Ao entrar num excelso canto de culto -possuindo uma predilecção pelos antros mais harmoniosos nas formas, nas cores e na história- um conjunto de sentidos desperta espontaneamente. Os olhos procuram o que o 'coração' não vê. Qual prospecção anímica, tudo é belo, tudo tem significado, tudo reluz e tudo ofusca. Não procuro a razão, muito menos as tautológicas palavras 'sagradas'. Estética, pura estética, é a estética do deslumbramento. Sinceramente, não sendo ateu porque o meu relativismo não o permite, espero um dia encontrar o Seu significado, não o das 'suas' coisas. O dele e mais nenhum. Provavelmente, num ardor, num infortúnio, num encostar de melancolia, não sei. Contudo, a falta de provas substanciais (qual herege que pede insolentemente provas ao divino) leva-me a estar onde estou- céptico. E qual melhor estado de alma do que este. Se se provar que Ele existe, sempre poderei alegar que nunca, Ele, dignou-se a conhecer. E, assim, esclareço-me. Caso contrário, viverei, como tenho vivido- ignorantemente céptico. A ignorância e a estupidez sempre tiveram um sucesso com a misericórdia do divino. Porque razão tão infeliz fórmula iria falhar comigo. Nenhuma, portanto, seja qual for o cepticismo ou o esclarecimento sobre este questionável assunto, terei sempre uma escapatória. Até lá, valete frates.
24 agosto 2008
16 janeiro 2008
12 janeiro 2008
A insensatez
Na Terra que outrora fora denominada e domiciliada pelo povo bastiano, vive a insensatez. Esta cingida ao castro invisível, mais restritivo e intransponível que a sua real forma, do egoísmo que fragiliza a condição humana. Clericais seres, antigos nos modos mas juvenis na arte de explorar, renegam a abnegação em troca da mordomia. Hipotecam o seu futuro. Desfalcam a sua Igreja, sem pudor e alicerçados por séculos de iguais práticas eclesiásticas, de jovens almas. Gritos emergem pela surdina, estes carregados de incompreensão e razão consolidam-se no mundano da vida. Todas semanas, na conservadora Terra, ouvem-se hinos de insensatez que condicionam costumes de acríticos ouvintes. Urgem as vozes discordantes que façam destapar o mouco ouvido eclesiástico.
12 outubro 2007
A opulência o cancro eclesiástico
A opulência da Igreja é algo que me atira para um poço de sentimentos contraditórios. A Igreja, responsável pela preconização dos ideais cristãos da abnegação e dos votos de pobreza dos seus sacerdotes, pratica o culto do luxo em detrimento do desprendimento monetário. A indigência assola o Mundo, e a Igreja cultiva a sua própria destruição. Jovens abandonam os seus antros religiosos, e as causas são variadas, desde do distanciamento sacerdotal em relação aos problemas actuais, o constante activismo político na Igreja, a opulência (o cancro eclesiástico), pregação de políticas demagógicas. Um rol de incongruências com os seus ideais, é isto que vai destruindo a Igreja.
Na minha liberdade opinativa, digo, com alguma reticência na aceitação, por parte de alguns a quem já proferi esta opinião, que a Igreja e o Comunismo são iguais. Ambos com uma filosofia humanista esplêndida, mas desrespeitada e raramente posta em prática pelos os seus líderes, principais deturpadores das suas filosofias e responsáveis pelo afastamento social dos seus ideais.
