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16 fevereiro 2011

O encerramento do SAP, a barragem de Fridão e Celorico de Basto (II)

Ao contrário do que foi anunciado por vários meios noticiosos, a autarquia de Celorico de Basto não tomou qualquer posição contrária à construção do "projecto hidroeléctrico para Fridão". Apresentou, sim, as razões e medidas para minorar o encerramento do SAP, no período nocturno, de Celorico de Basto. A autarquia, usou o argumento, entre outros, que o Estado português recebeu cerca de "231,7 milhões de euros pela concessão da barragem de Fridão" e "não gastou um euro para compensar o concelho pelos fortes impactes ambientais", para dar força, razão outra coisa qualquer à sua legítima indignação. Porém, tenho algo a dizer sobre isto. Sem relativizar a importância da autarquia celoricense em combater esta medida nefasta da administração central, repreendo o "jogo político" que está a ser efectuado por este executivo camarário. Passo a esclarecer.
Por duas vezes, a autarquia celoricense avança, informalmente, está claro, que irá, através de um comunicado ou conferência de imprensa, declarar que está contra a construção da barragem de Fridão.
Primeiramente, o vereador do Turismo, Carlos Peixoto, declarou que "a confirmarem-se estas perspetivas lesivas das populações e do turismo, será natural que a sociedade civil e a Câmara tomem posição contra o avanço da barragem e tentem evitar que se torne irreversível". Joaquim Mota e Silva, o edil de Celorico de Basto, corroborou e acrescentou que iria, à altura da notícia, brevemente tomar uma posição pública. Isto aconteceu num período em que decorriam negociações entre a autarquia e a EDP. A posição pública, atrás anunciada e publicitada nos média, não aconteceu.
O segundo acontecimento ocorreu quando a autarquia recebeu a notícia que confirmava a intenção da ARS encerrar, durante o período nocturno, o SAP de Celorico de Basto. Por reflexo, "fontes da autarquia" disseram que o encerramento levaria a câmara local a opor-se à construção da barragem de Fridão. Esta notícia foi amplamente difundida nos meios de comunicação social. No entanto, no dia em que a conferência de imprensa (hoje) foi realizada soubemos que, quanto à posição oficial da autarquia sobre a construção da barragem de Fridão, nada sabemos. Mais uma vez, a autarquia usou a importância associada à questão da barragem de Fridão para fazer o seu "jogo político".

A autarquia de Celorico de Basto está a chantagear a EDP e o seu parceiro-mor (a administração central) com a intenção de se posicionar contra a construção da barragem de Fridão. Os objectivos são claros: contrapartidas favoráveis por parte da EDP e apoios para a manutenção de serviços por parte da administração central. O padrão está identificado: quando a autarquia celorincense está em processo de negociação (ora com a EDP ora com o Estado) usa, através de "fontes autárquicas", a comunicação social para executar esta estratégia política. Nem todos os meios justificam os fins. Principalmente, quando um dos meios deveria ser um fim: renegar a barragem de Fridão.

O que podemos concluir deste comportamento, digamos, mercenário é o seguinte: o executivo de Celorico de Basto (como os congéneres de Mondim e Cabeceiras de Basto) não está realmente contra a construção. Está, sim, a favor de contrapartidas económicas para, e agora é uma evidência difícil de contornar, pavonear-se com o que conseguir "extrair" do malogrado projecto da "barragem de Fridão".

Devemos "separar as águas". Lutar contra o encerramento durante o período nocturno do SAP é uma luta legítima e consequente. Chantagear, usando um assunto tão importante para o futuro desta terra, é vergonhoso. Se o executivo de Celorico de Basto quer seguir em conformidade com que já afirmou então terá que declarar-se frontalmente contra a barragem de Fridão. Caso contrário, a população terá que se revoltar contra estes políticos chantagistas. Desculpem, mas há situações em que o pudor e a sensatez tem de dar lugar a indignação. E esta é uma delas.

26 março 2008

Unidade de Saúde Familiar, a solução

O Vítor Pimenta, advindo de um estágio numa USF, já deu a sua opinião sobre este novo paradigma de saúde comunitária.

A Unidade de Saúde Familiar (USF) é um modelo organizacional que visa atingir a competência, eficácia, melhor performance e um melhor atendimento clínico nos centros aderentes. Este novo modelo organizativo torna os diferentes intervenientes (médicos, enfermeiros e administrativos) iguais perante as decisões que esta unidade (grupo) de profissionais de saúde fará para atingir um determinado objectivo previamente discutido e acordado por todos intervenientes do grupo.

As vantagens são imensas. A USF é criada a partir de uma candidatura por iniciativa do futuro grupo de profissionais de saúde. Este modelo visa compensar o mérito e a eficácia do trabalho efectuado.

Aconselho veemente os profissionais de saúde de Cabeceiras de Basto a investigarem e talvez a enveredarem por este novo modelo organizacional. Uma vantagem adjacente é a crivagem de maus profissionais que, inevitavelmente, seriam penalizados no novo modelo. Seria um acto de elevação deontológica, além das vantagens evidentes, os clínicos cabeceirenses aceitarem sem reservas nem demagogias um verdadeiro desafio às suas capacidades.

A nível informativo e de consulta fica aqui a referência a este sítio muito pertinente nas questões, respostas, vantagens e desvantagens deste novo modelo organizacional: Missão para os cuidados de saúde primários

Neste link referencia-se directamente os procedimentos para a constituição de uma Unidade de Saúde Familiar, que no meu ver, elevaria a qualidade do serviço de saúde em Cabeceiras de Basto.

18 março 2008

Histórias 'Clínicas' na Aldeia (II)

Mais uma vez a negligência alia-se à incompetência. Infelizmente, neste Concelho, a excepção está a tornar-se uma regra. Aquilo que deveria ser uma infelicidade técnica, uma excepção, um acaso sem explicação está a tornar-se, ou já se tornou, algo quotidiano. Fico sem perceber a conivência de quem protege ou impuna os intocáveis quando alguém que muito prezo torna-se uma vítima da incompetência. Urge uma responsabilização séria.

06 março 2008

Histórias 'Clínicas' na Aldeia

Vivemos num tempus em que arrogância de uns colide com o orgulho de outros. No passado fim-de-semana estive a exercer o meu dever como bombeiro voluntário cumprindo o meu serviço nocturno. Eu e outro colega fomos solicitados para uma ocorrência à qual cumprimos escrupulosamente.

Ao finalizar os trâmites da ocorrência, encontrávamos no SAP de Cabeceiras de Basto, eram cinco horas da manhã, e necessitávamos de um pequeno autocolante provido do médico de serviço para viabilizar o verberte correspondente a tal ocorrência. Prontamente e de uma forma arrogante foi-nos negado tal provimento pelo médico de serviço. Arrogância deste homem contrastava com azáfama da enfermeira a atender o paciente, é evidente para quem conhece este tipo de profissional de saúde, que ele nem "tocou" no paciente.

Dirigimos-nos ao administrativo de serviço a questionar a obrigatoriedade de tal provimento. Ele confirmou tal suspeita. Ao questionar o porquê da negação desta obrigatoriedade, ele, o administrativo, respondeu que a atitude do médico era normal! E que a arrogância do médico e a teimosia eram uma marca de água no seu serviço e era melhor esquecer. Nada de especial.

De retorno ao Quartel o meu colega,um estudante de medicina, vociferava:São estes médicos que dão a nefasta fama à classe e ao serviço de saúde, médicos formados na secretaria no reboliço do vinte cinco de Abril.

Para quando uma responsabilização real dos seus actos? Para quando uma separação entre os profissionais de saúde, e não só, na sua área de actuação profissional (público ou privado e nunca público e privado)? Para quando um sistema de avaliação qualitativa que servisse para punir os maus profissionais? Para quando o fim das prerrogativas desiguais relativas à classe profissional médica? Para quando a liberdade de cursar em qualquer curso onde a restrição seja feita no mercado de trabalho (a jusante) e não ao contrário? Para quando uma actuação profissional condizente a funcionário público e não a atitude actual de superioridade perante o serviço público?

30 janeiro 2008

A assepsia de Basto

A reforma iniciada pelo exonerado ministro da saúde instalou uma crise com pressões entre autarcas e o governo passando por políticos locais e alimentada pela Administração Regional de Saúde do Norte (ARS-N).

Nesta guerra da assepsia de serviços de atendimento logo esquecem a vassalagem política para defender o interesse sadio pala sua terra. Este é o caso da concelhia socialista de Celorico emitiu um "recado" endereçado à nova ministral senhora da saúde contento o objectivo da manutenção do SAP de Celorico de Basto.

Ao constar os rumores Mondim de Basto, Vieira do Minho, Celorico de Basto e Ribeira de Pena (presentemente não possui atendimento permanente) sucumbirão deixando nesta Terra de Basto o SAP de Cabeceiras de Basto orgulhosamente só.

07 agosto 2007

SAP de Cabeceiras de Basto

Ontem tive o infortúnio de ir ao SAP (Serviço de Atendimento Permanente), lá encontrei um caos tipicamente alusivo ao espírito comodista luso. Desde carros estacionados dentro do perímetro do parque do SAP (que pelo o sinal é interdito a estacionar e circular veículos que não sejam de emergência), a um camião, que estava a fornecer betão para a obra adjacente ao centro de saúde (futura Unidade de Internamento), estacionado mesmo em frente à porta de acesso ao SAP, o pó resultante das obras que estavam ser efectuadas a entrar, com a permissividade que é relativa a este tipo de partículas, pelo SAP tornando as condições de salubridade, digamos, um pouco "poeirentas". Isto tudo, com agravante, de ser uma Segunda-Feira -que em Cabeceiras é sinónimo de desordem irreal-. O SAP, como devem imaginar, estava repleto de enfermos e pseudo-enfermos. Esta situação provocou-me uma repulsa enorme, penso que é uma enormidade a falta de fiscalização e o desprezo pela qualidade de atendimento ao utente, penso que é possível deixarmos este comodismo (provocador de tal caos) mas para tal é preciso rigor e fiscalização competente.

A fotografia aqui presente, foi tirada hoje (Terça-Feira), não é alusiva ao caos vivido ontem, mas, mesmo assim, existe veículos em "litígio" ao código de estrada. É de salientar, como é visível na fotografia, a adesão do Centro de Saúde à moda dos pré-fabricados com fins hospitalares. Este pré-fabricado, será utilizado aquando das obras no SAP, sendo transferido para ele o Serviço de Atendimento Permanente.