Num efémero e rápido retiro ao Alto Minho, algo com que a minha mente se confrontou, foi com a fabulosa A28. Ora, na ida e na vinda do dito retiro, nada como viajar por uma verdadeira auto-estrada, isto é, sem custo para o utilizador (directamente). Comparo, sem entrar em minudências estatísticas, o viver naquelas paragens. Bem mais turísticas (Viana do Castelo e Ponte de Lima verdadeiramente pontos quentes no turismo minhoto, bem mais do que auto-proclamada capital minhota, Braga, e o seus arrabaldes concelhios) acolhedoras, e tendo em conta a distância ao Atlântico como um sinónimo de melhor qualidade vida, peremptoriamente e num grosso modo, concluí que vive-se com mais qualidade lá nas altas terras do Minho.
De regresso cá ao burgo bastiano, a intenção era virmos o mais rápido possível. A famigerada Auto-estrada número 7, seria uma possibilidade de regressarmos confortavelmente e com alguma celeridade do Litoral a Cabeceiras de Basto. Contudo, os preços proibitivos para a maioria da população residente e não só, levou-nos a fazer um percurso alternativo à A7. Percurso, este, conhecidíssimo para quem de possidente tem, indigentemente, as singelas intenções. Para quem se desloca do Atlântico para cá, normalmente, e falando de indigentes similares, desloca-se, em solo prodigamente pavimentado com o melhor asfalto e derivados que têm as auto-estradas para oferecer, até Guimarães. Nós não seríamos uma excepção. Doravante, para o lindo e formoso concelho de Cabeceiras de Basto, repito, normalmente para indigentes similares e arcoenses, aproveitámos a fabulosa variante de ligação entre Guimarães-Fafe para depois continuarmos, herculeamente, na estrada nacional número 311 até à mui rejuvenescente (ou não) vila. Esta via evidencia-se gasta, ultrapassada, sem liftings viários marcantes, mas com uns reparos com algum anti-rugas de betume espesso, que teimosamente deixa a marca (da amargura que o tráfego intenso marca sem piedade) em irritantes e perigosas caixas de saneamento, centímetros acima da (des)nivelada estrada.
Tudo este discurso mirabolante e inconformado para comparáramos as vias do "desenvolvimento", que amistosamente se se intitula as auto-estradas, do Alto Minho com a Região de Basto. Provavelmente será portajada a A28. Desígnios superiores se impõem ou reestruturações no modo de cálculo e exploração na rede viária portuguesa. A nossa afamada autoestrada número 7, que possui(a) todos os critérios para ser contemplada com um concessão SCUT, vê-se cada dia que passa mais igual perante as outras "vizinhas" estradas. Sem dúvida, e sem querer menosprezar a luta para o não portajamento da A28, a nossa autoestrada está a frente, pelo menos com base nos critérios de atribuição de uma concessão SCUT, nas reivindicações. Podem descansar os cidadãos reivindicativos da concessão SCUT para a A28 que, infelizmente, não houve e não há reivindicação que se mostre perante esta injustiça, nas terras de Basto.
Contudo, gostaria de afirmar que não sou a favor das concessões SCUT. Um modelo SCUT, é sustentado com o dinheiro dos contribuintes, através dos impostos, que suporta o custo de construção, manutenção, exploração e financiamento da dito trajecto viário. Sendo incomportável a médio e a longo prazo. Mas ao existir este regime (que tende a acabar perdendo, eventualmente, a Região de Basto anos de benesse), que seja para beneficiar as regiões verdadeiramente necessitárias. Aquelas que, infelizmente, cumprem todos os requisitos para serem contempladas com este regime.
post scriptum O jornal regional, Ecos de Basto, no seu sítio na Internet, mostra-nos um inquérito que questiona, ao ilustre visitante, se acha que o preço praticado nas portagens A7 em que liga Cabeceiras de Basto a outras localidades é exagerado. O resultado não poderia ser mais expressivo e indicador: 95% dos visitantes que votaram, isto é 479 votos, afirmaram, através do voto, que é exagerado o preço praticado nas portagens da A7.