Não deixa de ser macabramente caricato que o vice-primeiro ministro israelita, Sylvan Shalom, ostente que não deseja ver as crianças israelitas aterrorizadas nos abrigos "anti-rockets" e autorize um raid aéreo sobre a Faixa de Gaza que tem como resultado três crianças palestinianas feridas. É triste a estupidez dos Homens que tentam justificar o injustificável.
02 abril 2010
19 outubro 2009
Uma maneira de acabar com o estímulo bélico do recente prémio Nobel da Paz: aceitar a, evidente, fraude eleitoral
«Invalidação de votos coloca em dúvida vitória de presidente do Afeganistão(...)Os Estados Unidos advertiram que não enviarão mais tropas ao país até que tenham clara a legitimidade do novo Governo.» in [Globo.com]
09 agosto 2009
Portugal bélico e os seus impulsionadores
«No quadro da nova estratégia da NATO para o Afeganistão, o Conselho deu parecer favorável ao reforço da contribuição nacional, para o ano de 2010, com uma força de escalão companhia, análoga à que operou naquele teatro entre Agosto de 2005 e Julho de 2008» in [Público,09-07-2009]
O governo decidiu enviar mais 150 militares para o Afeganistão. Uma decisão alinhada com o quadro da nova estratégia da NATO para o Afeganistão. Assim se expõe a justificação oficial. Porém, temos um aumento do número de militares portugueses num cenário de guerra completamente alheio aos interesses pacíficos ou qualquer outro tipo de interesse minimamente importante a Portugal, uma guerra que tem como fundamento o ridículo combate ao terrorismo em que o efeito está superar as piores expectativas e um gasto de recursos humanos e materiais (totalmente evitável) para um capricho (agora consequência) resultante de políticas bélicas de certos países e pessoas.
O frenesim sobre a despesa pública e a necessidade de se impor um corte nos gastos supérfluos do Estado aparenta não se aplicar neste caso. Não vejo os (habituais) defensores do rigor económico (já que os valores humanistas por vezes não os atrai) e das contas públicas a se elevarem contra esta decisão. Não me digam que há um investimento público subjacente a esta decisão? Pois.
Em conclusão: não há um gasto mais supérfluo de que o custo de guerra, ainda por cima com a agravante desta guerra ser inútil (como qualquer guerra, resultante da falta de consenso) e completamente importada, o que torna esta decisão completamente redutora e mostra o (internacional) comprometimento dos governantes portugueses a desígnios que não o da Paz e o bem estar.
17 janeiro 2009
A crueldade da estratégia política aliada à selvajaria humana em todo o seu "esplendor"
Depois do incumprimento das tréguas (o lançamento de rockets e afins para Israel, por parte dos terroristas do Hamas e os terroristas de Israel que não cumpriram o acordado e nunca "levantaram" o cerco sufocante a Gaza), da investida bélica desproporcional, da recusa das autoridades israelitas em admitir a crise humanitária que provocaram, da inócua resolução da ONU (com a abstenção dos EUA que, por acaso, foram os editores da proposta), da confissão de Ehud Olmert em que pressionara George Bush, da proibição dos partidos políticos dos árabes com cidadania israelita de concorrer às próximas eleições legislativas em Israel, da utilização de armas proibidas, da arbitrariedade dos ataques atingido milhares de inocentes, dos ataques a instalações e escolas geridas pela ONU, da passividade comprometedora da maioria da comunidade internacional, Israel, unilateralmente, tal como iniciara o ataque, avança com um possível cessar-fogo.
Um possível cessar-fogo baseado friamente (com aquele tipo de calculismo inumano que só os belicistas e os seus apoiantes sabem e praticam) na evidência que os objectivos iniciais foram alcançados. Contudo, as tropas ocupantes israelitas continuarão em Gaza por mais dez dias, não vá algum resquício de humanidade por lá andar.
post scriptum: o cessar-fogo já estava assinalado antes mesmo da investida bélica começar. Os objectivos tinham um período de tempo limitado: entre o início das hostilidades (27 de Dezembro) e a tomada de posse de Barack Obama (20 de Janeiro) o intento era "limpar" a faixa de Gaza de terroristas. É a crueldade da estratégia política aliada à selvajaria humana em todo o seu "esplendor".
11 janeiro 2009
09 janeiro 2009
05 janeiro 2009
É a política dos "grandes" e a vida dos "pequenos", estúpido !
«A ministra israelita dos Negócios Estrangeiros, Tzipi Livni, rejeitou hoje os apelos de diplomatas europeus, de visita a Jerusalém, a um cessar-fogo imediato em Gaza, sublinhando que Israel está apostado em mudar a distribuição de forças no território.» in [Público]
Israel continuará, impunemente, a sua investida bélica na faixa de Gaza. O objectivo tem um período de tempo limitado. Entre o início das hostilidades (27 de Dezembro) e a tomada de posse de Barack Obama (20 de Janeiro) o intento é "limpar" a faixa de Gaza de terroristas. É a crueldade da estratégia política aliada à selvajaria humana. Enquanto isso, os ódios crescem e a razão desvanece.
04 janeiro 2009
[Guerra] A vergonha da Humanidade
No meio da confusão religiosa (na essência, a causa de toda esta confusão), um estado nascido a partir do terrorismo invade, com a permissão generalizada das potências mundiais, um território atrofiado e negado a nascer.
«Forças do exército israelense invadem a Faixa de Gaza O Exército israelense avança sobre a Faixa de Gaza em quatro frentes de combate e enfrenta militantes palestinos nos arredores da Cidade de Gaza, a maior do território palestino, neste domingo, 4, segundo dia da ofensiva por terra, e nono de conflito na região.(ler mais)»
post scriptum: Sinceramente, considerar legítimo qualquer acto de destruição humana é renegar-nos como seres pensantes e racionais. Aplica-se tanto ao desesperado terrorismo palestiniano como ao, pela desproporcionalidade de força e reacções internacionais, impune terrorismo de estado israelita.
01 janeiro 2009
O cinismo israelita
A recusa da realidade para o comum mortal é, por vezes, um sinal de um mau-estar psíquico. Contudo, na política é diferente. Recusar a realidade é apenas um meio para atingir um fim.
Tzipi Livni, actual ministra dos negócios estrangeiros israelita (e eventual primeira-ministra), afirma que não existe uma crise humanitária em Gaza. A não ser que o conceito de crise humanitária para ela seja diferente da restante humanidade, estamos perante numa cínica recusa da realidade.
Num sítio (faixa de Gaza) onde o direito à vida, à alimentação, à saúde, à moradia, à educação, e à segurança estão, desde de há muito tempo, ameaçados pelo cerco e coacção israelita, atingido agora o auge com a investida bélica, recusar esta realidade (uma crise humanitária) é um atestado de mau intenção que deveria ser veemente contestado.
29 dezembro 2008
25 dezembro 2008
"Aquele que luta com Deus"
Israel possui tecnologia e armamento nuclear à revelia dos tratados e ditames internacionais mas mesmo assim não admite, por possibilidade alguma, que o seu "inimigo" vizinho possua o mesmo armamento que ele. Convoca guerras, secretas e públicas, recusando qualquer juízo internacional sobre o assunto. Afirma-se como um estado moderno e defensor dos direitos humanos mas continua, incessantemente, a obliterá-los em nome da sua política nacionalista.
Uma nova investida militar israelita é iminente. Israel, apresentar-se-á como um país frágil, para sempre "virgem" ofendida e com a necessidade imediata de vingar os seus próprios erros. O estado judaico retorquirá os ataques palestinianos do outro lado do muro da vergonha, em prol da paz e da segurança dos cínicos e hipócritas. Sem nunca, em vez alguma, enunciar as causas e o desespero palestiniano. Não importa.
Como sempre os princípios e direitos humanos são trocados para olear e experimentar a máquina de guerra israelita. Uma "máquina" que lhe concede e granjeia favores e admirações por este mundo corrupto e sujo.
Israel continuará a sua política de opressão e repudiação de "micróbios locais" (expressão que adjectiva os palestinianos dada pela imprensa israelita). A hipocrisia internacional reina. Israel com amigos poderosos e influentes, cultiva a sua política racista e colonialista. A opinião pública é formada, como quase sempre, a partir das necessidades e aspirações do outro lado do muro da vergonha, escondendo o " violento terrorismo dos poderosos contra os fracos". Um mundo triste e falso em que vivemos.
09 dezembro 2008
Provavelmente, a segunda emenda da constituição americana não lhes permite assinar este e outros tratados de natureza idêntica
«Uma centena de países, incluindo Portugal, começaram esta quarta feira em Oslo a assinar a Convenção Internacional para a eliminação de munições de fragmentação, armamento responsável pela mutilação e morte de dezenas de milhares de pessoas. (...) Mas os principais produtores de bombas de fragmentação - Estados Unidos, Rússia, China, Israel, Índia e Paquistão - decidiram não assinar a convenção, que proíbe o uso, desenvolvimento, fabrico, aquisição e armazenamento dessas munições.» in [Sic.Online]
Este tratado, como a maioria dos tratados "anti-bélicos", terá sempre a oposição de quem usufrui e sustenta a poderosa máquina de guerra. É evidente, como em cima é exposto, as prioridades de certos países. Os negócios, o status, e as "elites governativas" determinam os desígnios. É assim, no simples acto administrativo local até à "alta-roda" das decisões diplomáticas. E os pacóvios (entenda-se a grande maioria da população humana) assistem, impotentemente ao jogo da "elite".