28 outubro 2010

Preenche da ponta dos pés à ponta dos cabelos

O Dj nº1 mundial - Tiesto, juntou a sua melhor electrónica à voz de Jónsi, e às sonoridades angelicais da sua banda - Sigur Rós. O resultado é este. De arrepiar!

26 outubro 2010

Farto de tudo o que envolva o Orçamento de Estado para 2011, há sempre algo acrescentar

Lembro-me que logo após a apresentação das linhas de orientação, ou as principais medidas, para o próximo Orçamento de Estado, que o ministro Teixeira do Santos respondia a uma pergunta (não me lembro do interrogador nem do meio de transmissão) afirmando que a "incorporação" do fundo de pensões da PT serviria de "almofada" para, e sublinho isso, eventuais "desvios" orçamentais. Pois bem, tal como se suspeitava, a incorporação do fundo de pensões da PT (em rigor, dos seus trabalhadores) serviu para "endireitar" não eventuais mas consumados desvios orçamentais. Claro e grosso: mais uma vez mentiram-nos.

23 outubro 2010

Música

Não me apetece escrever, nem blogar nem pensar. Ouço música fresquinha que gosto muito.

Linkin Park - A Thousand Suns - "The Catalyst"

22 outubro 2010

O Buraco sem fundo

O Estado vai enterrar mais 400 milhões no BPN. Directa ou indirectamente, pode chegar aos cinco mil milhões. O mesmo valor das medidas de austeridade. Mas quase todos os responsáveis passeiam-se sem problemas de maior.

Ficámos ontem a saber que o Estado vai enterrar mais 400 milhões de euros no BPN, através de um aumento de capital antes da reprivatização. Vale a pena recordar que não houve interessados para a venda da rede de balcões, por 180 milhões. Com este aumento de capital, o Estado já enfiou naquele buraco sem fundo, directa e indirectamente, cinco mil milhões de euros. Mais coisa menos coisa o mesmo que vai arrecadar com o plano de austeridade que vai destruir a economia do país, já que a CGD já lá injectou, com o aval do Estado, 4.600 milhões.

As perplexidades que tudo isto provoca a qualquer cidadão cumpridor das suas obrigações são evidentes.

A primeira: foi para salvar a banca das suas próprias aventuras que toda a Europa rebentou com as finanças públicas. É para se financiarem junto da banca, para sair deste buraco, que muitos países europeus continuamos a cortar nas despesas do Estado. E ainda há quem tenha a suprema lata de nos vender que só estamos dependentes da banca porque lhes pedimos emprestado. Esquecendo que, ao que parece, a banca não se sente em dívida connosco por lhe termos salvo a pele em tantos países.

A segunda: uma fraude que leva a este descalabro financeiro e que afectará os contribuintes resulta em apenas um cidadão na prisão. Todos os restantes envolvidos nos negócios da SLN passeiam-se alegremente, gozando os seus proventos. E entre eles estão ex-governantes. Fosse um pilha-galinhas, já estaria atrás das grades. E já estaria o CDS irado com a falta de autoridade do Estado, o PSD a falar do laxismo socialista, Cavaco Silva a comunicar a sua preocupação com a falta de ordem e o Governo a prometer um reforço do contingente policial.

Como é coisa que todos, mais tarde ou mais cedo, vão pagar com os seus impostos e com os seus empregos, nada de especial há a dizer. Os ladrões, já se sabe, são os beneficiários do Rendimento Social de Inserção. É com os 80 euros que podem receber por mês que nos devemos preocupar.

Daniel Oliveira in Expresso.

20 outubro 2010

Orçamento

Muito se discute e se discutirá (até aprovação do Orçamento do Estado para 2011) sobre as medidas que o Governo avançou, e que estarão incluídas no documento. Se o que está em discussão é a contenção da despesa e obtenção de receita (com o único objectivo de controlar o défice) o que não se discute (pelo menos, que esteja reflectido nas medidas apresentadas) são as consequências. O Orçamento terá como consequência a recessão pois as medidas apresentadas irão desacelerar o investimento, aumentar a carga tributária, trucidar o rendimento e diminuir o apoio social. Não é algo simples formular condições para que a despesa diminua, a receita aumente e o investimento se concretize. Para tal, e o bom-senso domina neste ponto, o corte em gastos supérfluos (organismos públicos inúteis, Parcerias Público Privadas, despesas em consultadoria externa etc.), a obtenção de receitas (taxar a riqueza não taxada e acabar com indústrias privilegiadas no plano fiscal -Banca, Farmacêuticas etc.) e o bom e ponderado investimento descentralizado, eram e são medidas de essencial importância. O que antevemos deste orçamento é exactamente o contrário. O corte cego em despesas essenciais (salários, subsídios sociais etc.) a obtenção de receita através do IVA (portanto, de igual modo para todos) e do IRS através dos rendimentos mais baixos e nenhuma, ou pelos menos significativa, medida de incentivo ao crescimento.

O que nos apresentam os governantes e meios de comunicação é uma sentença: não há alternativa a este Orçamento de Estado, futuramente (re)acordado entre o PS e o PSD. O futuro acordo (caso haja) terá as mesmas linhas de orientação: corte cego na despesa imediata e o aumento injusto da receita através dos impostos. Como podem os partidos que defendem a mesma coisa, em grosso modo, concluírem resultados diferentes? Não podem. Ao ser acordado este Orçamento o destino estará (quase) traçado. As consequências sentirão, em nome de "consensos" na desgraça e de actos de governação responsável(?). As alternativas andam por aí, claro sem o devido destaque e interesse pelos poderes financeiro, mediáticos e governativos. Pois aí está, o que nos impede de ter um destino comum justo e rigoroso: haver poderes a mais onde, apenas, há lugar para um: o poder do povo.

Editorial XXII

Já está disponível no sítio do jornal "O Basto", o editorial do mês de Outubro: "Considerações".

15 outubro 2010

Banco Alimentar Parlamento

O Aventar promove no Porto[Em frente ao Pingo Doce da Avenida da Boavista, no Porto] , no próximo sábado 16 de Out.2010, pelas 16h, o BANCO ALIMENTAR PARLAMENTO, destinado à recolha de alimentos para o deputado socialista Ricardo Gonçalves, que ainda recentemente confessou com inegável vergonha que o dinheiro não lhe chegava para comer.

O Aventar convida desde já os seus leitores a juntarem-se a esta cruzada de solidariedade.

Da mesma forma, o Aventar convida todos os blogues que se quiserem juntar a nós. Seremos 10, seremos 100, seremos 1000. E nas páginas do Aventar haverá espaço para agradecer a cada um. No Sábado, vamos todos fazer o bem!

08 outubro 2010

"O Governo gosta mais de reduzir salários que extinguir serviços"

Organismos públicos redundantes e "clientelistas" são claramente um sorvedouro de fundos públicos. Marques Mendes fez uma lista de organismos públicos a eliminar ou fundir. É, apenas uma lista resultante de uma simples análise. A implementar a necessária reforma estrutural a análise tem de ser profunda e séria. No entanto, é evidente alguns casos de organismos redundantes. Fica aqui a ligação para o artigo: Marques Mendes apresenta lista com dezenas de institutos públicos que podem ser extintos

06 outubro 2010

Assombro

No tempo do assombro económico, insistentemente bradado nos meios de comunicação social, convém reflectir. É ditado por economistas, comentadores, políticos situacionistas, governantes e afins, que o Estado Português, paralelamente aos seus cidadãos, consome mais do que as suas possibilidades. A consequência: dívida. Segundo estes, a receita é clara e fria: cortar, cortar, cortar indiscriminadamente e cobrar. As decisões são políticas mas as pressões são claramente financeiras. O governo está a preparar as novas medidas de contenção para o orçamento do próximo ano. E a receita governamental vai, simbioticamente aos interesses e à linha de orientação dos neoliberais comentadores, de encontro a uma receita já praticada na Irlanda e com consequências intoleráveis. Corte nos apoios sociais (ou seja, nos apoios de quem está em dificuldade financeira), redução nas transferências para o Ensino (já depauperado), redução nos programas de investimento estatais (PIDDAC e obras públicas descentralizadas), corte nos salários da função pública com efeito quase imediato no sector privado (redução do poder de compra e nível de poupança) e, qual podre cereja, aumento em dois pontos percentuais o imposto mais injusto de todos: o IVA (atinge todas as camadas sócia-económicas por igual). Curiosamente, nem uma medida de estímulo à economia para promover o crescimento.

Os incitadores do assombro económico (dominantes na comunicação social) repetem, desavisadamente, a mesma repreensão: o Estado, tal como os portugueses, vivem acima das suas possibilidades. Ora, eis algo que não posso concordar. Não foram os portugueses, com o seu nível de vida invejável(?), que colocaram os especuladores e a banca gananciosa em problemas de solvabilidade e o Estado com um défice por explicar. Num país em que a maioria dos seus cidadãos não pode afirmar que vive desafogadamente, é um insulto assumir que estes vivem acima das suas possibilidades. Eles devem viver bem melhor, mais é possível. O Estado, por sua vez não gastou acima das suas possibilidades. Gastou, sim, os recursos públicos em muitos negócios e despesas dúbias e criminosas: criou dívida desnecessária.

O debate político e social que deveria estar em destaque não deveria ser o actual. Ou seja, não deveria ser o consenso na desgraça entre o PS e o PSD a orientar o discurso. Deveria, sim, ser a discussão de medidas política e económicas que assegurasse o crescimento e a redução pensada na despesa, a coordenar o caminho. Deveríamos discutir se era este o caminho (apregoado em todos os meios de comunicação social) para nos defender dos especuladores, acertar as contas e estimular o crescimento ou se era um outro. Invés, discutimos um caminho com prova dada em outros países escamoteando e segregando as alternativas. As alternativas existem, apenas não são divulgadas pelos principais meios de comunicação. Estes, presos pelos predadores e discursistas do assombro económico, repetem as mesmas repreensões (com diferenças de estilo) e a mesma receita. A discussão política é necessária (ao contrário da declaração do Presidente da República no centenário da República) e aconselhável.

05 outubro 2010

Exercício

Para quem, ainda questiona a origem dos planos de austeridade, basta ler este artigo de opinião de Luís Leiria. Claro e simples, neste artigo visualizamos a influência dos interesses da "alta finança" e dos seus tentáculos eurocratas nos planos de austeridade e na aclamada "crise da dívida pública". A reflectir: E se fosse Portugal a ter 32% de défice?.

Cinco de Outubro

Hurra ao regime republicano. Embora o regime político actual esteja no limite da qualidade recomendável, este regime, continua a sobrepor-se aos demais. Dos tempos idos da Monarquia, apenas um apontamento: tinham símbolos representativos esteticamente melhores. De resto, pouco mais.

03 outubro 2010

Mau tempo em Cabeceiras de Basto II (Nem a propaganda aguenta)

Escola Básica de Cabeceiras de Basto, Refojos de Basto.

Mau tempo em Cabeceiras de Basto

Campo do Seco - Refojos de Basto