05 maio 2010
O jogo continua
"O aviso da Moody's [a ameaça de baixar o "rating" da dívida portuguesa] segue-se à baixa da cotação atribuída por outra agência, a Standard&Poors, e é anunciado no mesmo dia em que a Comissão Europeia reviu em alta o crescimento da economia portuguesa(...)" in [DN]
03 maio 2010
Jogos
"Durante a segunda quinzena de Abril, compraram-se mais seguros contra o incumprimento de Portugal a curto do que a longo prazo. Nesse mesmo período, a rentabilidade dos títulos de dívida a cinco anos dispararam 300%." in [Agência Financeira]
Neste mês (Maio) Portugal terá que se financiar, ou seja, emitir títulos de dívida, pois é este o mês que rende o prazo para o pagamento de dívidas na ordem dos milhares de milhão de euros. Percebe-se o porquê da Standard & Poor's (S&P) baixar o "rating" de Portugal sem que contássemos com isso. O resultado está à vista. Portugal emitirá títulos de dívida que terá uma rentabilidade a curto prazo impensável há uns meses atrás (o que significa que o financiamento ficará mais caro). Isto não aconteceria caso o ataque especulativo da S&P não tivesse acontecido no tempo em que aconteceu. Caso Portugal tivesse que se financiar (pagar a dívida) daqui daqui a uns meses, o (ataque) corte no "rating" pela S&P estaria provavelmente suspenso. Nada é por acaso. Estas agências têm um objectivo claro: através do seu papel no mercado têm de atribuir a quem lhes paga (pois são agências de "consultadoria" privadas) o capital que cubra os prejuízos obtidos na crise financeira. São jogos e estratégias, que não querem mudar ou regular.
13 abril 2010
Na desgraça, há sempre uma oportunidade de negócio
"A Alemanha vai contribuir com a “parte de leão” do financiamento da Grécia e beneficiará do facto de poder adquirir dinheiro no mercado internacional a uma taxa de risco de três por cento para o emprestar à Grécia a uma taxa de pelo menos cinco por cento." in [Esquerda.net]
26 agosto 2009
A realidade em diferentes perspectivas
«O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, diz que «o mundo não será mais o mesmo depois da crise», cita a Lusa.» in [Agência Financeira]
Tendo a discordar com esta afirmação de Durão Barroso, e arrisco a dizer que quase tudo estará igual após a crise. Não houve e não há, pelo menos visível, qualquer acção de mudança na regulação do sistema financeiro internacional. As regras e a falta de supervisão que permitiram que o capitalismo selvagem provocasse esta crise continuam por reformular sem que os governantes tenham qualquer acção prática. Lembro-me de ouvir, no inicio mediático da crise, as exigências de todos para mudar. Agora, os que sempre as exigiram as mudanças no sistema financeiro continuam a exigir. Os outros, aqueles que na hora da evidência exigiram o evidente estão, relutantemente, encostados ao deixa andar para ver se ainda dá para colar o seu tão apregoado sonho liberal. Enfim.
15 janeiro 2009
Euribor desce novamente
"O Banco Central Europeu baixou a sua principal taxa de juro para dois por cento, um corte de meio ponto em relação à taxa que estava em vigor. Este é o quarto corte consecutivo dos juros, para responder à actual situação de recessão que se verifica na maioria dos países da Zona Euro." [in Público]
Sem dúvida uma boa notícia para os europeus (os que pertencem UE), que vêm assim, uma redução nas suas despesas com empréstimos e créditos contraídos. Os mesmos que desde o 11 de setembro viram subir constante e vertiginosamente esta taxa, como foma de combate à diferença cambial entre o enfraquecido dólar norte-americano, e o euro.