30 agosto 2010
Portugal e, em particular, o Algarve, têm o orgulho estival ferido - dizem eles
02 abril 2010
Os dez mais estranhos museus do Mundo
Gosto de museus. Gosto de os conhecer, e isto implica tempo pois, para mim, conhecê-los não é passar pelos seus corredores é, sim, fixar o olhar, observar e no fim ler e apreciar cada placa, cada informação, cada estímulo sensorial. Sou nos museus, e espaços semelhantes, o que não sou na vida real: alguém atento e minucioso. Por isso, e não só, são espaços especiais para mim. À parte desta conversa, destaco um artigo interessante no jornal britânico Daily Mail que "dá conta" de dez interessantes museus. Há museus dedicados a um pouco de tudo, mas os que são apresentados neste artigo são deveras excêntricos e, depende dos gostos, realmente atractivos -pois os estímulos sensoriais são muitos. Desde do museu dos esgotos em Paris, ao museu das coleiras de cão em Kent (Inglaterra) e ao inevitável museu do falo na Islândia, o Daily Mail destaca uma selecção dos dez museus mais estranhos do mundo. De aconselhável leitura, fica o artigo (em inglês, peço desculpa): "Introducing the world's weirdest museums..."
14 março 2010
"Corre-me um rio no peito"
Estive num evento muito interessante e deleitoso: o lançamento do livro do poeta Luís Jales de Oliveira. Esta foi a razão para um noite muito agradável. Comentei que aquele momento (por ser o escritor que é e o sítio em que apresentara o livro ser Mondim de Basto) não aconteceria em outro concelho de Basto. Para além da homenagem a Luís Jales de Oliveira, aquela noite, foi marcada pela qualidade da cultura mondinense que ali foi apresentada. O ponto alto do evento foi a agradável declamação de um excerto do livro "Corre-me um rio no Peito" pelo inigualável Luís Jales de Oliveira. Uma boa noite.
12 março 2010
Amanhã
Amarante: manifestação "+barragens?Não!" - Pelas 12:00 horas haverá uma manifestação contra as cinco barragens (das dez previstas no PNBEPH) previstas para a bacia do Tâmega.
Mondim de Basto: lançamento do livro "Corre-me um rio no peito" do escritor mondinense Luís Jales de Oliveira - Pelas 21:00 horas no Salão dos Bombeiros Voluntários de Mondim de Basto.
16 setembro 2009
[Copy & Paste d'O Mal Maior] Acontece em Cabeceiras de Basto
"Joaquim dos Santos" (exposição)
[De 16 de Setembro a 16 de Outubro, Casa da Cultura de Cabeceiras de Basto]
"Noite das Estrelas" (baile) [Sábado, 19 Setembro, 23.30h, Claustros do Mosteiro S. Miguel de Refojos de Basto]
A segunda edição deste evento, que marca o início da Feira de São Miguel e das Festas do Concelho de Cabeceiras de Basto, contará com "muita música, DJ's, cor e animação". A Organização é da Contacto Futsal Clube.
10 agosto 2009
Um paradoxo cabeceirense
Decorreu nos últimos dias (Sexta-Feira, Sábado e Domingo) a Festa das Comunidades e dos Produtos Locais. Uma festa com um programa rico em iniciativas que expõe a riqueza cultural e gastronómica deste concelho. Uma festa em nome da Comunidade e dos produtos locais que, tem como ponto alto (pelo menos o mais publicitado), uma "monumental Corrida de Toiros". Gostos e sentimentos humanistas à parte (pessoalmente não gosto e acho redutor este tipo de evento), esta "monumental" corrida de touros é uma importação cultural imposta por uma moda que vem se implementando em alguns concelhos do interior. De realçar que não tenho conhecimento de nenhuma tradição tauromáquica residente em Cabeceiras de Basto. Logo, apresenta-se como um paradoxo, "encaixar" esta corrida de touros numa festa para a Comunidade que divulga os usos e costumes, os produtos locais e as tradições da região. A título de curiosidade temos que tanto no programa (aqui) como no artigo que serve de exposição à festa (aqui), as referências à corrida tem como acompanhante o substantivo toiro. E toiro é um substantivo mais utilizado no Sul de Portugal (uma hipótese minha sem qualquer base científica apenas baseada em algumas constatações) pois, cá, no Norte, a paralela palavra escreve-se e diz-se como touro. Provavelmente, um sintoma de como esta tradição é culturalmente "importada".
27 maio 2009
"Toma lá morangos!"
Em Portugal, quando não se tem competência para integrar um cargo ou para defendê-lo com argumentos, ideias e projectos, faz-se o mais simples e básico - ataca-se os adversários, ou seja, faz-se o inverso do que é suposto. Em vez de se enriquecer a própria imagem perante a sociedade com demonstração de capacidades e conhecimentos, procura-se, por outro lado, denegrir a imagem do adversário usando muitas vezes o argumento infundado, e não raramente, achincalhante, por entre aplausos e ovações. Conclusão da história, o País fica a perder e os portugueses também. 21 abril 2009
Núcleo Museológico do Baixo Tâmega
«Emocionar-se perante um quadro, contemplar a beleza do espaço e partilhar sentimentos e experiências com os demais visitantes... Tudo isto é possível no Núcleo Museológico do Baixo Tâmega, em Cabeceiras de Basto, onde ‘vivem’ peças de valor patrimonial inestimável.
Um lavatório, exemplo do trabalho Rocaille/Rococó, o conjunto escultórico de S. Bento e Santa Escolástica, representando o Barroco, e a ‘Alegoria à Imaculada Conceição’, um óleo em tela de Francisco Correia, são algumas das peças de grande beleza que podem ser apreciadas neste núcleo» in [Correio do Minho]
Este é um importante espaço museológico centrado em Cabeceiras de Basto, o Núcleo Museológico do Baixo Tâmega, que convida o cidadão a (re)conhecer a história e o património que emana daquele sítio e desta terra milenar. Com certeza, um espaço a visitar e, principalmente, a conhecer.
15 abril 2009
"Moinhos de Cabeceiras de Basto - apontamentos de conservação"
O trabalho de Inês Gonçalves, uma jovem arquitecta cabeceirense, foi publicado e intitula-se "Moinhos de Cabeceiras de Basto - apontamentos de conservação". Um trabalho meritório em que a autora propôs-se a identificar 380 moinhos presentes no património cabeceirense. No "lançamento" do livro atrás citado, transmitiu-se que Inês Gonçalves continuará a identificar o património cabeceirense. Um exemplo a repetir.
03 abril 2009
Uma inciativa a repetir
No passado dia dois de Abril do corrente ano, a Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto promoveu na Biblioteca Municipal Dr. António Teixeira de Carvalho, em Arco de Baúlhe, o Dia Internacional do Livro Infantil assinalado em Cabeceiras de Basto. Uma iniciativa interessante com um objectivo nobre, que só pode ter resultados positivos.
17 janeiro 2009
Reflexões de fim-de-semana
De há uns tempos para cá a minha preocupação com o estado da Nação tem vindo a exacerbar-se. Tenho lido blogues, jornais, comentários e, também tenho visto noticiários, entrevistas e debates, que nos últimos tempos enchem a web e os canais televisivos. O que mais me preocupa não é apenas o governo Sócrates ou a débil oposição que o confronta. Neste momento, começo a desacreditar num futuro melhor para este país, muito por culpa da sociedade que temos. É com enorme tristeza que vejo todos os dias muitas intervenções sem qualquer tipo de fundamento, que demonstram que a opinião e sentido crítico são baseados numa completa ausência de informação, na crítica fácil, na crítica da moda, na crítica do "bota abaixo", ou na crítica que fica bem, porque o vizinho do lado também a faz. A sociedade cívica portuguesa está obsoleta. Parece que só acorda para a realidade quando rebentam as crises, as guerras, quando sai uma lei mais castradora e menos populista, ou nas vésperas de eleições. Por esta altura todos "gritam", ou melhor, "berram" por aumentos salarias, por mais direitos, por subsídios... Durante o resto do tempo anda tudo a dormir. São poucos os que se preocupam com o quotidiano: continua-se a gozar férias de luxo no estrangeiro (sem se conhecer Portugal), a comprar-se automóveis topo de gama (quase sempre a crédito), a não se lutar por uma revolução do sistema laboral (gritando-se apenas por aumentos salariais. E aqui aponto o dedo às estruturas sindicais), a não se investir na formação profissional com vista ao melhoramento da produtividade e inovação, etc. À juventude oferecem-se programas e roupas/acessórios "morangos-com-açúcar" em vez de livros, ou em vez de a preparar e educar para o mundo dos adultos... Sabe melhor trabalhar pouco e ganhar muito, sabe melhor ficar a ver a bola e beber uma "jola". Não se gasta tempo a procurar formas de rentabilizar as nossas potencialidades, não se investe na cultura cívica e social... Temos sido individualistas e corporativistas, esquecendo que o país é de todos. Não quero aqui, de forma alguma, desculpabilizar os nossos governantes pelo marasmo em que vivemos, porque sem dúvida, são eles os grandes culpados. Contudo, penso que os portugueses têm de acordar para a realidade e, perceber que para além de um país pequeno, não somos um país rico. Criámos no pós-25 de Abril metas e estilos de vida insustentáveis para o nosso orçamento, e agora estamos a pagar as favas. É bom que nos habituemos a viver com menos, até porque os nossos pais e avós também já viveram com muito menos que nós. Um futuro melhor para o país passa e muito pelo esforço de toda a sociedade, pela luta dia-dia, pela educação da nossa juventude, pela formulação de opiniões e intervenções socio-políticas bem fundamentadas..., e não pensarmos que, deitados no sofá em casa, as soluções vão cair do tecto ou apenas se resumam a desenhar a cruz no PSD, no PS, PCP, BE, CDS/PP, Verdes, Nova Democracia, ou outro partido qualquer.30 dezembro 2008
Leitura e reflexão
Terminei recentemente de ler este livro do Umberto Eco - "A Passo de Caranguejo". Penso que não é necessário fazer apresentações do autor, que para além de grande escritor é um grande pensador.
Mas página após página, o autor aborda temas como: Política, guerras, terrorismo, economia, racismo/xenofobia, religião, sociedade... de uma forma muito inteligente e dotada de um sentido de humor e de escrita incisivos. Por isso, para quem se interessa por estes temas actuais e de premente resolução, aconselho a leitura desta obra. 29 dezembro 2008
Um novo núcleo museológico em Cabeceiras de Basto e afins
«A Câmara de Cabeceiras de Basto e a Paróquia de Refojos abriram ontem as portas do Núcleo Museológico do Baixo Tâmega. A nova unidade museológica ocupa a antiga sacristia e antecâmara do Mosteiro Beneditino de S. Miguel de Refojos e exibe um conjunto notável de preciosidades patrimoniais, artísticas e históricas.» in [Diário do Minho]
Em noites de conversa prolongada e com o elixir do pensamento à mistura, o palavreado levava-nos a discutir o esotérico e o incomum. Descaía (a conversa), por vezes, numa hipotética existência de um túnel no Mosteiro de São Miguel de Refojos. Intriga-me o túnel e a sua ligação, tal e qual como um comum mortal emociono-me com segredos de sacristia. Confesso, que não é um sítio (Mosteiro de S.M. de Refojos) que vá com alguma frequência. Pontualmente, lá estou em alguma solenidade privada ou não. Gostaria, sinceramente, que me iluminassem sobre este hipotético empreendimento. Contudo, arredado que estou da doutrina e dos doutrinados, só me resta, como jovem céptico, esperar pela divina* confirmação da existência ou não em algum dia, em algum tempo. A confirmação da existência do túnel, pois claro.
*Do lat. ecl. a divinis, «longe das coisas divinas»
26 dezembro 2008
Gotan Project - A reinvenção do Tango
16 julho 2008
'Ecos' de um jovem poeta
Com agrado assisto à publicação, no jornal trissemanal regional Ecos de Basto, os escritos do meu amigo José Duarte. Parabéns.
09 junho 2008
Exposição em "expediente"
«Historinhas ...» de Ana Cardoso
Na Casa Municipal da Cultura de Cabeceiras de Basto
De 4 a 27 de Junho de 2008
De Segunda a Sexta-feira
Das 9h00m às 12h30m e das 14h00m às 17h30m
Uma exposição de pintura interessante e transversal a todas as faixas etárias. Esta, exposição, como outras, peca pelo horário de visita à exposição.
post scriptum: Imagem retirada do blog da artista em destaque, Ana Cardoso.
28 maio 2008
Destruído o "Picadeiro de D.Nuno Álvares Pereira" ?
Segundo uma notícia avançada pelo jornal "O Basto", assistiu-se na freguesia de Pedraça, à eliminação de prováveis vestígios arqueológicos de um picadeiro pertencente a D.Nuno Álvares Pereira* por força de máquinas ao serviço do ímpeto imobiliário.
Ao confirmar-se a violação hedionda ao património histórico desta região e deste País, exigir-se-à justiça e responsabilidade.
27 maio 2008
Vícios de um pé rapado aspirante a burguês mas com interior de operário na terra da velha aristocracia
As trovoadas de água não me impediram de visualizar a pilha vertical de cartazes em formato panfleto, possuindo frases pedagógicas cortadas, literalmente, e tiradas do contexto, dedicada ao "Zeca Afonso" em exposição da nossa mui selecta Casa Municipal da Cultura.
Reneguei ao prosaico do dia (faltei aos deveres pessoais) e resolvi enfrentar a intempérie para visitar a exposição. Claro, obedecendo às normas da casa, e visitei-a no horário (in)apropriado, um dia à escolha entre Segunda e Sexta-Feira e no horário "flexível" das 9 da manhã inté às 17 e meia da tarde. Ficou a delícia nos olhos e o regresso atribulado à humilde realidade.
24 maio 2008
Culturalize
Foi ontem o aniversário do Museu das Terras de Basto, Museu, o qual, visitei o passado fim-de-semana. O seu acervo ferroviário merece destaque e engrandece a cultura regional. Contudo, necessita-se, embora seja suficiente mas em cultura a humildade é uma restrição, da criação de mais uma infra-estrutura(ou equivalente) para albergar e dinamizar as exposições temporárias.(Cá estou eu a exigir, exigir, e não faço nada para tal).
Realizar-se-à este Sábado uma iniciativa que terá lugar na Biblioteca Municipal em Arco de Baúlhe, entre as 10h00m e as 17h00m intitulada << Ateliê de leitura em voz alta >>.
Esta peca pela sua parca divulgação. (Cá estou eu a criticar, sou mesmo chato)
Soube hoje e por acaso. Visitei o sítio da Câmara Municipal e deparei com esta evento publicado com a data do dia 21 mas só disponível ontem. Penso que já urge a criação de um sítio na Internet com publicações impressas com uma calendarização exacta e precisa (dentro dos possíveis) dos acontecimentos culturais no nosso Concelho. A publicidade é meio caminho para o sucesso de um evento. (Ups, voltei a exigir)
03 maio 2008
[Contra o horário de expediente] Não são os únicos a trabalhar a estas horas !
Penso que uma instituição de dinamização cultural, deste tipo e com a carência de equipamentos como este no nosso Concelho, deveria preconizar e, tentar pelo menos, flexibilizar o horário das suas ofertas culturais, com o intuito de abranger uma faixa horária mais favorável à maioria da população. Penso eu.
A maioria da população no horário de expediente, que nos oferece a Casa Municipal da Cultura para a visualização da maioria das suas ofertas culturais, estuda, trabalha ou mandria neste ou noutro concelho. Ora bem, se permitissem a visualização das amostras culturais num horário idêntico ao de Segunda a Sexta-Feira mas com a particularidade, que faz muita diferença, de acontecer ao fim-de-semana, seria uma espantosa ideia. Permitiria a quem está a viver/trabalhar no concelho não faltar ao emprego para visualizar uma amostra cultural e quem, desgraçadamente, está a trabalhar/viver noutras terras e retorna ao seu concelho, poder beneficiar dos equipamentos públicos de índole cultural.
