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20 novembro 2008

Banco Privado Português-Especialização e independência (somente nos "maus" momentos)

• Referência no sector especializado do Private Banking em Portugal

• 12 anos de actividade

• Um dos mais capitalizados bancos do mundo no seu segmento.

Tem um capital accionista de 125 milhões e activos de 150 milhões de euros na holding - Privado Holding - com cerca de 200 milhões de euros de activos

• Terceira instituição financeira em Portugal em Activos Líquidos (1.6 biliões de euros em 2006)

• Activos em gestão actual (2007): mais de 3 biliões de euros

• Resultados Líquidos (2006): 43 milhões de euros

• Foco no Private Banking; com recente foco no Corporate Advisory e na Private Equity

• Moody’s: Baa3(*); Finch: BBB

O Banco Privado Português está com dificuldades em financiar-se nos mercados financeiros internacionais. O que faz ? Tenta aceder à linha de garantia de crédito que o Estado Português providencia às instituições financeiras em Portugal (20 mil milhões de euros), e assim, com a garantia do Estado, ir financiar-se a outro lado (mercados financeiros internacionais). A realizar-se (tal garantia) ficará o Estado com um certo "problema" (naturalmente) se o BPP não cumprir as suas obrigações. O mesmo "problema" que, não estivesse em vigor a máxima "Socializar prejuízos, privatizar lucros", deveria preocupar somente aqueles que anteriormente recolheram os seus lucros (accionistas e os seus ricos clientes).

Há certas particularidades sobre este banco, que convém realçar. A primeira foca-se na sua designação. o Banco Privado Português (BPP) é um banco somente de nome. Não está relacionado com a banca retalhista, isto é, não aceita depósitos (pelo menos aqueles que, nós, simples cidadãos, estamos habituados a efectuar) e não concede empréstimos. Portanto, o seu papel na dinamização na economia real é quase nulo. Então ao que se dedica? O seu principal negócio é o private bankig, (assim, de um modo superficial, gere activos financeiros e fortunas dos "afortunados" clientes), para além de outros "elitistas" negócios financeiros (private equity, corporate advisory).

O BPP está desesperado por "liquidez". As perdas acumuladas em mercados financeiros e a reacção instintiva (dos investidores) que determinou um resgate do que restou do festim de perdas, "empurra" o BPP para uma situação crítica. Portanto, estamos perante uma falta de "liquidez" devido a opções comerciais deste banco de investimento (e gestão de fortunas de "afortunados"). Como tal, o banco deveria fazer jus ao nome que ostenta e privatizar os seus prejuízos.

(*) Numa recente reavaliação, a Moody's reavaliou o rating do BPP para Ba2 (???). Mas, no sítio do Banco Privado Português, esta "reavaliação" ainda não consta na sua página.

05 novembro 2008

Aos pacóvios e mundanos gestores que são "apartidários", desejo-lhes a melhor das sortes para as suas carreiras (não financiáveis pelo Estado)

«O Partido Socialista aprovou hoje a proposta do Governo de nacionalização do Banco Português de Negócios, com os votos contra de todas as bancadas da oposição. A medida permite que os responsáveis pela situação a que o banco chegou recebam avultadas indemnizações.» in [Esquerda.net]

03 novembro 2008

BPN (um Banco Para todos Nós) ? (II)

Algo não me deixa em paz. Com que então o BPN (que não tem assim tanto "peso" no nosso sistema financeiro) é nacionalizado em prol de assegurar os depósitos e a manutenção da "confiança" (tem-nos custado um pouco caro não é?) no sistema financeiro. Isto, face às medidas "expelidas" do Conselho de Ministros.

Depois, o Banco de Portugal (um daqueles que deveriam regular melhor o "sistema") afirma que irá "exigir às instituições de crédito que atinjam um nível de solvabilidade correspondente a 8% dos fundos próprios de base das instituições"". Certo e apoiado. A "face" menos agradável é que o Estado (qual prestimoso "ser") irá "disponibilizar cerca de quatro mil milhões de euros para garantir os aumentos de capital que os bancos portugueses vão ter de realizar". Como? A técnica do costume, o Estado vai emitir títulos de dívida pública (endividando ainda mais o país). Para quê? Para "ajudar" a banca portuguesa (tão generosa a "partilhar" os lucros pelos seus accionistas) a cumprir certos requisitos para a sustentabilidade e viabilidade do sistema financeiro.

O Banco de Portugal (BdP) -dependente do Sistema Europeu de Bancos Centrais (SEBC)- exige "mais". O Estado, preocupado com a banca, endivida-se (em nome do contribuinte) para "ajudar" a Banca a "cumprir" as designações do BdP. E, no fim deste círculo de financiamentos e exigências, o menos exigente e menos "financiado" é que paga: o sempre disponível contribuinte. É assim o mundo emocionante da "alta-finança".

BPN (um Banco Para todos Nós) ?

Branqueamento de capitais, solvibilidade duvidosa (e ocultada das contas oficiais do banco), suspeitíssimos negócios externos à actividade principal do banco, "off-shores" como plataformas negociais por excelência etc. São estas as causas da nacionalização. Pronto, há mais uma: os restantes agentes do sistema financeiro português não quiseram "privatizar" o banco. Normal, quando há um Estado tão prestimoso em assegurar prejuízos e a conceder, de um modo muito benévolo e pouco exigente, empréstimos, com a máxima de manter a sustentabilidade do «Mercado» e dos seus agentes.

Mas este problema centra-se essencialmente na má e na efectiva falta de regulação feita por entidades cometentes(?). Responsabilização (não somente dos gestores,administradores e demais elementos directivos) necessita-se. Mas quando a desresponsabilização é-nos definida pela política, ensinada nas escolas, transmitida (suavemente mas em doses de "cavalo") pelos média, e consequentemente assimilada pelo senso comum, torna-se difícil, com estes pressupostos todos, responsabilizar por direito quem deve ser responsabilizado. Altos valores se impõem. Não os meus.

03 outubro 2008

Não é fracturante, é uma constitucionalidade (II)

«Casamento entre homossexuais PS - Disciplina de voto para todos excepto para ex-líder da JS»

Sempre me espantou ver causas, onde a injustiça é flagrante, serem adiadas, pura e simplesmente, devido a estratégias políticas e a políticos estrategas. Querem avivar o descrédito que os cidadãos têm sobre os seus representantes políticos? Continuem, estão num 'excelente' caminho...

17 setembro 2008

Não é fracturante, é uma constitucionalidade

«No dia 10 de Outubro, o parlamento vai discutir o projecto de lei do Bloco para permitir o casamento entre duas pessoas do mesmo sexo. A proposta bloquista altera o código civil para definir o casamento como "o encontro de vontades, solenemente formalizado, de duas pessoas que pretendem constituir uma família mediante uma plena comunhão de vida".» in [Esquerda.net]

Parece que o Partido Socialista irá utilizar a disciplina de voto, que regiamente decide pelas cabeças do seus deputados, para que na Assembleia da República, mais uma vez, se aproxime empiricamente do pensar e do agir da laranja conservadora, em que se tornou o PSD. O partido socialista(?) obrigará, não encontro melhor palavra, os concubinos deputados a votar contrariamente ao diploma do bloco de esquerda. Socialistas? Não, militantes do partido socialista.

01 setembro 2008

Oferta Privada de Aquisição do Serviço Nacional de Saúde ultima-se

«Alguns exemplos bastarão para dar conta da gravidade da situação [transformação da saúde, de serviço público em negócio lucrativo]. Recentemente a Ministra da Saúde convocou todos os directores de serviços públicos de procriação assistida, no sentido de lhes criar as condições financeiras e humanas para aumentar significativamente a oferta pública destes serviços. Todos, excepto um, recusaram a oferta, sob vários pretextos e por uma só razão: todos eles dirigem serviços privados de procriação assistida e não queriam que os serviços públicos lhes fizessem concorrência.

Outro exemplo, ainda mais perturbador. Um determinado hospital público decidiu aumentar a oferta de serviços especializados para corresponder às solicitações crescentes dos cidadãos. Pois viu esta decisão contestada nos tribunais pelo sector empresarial hospitalar com o fundamento de que, ao expandir os serviços públicos, se estavam a pôr em causa as legítimas expectativas do sector privado quanto à sua expansão e lucratividade. Apesar de um tal propósito bradar aos céus, há juristas de renome dispostos a dar pareceres eloquentes a favor dos queixosos e só nos resta esperar que os nossos tribunais façam uma ponderação de interesses à luz do que determina a Constituição e decidam correctamente.

Terceiro exemplo. Contra o parecer da Ministra da Saúde, o Ministro das Finanças autorizou um acordo entre um hospital privado, pertencente ao Grupo Espírito Santo, e a ADSE, com o objectivo de, com o novo fluxo de doentes, viabilizar um hospital em dificuldades. O dinheiro gasto nesse acordo não poderia ter sido aplicado, mais eficazmente, na expansão dos serviços públicos? A ironia da história é que, pouco tempo depois, os jornais anunciavam em primeira página que os utentes da ADSE estavam a ser preteridos no referido hospital por a ADSE pagar pior. »

Apenas um excerto de um artigo de Boaventura Sousa Santos, sobre a transformação escandalosa do serviço público de saúde em negócio lucrativo. A ler e a reter : Saúde: do serviço ao negócio.

07 agosto 2008

De "beca" em "beca" lá vão eles a caminho da glória partidária

Um estudo elaborado por três investigadores, baseado na análise de alguns milhares de acções de "fiscalidade" elaboradas pelo Tribunal Constitucional e seus juízes, conclui que os juízes, deste mui prestigiado órgão constitucional de fiscalidade, são extremamente politizados e partidarizados.

Concluíram, que no conjunto dos juízes do TC, eles são influenciados não só pela filiação ideológica e partidária como também pela presença do seu partido no Governo. Sendo os juízes de "esquerda" (entendam-se neste caso, afectos ao PS) mais restritivos a mudanças constitucionais, quando o PS está na oposição, e transigentes quando o PS está no Governo. Tendo os outros juízes, os ideologicamente opostos, uma conduta mais constante nas suas posições de mudança na constituição.

Como tribunal que é, um respectivo órgão de soberania, a evidente partidarização de grande parte dos juízes do TC urge em purgar para o bem democrático. Onde está, como órgão de soberania que é, a independência e a autonomia deste órgão perante os outros. Os seus juízes, estatutariamente deveriam ser independentes e inamovíveis.

Por falar de inamovibilidade e independência, o ministro Rui Pereira, ex-juíz do TC que após alguns meses de ter entrado para o TC foi ministrar o ministério da Administração Interna, não será um caso paradigmático de como está condicionado as becas e os colares destes "todos-poderosos" juízes ?

21 julho 2008

O ilusionismo contabilístico e a propaganda política é algo inseparável, na 'mainstream' da política

1. O Primeiro-ministro, afirma peremptoriamente, a criação de um imposto extraordinário sobre os lucros especulativos das petrolíferas, taxando-os a 25% e deixando servilmente os 75% do restante 'bolo' dos lucros para a parte infractora.

2. O Primeiro-ministro, afirma peremptoriamente, que esta medida fiscal não irá repercutir-se no preço de venda ao consumidor.

3. Santos de Oliveira, afirma, que possuí provisões para o pagamento desta medida fiscal.

4. Santos de Oliveira, afirma, que os efeitos desta medida fiscal não se repercutirão no preço de venda ao consumidor.

A famigerada, Taxa 'Robin dos Bosques', tímida e a legitimar o logro, descortinou-se num verdadeiro acto de propaganda política. Os factos aparentam ser evidentes, como aqui se demonstra. O governo tenciona apenas impor uma alteração no sistema de custeio que a GALP estava a utilizar apenas para efeitos fiscais, isto é, impor uma nova fórmula de cálculo fiscal. Não criando um imposto extraordinário mas sim reformular o sistema de cálculo de um imposto existente. Esta nova fórmula de cálculo é em tudo semelhante à antecessora, apenas com um efeito contrário.

Devidamente explicado e com exemplos elucidativos o seguinte artigo: Afinal não vai ser aplicada às petrolíferas a taxa “Robin dos Bosques"

04 julho 2008

A entrevistar, a gente se entende (II)

Ainda alguns resquícios memoriais da entrevista ao primeiro-ministro, José Sócrates, leva-me ao imediato balbuciar crítico: o senhor PM acredita em efeitos significativos da descida do IVA de 21% para 20%, para a economia portuguesa. Argumentou, que são cerca de 250 milhões de euros de receita fiscal "investidos" na dinamização da economia. Pois, já sabemos quem ficará com o maior "bolo" deste "investimento". Claro, que os maiores beneficiários são os grandes capitalistas em Portugal. Apenas eles negoceiam valores suficientemente altos para a uma real percepção da descida fiscal. Contudo, quando o senhor PM exorta a descida deste imposto, relembro, instantaneamente, a proposta do Bloco de Esquerda em utilizar as receitas de um por cento do IVA para o aumento das despesas sociais do Estado, nomeadamente, direccionando esta parte da receita fiscal para a Segurança Social e o Sistema Nacional de Saúde. Conscientemente ou não, o Governo premeia a mesma "malta" de sempre. Uma medida bem mais justa e com efeitos sociais mais significativos, foi, entretanto, renegada.

27 junho 2008

Chase the devil tonight

Como se conjunturou, e a actualidade está a consumar, o sector primário da nossa Economia, lenta e despudoradamente, através do PAC e o consequente proteccionismo económico, está numa fase de "subsidiodependência" agravada e com uma quebra de produção premeditada.

No nosso distrito, Braga, onde os "filhos" e "netos" do conservadorismo típico bracarense da revolução da Maria Da Fonte, das insurreições monárquicas, do golpe de 28 de Maio e do ultra-conservadorismo católico dos anos conseguintes do 25 de Abril, reluzem nos órgãos governativos cá da província Minhota. Evidências ideológicas vêem-se nos artigos de opinião, nas manchetes dos jornais locais, nas atitude governativas, no seu paradoxo modo de vida etc.

Estas atitudes estão se evidenciar a pouco-e-pouco.

A dualidade criteriosa do governo, os actos, anacrónicos, de envio de polícias às casas dos agricultores para os "avisar" da impossibilidade em se deslocar e praticar a greve em certos sítios cá da província, leva à instabilidade social e à crise de consciência.

Algo se passa no estar e pensar destas gentes. A insurreição aproxima-se.

Protestos Agricultores de Braga travados pela PSP junto ao Estádio Municipal.(...)

Agricultores dizem que foram visitados pela GNR na véspera da manifestação.

26 junho 2008

Concertação Social e a legalização de ilegalidades (II)

Ao que parece, a concertação social deu lugar a uma concertação empresarial e de interesses. Com legitimidade, a CGTP em renunciou à reunião em sede de concertação social, porque a tem, ninguém quererá ultimar um assunto numa reunião de importância capital recebendo horas antes um comunicado com alterações ao documento sobre a alteração ao código laboral sem ter o tempo necessário para a analisar convenientemente, com os jogos políticos de cedência de pontos elaborados para ceder, e a troca de "galhardetes" entre o patronato, a cumplicidade perniciosa entre a UGT e o Governo, torna-se evidente que algumas alterações e cedências são aparentes corrupções de princípios.

Nas ultimações de última hora, que a CGTP não aderiu para não ter a irresponsabilidade pela responsabilidade daquelas medidas, o descalabro é consumado. Uma destas alterações visa a possibilidade de um trabalhador aderir individualmente à convenção colectiva de trabalho no seu sector. Para além do apelo à não-sindicalização que está contido neste ponto do acordo tripartido, os sindicatos pouco representativos passam a ser privilegiados nas negociações, favorecendo ainda mais o lado patronal.

Ora, a parte fraca - que o impudor ou a irresponsabilidade destas alterações visa implementar nas relações laborais- o trabalhador, torna-se com esta específica alteração, mais fraco e torna, a alteração do código laboral, conveniente para o lado "forte". Os sindicatos minoritários ascendem em responsabilidade e em poder nas contratações laborais, isto implica, maior influência do patronato nas contratações colectivas. Mais uma vez, o lado "forte" reforça-se.

A aparente luta contra a precariedade, com algumas propostas interessantes, parece corrompida com a extensão do tempo máximo de três para seis meses do vínculo precário. O código de trabalho é algo de superior importância para todo o plano de desenvolvimento social e económico do nosso País. É preciso ceder, mas isto não implica a perda de sacramentos do direito laboral.

06 junho 2008

Os inqualificaveis qualificam

Em tempos de mudança climatérica, é o apre que empesta e "governa" o ar. A inqualificável atitude do "socialista" José Lello, em declarações a um jornal nacional, em caluniar um outro camarada de partido, que por acaso é o incomodativo Manuel Alegre, demonstra aquilo que é preciso purgar no Partido Socialista e na política portuguesa. Com a força das razões ideológicas que fundaram o partido e da congruência política, o discurso e atitudes "não socialistas" vocalizadas por certos elementos devem dar lugar aos que se identificam com a raiz ideológica do partido. Só encontro uma solução para o desvario que irá cair este partido: os "actores" mudam de partido ou o partido muda de "actores".

A manifestação que não entoa em orelhas moucas

Quanto à manifestação de ontem, que juntou cerca de 200 mil manifestantes contra a revisão das leis laborais, penso que é um exemplo bastante elucidativo do descontentamento em relação às políticas que se fazem sentir em Portugal. Mais do que a contestação à possível implementação da proposta de revisão das leis laborais é um toque de sentido para o actual executivo que, com a característica que se torna habitual, pratica o autismo político e desvaloriza a contestação de quem mais sofre com o estado actual do País. O pseudo-socialismo governativo está em perigo.

16 fevereiro 2008

Que triste destino o desta sociedade

"Depois de ter retirado os benefícios fiscais aos trabalhadores portadores de deficiência, chegou a vez das crianças deficientes. Os pais dos mais recentes privilegiados descobertos pelo Governo de José Sócrates que queiram que os seus filhos frequentem escolas especializadas do ensino especial terão de pagar do seu próprio bolso mensalidades que rondam em média os 360 euros mensais."

via País do Burro.

Quão insignificante será a nossa Sociedade quando os seus mais necessitados são desrespeitados e humilhados por reformistas não-socialistas, que os descuram e os abandonam às vicissitudes da exigente e despreocupada sociedade, que esquece o áureo dever de os proteger. Infelizes daqueles que doutros dependem.