Mostrar mensagens com a etiqueta Irão. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Irão. Mostrar todas as mensagens

29 agosto 2010

Repúdio

Sakineh Mohammadi Ashtiani, uma mulher iraniana, encontra-se no corredor da morte desde 2006 por ser acusada no seu país do crime de adultério. [in Diário de Notícias] Como é possível nos tempos que correm ainda existirem culturas e sistemas político-legais deste tipo!? A moralidade da pena de morte é, por si só, altamente discutível, e é-o ainda mais quando na sua base estão crimes como este. Veja-se o extremismo de condenar alguém à morte porque "saltou a cerca", com a agravante de que o crime não existe nos dois géneros, só é contemplado no sexo feminino, sendo que não é crime os machos fornicarem a torto e a direito com quantas mulheres quiserem. Um "machismo legalizado". Acrescentando ainda, a violência e a barbárie do método de execução escolhido, que fria e cruelmente é, matar alguém à pedrada (lapidação). Admito que a foto escolhida é "pesada", mas só através do olhar se poderá compreender. Qual Programa Nuclear qual carapuça, isto é bem mais asqueroso.

12 abril 2010

Como a hipocrisia reina nas questões "nucleares"

Barack Obama e Dmitry Medvedev assinaram um tratado de desarmamento nuclear, que prevê que nos próximos sete anos ambos os países reduzam em cerca de trinta por cento o seu "potencial nuclear". Os EUA e a Federação Russa concentram a maioria do arsenal nuclear existente neste planeta. É um sinal positivo, o desejo elaborado por Barack Obama (que quer reduzir o armamento nuclear existente) e o tratado assinado por Obama e Medvedev.

Na "cimeira nuclear" a realizar em Washington Benjamin Netanyahu decidiu não comparecer. O primeiro-ministro israelita fora aconselhado a não comparecer na "cimeira nuclear", embora tivesse vontade de lá ir e apregoar o "perigo nuclear" para Israel, pois seria "emboscado" por outros países que exigiriam que Israel fosse fiscalizado por inspectores internacionais.

Nas relações internacionais e, em particular sobre este assunto (armamento nuclear), a hipocrisia reina. Como podemos ver pela imagem, Israel concentra o quinto maior arsenal nuclear. São cerca duzentas ogivas nucleares. Oficialmente, o Estado judaico (por definição é, portanto, um estado confessional como, por exemplo, o Irão), não desmente nem confirma a posse de armamento nuclear. Mas a existência de armas nucleares em território israelita é um "segredo público", pois existem documentos dos EUA que demonstram que Israel possui um significativo arsenal nuclear.

Porém, Israel, impõe que os seus vizinhos (em particular, o Irão) não deva, de maneira nenhuma, possuir a capacidade de produzir armamento nuclear. Uma medida que concordo e apoio. Porém, Israel, lesto a ameaçar os estados vizinhos, não dá o exemplo (e extingue o seu arsenal nuclear) e escapa impunemente ao escrutínio internacional. O estado de Israel, mesmo que não confirme, tem arsenal nuclear e, hipocritamente, ameaça quem nas "redondezas" tenha a possibilidade de produzir armamento nuclear. Israel possui armamento nuclear à revelia dos tratados internacionais e impede vigorosamente que outros o tenham. Israel apoia a visita de inspectores internacionais para que investiguem e determinem para que fins é utilizado o equipamento e "conhecimento" nuclear, porém não admite que inspectores entrem em Israel para fiscalizar e determinar para que fins Israel utiliza o seu equipamento nuclear.

As armas nucleares, só pela sua existência, são um perigo para a humanidade. A sua supressão deveria imperar nas relações internacionais.O estado actual das relações internacionais permite que haja países a serem fiscalizados e impedidos de desenvolver "conhecimento nuclear" e outros já com armamento nuclear não sejam sequer repreendidos. Enquanto a hipocrisia determinar as relações entre países, a "questão nuclear" será sempre mais uma prova de que a lei ou a ética não igual para todos mas, sim, um argumento "maleável" que se usa quando se precisa.

04 janeiro 2010

Um jornalismo de causas

O sítio do Jerusalem Post (o jornal em língua inglesa mais vendido e que possui o sítio, em língua inglesa, mais visitado em Israel) tem a particularidade de expor o seu parcial jornalismo descaradamente nas etiquetas colocadas no cabeçalho do sítio. Ou seja, junto a Negócios, Blogs, Opinião, Saúde e tecnologia e a Viagens lá está a etiqueta «ameaça iraniana», que serve para seleccionar as mais recentes notícias (publicadas naquele jornal israelita) sobre o Irão («ameaça iraniana»).

31 outubro 2009

The singers change but the song remains the same

«Hillary Clinton adverte Irão de que "a paciência tem limites"» in [SIC]

«(...)Hillary Clinton, rejeitou a precondição palestina para negociar, ou seja, o congelamento dos colonatos israelitas.» in [TSF]

Estas declarações reavivem os velhos tiques diplomáticos da administração Bush. Hillary Clinton, membro do establishment americano, exacerba, com a sua falta de diplomacia, a atitude cínica perante o «processo nuclear» do Irão -sendo os EUA uma das ditas «potências atómicas» exige que outros (para além dos países "amigos") não possuam tal capacidade- e a intransigência sobre as necessidades palestinianas. No fundo, sem aquelas palavras diplomaticamente correctas e as «nobelizáveis» intenções, a administração Obama é, em concreto, um reflexo da anterior. De nada vale para os EUA a ética que falta perante o Irão e a promessa de ouvir os lamentos da Palestina. No fim, crivando o discurso e os espectáculos mediáticos, o que temos nas verdadeiras questões internacionais são...boas intenções recheadas de más acções.

15 junho 2009

Contestação no Irão

O Irão vive momentos de instabilidade social e política devido a uma alegada fraude eleitoral. Em causa estão dois conceitos sobre como e por quem deve ser conduzido o Irão. É certo que os dois candidatos não estão polarizados nas políticas para o Irão e o seu relacionamento internacional, somente são "graus" diferentes: um moderado reformador (Mousavi) e o outro um conhecido (o presidente Ahmadinejad) conservador.

Os apoiantes do candidato Mousavi renegam o escrutínio e adjectivam as eleições como fraudulentas, manifestando-se um pouco por todo o país. No entanto, o recém-eleito (o anterior presidente) Ahmadinejad reafirma a sua legitimidade da eleição que o elegeu e, com a razão de um totalitário, tenta conter as manifestações e o descontentamento com a prisão de contestatários, a supressão de agências noticiosas e sites que possam incomodar o regime na senda de calar e impor os resultados eleitorais.

Convém referir que o Irão, em rigor a República Islâmica do Irão, é um estado teocrático que possui como "chefe máximo" um guia supremo (um eclesiástico) com certos e determinados poderes (com um mandato vitalício). Estas eleições visaram a eleição do presidente executivo, que tive (as eleições o respectivo presidente) o consentimento e apoio do Guia Supremo Ali Khamenei. Mesmo na hierarquia religiosa o país aparenta estar divido. Apesar do chefe eclesiástico supremo ter "apadrinhado" as eleições, aparentemente, outros subordinados não possuem a mesma opinião.

O Irão terá o tempo que se segue para se definir politica e socialmente (pois há implicações sociais). Ora, ou o Irão continuará na órbita do conservador Ahmadinejad que depois destas contestações irá tornar o regime iraniano mais rígido e repressivo ou terá (improvável) ou verá uma reviravolta política sem igual nas últimas décadas, com a imediata impugnação das eleições e emergência de um "novo" conceito na política iraniana.

19 agosto 2008

Visões que não agradam

Irão: Todas as opções sobre a mesa, de Noam Chomsky

Uma visão parcial (para acalmar os detractores), já que o outro lado da questão é vivamente divulgada e propagandeada nos media internacionais. Contudo, vale a pertinência dos escritos e relatos de um homem judeu e americano (infelizmente, não querendo dar azo ao proselitismo, convém anunciar estas características). Caindo, quase sempre, no cliché redutor: em que alguém que desafie o conceito dominante das relações e dos interesses instalados neste planeta, é, algumas vezes directamente e outras mais indirectamente, conotado de insano, contestatário ou adepto "cego" de uma ideologia "vermelha" ! Preconceito ou inocência, eis o problema ?