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25 fevereiro 2009

Velhas estratégias

Há uns tempos atrás, em conversa amena, alguém me explicava como os administradores de certas empresas nacionalizadas (em "alturas" do PREC pós-25 de Abril) tinham uma conduta de desprezo perante a empresa que geriam. Os administradores, com os "olhos" postos na privatização da empresa, praticavam uma estratégia de desvalorização.

O que faziam?
Numa empresa fabril "eles" (os administradores) adiavam constantemente a substituição de peças para as máquinas e incentivavam a má manutenção da maquinaria.

O que acontecia?
Pois, por vezes, as máquinas ficavam inutilizadas por falta de peças, o que provocava uma perda de produtividade (a importação de peças para as máquinas levava meses e a linha de produção parava durante este tempo)o que resultaria numa evidente desvalorização do valor comercial da empresa. Entretanto, a empresa era privatizada a um preço mais baixo do seu real valor.

Depois desta estória, convido-vos a analisar a conduta de quem administra (ministério) o Ensino Superior Público e a estratégia que está subjacente a esta conduta:

«(...)sete candidaturas [da Universidade do Minho] ao Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), no valor de 31 milhões, foram rejeitados por falta de parecer do MCTES (Ministéro da Ciência e Tecnologia e do Ensino Superior)» in [Público]

27 janeiro 2009

Uma "espécie" de PP(D) a repetir

PostSecret

Numa estratégia politica evidente, as distritais do PSD e PP de Braga (qual concílio) decidiram reeditar as coligações municipais já experimentadas (Braga, Vila Nova de Famalicão, Vieira do Minho, Vizela e Cabeceiras de Basto) e estudar a possibilidade de "alargar" a aliança política a outros concelhos do distrito. É o reflexo político da máxima: I only talk to girls with the same provider, because i'm cheap.

26 janeiro 2009

Sobre o "não" no referendo em Viana do Castelo

...tenho a leve impressão que isto aconteceria em qualquer capital de distrito que possuísse as seguintes características:
-concelho mais populoso;
-o que paga mais impostos;
-o que tem maior capacidade económica;
-o que tem maior protagonismo para ganhar mais investimentos para o distrito;

e que, hipoteticamente, se inserisse numa comunidade que lhe desse o mesmo "peso" no processo de decisão da comunidade intermunicipal. Sabem, é que o princípio da igualdade é um conceito difícil de implementar e de praticar em política, pelo menos no tipo de política que conhecemos.

Poder ou não poder, eis a questão

Venceu o "Não" no referendo em Viana do Castelo.(...)Nesta experiência de referendo local, quase 70% da população não votou, o que tornou o referendo não vinculativo.

11 janeiro 2009

Minhotos (os que elegem) e os outros minhotos (os eleitos)

Há cerca de um mês escrevi sobre a volatilidade, para utilizar um eufemismo, da situação sócio-económica da Região do Ave do Cávado. O Bloco de esquerda apresentara, na altura, um conjunto de medidas excepcionais para minorar o desespero social e económico que se sente e vive nesta região.

Ido o tempo, a Oposição levou a discussão e ao parlamento um conjunto de programas de intervenção e de emergência para o distrito de Braga, que salientava a situação de "tragédia social" que se vive, em particular no Vale do Ave e Vale do Cávado. O grupo parlamentar do PS "chumbou". Nem os alertas das bancadas parlamentares oposicionistas, para "descartar" as obrigações da bancada, como quem diz, para sensibilizar os deputados do PS eleitos pelos círculos de Braga e do Porto, para se distanciarem da orientação da bancada e votar a favor das propostas da Oposição, surtiram efeito. O conjunto de medidas foi liminarmente "chumbado".

Na base da rejeição do conjunto de medidas, os deputados do PS alegaram «...deve fazer-se o balanço dos programas em curso e que, em 2008, já permitiram um investimento de mais de 20 milhões de euros» e que «...as medidas do Governo de apoio ao investimento e ao emprego, que serão votadas no Parlamento, no próximo dia 29, terão incidência na região» contudo, adjectivaram o conteúdo do conjunto de medidas apresentado pela Oposição como «demagógico» e de «simples retórica».

De facto, os «programas em curso» têm produzido um efeito deveras notável. Ninguém diria que existe um "plano governamental" para estas regiões. De referir, que esta crise que se sente e vive nas Regiões do Ave e do Cávado não é um fruto do acaso muito menos única e exclusivamente responsabilidade de alguma crise externa. As causas estão bem identificadas: a falta de variabilidade económica, o tipo de economia baseada em mão-de-obra barata, má gestão, uma globalização à la minhota etc. De referir que os empresários, que enriqueceram à custa da falência das empresas com a supressão de salários e afins, também, têm uma quota parte de culpas nesta situação desesperante. Responsabilizá-los é necessário.

De salientar o voto de rejeição a este conjunto de medidas dado pelos deputados do PS eleitos no círculo de Braga. Mostraram um "seguidismo" partidário exemplar. Estes exemplos de falta de responsabilidade perante o eleitor, obrigam-me a pensar que é urgente um outro sistema de eleição, o círculos uninominais.

22 dezembro 2008

A "globalização" deslocalizou-se sem responsabilidade nem mágoa

A gravidade da situação sócio-económica na Região do Ave e do Cávado é sentida por quem cá vive ou passe por estas paragens. Mediante as vicissitudes da globalização, estas regiões, que outrora forneciam empregos e trabalho, encontram-se em processo de "deslocalização". Deslocalização no seu sentido mais amplo. As gentes e as empresas estão a partir para outras paragens e os que cá ficam, gentes e empresas, vivem para sobreviver.

Pesa-nos, ainda, o peso da interioridade. Estarmos longe dos centros de decisão, com a sua plenitude em Lisboa (Capital do país e dos "fundos de miséria"), é o reverso da medalha para quem procura paz, sossego e a pureza bucólica. A distância entre estes centros e as terras que da ajuda deles precisam mede-se em anos e não em metros.

O desemprego é elevadíssimo nas estatísticas governamentais e na realidade, aquela onde os subsídios de desemprego e a inscrição no Centro de Emprego desaparecem, maior será a taxa de desemprego entre a população activa.

Neste sentido, e com agravar da situação sócio-económica, o Bloco de Esquerda alerta para esta realidade. Brada aos "céus" parlamentares e mediáticos o desespero social e económico que continua abafado e repisado na Região do Cávado e do Ave. Prometem, através de um conjunto de medidas, não resolver, mas pelo menos minorar as consequências de uma economia débil e centralizada que há muito ameaça ruir.

Não conheço o conteúdo das propostas do Bloco de Esquerda para "minorar as consequências". Contudo, penso que para além da qualidade deste medidas, pior, será, nada fazer. O PS e PSD chumbaram um anterior conjunto de propostas apresentadas pelo Bloco de Esquerda para esta Região. E, assim, depois do chumbo o PS e PSD apressaram-se a: nada fazer.

Não existe, pelo menos que eu tenha conhecimento, um plano ou um conjunto de medidas que "abrace" esta Região e corrija os erros de uma globalização "à la minhota", pela raíz. Ou seja, melhore o "ambiente" sócio-económico e, ao mesmo tempo, reestruture a economia débil e centralizada destas regiões.

07 novembro 2008

External affairs

Se há algo que me irrita profundamente (senão nem escreveria isto aqui) é a adoração servil, grátis e absurda que praticam alguns bloggers perante outros. Aqui, na blogocoisa minhota, a bajulação é macabra e, por vezes, masoquista. Masoquismo em dobro para quem a lê (a bajulação escrita e disfarçada de elogio snob) do que para quem a escreve. Embrulhado (o adulador) que está em snobismo, este leva-o a proferir (escrever) verdadeiras inverdades, trocando a dignidade e a rectidão por um punhado de visitas e algumas citações. Como a misericórdia (compaixão pela miséria alheia e só Deus é capaz de tal "divino" sentimento) me está interdita por definição, só me resta o profundo lamento de ter que ler (felizmente só às vezes) tais desvirtuosos actos de servilismo.

15 outubro 2008

Hoje

O PIDDAC/2009 trouxe, a nós ilustres cabeceirenses, 785 986 de euros em investimento. A situação perante os nossos vizinhos (Celorico de Basto, Mondim de Basto e Ribeira de Pena) está como exactamente um ano atrás. Isto é, o "bolo" para as Terras de Basto é de 931 773 euros (sensivelmente menos de metade do que o ano passado). Claro, que Cabeceiras de Basto abarca cerca de 84 % da totalidade do investimento para as Terras de Basto, "prescindindo" misericordiosamente da restante porção -que equivale a 145 787 euros- para os concelhos vizinhos (Celorico, Mondim e Ribeira de Pena).

Para mais detalhe e exactidão consultar o mapa (aqui) referente a este dados da proposta para o Orçamento de Estado-2009.

Há exactamente um ano atrás

« Para que serve o PIDDAC[Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central]?

Uns dizem que serve para mascarar a falta de investimento regional.

Outros dizem que é um programa de investimento essencial para o desenvolvimento regional patrocinado pela administração central.

Vislumbremos factos:

Investimento do Estado sobre entre 6% e 7% em 2008.

"Sempre a descer” continua a ser o lema das dotações regionais do Orçamento de Estado para 2008, que prevê uma redução de investimento de 10 milhões de euros no distrito de Braga em relação ao presente ano, reduzindo para 62,3 milhões o montante a investir nos 14 concelhos do distrito, de acordo com o Plano de Investimento e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC).

Cada vez mais se tenta estrangular uma Região emergente, como o Minho, são acções discriminatórias, mais propriamente, como esta, que sentimos a mesquinhez da centralidade em Portugal. A inferência que subjaz neste OE/2008 [Orçamento de Estado], em particular do PIDDAC/2008, é: a verba para este ano é menor, significa que o investimento por parte da "centralidade fustigadora" é menor. Directamente proporcional, o investimento do poder central com a preocupação de desenvolvimento regional por parte desta entidade.

Particularizando, avaliaremos o que nos trouxe o PIDDAC/2008 para o encanto natural de Cabeceiras de Basto.

Numa forma sucinta, eis o previsto investimento:

Centro de Emprego de Basto: 515 700 euros.

Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, Redes culturais: 37 783 euros.

Instalação do Tribunal Judicial de Cabeceiras de Basto: 1 000 000 euros.

Unidade de Internamento de Cabeceiras de Basto: 407 500.

Total: 2 050 983 euros.

Nada mal. Congratulo-me com esses números, uma aposta vísivel no dinamismo cabeceirense. Entristece-me ao constatar que somos uma excepção ao Distrito, e à região de Basto, que neste programa de investimento as Terras de Basto totalizaram 2 178 161 euros. Retirando a "fatia" cabeceirense, Celorico de Basto, Mondim de Basto e Ribeira de Pena totalizaram 127 178 euros. Dá que pensar.

Post scriptum. Será que é desta que desenvolverão as utópicas obras do Tribunal Judicial de Cabeceiras de Basto, visto que, já apareceu em PIDDAC anteriores, e obra nem vê-la.

»
in PIDDAC em Cabeceiras de Basto.

15 agosto 2008

Desequilíbrios viários

Num efémero e rápido retiro ao Alto Minho, algo com que a minha mente se confrontou, foi com a fabulosa A28. Ora, na ida e na vinda do dito retiro, nada como viajar por uma verdadeira auto-estrada, isto é, sem custo para o utilizador (directamente). Comparo, sem entrar em minudências estatísticas, o viver naquelas paragens. Bem mais turísticas (Viana do Castelo e Ponte de Lima verdadeiramente pontos quentes no turismo minhoto, bem mais do que auto-proclamada capital minhota, Braga, e o seus arrabaldes concelhios) acolhedoras, e tendo em conta a distância ao Atlântico como um sinónimo de melhor qualidade vida, peremptoriamente e num grosso modo, concluí que vive-se com mais qualidade lá nas altas terras do Minho.

De regresso cá ao burgo bastiano, a intenção era virmos o mais rápido possível. A famigerada Auto-estrada número 7, seria uma possibilidade de regressarmos confortavelmente e com alguma celeridade do Litoral a Cabeceiras de Basto. Contudo, os preços proibitivos para a maioria da população residente e não só, levou-nos a fazer um percurso alternativo à A7. Percurso, este, conhecidíssimo para quem de possidente tem, indigentemente, as singelas intenções. Para quem se desloca do Atlântico para cá, normalmente, e falando de indigentes similares, desloca-se, em solo prodigamente pavimentado com o melhor asfalto e derivados que têm as auto-estradas para oferecer, até Guimarães. Nós não seríamos uma excepção. Doravante, para o lindo e formoso concelho de Cabeceiras de Basto, repito, normalmente para indigentes similares e arcoenses, aproveitámos a fabulosa variante de ligação entre Guimarães-Fafe para depois continuarmos, herculeamente, na estrada nacional número 311 até à mui rejuvenescente (ou não) vila. Esta via evidencia-se gasta, ultrapassada, sem liftings viários marcantes, mas com uns reparos com algum anti-rugas de betume espesso, que teimosamente deixa a marca (da amargura que o tráfego intenso marca sem piedade) em irritantes e perigosas caixas de saneamento, centímetros acima da (des)nivelada estrada.

Tudo este discurso mirabolante e inconformado para comparáramos as vias do "desenvolvimento", que amistosamente se se intitula as auto-estradas, do Alto Minho com a Região de Basto. Provavelmente será portajada a A28. Desígnios superiores se impõem ou reestruturações no modo de cálculo e exploração na rede viária portuguesa. A nossa afamada autoestrada número 7, que possui(a) todos os critérios para ser contemplada com um concessão SCUT, vê-se cada dia que passa mais igual perante as outras "vizinhas" estradas. Sem dúvida, e sem querer menosprezar a luta para o não portajamento da A28, a nossa autoestrada está a frente, pelo menos com base nos critérios de atribuição de uma concessão SCUT, nas reivindicações. Podem descansar os cidadãos reivindicativos da concessão SCUT para a A28 que, infelizmente, não houve e não há reivindicação que se mostre perante esta injustiça, nas terras de Basto.

Contudo, gostaria de afirmar que não sou a favor das concessões SCUT. Um modelo SCUT, é sustentado com o dinheiro dos contribuintes, através dos impostos, que suporta o custo de construção, manutenção, exploração e financiamento da dito trajecto viário. Sendo incomportável a médio e a longo prazo. Mas ao existir este regime (que tende a acabar perdendo, eventualmente, a Região de Basto anos de benesse), que seja para beneficiar as regiões verdadeiramente necessitárias. Aquelas que, infelizmente, cumprem todos os requisitos para serem contempladas com este regime.

post scriptum O jornal regional, Ecos de Basto, no seu sítio na Internet, mostra-nos um inquérito que questiona, ao ilustre visitante, se acha que o preço praticado nas portagens A7 em que liga Cabeceiras de Basto a outras localidades é exagerado. O resultado não poderia ser mais expressivo e indicador: 95% dos visitantes que votaram, isto é 479 votos, afirmaram, através do voto, que é exagerado o preço praticado nas portagens da A7.

09 julho 2008

Evidências de um socialista, convém ler

Eucaliptal. Vítor Pimenta, no seu estilo incisivo, diz-nos tudo.

17 junho 2008

A << consciência social >> do Vale do Ave

A empresa Teviz -Têxtil Vizela, localizada em Moreira de Cónegos, concelho de Guimarães, apresentou um processo de insolvência, justificado com dívidas de 27 milhões de euros, que pode levar ao despedimento de 270 trabalhadores(...)

"Há três anos que o subsídio de Natal e o subsídio de férias estão a ser pagos em duodécimos divididos pelos doze meses do ano", frisou Manuel Sousa. Sem salários em atraso, a administração da Teviz - Têxtil Vizela, está a pagar os ordenados em "prestações". Do mês de Maio, a empresa pagou apenas 50 por cento do salário, faltando ainda pagar o restante.(...)

Com um passivo de 27 milhões de euros, os trabalhadores temem que a viabilização da fábrica passe pelo despedimento. "Nunca aceitaremos qualquer processo de viabilização que passe pela redução dos postos de trabalho", referiu o dirigente do Sindicato Têxtil. "Para os trabalhadores, é muito difícil de perceber como é que, havendo tanto trabalho e tantas encomendas que até obrigam a que se façam horas extras, a empresa apresente um passivo tão grande", disse Manuel Sousa.

Com o plenário realizado:

Os 270 funcionários da empresa têxtil Teviz, de Vizela, voltaram ontem ao trabalho, depois de um plenário em que decidiram assumir-se junto do tribunal como "credores da empresa". "Os trabalhadores vão reclamar os seus créditos", assumiu fonte sindical.

Provavelmente o passivo incompreensível, estratégias económicas difusas e pouco sustentáveis, negligente auscultação financeira, mal gestão, e, principalmente, mal formação e orientação do quadro administrativo levam ao inevitável encerramento. Claro, com um processo de insolvência a empresa aproxima-se inevitavelmente do seu encerramento. Tenta-se o diálogo entre fornecedores, credores, trabalhadores e governo. Algo salienta-se deste e de outros casos de falência no Vale do Ave, a incompetência de quem gere e o desprezo pelo trabalhador. Onde está a << consciência social >> que tanto apregoam ?

07 maio 2008

A sociedade, o Estudo e a futura implementação.

A sociedade civil, organizada e pelos meios indicados, consegue erigir planos e desejos. É de louvar o que acontece em Braga. A sociedade civil necessita, deseja, e propôs um estudo de mobilidade para a cidade. Visou a intenção de melhoramento da sua rede de transporte público e a possível, e agora, corroborada, implementação de um metro de superfície ou o retorno do eléctrico.

A ignição começou com o desejo e a necessidade da sociedade civil bracarense mas também pela voz reivindicativa do Pedro Morgado com a proposta de debates e de uma petição pelo regresso do Eléctrico iniciada no blog Avenida Central.

Falta agora o bom senso político para implementação dos resultados do Estudo de Mobilidade. Um grande feito por parte da sociedade civil e uma especial atenção para alguém, dentro das suas possibilidades, tem muita responsabilidade no processo a que o desejo e a necessidade da sociedade civil atingiu:

Via Aberta para o Eléctrico, Metro ou comboio. Por Pedro Morgado.

Um exemplo de reivindicação a seguir.

27 abril 2008

Com pequenos desprovimentos e esquecimentos o interior definha e definha...

Há cinco anos que o Estado tem atrasado a recuperação de casas florestais na região Minho, na sua maioria votadas ao total abandono. Estima-se em cerca de meia centena os imóveis, devolutos, sob a alçada da Direcção Geral do Património do Estado (DGPE), que aguardam a sua transferência para as autarquias e outras instituições, tendo em vista a sua revitalização e aproveitamento para fins turísticos. (Ler mais)

04 abril 2008

Feira do Livro-Parque de Exposições de Braga [cidade do contra-exemplo urbanístico]

Mas que raio, o que faz uma central eléctrica ao lado de um Parque de Exposições?

31 março 2008

A imiscível mistura

No concelho vizinho, Vieira do Minho, vive-se uma eclesiástica municipalidade. Este concelho vizinho, tem como edil um sacerdote católico. Arrepia-me, a possibilidade de promiscuidade entre a religião e a política. Na altura das eleições autárquicas do ido ano de 2005, o actual presidente do município, o sacerdote, violou uma das mais elementares leis republicanas, candidatou-se sem renunciar ao sacerdócio. Causou estranheza, além da ilegalidade do acto, a conivência da oposição e das autoridades.

Não sei se actualmente o padre Albino Carneiro, o presidente do município de Vieira do Minho, tenha renunciado o sacerdócio. Penso que não. Uma ilegalidade, é certo, que preferem, seja quem for, pactuar. A parcialidade com a promiscuidade começam a existir. E em Vieira do Minho vive-se a promiscuidade: Câmara Esclesiástica de Vieira do Minho .