28 abril 2008
O Pedro Nunes, matemático e médico, do século XXI
Sempre que alguém ameaça o poder instituído e monopolizador da Ordem dos Médicos, embora com o intuito de criar condições para resolver problemas, que, em grande parte, são consequências do monopólio pernicioso, aparece o arauto do corporativismo e impulsionador da destruição do SNS público: Pedro Nunes, o bastonário da OM.
Desta vez, além de instigar a um Serviço de Saúde semi-público, critica quem quer remendar os problemas instituídos pela má e monopolizadora organização do SNS.
Defende que as Autarquias que criam parcerias entre médicos cubanos para a resolução certos problemas referentes a certas especialidades médicas, promovem, com isso, a propaganda eleitoralista. Crítica ainda, a idoneidade e competência dos médicos cubanos, por acaso, considerado uns dos melhores Serviços de Saúde do Mundo.
Como resolução, o bastonário defende a "canalização" do dinheiro do erário público referente ao patrocínio das viagens a Cuba, para a criação de mais condições e aumentos remuneratório para os oftalmologistas portugueses.
Em suma, para este senhor os problemas do Serviço Nacional de Saúde resolve-se com a privatização do Serviço e/ou aumento exponencial dos "magros" rendimentos dos profissionais inscritos na Ordem, pois claro.
Haja bom-senso. Invés de promover a qualidade e a universalidade do serviço público de saúde com soluções reais e menos "umbiguistas", requer audiências com o Presidente da República para praticar solicitações por conta de outrem.
20 fevereiro 2008
Cuba libre
A revolução socialista cubana inspirou e descontentou seres carentes e rendidos aos princípios do ideal socialista que, através de Fidel Castro, associou o totalitarismo ao Socialismo. Um crasso erro. Contudo, com sobriedade, atendendo à conjectura política e social d’então, talvez fosse um erro imperativo naqueles tempos conturbados e instáveis da revolução.
Não obstante à violação dos direitos humanos e à falta Democracia, a revolução, personificada em Fidel, melhorou as condições de vida aos cubanos, instaurando processos administrativos e solidários de vanguarda e altruístas, inexistentes e inadequados às necessidades “pouco altruístas” das sociedades "ocidentais" de hoje.
Esta renúncia, hipoteticamente, providenciará uma morosa (talvez) e cautelosa transição do regime totalitário para Democracia pluripartidária. O legado que deixará este Homem ultrapassará a validade física para sempre perdurar nos anais da História.
Não podemos esquecer a horrível actuação dos Estados Unidos da América com o pretexto encobridor da Democracia, conduz uma injusta "guerra" contra um pequeno País que afronta os ideais imperialistas americanos. Um exemplo de coragem que ainda hoje releva a hombridade e clarividência que entusiasma e remete para a insignificância muitos dos "conceituados", e não menos despóticos, líderes mundiais.