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12 setembro 2008

If/ then/ else

Interrogação: O que aconteceria se a pró-bélica Sarah Palin ostentasse o cargo da vice-presidência e assessorar-se o 'pueril' presidente John McCain ? Sim, neste exacto momento em que o insolente Chávez expulsou o séquito diplomático norte-americano da Venuzuela e insultou, violentamente, a grande nação americana ?

Possíveis tópicos de resposta: Qualquer coisa relativo a guerra, deus, petróleo, reserva federal americana, indústria bélica, geo-estratégia, império, imperialismo e IV esquadra naval americana.

11 setembro 2008

Os peões jogam-se inocentemente para alavancar jogadas de maior preparo (II)

Qualquer insinuação à ligação entre a reactivação e o posicionamento da IV esquadra naval dos EUA (que estava desactivada desde 1950), que funciona como posto avançado dos EUA e articula e coordena as 'forças no terreno' que, digamos, 'pressionam' os novos governos sul americanos de índole socialista, e os acontecimentos na Bolívia, não pode ser descurada. A história ensina-nos a não pôr de parte tanto o óbvio como o dúbio.

Será de estranhar que o presidente Evo Morales expulse o embaixador dos EUA em La Paz? Claro que não, as jogadas geopolíticas (que ainda acontece mas com uma sofisticação que anteriormente era desprezável) dos 'interesses americanos' estão ao rubro na Bolívia. São as consequências do precedente da 'revolução socialista' às portas dos EUA, e da necessidade 'imperial' de salvaguardar as posições comerciais e de influência norte-americana naquele país.

Aproveito, hoje, 11 de Setembro, para sublinhar as semelhanças entre o que se passa na América do Sul hoje e o que se passou à 35 anos atrás, quando um líder carismático que defendia a 'via chilena para o socialismo' foi assassinado. Este homem era Salvador Allende.

O horror contra a mudança

Definitivamente a situação sócio-política na América do Sul está a mudar. As mudanças naquelas, e por ventura em outras, regiões são difíceis e sangrentas. Depois da confirmação popular, através de um referendo nacional, Evo Morales e o seu vice-presidente foram reconduzidos na presidência boliviana. Contudo, a violência, o isolamento imposto e protestos oposicionistas aumentam. Contra o processo socializante na Bolívia, os oposicionistas (porque estão ou irão perder as prerrogativas 'feudais' e humilhantes que auferem) ao governo, chegam ao ridículo de justificar os seus protestos e actos violentos com o aumento das pensões dos idosos. Imaginem só, que uma das causas de tamanho ódio e violência seja a canalização da maior parte da renda oriunda da comercialização do petróleo e derivados dos departamentos, desde Janeiro passado, para um programa nacional de assistência aos idosos. Curioso, que haja paradigmas socialistas em que o capitalismo teime em não aceitar, mesmo que sejam compreensíveis actos abnegativos.

16 agosto 2008

A passo e passo, a utopia implentar-se-á

Fernando Lugo, um ex-bispo católico, determinante clérigo de esquerda, tomou posse como presidente da República do Paraguai. Lugo, encabeça no Paraguai, os que tomam como correcto a hermenêutica da Teologia da Libertação, como tal, as injustiças sociais, a corrupção, a pobreza (efeitos secundários de um mundo globalizado) são o mote de combate e de inspiração para esta "nova" personagem política. A esquerda sul-americana, qual região inspiradora, está a suplantar, naturalmente, a direita neo-liberal. A mudança de uma América do Sul, oligárquica e conservadora, para uma vanguardista e de esquerda, está à vista e teme-se ( para os que não se aprazem com estas mudanças). Espera-se neste país, como vimos em outros, que as forças contrárias ao reformismo do Paraguai (e não só, também o "amigo" escondido) se mostrem. Um precedente revolucionário ter-se-à aberto na América latina. Definitivamente, os "olhos" do mundo estão atenciosamente focados neste canto do globo. Esperemos, que as políticas perpetradas sejam exemplares e dêem o exemplo de como a "utopia" ainda não desvaneceu e continua a inspirar. Terão, inequivocamente, este, e outros líderes (Lula da Silva, Hugo Chávez, Rafael Correa, Michelle Bachelet, Evo Morales) a responsabilidade ingrata de provar que a mudança só não é possível como realizável.