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11 agosto 2009

[Silly Season daily dose] Com cores régias e inúmeros nomes bora lá hastear a bandeira

Ao que parece um grupo de bloggers sob a ilusão (seja pela causa monárquica ou pelo simples marketing) resolveram hastear a última bandeira do regime monárquico em Portugal nos Paços do Concelho da Câmara Municipal de Lisboa. Nada contra o acto (o hastear) mas é engraçado que estes mesmos bloggers condenaram o facto de um grupo de ambientalistas terem destruído um punhado de milho transgénico acusando-os de violentar propriedade privada vêm, agora, exaltar a violação do espaço público aludindo-se como "guerrilheiros ideológicos". Esquecem-se (deliberadamente) que o espaço público é propriedade pública e que o crime e a desobediência civil, em nome de uma qualquer ideologia, é para ser tratado com coerência. Incoerências à parte, até imagino uma réplica deste acontecimento em Terras de Basto, tão saudosista que esta terra é em retomar velhos símbolos e velhos regimes. É pena que os mais dissimulados defensores da causa monárquica por estas bandas estejam um pouco "enferrujados" para este tipo de aventuras ideológicas.

01 outubro 2008

Municipalismo dos favores

Dar a quem não cumpre os critérios para receber, sempre foi um cliché na governação local e nacional. Em Lisboa, foram atribuídas casas sociais a quem não precisava com o argumento, sempre actual, do favoritismo político. Consequências: além de conspurcar a alma do projecto social para retirar a quem merece e dar a quem pode, é mais uma ferida a descoberto na qualidade democrática em Portugal.

15 julho 2008

Há um ano atrás António Costa subia ao poder e Cabeceiras de Basto envergonhava-se (II)

via O Mal Maior.

Há um ano atrás António Costa subia ao poder e Cabeceiras de Basto envergonhava-se

Há um ano atrás, o "aparelhismo municipalista" actuava. Mas quis o infortúnio que as movimentações fossem filmadas e comentadas. O culminar da denúncia, encheu o "aparelhismo partidário" de vergonha. Quis, mais uma vez o infortúnio, que os denunciantes( sem intuito ) evidenciassem, perante, a televisão nacional, as verdadeiras movimentações de "peregrinos" sobre a égide do partido socialista local, para a celebração da vitória eleitoral de António Costa na Câmara Municipal de Lisboa. O País urbano viu confirmado o "manejo de marionetas", através do qual, se joga o jogo político de bajulações e condenações. Mais do que uma vergonha local, este acontecimento, maculou, ainda mais, a áurea dos partidos políticos e os seus intuitos.

Ensinar com precariedade

A precarização do ensino é um dos factores que mantém a nosso sistema de Ensino, no estado precário e debilitado que está. Na área da "Grande Lisboa", cerca de 93% dos monitores e professores que leccionam as Actividades de Enriquecimento Curricular do 1º ciclo do Ensino Básico estão em situação contratual precária. Uma situação laboral sem a devida protecção e regalias sociais, isto é, sem direito a subsídio de desemprego, apoio na doença ou subsídio de férias e de Natal. Como o processo contratual dos professores que trabalham nas Actividades de Enriquecimento Curricular (AEC) depende das Câmaras Municipais, são elas as responsáveis por esta precarização. Contudo, é algo que, infelizmente, transcende a todo o País. Provavelmente, mediante variadíssimas condicionantes, aposto que em Cabeceiras de Basto a precarização destes professores e monitores está bem acima dos números lisboetas, vaticino: 100% de precarização.

01 agosto 2007

Normalizar Lisboa

Hoje foi apresentado publicamente o "Acordo sobre políticas para Lisboa" instituído entre as candidaturas do PS e BE. Segundo, Ricardo Sá Fernandes vereador lisboeta reeleito nas intercalares, o acordo cinge-se a seis pontos fulcrais para a política bloquista. Eles são: aplicação do Plano Verde, a defesa da frente ribeirinha, a promoção dos transportes públicos, a reabilitação do parque habitacional, o saneamento financeiro e a reestruturação das empresas municipais e o combate à corrupção. Ricardo Sá Fernandes ressalva a liberdade deliberativa dos pontos omissos ao Acordo, i.e., obrigatoriedade deliberativa apenas para os seis pontos acima referenciados.

Penso que foi uma boa escolha, uma abordagem à esquerda, por parte de António Costa. Espero que idoneidade do edil lisboeta seja realçada neste mandato de dois anos. Os cidadãos lisboetas esperam que o edil sirva Lisboa e não se sirva dela -como tantos outros-. Espero que se acabe com as podridões resultantes de políticas de interesses e realmente se consiga normalizar a Capital. Lisboa, mais não é, do que, o resultado mediático de anos de políticas feudalistas e interesseiras que a levaram ao poço escuro onde está.