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05 setembro 2008

Cuidado com a «Onda de Violência» que nos dão

A mediática «vaga de violência», que os media têm empolgado e deturpado com base na mais manipulável 'galha' da matemática aplicada: a estatística, tem-nos acompanhado nos informativos momentos da televisão e da imprensa portuguesa. Ao contrário dela, em que o objectivo é a produção da melhor informação possível a partir dos dados disponíveis, os media 'sensacionalizam', em troca de uma informação credível e bem fundamentada. A politização desta «vaga de violência» é instantânea e natural. O cúmulo da 'politiquice' deu-se com os murmúrios da oposição da direita política. A provar esta situação, demonstra-se com a silly proposta social-democrata: o pedido de demissão do ministro da administração interna.

O governo em resposta, 'alinha' na mediatização da «onda de violência». O que faz ? Apresenta serviço. Como ? Engendrando um esquema, também com um intuito mediático, de apaziguamento da opinião pública. Esquema este, baseado em critérios científicos pouco explícitos, põe as forças policiais em acção de apaziguamento da opinião pública. Onde ? Nos sítios do costume e com os preconceitos do costume: nos bairros sociais que são mediaticamente assinalados pelas inúmeras notícias negativas. Para além de um 'fogo de vista' que visa acalmar os ânimos sedentos de segurança da população visionária dos noticiários da noite, obtém-se um resultado excelente, nas palavras dos responsáveis policiais: com a mobilização de mais de 1100 agentes, durante vários dias na zona de Lisboa e Porto, o resultado das 'rusgas foram a apreensão de 8 armas de fogo e 3 armas brancas, doses de estupefacientes , 32 detenções e a interpelação de 958 suspeitos de crime.

Portanto, em comparação com o acto policial, os resultados, e atendendo à «onda de violência» que nos assiste, foram aquém das expectativas.

30 agosto 2008

Reviver, em tempos de amargura, sempre foi uma fórmula politicamente eficaz

Por parte do CDS-PP, o antigo secretário de Estado da Administração Interna, Nuno Magalhães, classificou a medida[intenção governamental de alterar a actual lei das armas] anunciada por Rui Pereira como um «remendo». No entender do deputado, o Governo «não está a encarar o problema de frente, devendo ir «mais longe». in [TSF].

A pena de prisão preventiva para quem comete um crime com a ameaça de arma (para os democratas cristãos) é uma medida pequena e aquém do necessário? Com o revivalismo[não vos parece que há um clima de revivalismo 'salazarento' no ar] marcado nas propostas com que estes senhores nos presenteiam, nesta situação, o que quererão realmente dizer com ir «mais longe»? Restaurar a pena de morte? Aplicar a "justiça" de Bush (comummente tratada de patriot act e afins)? Criar um verdadeiro Estado Policial? Acabar com liberdades(que deixariam de o ser) invioláveis e inquestionáveis? Esclareçam-se.

post scriptum: já não consigo aturar tanto exagero mediático, até na imprensa minhota o sensacionalismo reina e corrói.