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06 janeiro 2009

FAO YOU

«O relatório da FAO "The State of Food Insecurity in the World 2008", publicado no passado dia 9 de Dezembro, revela que o número de pessoas com fome crónica aumentou em 75 milhões no ano de 2007, em relação aos dados de 2003-05, provocando a subida dos subnutridos para os 923 milhões: estima-se que em 2009 este número irá ultrapassar os mil milhões. 65% dos subnutridos de todo o mundo vivem em apenas 7 países: Índia, China, Congo, Bangladesh, Indonésia, Paquistão e Etiópia. Na África sub-sahariana, 1 em cada 3 pessoas passam fome crónica.» in [Esquerda.net]-09 de Dezembro de 2008

«A FAO (organização das Nações Unidas para a agricultura e a alimentação) afirma que seriam necessários 30 mil milhões de dólares. Isto é, para que ninguém no mundo morresse de fome ou de sede.»-14 de Outurbro de 2008

Sempre que leio estes resultados, quase de imediato sinto uma enorme repugnância para com os senhores "distribuidores" de dinheiro e causadores de guerras e infortúnio aos demais, aqueles que realmente governam o mundo e as nossas vidas. As suas ideias e os seus modos pensar consubstanciaram num mundo desigual e atípico. Um mundo onde os valores estão invertidos. Invés do dinheiro servir o homem é o homem a servi-lo. Provas? Olhem à vossa volta.

07 outubro 2008

Sobre esta crise financeira e a outra, a humanitária que parece não alarmar os mais ricos dos ricos, umas evidências inquietantes

«Para acabar com este drama a FAO (organização das Nações Unidas para a agricultura e a alimentação) afirma que seriam necessários 30 mil milhões de dólares. Isto é, para que ninguém no mundo morresse de fome ou de sede, apenas seria necessário mais ou menos 40% do que o Banco Central Europeu injectou nos mercados só no passado dia 29 de Setembro. É natural que os cidadãos se interroguem sobre este asqueroso e imoral contraste. Que perguntem como é possível que a fome e a sede de 1.000 milhões de pessoas não seja considerada uma crise suficientemente séria para que os bancos garantam o financiamento para a resolver. E, como disse no princípio, que perguntem de onde sai tanto dinheiro à disposição dos ricos.» in [Esquerda.net].

17 setembro 2008

Não é fracturante, é uma constitucionalidade

«No dia 10 de Outubro, o parlamento vai discutir o projecto de lei do Bloco para permitir o casamento entre duas pessoas do mesmo sexo. A proposta bloquista altera o código civil para definir o casamento como "o encontro de vontades, solenemente formalizado, de duas pessoas que pretendem constituir uma família mediante uma plena comunhão de vida".» in [Esquerda.net]

Parece que o Partido Socialista irá utilizar a disciplina de voto, que regiamente decide pelas cabeças do seus deputados, para que na Assembleia da República, mais uma vez, se aproxime empiricamente do pensar e do agir da laranja conservadora, em que se tornou o PSD. O partido socialista(?) obrigará, não encontro melhor palavra, os concubinos deputados a votar contrariamente ao diploma do bloco de esquerda. Socialistas? Não, militantes do partido socialista.

03 janeiro 2008

Sabiam que...

A dívida da Região Autónoma da Madeira no final do ano de 2005 é de, e não se assustem, 1,78 mil milhões de euros.

A dívida da Região Autónoma dos Açores em 2006 é de 275 milhões de euros.

Isto são assimetrias regionais hein...

03 setembro 2007

Discrepâncias da Interioridade

De acordo com os dados do Ministério do Trabalho e Solidariedade Social (MTSS), disponíveis no sistema de informação Sales Index da Marktest, concluí-se que o salário médio mensal, de trabalhadores por conta de outrem, era de 850 euros. O que se avulta deste estudo é discrepância entre os concelhos com o salário médio mensal inferior à média e os concelhos menos "malogrados", que têm salário médio mensal superior à média. Dos concelhos analisados, 280, (impressionante este número) apresentam um salário médio mensal inferior à média nacional.Sendo, o concelho de Resende o que tem o salário médio mensal menor, cerca de 519 euros. Apenas 28, dos concelhos analisados, têm uma "performance" superior à média. Dentro destes, salienta-se os oito "melhores": Oeiras ,Lisboa, Vila Velha de Ródão, Sines, Porto, Castro Verde e Amadora. Evidenciando-se, o concelho de Oeiras, tendo 1426 euros, de salário médio mensal.

Este é mais um exemplo da discrepância entre o Interior e o Litoral, entre os concelhos mais indigentes e os opulentos. Esta discrepância que tanto fustiga e marginaliza o nosso país, tendo o seu orto nas más e discriminantes políticas dos vários governos que têm subido ao púlpito do poder. Estes, evidenciam-se pela a ociosidade e corrupção interesseira que é, quase indissociável à nossa actual política perniciosa.