Mostrar mensagens com a etiqueta Socialismo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Socialismo. Mostrar todas as mensagens

17 março 2010

[Sugestão de leitura] Einstein e o Socialismo

«O indivíduo é capaz de pensar, sentir, lutar e trabalhar sozinho, mas depende tanto da sociedade - na sua existência física, intelectual e emocional - que é impossível pensar nele, ou compreendê-lo, fora da estrutura da sociedade. É a "sociedade" que lhe fornece comida, roupa, casa, instrumentos de trabalho, língua, formas de pensamento, e a maior parte do conteúdo do pensamento; a sua vida foi tornada possível através do trabalho e da concretização dos muitos milhões passados e presentes que estão todos escondidos atrás da pequena palavra "sociedade".» in [Esquerda.net]

30 outubro 2008

A ti [Eugene Debs] a palavra te passo

«I am not a Labor Leader; I do not want you to follow me or anyone else; if you are looking for a Moses to lead you out of this capitalist wilderness, you will stay right where you are. I would not lead you into the promised land if I could, because if I led you in, some one else would lead you out. You must use your heads as well as your hands, and get yourself out of your present condition.»

29 setembro 2008

Será que o caso da Bolívia foi um precendente ou um caso pontual ?

«O projecto da nova Constituição equatoriana proposto pelo Presidente socialista Rafael Correa foi aprovado com 64 por cento dos votos no referendo realizado ontem, de acordo com os resultados oficiais de 80 por cento dos sufrágios, publicados hoje pelo Supremo Tribunal Eleitoral.» in [Público].

Adenda: O título refere-se às consequências nefastas (que aconteceu na Bolívia recentemente) de uma mudança constitucional para tornar a legislação "mais socialista" e não ao facto do referendo da Bolívia ser único ou um precedente.

24 setembro 2008

God or something else save this soul because he doesn't know what is talking about

«O plano retira a dor de Wall Street e a espalha pelos contribuintes. Esse socorro não é solução. É socialismo financeiro e é anti-americano.» dito e subscrito pelo senador republicano Jim Bunning.

Parece que poltergeist do senador McCarthy ainda ilumina e 'mexe' com muita alma republicana nos EUA.

17 setembro 2008

O sistema

Estamos perante mais uma crise económica mundial de contornos imprevisíveis. A crise actual (apenas uma doença congénita a demonstrar as falhas do sistema) tem a sua génese na parte mais insalubre do capitalismo- o sector financeiro. A crise do subprime tenta apenas reorganizar e apurar o sistema. Foi, e é, uma crise na base de sustentação do capitalismo- o consumismo. Sendo o crédito a base de sustentação do consumismo, e este o do capitalismo, logicamente, que o sistema económico actual está em crise.

Isto é apenas um ciclo de regeneração económica. Uma frase feita. Eliminar as perniciosas empresas, para que no resultado da 'combustão' destas, se regenere o sistema com novas e melhor preparadas empresas. Outra frase feita. Entretanto, no tempo que separa as anteriores frases, muitos sofrerão com esta 'regeneração'. Nomeadamente, os mesmos que através do seu consumismo 'alimentam' o sistema. O mesmo sistema que, seja em tempos de fartura ou de carestia, mordomia uns em detrimento de muitos. É um sistema económico injusto, imprevisível e não o melhor.

11 setembro 2008

Os peões jogam-se inocentemente para alavancar jogadas de maior preparo (II)

Qualquer insinuação à ligação entre a reactivação e o posicionamento da IV esquadra naval dos EUA (que estava desactivada desde 1950), que funciona como posto avançado dos EUA e articula e coordena as 'forças no terreno' que, digamos, 'pressionam' os novos governos sul americanos de índole socialista, e os acontecimentos na Bolívia, não pode ser descurada. A história ensina-nos a não pôr de parte tanto o óbvio como o dúbio.

Será de estranhar que o presidente Evo Morales expulse o embaixador dos EUA em La Paz? Claro que não, as jogadas geopolíticas (que ainda acontece mas com uma sofisticação que anteriormente era desprezável) dos 'interesses americanos' estão ao rubro na Bolívia. São as consequências do precedente da 'revolução socialista' às portas dos EUA, e da necessidade 'imperial' de salvaguardar as posições comerciais e de influência norte-americana naquele país.

Aproveito, hoje, 11 de Setembro, para sublinhar as semelhanças entre o que se passa na América do Sul hoje e o que se passou à 35 anos atrás, quando um líder carismático que defendia a 'via chilena para o socialismo' foi assassinado. Este homem era Salvador Allende.

O horror contra a mudança

Definitivamente a situação sócio-política na América do Sul está a mudar. As mudanças naquelas, e por ventura em outras, regiões são difíceis e sangrentas. Depois da confirmação popular, através de um referendo nacional, Evo Morales e o seu vice-presidente foram reconduzidos na presidência boliviana. Contudo, a violência, o isolamento imposto e protestos oposicionistas aumentam. Contra o processo socializante na Bolívia, os oposicionistas (porque estão ou irão perder as prerrogativas 'feudais' e humilhantes que auferem) ao governo, chegam ao ridículo de justificar os seus protestos e actos violentos com o aumento das pensões dos idosos. Imaginem só, que uma das causas de tamanho ódio e violência seja a canalização da maior parte da renda oriunda da comercialização do petróleo e derivados dos departamentos, desde Janeiro passado, para um programa nacional de assistência aos idosos. Curioso, que haja paradigmas socialistas em que o capitalismo teime em não aceitar, mesmo que sejam compreensíveis actos abnegativos.

08 setembro 2008

O sempre solidário Estado, que dirão os adeptos do "Mercado livre" americano quando o seu paradigma económico trai a ideologia em troca do bem comum

«O governo dos Estados Unidos da América decidiu assumir o controlo das empresas Fannie Mae e Freddie Mac, as duas gigantes do crédito imobiliário, para evitar a sua falência. O plano governamental prevê o investimento até 200.000 milhões de dólares nas duas empresas, tornando-se na maior intervenção de sempre do Estado norte-americano no sector financeiro.» in [esquerda.net]

16 agosto 2008

A passo e passo, a utopia implentar-se-á

Fernando Lugo, um ex-bispo católico, determinante clérigo de esquerda, tomou posse como presidente da República do Paraguai. Lugo, encabeça no Paraguai, os que tomam como correcto a hermenêutica da Teologia da Libertação, como tal, as injustiças sociais, a corrupção, a pobreza (efeitos secundários de um mundo globalizado) são o mote de combate e de inspiração para esta "nova" personagem política. A esquerda sul-americana, qual região inspiradora, está a suplantar, naturalmente, a direita neo-liberal. A mudança de uma América do Sul, oligárquica e conservadora, para uma vanguardista e de esquerda, está à vista e teme-se ( para os que não se aprazem com estas mudanças). Espera-se neste país, como vimos em outros, que as forças contrárias ao reformismo do Paraguai (e não só, também o "amigo" escondido) se mostrem. Um precedente revolucionário ter-se-à aberto na América latina. Definitivamente, os "olhos" do mundo estão atenciosamente focados neste canto do globo. Esperemos, que as políticas perpetradas sejam exemplares e dêem o exemplo de como a "utopia" ainda não desvaneceu e continua a inspirar. Terão, inequivocamente, este, e outros líderes (Lula da Silva, Hugo Chávez, Rafael Correa, Michelle Bachelet, Evo Morales) a responsabilidade ingrata de provar que a mudança só não é possível como realizável.

08 agosto 2008

Algo que ainda faz furor nas hostes neoliberais, democratas-cristãos e amigas do conservadorismo bacoco

Constituição da República Portuguesa

(Sexta revisão constitucional - 2004)

Preâmbulo

A Assembleia Constituinte afirma a decisão do povo português de defender a independência nacional, de garantir os direitos fundamentais dos cidadãos, de estabelecer os princípios basilares da democracia, de assegurar o primado do Estado de Direito democrático e de abrir caminho para uma sociedade socialista, no respeito da vontade do povo português, tendo em vista a construção de um país mais livre, mais justo e mais fraterno.

27 maio 2008

Crispai as críticas

Não é uma má ideia: Por que não nacionalizar?, Mário Crespo no [jn].

16 março 2008

Ruptura Democrática de Esquerda

O secretário-geral do Partido Comunista Português, Jerónimo de Sousa, tornou público um desejo antigo da esquerda portuguesa. Declamou, num jantar na Madeira, a necessidade em Portugal da criação de uma plataforma de concentração de forças políticas, sociais e independentes de esquerda que representasse uma verdadeira alternativa ao domínio governativo dos selectos Partidos Social Democrata e Socialista (ambos com designações não condizentes com as suas governações). Nada de novo apenas uma constatação pública, por parte de um líder partidário, de uma necessidade.

Quanto à sua implementação no panorama da política nacional, penso que será difícil e complexo em causa está a cicatrização de velhas divergências na esquerda e compatibilidade entre grandes vultos da esquerda portuguesa. O timming em que é apresentado publicamente este intento carece pelo seu atraso. Estamos a apenas um ano e alguns meses do sufrágio nacional e local. Uma estrutura política como esta demora algum tempo a ser preparada e implementada.

Em particular, uma estrutura como esta seria ideal para o concelho de Cabeceiras de Basto. Uma plataforma de esquerda que albergasse independentes, desalentados e desalinhados políticos de outras forças políticas, forças sociais e mesmo partidos. Uma verdadeira alternativa governativa. O cordão ideológico de esquerda os uniria em volta de um projecto político de mudança e de evolução para este concelho. Ao contrário deste projecto com âmbito nacional, projectos semelhantes de âmbito local repetem-se por Portugal. Claro, como no âmbito nacional, necessita de tempo para ser preparado e implementado.

20 fevereiro 2008

Cuba libre

A revolução socialista cubana inspirou e descontentou seres carentes e rendidos aos princípios do ideal socialista que, através de Fidel Castro, associou o totalitarismo ao Socialismo. Um crasso erro. Contudo, com sobriedade, atendendo à conjectura política e social d’então, talvez fosse um erro imperativo naqueles tempos conturbados e instáveis da revolução.

Não obstante à violação dos direitos humanos e à falta Democracia, a revolução, personificada em Fidel, melhorou as condições de vida aos cubanos, instaurando processos administrativos e solidários de vanguarda e altruístas, inexistentes e inadequados às necessidades “pouco altruístas” das sociedades "ocidentais" de hoje.

Esta renúncia, hipoteticamente, providenciará uma morosa (talvez) e cautelosa transição do regime totalitário para Democracia pluripartidária. O legado que deixará este Homem ultrapassará a validade física para sempre perdurar nos anais da História.

Não podemos esquecer a horrível actuação dos Estados Unidos da América com o pretexto encobridor da Democracia, conduz uma injusta "guerra" contra um pequeno País que afronta os ideais imperialistas americanos. Um exemplo de coragem que ainda hoje releva a hombridade e clarividência que entusiasma e remete para a insignificância muitos dos "conceituados", e não menos despóticos, líderes mundiais.

03 janeiro 2008

Para quem não goste do modelo social europeu

Onde está a universalidade, gratuitidade e acessibilidade da educação, saúde e segurança social ? Muitos querem acabar com estes desígnios sociais. Dizem que são insustentáveis, injustos e de aplicação duvidosa. Pois, devem querer uma sociedade discriminatória onde o capital seja o croupier que distribui as classes e desfaça a universalidade destes desígnios trocando-os por dinheiro.

02 dezembro 2007

Socialismo N'Aldeia

O que é ser socialista n'aldeia?

Aprofundando na ideologia e ultrapassando-a no tempo, encontrar-se-ão práticas comuns, estas mesmas práticas dogmatizadas na ideologia, que são hoje reminiscências de outros tempos.

Falo de práticas comuns na aldeia socialista, como os equipamentos comunitários (fornos,moinhos,etc.) e acções comunitárias (vezeira,etc.). Possivelmente, são estas as aldeias, onde governava o colectivismo sobre o individualismo como pressuposto fulcral para sua existência, a personificação da decadência do espírito colectivo que actualmente se sente. Mas tal como ontem, estas aldeias remotas, hoje, precisa-se de um individualismo colectivo. Contradição só pela visão sintáctica, porque na realidade necessita-se de um certo individualismo embebido em equidade com o colectivismo. Onde a balança das prioridades não poderá tender para nenhum dos pratos. Respeitar a individualidade dentro do colectivo é o dever primaz, mas sempre assegurando o colectivo do indivíduo.

Quanto à pergunta inicial. Não sei responder, nem sei se um dia a completarei.Sim, porque uma pergunta só se completa com uma resposta.