27 novembro 2010
24 novembro 2010
Amigos para sempre
Nenhum pacto, acordo ou outra qualquer comunhão de interesses, entre o PS e o PSD, parece abalar as estruturas de direcção, que estão repletas de "nomeações" e "afiliações" políticas, que possuem componentes com "natureza empresarial" em entidades ou empresas de capital público. As excepções ao corte de salários nessas estruturas já está previsto. O PS propôs e votou favoravelmente, o PSD absteve-se da votação mas não se incomodou muito e os restantes partidos votaram contra. Mais uma vez, a máxima orwelliana mantém-se: todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais do que outros. Não estará para breve o canto do cisne, porém, agem como tal. Nesta, como em outras, questão a causa é evidente: PS e PSD pautam-se por outros interesses sem ser a ética e a defesa do bem-estar comum. O efeito prevê-se: uma hecatombe da confiança da classe política e o prevalecimento da incerteza sobre o rumo do projecto que os une.
Editorial XXIII
Já está disponível no sítio do jornal "O Basto", o editorial do mês de Novembro: "Governações".
18 novembro 2010
Paz sim, NATO (OTAN) não! (II)
As medidas de controlo e "profilaxia" ideológica estão a ser impostas. Agora, por estes dias, basta um cartaz, um slogan ou algo que identifique a sua opção ideológica (contrária à ideologia dominante na cúpula que irá se reunir em Lisboa) para não "merecer" a entrada em Portugal, mesmo que se envie para a "estratosfera" qualquer direito fundamental previsto pelo bom senso e pela Carta de direitos fundamentais. Foram impedidos de entrar em Portugal dezenas de pessoas que apenas possuíam cartazes alusivos à paz e contra a NATO. De facto, já se sente a democracia e os direitos fundamentais a escapar, paulatina e disfarçadamente, deste "anestesiado" país. Porém, nestes dias de exaltação bélica, a suspensão da democracia e dos seus direitos é feito às claras. É a ordem que querem.
16 novembro 2010
09 novembro 2010
Justiça onde páras?
08 novembro 2010
As estradas do meu país
O secretário de Estado das Obras públicas esteve em Celorico de Basto para anunciar que os novos métodos de "cobrança electrónica" poderão viabilizar a construção de um nó de acesso do concelho de Celorico de Basto à "A7". Em causa está o elevado preço na construção e manutenção de "portagens físicas" naquele prometido acesso rodoviário. Certamente, o factor de custo preponderante para a construção de um acesso a uma auto-estrada é, sem dúvida, o custo dos métodos de cobrança. Desculpas à parte, nesta cerimónia, o Presidente da Câmara Municipal de Celorico de Basto, mais uma vez e vassalamente, pediu a conclusão da afamada via do Tâmega -uma das contrapartidas prometidas quando Cavaco Silva, o primeiro-ministro de então, encerrou a linha ferroviária do Tâmega- ao citado secretário de estado. Apenas um apontamento protocolar. O Sr. Presidente de Câmara não deveria ter pedido o que está pedido há cerca de duas décadas e criminosamente não cumprido. Deveria, sim, e porque a temática está em voga, solicitar ao sr. secretário de estado a razão porque o Estado renegociou a concessão da A7 com a Ascendi. É que, e porque o advérbio criminosamente ainda está na ponta dos dedos, a Ascendi com um interessante golpe de estratégia económica deixou de ter um rendimento deficitário e variável pela concessão da A7 para ter um rendimento fixo e provavelmente excedentário proveniente do Estado. Esclarecimentos precisam-se mais do que alcatrão.
Barcelona viveu um imperdoável acto de provocação, seus beija-flores!
Não compreendo como um beijo entre vários contestatários das políticas homofóbicas do Papa e acólitos, podem suscitar tanta "reacção". Hipoteticamente, a energia reactiva não foi despoletada pela forma de protesto mas sim pelos protestantes. É que o beijo, gesto de afeição e carinho, para alguns, é um assustador acto de provocação. Que "flores", estes papistas.
06 novembro 2010
04 novembro 2010
Drogas e preconceitos
Foi feito uma nova reavaliação da perigosidade de certas drogas(legais e ilegais). O álcool, droga legal e aceite, domina a primeira posição. Os preconceitos sobre drogas naturais e claramente menos perigosas do que o álcool continuam. Eu sou contra esta proibição. Acredito no poder de discernimento de um consumidor informado e, também, acredito em um mercado regulado que apenas traria vantagens para o consumidor e para o Estado. Sobre assunto:
Os traficantes são contra a legalização, e você? (Maio/2009);
Contra a hipocrisia(II) (Outubro/2008);
Contra a hipocrisia (Outubro/2008).


