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15 setembro 2010

Novo acordo, velha receita

O Novo Acordo de Basileia sobre Capitais, conhecido como Basileia III, é um acordo internacional que impõe algumas regras, propostas por entidades reguladoras, ao sector financeiro. No entanto, o sector financeiro, obrigado agora a reter mais capital e, consequentemente, a ter custos com isso, já alertou que irá elegantemente transferir estes custos para os clientes. Nada de novo, já fizeram com os Estados (ao encaminhar as suas dívidas privadas para a dívida pública) e sempre fizeram com os clientes. Ou pensam que os lucros fabulosos são fruto de uma conduta ética e solidária?

27 abril 2010

Abutres (III)

No momento alto da crise financeira os grandes líderes mundiais reuniram-se e determinaram (em tempo e unanimidade recorde) ajudas e estímulos financeiros (com taxas de juros baixas, relaxamento na cobrança de impostos etc.) às inúmeras e grandes instituições financeiras mundiais. Pois bem, elas estão a recuperar. Com solidariedade, "solidariedade" se paga.

Abutres

A agência de rating Standard & Poors (irónico que tenha no nome "poors" e seja promotora de pobreza) arrasou o rating português diminuindo a classificação de "A+" para "A-". Esta agência só deu o certificado que os especuladores queriam.

Sendo assim, esta nova classificação da dívida dará, neste momento de frenesim de especuladores, lucros avultados para as grandes (e verdadeiros senhores dos países) financeiras. E isto devido à indefinição da política europeia (pois bem podem criticar a apatia e inactividade alemã mas quem sofre, Portugal, Grécia, Espanha, Irlanda e Itália já deviam ter tido uma atitude, em conjunto, de repúdio a este espiral especulativo) sobre este assunto, aliada uma crise (originada nas corruptas agências de rating e no mercado financeiro) que atinge tudo e todos. Como diz o meu bom amigo Vítor Pimenta Se é isto a União Europeia e o mercado livre, então que vão todos para a grande puta que os pariu.. Nem mais.

08 dezembro 2009

Verdadeiramente, um repasto bancário

«Apesar da calamitosa situação financeira, administradores e trabalhadores do BPN no norte do país festejaram esta segunda-feira num dos hotéis de cinco estrelas do Porto.(...)

Segundo a notícia da TVI, o espanto destes clientes aumentou ao saberem que este é o segundo de quatro jantares de Natal que o BPN este ano organiza para os seus trabalhadores. Calcula-se que o Estado português já tenha injectado mais de 3 mil milhões de euros no banco que foi dirigido por antigos membros dos governos de Cavaco Silva, hoje acusados por diversas fraudes que afundaram a instituição. Muitos clientes continuam com o seu investimento congelado e dizem-se burlados pela administração do BPN.» in [Esquerda.net]

26 agosto 2009

Para aqueles que, recorrentemente, afirmam que o Estado não pode ser jogador e árbitro ao mesmo tempo no jogo da Economia uma informação

...o FED, o banco central privado dos Estados Unidos, também tem um papel duplo (jogador e árbitro) no sistema monetário e financeiro do grande paradigma neoliberal- Estados Unidos da América. O FED tem o controlo da provisão do dinheiro nos EUA, ou seja, somente ele, uma entidade privada, pode "criar" dinheiro e injectá-lo no sistema. É um monopólio na criação e venda de dinheiro, controlado por uma entidade privada. Contudo, o FED, possui ainda o dever de monitorizar e regular a actividade de outros bancos privados tal e qual certas entidades similares públicas como, por exemplo, o Banco Central Europeu.

16 maio 2009

"Não atribuas à malícia aquilo que pode ser adequadamente explicado pela estupidez"

«A Sociedade Lusa de Negócios (SLN), a antiga dona do BPN, quer receber do Estado, como indemnização decorrente da nacionalização do banco, 403,8 milhões de euros.» in [CM]

O Estado provou ser o melhor amigo da SLN no momento em que nacionalizou o BPN (detido pela SLN), assumindo, assim, o gigantesco "buraco" financeiro (cerca de 1 800 milhões de euros) que consumia aquele banco e, ao mesmo tempo, "nacionalizando" as práticas ilegais e a má gestão que dominava aquela instituição.

Nos falares em surdina, a nacionalização teve como factor decisivo a necessidade em encobrir outros Oliveiras e Costas (até que haja prova em contrário, ou seja, que alguém seja verdadeiramente responsabilizado), bem mais relevantes e em posições sociais e políticas notórias. Portanto, a nacionalização consubstanciou-se no verdadeiro assunto de Estado.

Porém, a SLN num acto desesperado, pois deve 700 milhões de euros à banca, afirma a intenção (pois acredito que não passe disto) de ser indemnizada pela ingerência contributiva no BPN. Por isso, a SLN pretende receber 403,8 milhões de euros mas não refere que o Estado quando nacionalizou o BPN "herdou" dívidas até 500 milhões do grupo SLN o que implica que o valor da indemnização a pedir não cobre o valor da dívida da SLN ao Estado.

Isto demonstra quão ingrata ou desesperada é esta atitude por parte da SLN que descamba nesta ridícula intenção. Enfim, é a alta-finança.

12 junho 2008

E assim se faz bons amigos

<< Depois do episódio sobre a pensão vitalícia de Cadilhe, paga pelo BCP, o futuro presidente do BPN enfrenta outra polémica: a escolha de Rui Pedras, director da CMVM, que investiga o banco, para administrador da instituição investigada. Banco de Portugal vai pronunciar-se . >> in [DN].

28 dezembro 2007

E com contas se esclarece

Filipe Tourais, explica como uma boa e despretensiosa gestão provoca uma rentabilização sem prejuízo social.

27 setembro 2007

E a crise está a chegar

CMVM APRESENTOU ONTEM NOVAS REGRAS SOCIETÁRIAS PARA AS EMPRESAS COTADAS EM BOLSA, QUE ENTRARÃO EM VIGOR EM 2008. Crise já obrigou fundo português a pedir empréstimo à Banca.

Está a chegar o Apocalipse financeiro. Mal que teve o seu orto no outro lado do Oceano Atlântico, vem aí. Devido à dependência maléfica que temos ao outro lado do Oceano, iremos ser consumidos pela a falta de liquidez e crises hipotecárias. Salva-se quem puder, comprem obrigações financeiras, depositem o dinheiro no banco (conveniente à banca), resumindo enforcam-se no capitalismo apocalíptico.