«Nicolas Sarkozy é acusado pelo Tribunal de Contas francês de ter "exagerado muito" nas despesas durante a Presidência francesa da União Europeia - €171 milhões em 6 meses, mais do dobro da média das outras presidências.» in [Expresso]
29 outubro 2009
05 dezembro 2008
Derrapar ao som da música e crescer (economicamente) como um banco
Pouco há como a administração pública portuguesa para nos sentirmos deslocados e impotentes. Ela, quase, imaginem só, está ao mesmo nível sentimental do imbróglio bancário e os seus roubos mediatizados. Veja-se o despesismo administrativo. A Casa da Música (no Porto), este elefante branco de beleza estonteante (como qualquer elefante), consegue uma proeza negra: Do custo total da obra, dos cerca de 111 milhões de euros, 77 milhões do milionário bolo derivam de "derrapagens" financeiras. São 77 milhões de euros potencialmente poupáveis, ou seja, este empreendimento poderia ser 77 milhões de euros mais barato. Se, pois claro, a nossa instituição pública fosse o que não é.
Tal como o imbróglio bancário, e não me querendo armar em agente persecutório, os responsáveis por este atentado económico, refugiam-se na impunidade virtual que aparenta dar um cargo público de "alto gabarito". Depois, não estranhemos que isto aconteça: «Desapareceram contratos e documentos sobre a construção da Casa da Música»
14 julho 2008
Porque o despesismo há muito nos condena e ameça aumentar, convém ler
A uns tempos atrás, já existia alguém disposto a precisar os "efeitos colaterais" de tal desastroso negócio: Cravinho quer custo do 'dossier' do Citigroup.
28 abril 2008
"O dinheiro não é das pessoas que decidem, mas sim do Estado"
A legislação genérica e contra-produente, os interesses, o despesismo, o constante << fecha os olhos >> e << deixa andar >>, a não divulgação e a provável ocultação de gastos estatais que deveriam estar acessíveis ao cidadão culmina nisto.
Arre estes estadistas.