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29 setembro 2008

Será que o caso da Bolívia foi um precendente ou um caso pontual ?

«O projecto da nova Constituição equatoriana proposto pelo Presidente socialista Rafael Correa foi aprovado com 64 por cento dos votos no referendo realizado ontem, de acordo com os resultados oficiais de 80 por cento dos sufrágios, publicados hoje pelo Supremo Tribunal Eleitoral.» in [Público].

Adenda: O título refere-se às consequências nefastas (que aconteceu na Bolívia recentemente) de uma mudança constitucional para tornar a legislação "mais socialista" e não ao facto do referendo da Bolívia ser único ou um precedente.

15 setembro 2008

Os peões jogam-se inocentemente para alavancar jogadas de maior preparo (III)

Sobre a crise na Bolívia e 'jogadas de maior preparo' com que se pauta o mundo, aconselho aos cépticos e aos convictos para visualizarem este artigo sobre as causas da expulsão do embaixador norte-americano, Philip Goldberg (ao que parece um expert em criar conflitos e arrufos):

Bolívia: Os movimentos de um embaixador especialista em conflitos separatistas

11 setembro 2008

Os peões jogam-se inocentemente para alavancar jogadas de maior preparo (II)

Qualquer insinuação à ligação entre a reactivação e o posicionamento da IV esquadra naval dos EUA (que estava desactivada desde 1950), que funciona como posto avançado dos EUA e articula e coordena as 'forças no terreno' que, digamos, 'pressionam' os novos governos sul americanos de índole socialista, e os acontecimentos na Bolívia, não pode ser descurada. A história ensina-nos a não pôr de parte tanto o óbvio como o dúbio.

Será de estranhar que o presidente Evo Morales expulse o embaixador dos EUA em La Paz? Claro que não, as jogadas geopolíticas (que ainda acontece mas com uma sofisticação que anteriormente era desprezável) dos 'interesses americanos' estão ao rubro na Bolívia. São as consequências do precedente da 'revolução socialista' às portas dos EUA, e da necessidade 'imperial' de salvaguardar as posições comerciais e de influência norte-americana naquele país.

Aproveito, hoje, 11 de Setembro, para sublinhar as semelhanças entre o que se passa na América do Sul hoje e o que se passou à 35 anos atrás, quando um líder carismático que defendia a 'via chilena para o socialismo' foi assassinado. Este homem era Salvador Allende.

O horror contra a mudança

Definitivamente a situação sócio-política na América do Sul está a mudar. As mudanças naquelas, e por ventura em outras, regiões são difíceis e sangrentas. Depois da confirmação popular, através de um referendo nacional, Evo Morales e o seu vice-presidente foram reconduzidos na presidência boliviana. Contudo, a violência, o isolamento imposto e protestos oposicionistas aumentam. Contra o processo socializante na Bolívia, os oposicionistas (porque estão ou irão perder as prerrogativas 'feudais' e humilhantes que auferem) ao governo, chegam ao ridículo de justificar os seus protestos e actos violentos com o aumento das pensões dos idosos. Imaginem só, que uma das causas de tamanho ódio e violência seja a canalização da maior parte da renda oriunda da comercialização do petróleo e derivados dos departamentos, desde Janeiro passado, para um programa nacional de assistência aos idosos. Curioso, que haja paradigmas socialistas em que o capitalismo teime em não aceitar, mesmo que sejam compreensíveis actos abnegativos.