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22 agosto 2010

Centrais de Biomassa - Procura-se

No longínquo ano de 2007 o governo atribuía licenças para a futura construção de centrais de biomassa. Cabeceiras de Basto, era um dos concelhos onde seria construída uma central de biomassa -um investimento a cargo da EDP e do grupo Altri no valor de vinte cinco milhões de euros. A abertura da central especulava-se para os finais do ano de 2009 e início de 2010. Estando hoje no segundo semestre do ano de 2010, uma pergunta se impõe: o que aconteceu ao projecto da construção da central de biomassa que nunca saiu do "papel"?

14 dezembro 2009

Convém ouvir e atender ao que se diz nesta reportagem

O Rio Bessa nasce em Montalegre e atravessa o nosso concelho desde Gondiães, até Cavez, passando por Vilar de Cunhas e desaguando no Tâmega. As paisagens que atravessa são raras e de extraordinária beleza com a mais-valia de possuir um ecossistema quase virgem. Contudo, um dos empreendimentos previstos no PNBEPH determinará a mudança radical da qualidade da água, das paisagens e do próprio caudal deste belo afluente do rio Tâmega. É consensual entre os especialistas que a população encontrada desta espécie rara de mexilhão (mexilhão-de-rio do norte) dificilmente poderá ser transferida para outro sítio. Como, esta espécie, só consegue viver e reproduzir em águas límpidas, pouco eutróficas, bem oxigenadas e em pouca profundidade (o que é o oposto -citando uma passagem da reportagem- do que acontece às águas após a construção de uma barragem) a barragem de Padroselos (se a legislação for cumprida) não poderá ser construída.

No entanto, outro pormenor se evidencia. Ao não construir a barragem o Estado tem pelo menos duas hipóteses: ou reembolsará a Iberdrola (empresa detentora dos direitos de exploração) no valor acordado (76 milhões de euros) ou dará o aval para o aumento da capacidade de produção nos outros três empreendimentos na bacia do Tâmega -em que a Iberdrola possui os direitos de exploração. Porém, esta segunda hipótese embate no estudo de avaliação do PNBEPH, encomendado pela União Europeia, que aconselha o Estado a diminuir em cerca de um terço a capacidade de produção de energia (com o objectivo de preservar o Ambiente, a qualidade da água e fazer cumprir a legislação portuguesa e europeia) nestes mesmos três empreendimentos.

A máxima continua: «Se a lei for cumprida nenhuma barragem na bacia do Tâmega será construída».

09 agosto 2009

A ler

«Cumplicidade insustentável», por Vítor Pimenta.

06 agosto 2009

Um exemplo português

Destaco, aqui, um artigo (escrito em inglês) que possui o título «Portugal já resolveu o problema dos carros eléctricos?», de Paul Ames.

Neste artigo o jornalista aponta aquilo em que este governo, e merece o reconhecimento, se destacou positivamente: o impulsionamento das energias renováveis e a consequente diminuição da dependência do petróleo e energia importados.

De realçar, que o jornalista, neste artigo, destaca a fragilidade da falta de recursos naturais que a partir dos quais se pode produzir energia e sublinha a política deste governo na superação desta fragilidade com políticas orientadas à energia "verde" e renovável. Importante, também, a particularidade de o autor apenas referir como energia "verde" e renovável a energia obtida a partir das ondas, do vento e do Sol. Nem uma pequena referência à energia obtida a partir da água. Sintomático.

22 julho 2009

A linha esquecida

Lembro-me de interpelar um senhor, com responsabilidades governativas em Terras de Basto, sobre quais os projectos supra-concelhios pensava serem promotores de um desenvolvimento conjunto para as Terras de Basto. Ele respondeu reflexivamente: a ciclo-pista destinada a substituir a (restante) linha ferroviária do Tâmega (zona de Basto) e o projecto das grandes barragens para o Tâmega.

Questionando-o, imediatamente, com o previsível porquê, o egrégio senhor respondeu com as seguintes palavras:

«Porque ambos os projectos irão trazer turismo e, em particular, tenho algumas terras que serão inundadas pelas águas da futura barragem. Elas, hoje, com a agricultura como está, nada valem e assim sempre ganhava algum dinheiro.» E assim me calou.

Em resumo, o abstracto (mas real) autarca tinha o seu discurso político trancado a uns velhos chavões de desenvolvimento que a realidade fez o favor de os desmistificar. Bastaria apresentar como contra exemplo a Pista de Cicloturismo entre Guimarães e Fafe com o desastre em que se tornou, e o não-desenvolvimento em muitas terras que abarcam estes grandiosos projectos hidroeléctricos apelidados de Barragens, para que a inquestionável tese do desenvolvimento tipo fosse questionada.

No entanto, seria interessante que os políticos e as respectivas forças políticas se debruçassem e, consequentemente, motivassem a sociedade e os cidadãos a reflectir as suas ideias e propostas para estas causas, que já marcam a nossa terra. Não querendo alongar nos modelos, alternativas e orientações para o desenvolvimento, (não é o que me leva a escrever estas palavras) porque os há, deixo aqui dois interessantes artigos (e a respectiva legenda em vídeo) de Dario Silva , um incontornável amante da linha férrea, que com o seu jeito por vezes irónico e acutilante, afirma a verdade sobre a linha do Tâmega e a visão castradora de alcatroar o futuro de uma região:

O Tâmega II
O Tâmega

Adenda: no seguimento das obras de requalificação da linha do Tâmega que durará até 2011 era interessante propor-se à Refer e ao, no entretanto, governo a restauração da linha do tâmega nomeadamente até ao Arco de Baúlhe e o cumprimento do projecto de ligar Guimarães a Chaves por esta linha.

07 julho 2009

Depois de milhões euros retirados (eufemismo) aos consumidores eles admitem que o Mercado Internacional tem realmente influência no preço...

A Galp Energia prevê uma "queda acentuada" nos preços das gasolinas e dos gasóleos, em resultado da quebra da matéria-prima nos mercados internacionais, adiantou esta terça-feira o presidente executivo da petrolífera portuguesa. Ferreira de Oliveira sustenta que, no primeiro semestre de 2009, os preços médios praticados em Portugal ficaram abaixo dos valores espanhóis. in [RTP]

25 abril 2009

[Textos de Abril] A opinião de Alfredo Pinto Coelho

“ Salvem o Quilhão” ( parte 2 )

Engraçado, como eu , que senti a sensação de ter sido progressista, quando escrevi o artigo intitulado “ Salvem o Quilhão”, passei ,num ápice, para alguns, para o rótulo de conservador , de retrógrado, de alguém que é contra o progresso, contra o desenvolvimento.... Por ter tido a coragem de exprimir publicamente aquilo que sentia? Por me “despedir” do meu Rio, recordando o tão importante que ele foi para mim ao longo do meu crescimento como pessoa e como cidadão?

Desse sentimento expresso, qualquer bom entendedor perceberá, que se tratou, tão só, de um preâmbulo à mensagem que pretendia transmitir.

Por me ter dado ao “trabalho” de estar atento, de ler, de estudar, de participar nos debates sobre o tema da barragem de Fridão; de ter estado em contacto com professores universitários para tentar aprender mais, para tentar perceber o que vai implicar a mudança que se perspectiva para a minha terra ?

Por achar que (tal como a canção ) : “ para melhor,... está bem, está bem!..para pior, ....já basta assim! ? Engraçado, de facto! Para mim, ser conservador é outra coisa. Para mim, ser progressista é também outra coisa. E para que conste, afirmo que das duas filosofias ou concepções, partilho ideais. Vamos por partes:

1- Não considero que a albufeira que se vai formar pela barragem que está programada para Fridão, e que afectará Mondim, seja uma mais valia para a minha terra em nenhum dos aspectos que, implicitamente, estão em causa como sejam: a alteração da paisagem, a alteração (para pior )da qualidade da água do Tâmega e a consequente alteração ( para pior) na qualidade de vida das populações. Se isto é ser conservador, então eu sou conservador.

2- Para chegar a tal conclusão ( até prova em contrário..), dei-me ao “trabalho” de estudar, de visitar locais, de ouvir, de ler...

3- Em abono da verdade, cada um ouve ou lê o que quer; cada um interpreta como quer; cada um acredita no que quer. Eu acredito no que disse. E até prova em contrário, não embarco em interesses partidários ( porque não sou filiado em nenhum partido), em interesses económicos ou, mais importante ainda, em aceitar as mudanças sem sentido crítico.

Porque não gosto de ser como que mais uma “ovelha” dentro do rebanho, que tudo aceita, que tudo acha como inevitável quando vem de cima. E porque considero que, enquanto cidadão, tendo direitos e deveres, não abdico deles quando estão em causa questões tão importantes como seja, no caso em apreço, a maior alteração física (e por conseguinte ambiental ) que a minha terra vai sofrer nos 48 anos da minha existência. Não represento, além da minha pessoa, nada nem ninguém.

Sou simplesmente um mondinense, não filiado em nenhum partido político, mas que considera que em democracia não são só os partidos políticos que têm direito a ter opinião nem tão pouco os governantes, sejam eles ao nível nacional, regional ou local.

Mal está a sociedade, quando a democracia se reduz a tão pouco.

Texto escrito em 24 de Abril de 2009 e retirado de O Chato e de Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega.

23 abril 2009

A caminho da transição

Em Mondim de Basto, no próximo dia 26 de Abril, pelas 16:00 Horas, no Café Arcádia (Sousa), haverá uma projecção de um filme intitulado, "The end of suburbia", com a respectiva sessão de discussão informal.

Um evento, muito interessante e pertinente (o que me "obriga" a adjectivar de elevado interesse público), levado a cabo por um grupo que se denomina como "Grupo Transição Mondinense" (pelo menos provisoriamente).

Mais pormenor em: Casa do Eiró e mondim:leituras.

20 fevereiro 2009

O lado menos claro da energia

Deixo aqui um texto, escrito por António Maria, sobre a "sombra" que paira sobre a energia em Portugal, de indispensável leitura:

«Outro objectivo não declarado da EDP do cínico Mexia (um imbecil chapado) é a apropriação privada dum bem comum: a água! Ou seja, os piratas da EDP e da Iberdrola pretendem pura e simplesmente tomar conta de duas verdadeiras minas de ouro situadas nas duas principais bacias hidrográficas nacionais: a água e a energia eléctrica.»

17-02-2009 (Sol) — O presidente da EDP, António Mexia, questionou hoje o interesse de uma alternativa ferroviária à linha do Tua por entender que, com a construção da barragem, a ferrovia perde o seu principal atractivo que é a paisagem.

O que este Mexia cínico não diz a ninguém é que o plano de barragens em curso, que o expedito Pepe rápido da Freeport despachará à velocidade da luz, perante a hesitação de Manuela Ferreira Leite e Cavaco Silva, serve apenas para encobrir o fracasso das eólicas, cujo rendimento energético é um verdadeiro flop!

Quando os americanos e a Merrill Lynch souberem da marosca, lá se vai o optimismo caseiro fabricado pela EDP (1).

A variabilidade e inconstância dos ventos, subavaliadas nos estudos aldrabados que justificaram os vultuosos investimentos na energia eólica portuguesa, não permitem atingir a produção energética prometida aos investidores e ao país. Para compensar há então que construir num instantinho (para isso serve o Pepe rápido da Freeport) 11 novas barragens, já que a capacidade de compensação das centrais hidroeléctricas existentes é insuficiente para atingir a quantidade de mega Watts prometida e esperada. Se fossem substituídas as turbinas envelhecidas das actuais centrais hidroeléctricas por turbinas mais eficientes, haveria compensação, mas ao que parece insuficiente, e sobretudo longe dos parques eólicos construídos e em construção.

Trata-se pois de fazer barragens para enganar os accionistas da EDP, e para vender energia a preços leoninos —i.e. de cartel— aos incautos portugueses.

Sabiam os portugueses que a energia que consomem à noite é de origem nuclear, vem de França, e é vendida a Portugal ao preço da chuva, quer dizer, abaixo do preço de custo? Paga-se, porém, esta energia nocturna a preços comparativamente elevados face ao que realmente custa, engordando ilegitimamente as margens de comercialização dum bem essencial que, como tal, deveria ter preços regulados, em vez da corrupta fantochada de livre concorrência que os neoliberais de Bruxelas (a começar por Durão Barroso) andaram a impingir à Europa nas últimas duas décadas.

A falência óbvia da União Europeia face à China e à generalidade dos países emergentes, onde os recursos energéticos, naturais e financeiros estão obviamente nacionalizados, deve servir-nos de lição. E sobretudo deve servir para travarmos colectivamente a inércia especulativa que persiste nas entranhas da tríade de piratas neoliberais que tomou conta do PS (representado pelo cada vez mais insuportável Pinóquio de Freeport), exigindo a renacionalização dos principais recursos naturais, energéticos e financeiros estratégicos do país.

As minas de ouro que são as bacias do Douro e do Tejo, i.e. os rios que dão água e energia eléctrica a mais de 80% das grandes cidades-região de Lisboa e Porto, não podem estar na mão de especuladores, nem à mercê duma qualquer falência que possa comprometer a independência nacional em matéria de água e energia eléctrica.

Não é um qualquer Mexia de trazer por casa que pode atemorizar uma Secretária de Estado, e muito menos a democracia!

Outro objectivo não declarado da EDP do cínico Mexia (um imbecil chapado) é a apropriação privada dum bem comum: a água! Ou seja, os piratas da EDP e da Iberdrola pretendem pura e simplesmente tomar conta de duas verdadeiras minas de ouro situadas nas duas principais bacias hidrográficas nacionais: a água e a energia eléctrica.

Muito mais do que pelo assassínio de paisagens, que alegremente estão dispostos a cometer, esta gentalha tem que ser posta no sítio pelo perigo que representa para a independência e autonomia nacionais. A sua lógica de submissão canina à falida globalização neoliberal é de facto uma ameaça que deve ser debelada quanto antes.

Que José Freeport se passeie de braço dado com os ex-ministros portugueses ao serviço das privatizadas Iberdrola e EDP (2) é toda uma lição de promiscuidade entre a política e os negócios, de reiteração de um modelo neoliberal ultrapassado que tem quer rapidamente revisto, e mesmo de traição pura e simples aos óbvios interesses portugueses no que se refere ao absoluto controlo das nossas principais reservas estratégicas: água, energia, território e mar.

NOTAS

1. 17-02-2009 (Económico) "A energética liderada por Ana Maria Fernandes (na foto) é a acção preferida do Merrill Lynch para o sector das Renováveis."

"Na opinião dos analistas do banco norte-americano, a acção da quarta maior eólica do mundo está "a ser castigada por um ‘outlook' incerto relativamente ao investimento", sendo que o Merrill Lynch espera que a administração clarifique a situação na apresentação dos resultados, marcada para 26 de Fevereiro."

2. Hoje de manhã José Sócrates andou de braço dado com o presidente da EDP —o dito Mexia, ex-boy do PSD— arengando que a nova barragem (que destruirá o rio Sabor) é uma oportunidade de emprego e de progresso para o país. Acontece que a EDP, hoje uma empresa privada, está envolvida em três processos judiciais sobre a legitimidade de prosseguir com a barragem que destruirá, para nada, uma paisagem única e habitats protegidos por lei. Manda a lei e a decência que o primeiro ministro se mantivesse equidistante dos contendores, neste caso, a EDP e a Liga de Protecção da Natureza. Mas não, o homem por detrás do primeiro ministro é um facilitador nato. Está-se nas tintas para a lei e para a decência. E o resultado é este: andar de braço dado com o pirata-mor da EDP. Como amanhã andará de braço dado com o pirata-mor e traidor Pina Moura —lacaio da Ibertrola. Uma desgraça que merece, cada vez mais, uma inadiável revolta de cidadania.

17 fevereiro 2009

Há câmaras e câmaras

«O primeiro-ministro José Sócrates anunciou benefícios fiscais e facilidades no acesso ao crédito bancário para as famílias que instalem painéis solares. "Pagarão menos de metade do custo do equipamento; verão a sua factura energética anual reduzir-se em mais 20%; e terão um benefício fiscal de 30% do custo de investimento do primeiro ano", especificou. Bravo. E quais são as condições para o cidadão que optar por pagar a pronto? Ou o programa só funciona se envolver empréstimo bancário? A Câmara Municipal de Moura é que não esteve à espera de Lisboa e já avançou com um programa de financiamento, em 70% e sem juros, da instalação de sistemas de micro geração de energia eléctrica em particulares, empresas ou instituições, com recurso ao fundo social disponibilizado pela Central Fotovoltaica de Amareleja.»

Óctavio Lima in Ondas3

18 julho 2008

[Há quem diga que o debate do "nuclear" é uma manobra de diversão] O debate é bom, o "nuclear" é que não

A empresa francesa Areva detectou uma fuga de urânio numa central nuclear do sudoeste de França. Trata-se do segundo acidente deste mês em instalações nucleares que produzem electricidade em França, o que faz regressar o debate sobre os seus riscos.

Nestes últimos dias parece que o grito "Nuclear" é regredir

Ao que parece uma questão "nuclear" está de volta à ribalta. É cíclico. Certas e mediáticas figuras falam, usurpando funções e descurando as suas responsabilidades: "palpitando". As centrais nucleares, e seus derivados, é algo que há muito é discutido. É discutido onde deve ser discutido; e por quem sabe. A relação custo/benefício é muito desequilibrada, favorecendo o custo. Simplesmente, a (energia nuclear) implementar, seria o gaúdio generalizado nos empresários "bilderberg" circulares ao Poder Central, e a prostração imediata para os cidadãos deste país que veriam o esforço financeiro e tecnológico, da tentativa de substituição (única e simplesmente) da produção de energia eléctrica, passar do paradigma das energias renováveis para a energia nuclear.

15 junho 2008

[Só neste País e noutros como tal] A Entidade Reguladora assessora da EDP ?

A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), criada para "regular" o mercado do sector energético em Portugal, goza de pouco trabalho estatuário, devido ao existente monopólio deste sector em Portugal, por isso remete o seu trabalho efectivo para fora das suas competências, nomeadamente, prestar assessoria à eléctrica portuguesa (EDP).

Esta mesma entidade reguladora, que num acto de assessoria, quis aumentar a electricidade em cerca de 15,7 por cento no ano de 2007, valendo-nos a intervenção do Estado para conter o desvario da Entidade. Neste mesmo ano, a mesma entidade reguladora, num outro acto de assessoria e o consequente prejuízo para o cliente e contribuinte, propôs ao Governo que seja o consumidor a suportar o custo da substituição dos actuais contadores de electricidade por contadores com telecontagem.

Neste sector, o da Energia, pagamos a electricidade a cerca de 18 por cento mais cara do que em Espanha e considerada a quarta tarifa mais cara da Europa, onde a desculpa da produção de energia serve para constantes e significativos aumentos, o embuste na facturação onde na nossa factura de electricidade metade do total do valor a pagar é constituído por taxas disfarçadas de impostos e tudo isto deveria ser averiguado pela entidade reguladora mas não, possuímos uma entidade reguladora do sector que mais aparenta ser uma sucursal da EDP de que uma entidade independente.

Isto foi apenas uma contextualização sobre esta entidade, para introduzir a mais recente medida de assessoria (disfarçada de proposta) da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos, aos consumidores portugueses. A entidade propôs que os custos com as dívidas incobráveis da electricidade vão passar a ser pagos por todos os consumidores.

Uma excelente situação para a entidade que deve regular a entidade reguladora, intervir e quebrar estas acções de assessoria que prejudicam o consumidor e maculam o papel das entidades reguladoras, que são essenciais para um bom funcionamento do mercado, partindo do princípio que são entidades imparciais e independentes daquilo que regulam. Como é óbvio, não é o caso da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE).

02 junho 2008

Oil Alert

É evidente que a liberalização do preço dos combustíveis foi e é um fracasso e o comprovativo está no estado actual dos preços dos combustíveis. Convém, relembrar (porque a "memória" política em Portugal costuma ser reminiscente), que foi o governo anterior (PSD & PP), com a actual líder do PSD no executivo, que no seu ímpeto liberalizado realizaram a liberalização do preço dos combustíveis.

Após algumas propostas avulsas, por parte de alguns membros da direita política que no passado recente aprovaram e apoiaram o afastamento do Estado em regular o preço do combustível, vieram à ribalta mediática propor a descida de alguns impostos que afectam o preço do combustível. Ora, a iminente e mais populista proposta possível, demonstra uma contradição.

A inexequibilidade desta proposta prende-se com: para além de ser uma proposta que se fosse efectuada iria demonstrar fragilidade política ao descredibilizar o imposto (nomeadamente o ISP) que serve como forma de angariação de receitas e penalizador para utilizador que tem um consumo exagerado deste tipo de combustíveis, esta medida iria reverter em maior margem do lucro para as empresas petrolíferas (qualquer analogia com o "caso dos ginásios" é aceite) sem qualquer impacto para os consumidores.

A proposta apresentada pelo Bloco de Esquerda, este Domingo, embora conhecendo superficialmente, apresenta ser uma possível solução para este e para a repetição de eventos idênticos. A proposta de diploma consiste na previsibilidade e fixação de um preço máximo de venda dos combustíveis e a introdução de mecanismos anti-especulativos que reduzem a margem de lucro das distribuidoras.

"(...) aplicação de uma fórmula para a formação de preços através da qual se chega a um «preço máximo de venda ao público» no qual são reflectidos permanentemente os custos de transporte e reservas e a evolução dos preços nos mercados internacionais.

(...)a aplicar-se a fórmula proposta, os preços baixariam 10 a 14 cêntimos por litro. Contra a redução do imposto sobre os produtos petrolíferos,(...) "

Com as especificações necessárias e com a concordância geral por parte da maioria parlamentar, é, na sua essência, uma boa solução.

23 maio 2008

Pequenas notas sobre a vergonha

1.O "alto" preço dos combustíveis não se deve à carga fiscal a eles atribuído. Como querem transparecer os alarmistas, as petrolíferas, os neoliberais, os incautos e os desinformados que promovem o populismo e a demagogia.

2. A inócua liberalização dos preços dos combustíveis à qual se deve, em parte, o statu quo dos preços despropositados.

3. Os entraves evidentes à liberalização dos licenciamentos de postos de combustíveis nos hipermercados.

4.Os lucros estonteantes das maiores petrolíferas mundiais no no passado ano de 2007, ao qual a Galp não foge, com fulgor e com um contra-senso numa época onde apregoam que não "descem" o preço dos combustíveis pela famigerada crise petrolífera. Impressionante como a "crise" serve de catalisador nos dividendos.

5. A posição dominante da Galp com cerca de 40 por cento da quota de mercado na área de distribuição de combustível a retalho, poderá ser, uma evidente, posição privilegiada para concertar e impor um preço na revenda de combustíveis.

6. O paradigma da mobilidade em Portugal. Em Portugal prefere-se incentivar o uso do automóvel como transporte individualista, incentivando a utilização dos recursos em projectos que incentivem o tráfego automóvel, em detrimento de outro tipo de transporte.(Repare-se nos colossais investimentos do Estado em travessias, rodovias, auto-estradas e outras vias "amigas" dos petrolíferas para os próximas anos).

7. A imposição burocrática e inconsequente por parte das entidades governativas, às alternativas ao ISP, desincentivando as alternativas.

8. O Estado como criador e alimentador do oligopólio do Petróleo e não criando e incentivando o exemplo da alternativa. (Porque razão TODA a frota de veículos do Estado não são veículos movidos a um combustível alternativo, e, existem veículos de gastos exagerados e de performance desportiva. Repare-se quanto mais se "sobe" na escala hierárquica da estrutura estatal mais poluente, despesista e luxuriante é o veículo atribuído).

9. Já agora, onde estão os desígnios nacionais para a sustentabilidade ambiental? Espero que a crise "apure" e despolete estes desígnios e que que máxima aprender com os erros se sobreponha.

28 novembro 2007

Central de Biomassa de Cabeceiras de Basto

Nesta reportagem sobre o início do curso de operadores florestais, em Cabeceiras de Basto, o edil cabeceirense, Joaquim Barreto, desabafa, de uma maneira indirecta, sobre a falta de iniciativa cabeceirense a investir nas prerrogativas económicas que indirectamente trará ao Concelho a nova Central de Biomassa. O edil, ainda nesta reportagem, diz que já teve contactos de empresas galegas com o intuito de se fixarem em Cabeceiras de Basto para poderem investir no transporte de resíduos florestais para a supracitada central.

A indolência parece ser crónica no empreendedorismo cabeceirense. Grande oportunidade para investir no nosso Concelho que aparenta ser atractivo, nesta área, apenas para extra-munícipes. Penso que falta iniciativa, informação e vontade de lutar por algo neste País. Talvez a causa seja as particularidades dele mesmo. Empreendedorismo precisa-se, activismo precisa-se, muito se apregoa mas pouco se faz, precisamos de mudar.

Central de Biomassa de Cabeceiras de Basto.