convence, pois queremos ser como os espanhóis e os franceses. O que os outros países evoluídos utilizam em termos de transportes ferroviários não nos interessa.

Assim, expressamente de TGV para Basto:

A malta que chega ao Porto, de Madrid e de Lisboa, continua viagem até à Livração e pronto! – vem cá tudo parar e deixa cá ficar os patacos prometidos para nos fazer esquecer essa coisa do nosso rio, que não é mais do que um sentimentalismo bacoco, conservador, ultrapassado e que não dá dinheiro a ninguém.

O TGV passará pelo Marco de Canavezes e Amarante a alta velocidade, pois não convém que os turistas vejam a albufeira do Torrão, não vá o diabo tecê-las e quais ignorantes, pensarem que a albufeira de Fridão será igual e quererem voltar para trás;

Depois, na passagem por Codeçoso, poderão visualizar a inodora estação de tratamento de resíduos sólidos (em dias sem vento) e rapidamente estarão em Celorico, concelho que merece o TGV, porque ao aferir pela ausência de protestos e quase nulo número de subscritores na petição anti-barragem, indicia que são grandes apoiantes do propalado desenvolvimento provocado pelo investimento público, em mega projectos, mesmo que para a sua execução nos destruam a nossa identidade regional que tem como “veia cava”, precisamente, o tal rio Tâmega;

Segue-se rapidamente a viagem e num instantinho chega-se a Mondim, o meu canto de Basto, que vai ter, além da tal água limpinha a seus pés, uma grandessíssima prenda que é uma magnifica ponte, ultra moderna, que possibilitará a ligação entre Mondim e Celorico pela estrada nacional para que, nós, os de cá, os transmontanos, possamos com os nossos Mercedes, à velocidade de gente evoluída, sair deste desterro.

Claro que a futura ponte que nos vão oferecer para passarmos de carrinho, irá ter um tabuleiro especial com linha ferroviária para o TGV pois cá essa coisa de automotoras, como antigamente, já não se usa.

O tabuleiro com linha ferroviária ficará lá bem no alto, do tipo à altura da Sr.ª da Piedade, para que possa haver visibilidade suficiente, não vá os críticos da barragem terem razão e o nevoeiro que afectará Mondim ser tanto que o maquinista do TGV não consiga guiar o tal bicho!...

Os mondinenses, onde me incluo, irão pela primeira vez na história, ter estação para embarque e desembarque dentro da vila, pois, antigamente tínhamos que sair em Veade e vir a penantes para cima (ou na auto mondinense, quando esta fazia a ligação à vila);

Nova corrida e nova viagem, TGV de marcha atrás até Veade, e siga a marinha até ao Arco de Baúlhe, epicentro de Basto, onde os turistas poderão visitar de borla, pois incluído no preço do bilhete do TGV, o museu ferroviário lá existente.

Durante a viagem até à região, exigiremos que sejam servidos aos passageiros os nossos magníficos vinhos verdes, oferta limitada aos stocks existentes, produzidos nas ex-encostas do Tâmega, enquanto as nossas melhores vinhas de Veade e Canedo são transferidas para o Ladário, de Atei para a Sr.ª da Graça, e de Cavez para Vilar de Cunhas…

Até lá, a melhor estadia possível, até o desenvolvimento chegar!

post scriptum: Ribeira de Pena não será beneficiada com o TGV pois, segundo dizem, não vai precisar de turistas nem dos seus patacos, pois sendo accionista na exploração da água do Tâmega dispensa outras receitas extraordinárias.

Escrito por Alfredo Pinto Coelho

22 maio 2009

O Sino Toca !

O sino da minha terra vai tocar quando, perante o Tâmega afogado, os mondinenses constatarem que os ditos “ benefícios introduzidos ao nível local pela barragem de Fridão “, apresentados pelo representante da EDP no debate promovido pelos alunos da Escola Secundária de Mondim são, tão só, uma repetição gasta de uma “ música de embalar “ sempre utilizada pelos interessados nas barragens, sejam elas a ser feitas no Norte ou Sul do País , ou no Terceiro Mundo.

O Sino da minha terra vai tocar, a rebate, em toques de arrependido, quando se constata que os benefícios apresentados para a nossa terra são os seguintes:

- Aumento da actividade comercial e industrial ;
- Aumento de emprego ;
- Desenvolvimento do turismo ;
- Diminuição do efeito das cheias e secas ;
- Assegurar o abastecimento de água para consumo humano e rega.

Igualmente apresentados, foram os benefícios para o País com a construção da barragem, a saber :

- Aumento do Investimento
- Aumento do emprego
-Aumento da quota nacional na produção de energia através de renováveis, com vista ao cumprimento de compromissos do País
- Redução de emissão de CO2, versus protocolo de Quioto

Foi ainda dito que:

- além do escalão de Fridão, haverá outro a jusante para regularizar o rio na zona de Amarante;
- os estudos apontam para uma cota de 160 metros ( apesar da cota de concurso ter sido de 165 metros) ;
- na proposta não se prevê bombagem no escalão principal nem no açude a jusante;
- a produção média anual da central de Fridão é 22 vezes o consumo verificado em 2007 no município de Mondim de Basto
- que após concurso aberto pelo Estado Português, a proposta para Fridão foi ganha pela EDP
- que a adjudicação provisória foi feita em Dezembro de 2008
- que se está na fase do ante projecto, relativamente ao Estudo de Impacte Ambiental, e que a empresa que o está a fazer é de reconhecida competência e isenção !.
- que um inquérito, (também efectuado por uma empresa de reconhecida competência ), feito à população afectada pela futura albufeira de Fridão, traduz as seguintes preocupações das populações:

1. qualidade futura da água
2. falta de tranquilidade
3. alteração da paisagem
4. afectação de património

Em contrapartida a estas preocupações, a EDP, na pessoa do seu representante no debate, garantiu como positivo ( e como argumento tranquilizador ) que, em contacto com as Águas do Ave, estão já garantidas a construção de 12 ETARs e que as mesmas entrarão em funcionamento antes da Barragem estar concluída.

Além disso, informou que a EDP acompanha o estado das águas de todas as albufeiras...

Jovens da Escola e caros conterrâneos de Mondim :

Há alturas e situações na vida de cada um, e na vida colectiva da nossa comunidade, em que é preciso ouvir (sempre) e filtrar ( de preferência); ouvir e questionar ; ouvir e duvidar ( se for caso disso).

É um direito que se nos assiste, igual ao direito de quem quer acreditar.

Para mim, o sino da minha terra já está a tocar !

Quando tocar a rebate, eu já lá não vou estar.

Texto escrito por Alfredo Pinto Coelho

21 / 05 /2009 Mondim de Basto

14 maio 2009

A pouco e pouco ...

«Em comunicado recebido pelo Mondim Online, o Presidente da Junta de Freguesia de Mondim de Basto esclarece: “Por achar ser de interesse público, venho esclarecer a comunidade em geral, e em especial os eleitores que confiaram o voto na lista do Partido Socialista, que conduziu à minha eleição para presidir à Junta de Freguesia de Mondim de Basto, que, por razões de carácter pessoal e de incompatibilidade com a liderança, me desvinculei, formalmente, de militante do Partido Socialista.

A partir desta data, continuarei a presidir à Junta de Freguesia até ao fim do mandato que me foi conferido, por entender que o mandato tem um carácter pessoal, logo exercê-lo-ei com plena liberdade e independência.

Enquanto cidadão livre, exercerei todos os direitos de cidadania, intervindo activamente na defesa dos interesses de Mondim de Basto.»

Fernando Gomes, presidente da junta de freguesia de Mondim de Basto, desvincula-se do partido socialista. Com a minha certeza, não saberei todas as causas que levaram a este abandono (algo sempre difícil para quem de livre vontade "milita" num partido) mas o livre espírito alimenta razões. De salientar, a sua atitude perante a problemática de Fridão e a sua opinião sobre o "atentado" que nos reserva. Fernando Gomes não se compactuou com as cortinas de fumo sobre a problemática de Fridão e com os ditames hierárquicos, de quem vê a filiação num partido como um acto de castrar o livre pensamento.

Em concreto, em Terras de Basto, só conheço duas pessoas com responsabilidades autárquicas e que se constituírem como tendencialmente "anti-barragistas": o Vítor Pimenta e o Fernando Gomes, ambos eleitos na lista socialista. E ao que parece, ambos, com um mau olhado hierárquico.

Têm uma opinião fundamentada e rumaram contra maré. Assumiram as suas posições no sentido contrário dos responsáveis locais que seguem o diktat governamental. Em consonância, como a boa disciplina partidária dogmatiza, e em bom som quase todos gritam: as "barragens" são um investimento público e com um interesse nacional quando, na realidade, são um investimento privado e com um interesse governamental. Uma mensagem um pouco diferente daquela que querem passar.

Provavelmente, serei eu a especular. Porém, resta a dignidade do homem perante a situação. Nunca é fácil desistir de um sonho. No entanto, a situação actual impede que os livres homens se façam ouvir dentro destas instituições. As razões são imensas. Há, também, quem simplesmente não suporte a náusea...

26 abril 2009

A caminho da transição (II)

Estive presente na exibição do filme/documentário "The End of Suburbia", em Mondim de Basto. Uma sessão interessante que impulsionou a exposição de pontos de vista individuais sobre questões comuns (umas apresentadas no filme outras apresentadas pela audiência). Saí de lá com o reforço de certas posições e assumpção de outras. De certo modo, este foi um acontecimento que me enriqueceu e que espero que se repita. Parabéns a quem o organizou e promoveu.

25 abril 2009

[Textos de Abril] A opinião de Alfredo Pinto Coelho

“ Salvem o Quilhão” ( parte 2 )

Engraçado, como eu , que senti a sensação de ter sido progressista, quando escrevi o artigo intitulado “ Salvem o Quilhão”, passei ,num ápice, para alguns, para o rótulo de conservador , de retrógrado, de alguém que é contra o progresso, contra o desenvolvimento.... Por ter tido a coragem de exprimir publicamente aquilo que sentia? Por me “despedir” do meu Rio, recordando o tão importante que ele foi para mim ao longo do meu crescimento como pessoa e como cidadão?

Desse sentimento expresso, qualquer bom entendedor perceberá, que se tratou, tão só, de um preâmbulo à mensagem que pretendia transmitir.

Por me ter dado ao “trabalho” de estar atento, de ler, de estudar, de participar nos debates sobre o tema da barragem de Fridão; de ter estado em contacto com professores universitários para tentar aprender mais, para tentar perceber o que vai implicar a mudança que se perspectiva para a minha terra ?

Por achar que (tal como a canção ) : “ para melhor,... está bem, está bem!..para pior, ....já basta assim! ? Engraçado, de facto! Para mim, ser conservador é outra coisa. Para mim, ser progressista é também outra coisa. E para que conste, afirmo que das duas filosofias ou concepções, partilho ideais. Vamos por partes:

1- Não considero que a albufeira que se vai formar pela barragem que está programada para Fridão, e que afectará Mondim, seja uma mais valia para a minha terra em nenhum dos aspectos que, implicitamente, estão em causa como sejam: a alteração da paisagem, a alteração (para pior )da qualidade da água do Tâmega e a consequente alteração ( para pior) na qualidade de vida das populações. Se isto é ser conservador, então eu sou conservador.

2- Para chegar a tal conclusão ( até prova em contrário..), dei-me ao “trabalho” de estudar, de visitar locais, de ouvir, de ler...

3- Em abono da verdade, cada um ouve ou lê o que quer; cada um interpreta como quer; cada um acredita no que quer. Eu acredito no que disse. E até prova em contrário, não embarco em interesses partidários ( porque não sou filiado em nenhum partido), em interesses económicos ou, mais importante ainda, em aceitar as mudanças sem sentido crítico.

Porque não gosto de ser como que mais uma “ovelha” dentro do rebanho, que tudo aceita, que tudo acha como inevitável quando vem de cima. E porque considero que, enquanto cidadão, tendo direitos e deveres, não abdico deles quando estão em causa questões tão importantes como seja, no caso em apreço, a maior alteração física (e por conseguinte ambiental ) que a minha terra vai sofrer nos 48 anos da minha existência. Não represento, além da minha pessoa, nada nem ninguém.

Sou simplesmente um mondinense, não filiado em nenhum partido político, mas que considera que em democracia não são só os partidos políticos que têm direito a ter opinião nem tão pouco os governantes, sejam eles ao nível nacional, regional ou local.

Mal está a sociedade, quando a democracia se reduz a tão pouco.

Texto escrito em 24 de Abril de 2009 e retirado de O Chato e de Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega.

23 abril 2009

A caminho da transição

Em Mondim de Basto, no próximo dia 26 de Abril, pelas 16:00 Horas, no Café Arcádia (Sousa), haverá uma projecção de um filme intitulado, "The end of suburbia", com a respectiva sessão de discussão informal.

Um evento, muito interessante e pertinente (o que me "obriga" a adjectivar de elevado interesse público), levado a cabo por um grupo que se denomina como "Grupo Transição Mondinense" (pelo menos provisoriamente).

Mais pormenor em: Casa do Eiró e mondim:leituras.

31 março 2009

Uma tentativa de esclarecimento

Na passada Sexta-Feira, realizou-se em Mondim de Basto uma conferência que serviu como uma sessão de esclarecimento relativamente ao Estudo de Impacte Ambiental. Devido a um compromisso, não pude estar presente na referida sessão organizada pela Junta de Freguesia de Mondim de Basto.
Convém realçar a posição institucional da Junta de Mondim de Basto em promover uma discussão sobre a problemática da barragem de Fridão. Sem "complexos" em apresentar a outra parte da problemática de Fridão. Para consulta, refiro alguns links de opiniões pessoais sobre a sessão de esclarecimento mondinense e a problemática de Fridão:

Fridão! Que ferida nos vão criar?!, a opinião de Rui Miguel Borges;

Impactes Ambientais, a opinião de José Nobre;

F(e)ridão Ambiental, a opinião de Carlos Leite.

A minha opinião sobre este tema continua "fixa". Penso que os factos dos "não benefícios" são suficientes para solidificar a minha opinião. Porém, a pergunta cívica se mantém: onde pára a maioria dos representantes e eleitos políticos (desta região) na senda para o esclarecimento sério e objectivo sobre os benefícios e malefícios do que nos reserva o «programa nacional de barragens»? Não querendo falhar na sentença, mas arriscando na mesma, alguns destes estão comprometidos com o sistema. Outros, mais calculistas e dissimulados, estão na cínica espera de qualquer contrapartida económica ou administrativa para posterior utilização eleitoralista ou pessoal. Contudo, haverá (penso que poucos) os "conscientemente contra" e, até, os "conscientemente a favor" da realização do "atentado ambiental". Mas algo impõe-se, as escolhas de hoje reflectir-se-ão no amanhã.

26 janeiro 2009

O antes, o agora e o depois

Em Outubro de 2007, o ministro do Ambiente, Nunes Correia, anunciara pomposamente que «Os transvases não estão previstos e não foram considerados na avaliação sobre o potencial destas barragens». Ou seja, que no "Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico (PNBEPH)" não constava qualquer insinuação de um transvase nos projectos de construção de barragens prevista no Programa Nacional de Barragens.

Posteriormente, em Setembro de 2008, Rui Cortes, professor da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) e especialista da área do ambiente, alertava para os perigos ambientais do PNBEPH e denunciava os vários transvases previstos no PNBEPH, sublinhando que um deles, o transvase do rio Olo, poria em risco a continuidade das quedas de água de Fisgas de Ermelo tal como a conhecemos.

Neste Sábado (dia 24 de Janeiro de 2009), o mesmo ministro que anunciara a exclusão dos transvases no PNBEPH em 2007, Nunes Correia, ministro do Ambiente, garantiu que as Fisgas de Ermelo «vão continuar». Ou seja, que o transvase do rio Olo está, por agora, fora de consideração. Uma intenção que resultou não pela determinação do ministro, o mesmo que outrora confirmara a exclusão de transvases no PNBEPH e que no entanto continua previsto no PNBEPH, mas sim pela iniciativa dos ambientalistas e do presidente da Iberdrola que esteve na UTAD, que perante os factos expostos pelos investigadores da Academia, comprometeu-se a estudar o problema. Um encontro que proporcionou o impulso para que a empresa prescindisse do transvase do rio Olo, permitindo assim a continuidade das cascatas das Fisgas de Ermelo.

10 novembro 2008

O Rio Olo no Programa Nacional de Barragens / Aproveitamento hidroeléctrico de Gouvães.

Tem vindo a ser alvo de debate, na região de Basto e Amarante, o «Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico». Muitos falam dele com alguma preocupação e, outros, acreditam que a sua implementação trará benefícios para o Vale do Tâmega.

O programa das barragens não é um programa de desenvolvimento desta região. É, sim, e tão só, um programa hidroeléctrico. Por isso, considero que não faltam razões para as populações de Basto e Amarante estarem apreensivas.

Para situar a questão fulcral deste artigo de opinião e que tem a ver essencialmente com a prevista “destruição” das quedas de água nas Fisgas de Ermelo, com base nos documentos oficiais do «Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico» em execução, de seguida transcrevo alguns excertos do referido documento que são, no mínimo, altamente preocupantes:

“A Barragem de Gouvães ficará situada no rio Torno (troço de montante do rio Louredo), afluente da margem esquerda do rio Tâmega (bacia hidrográfica do rio Douro), a cerca de 1,8 km da localidade de Gouvães da Serra. A albufeira terá uma pequena capacidade de armazenamento em face dos caudais afluentes.”

“O aproveitamento integrará ainda um sistema de derivação para reforço dos caudais afluentes com origem nas ribeiras de Poio, Olo e Viduedo, constituído por três pequenas barragens e respectivos túneis de derivação.”

“...com um comprimento total de 15.5 Km. A contribuição desta derivação para o escoamento afluente é de cerca de 69 % do escoamento total...”

“... Fazem ainda parte do circuito as derivações do rio Olo com cerca de 7.8 Km...”

Perante este quadro de referência, não restam dúvidas que o desvio de água do rio Olo faz parte integrante do projecto do aproveitamento hidroeléctrico de Gouvães.

Ora, entre o que está escrito e o “diz-que-disse”, vai a grande diferença entre o que pode ser irreversível (destruição das quedas de água) e o que eventualmente é esperado.

Tal situação, a manter-se e a ser executada, configura-se um verdadeiro atentado ao património natural que são as Fisgas de Ermelo, o “monumento” maior do Parque Natural do Alvão, referência paisagística regional e nacional e que marca o concelho de Mondim de Basto em particular.

Aliás, como é do conhecimento geral, as quedas de água das Fisgas de Ermelo são as maiores quedas de água de Portugal e das maiores da Europa.

Como se, por si só, não bastasse, para que nunca nem ninguém se lembrasse de as destruir, são parte integrante do Parque Natural do Alvão, que, sendo uma zona protegida, deveria estar “incólume” destas tropelias ambientais que o Programa Nacional de Barragens comporta na bacia do Tâmega.

O desvio da água do rio Olo – projectado para perto do limite da freguesia de Lamas de Olo (Vila Real) com a freguesia de Bilhó (Mondim de Basto) – irá provocar uma fortíssima diminuição do caudal do Olo, a montante das quedas de água, tornando-se destruidor do cenário natural que todos conhecemos.

O “coração” do Parque Natural do Alvão é a bacia hidrográfica do Olo a montante, mas também a jusante das Fisgas. Ora, o que está em causa é precisamente toda a área afectada a jusante de Lamas de Olo. Isto é, toda a área do concelho de Mondim até à foz do Olo, em Amarante.

Isto é gravíssimo! O que está consagrado no «Programa Nacional de Barragens» é, nem mais, “matar” as Fisgas tal como elas são (e elas valem pelo que são!); mas é, também, destruir toda uma paisagem que tem por epicentro o rio Olo, desde Ermelo à foz, em Vila Chã do Marão (Amarante). Todo um território onde existe agricultura à beira-rio, sistemas tradicionais de regadio, sistemas tradicionais de moagem, pesca, enfim, meus senhores: VIDA!... e vida quer dizer seres vivos: animais, vegetais, homem e actividades, aos quais se vai afectar as condições naturais por força da diminuição da água.

(Por exemplo, ainda há pouco tempo, pela Portaria n.º 206/2008, de 25 de Fevereiro, foi criada uma zona de pesca reservada em toda a extensão do rio Olo. É caso para perguntar: a jusante das Fisgas, o rio vai continuar a ter as condições excepcionais para a pesca de salmonídeos?... já que a montante da represa de Lamas de Olo, com as águas paradas, essas mesmas condições deixarão de existir).

Como português, entendo o problema da factura energética que o Estado tem em mãos. Considero, no entanto, que é imprescindível verificar a relação custos/benefícios numa escala integrada de valores. É que, nem sempre os meios justificam os fins. E o que se passa, é que a implementação do «Programa Nacional de Barragens», no que concerne à nossa região, sacrifica valores de importância suprema, mutilando de forma madrasta a nossa identidade enquanto território.

Como se já não bastasse “afogar” o Tâmega em Mondim, com a albufeira da barragem de Fridão, também tudo indica que nos vão “secar” o Olo com o transvase das suas águas para a barragem de Gouvães.

É caso para dizer: Socorro! Acudam-nos!... que aqui há vida!

Eu não me conformo.

E você?

Texto escrito por Alfredo Pinto Coelho (mondinense inconformado e membro do «Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega»).

Tal como autor do supracitado texto, eu também não me conformo. Vivemos num tempus onde a cidadania está relega para o conforto dos nossos aposentos. Há quem viva com isto, pior, há quem ganhe com tal. Para nos inteirarmos desta problemática, que ameaça o conceito de bem viver das populações do vale do Tâmega, convém ler as «Causas» do descontentamento que originou o movimento cívico «Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega».

É necessário e urgente agir em prol desta «Causa», por isso, se você não se conforma, por favor, assine esta petição: PETIÇÃO ANTI-BARRAGEM- Salvar o Tâmega e a vida no Olo.

04 outubro 2008

Será um padrão ou os idosos bastianos são uns apetecíveis peões para jogos e jogadas políticas

Teremos a noção, que um pouco por todo o lado, em particular nas enigmáticas Terras de Basto, o jogo político nem sempre se jogue mediante regras, normas ou qualquer coisa que demarque um limite moral. No entanto, utilizar idosos, indefesos com as particularidades da vida, para servirem de peões num jogo que não o deles, é de uma atrocidade arrepiante. Em Mondim de Basto aconteceu:

«Vinte e oito habitantes da freguesia de Ermelo, em Mondim de Basto, sentaram-se ontem no banco dos réus do Tribunal de Vila Real acusados de terem difamado a presidente do conselho directivo dos Baldios e actual presidente da Junta, Maria da Glória Nunes. A maioria dos arguidos, porém, são idosos que nem sabem a razão por ali estarem nem se lembram de ter assinado qualquer papel.»