30 setembro 2009

Este gajo tem uma maneira esquisita de falar...

...;ou de se expressar. É que fiquei com a sensação que a quase totalidade dos portugueses não percebeu nada do que o ilustríssimo Presidente quis dizer com as suas declarações. Um cargo de Chefe-de-Estado com as suas inerentes responsabilidades, exigiria uma maior clareza e concreção nas suas palavras. Fartos de exercitar o raciocínio abstracto, em que a suposição e suspeição substituem a verdade, estamos todos nós. Ou talvez os portugueses sejam todos uns "burros" e maus entendedores. Concluíndo, aquilo que realmente interessava ficar esclarecido relativamente a esta polémica, mantém-se por esclarecer. Um Estado democrático e de Direito, tem a obrigação moral de revelar a verdade aos seus cidadãos sempre que estejam em causa matérias desta gravidade, que colocam em risco a integridade, a independência e autonomia dos orgãos de soberania que o constituem.

The Legendary Tiger Man

Femina é o novo álbum do músico Legendary Tiger Man. Este álbum inclui 11 temas, todos eles duetos com vozes femininas. Neste rol incluem-se nomes como Peaches, Maria de Medeiros, Asia Argento, Cibelle e Rita Redshoes. Paulo Furtado, seu verdadeiro nome, é sem dúvida um dos artistas nacionais mais talentosos.

Fica o videoclip, em dueto com Asia Argento.

26 setembro 2009

O Ontem, o Hoje, o Amanhã e o Depois...

Diz-se que é hoje é dia de reflexão. Mas mal estamos se a reflexão se guarda para a véspera. O Hoje não deve ser hoje, deve ser o Ontem e o Depois. Hoje é dia, em consciência livre, de reflectir sobre o país, e sobre os modelos de desenvolvimento apresentados para o Depois, que os partidos apresentaram Ontem. Amanhã, é dia de fazer uma escolha ou escolha nenhuma, de tomar a decisão de Hoje, ou pura e simplesmente ignorar os nossos problemas e ignorar as potencialidades em que acreditamos, para resolver esses problemas, Depois. É dia de escolher os projectos e as propostas que os partidos defenderam e defendem para apresentar a discussão, em Assembleia da República, nos próximos quatro anos, e pelas quais vão lutar para a sua aprovação. Seria óptimo para democracia, e ficaria muito feliz, se a abstenção fosse a maior derrotada destas eleições. Acima de partidos políticos, está na base todo um conjunto de propostas para serem levadas a discussão na próxima legislatura, devendo estas ser debatidas, não apenas em São Bento, mas também no dia-a-dia das pessoas e nas sua relações.

25 setembro 2009

Finalmente, há um partido político que assume o evidente: o não à barragem de Fridão

Pode-se ler no programa eleitoral do Bloco de Esquerda:

« CANCELAMENTO DA CONSTRUÇÃO DAS BARRAGENS DO RIO SABOR, TUA E FRIDÃO

A barragem prevista para o rio Sabor, o último rio selvagem em Portugal, é irrelevante para a produção de energia eléctrica, não serve para o abastecimento humano ou para a irrigação de campos agrícolas, não terá um contributo visível no cumprimento das metas nacionais estabelecidas no Protocolo de Quioto nem sequer serve para a regularização dos caudais do Douro. Deve ser por isso cancelada. O mesmo se aplica à barragem do Tua, que destruirá uma via-férrea histórica única, e à barragem de Fridão, que afecta gravemente a população de Amarante.» via [Por Amarante Sem Barragens], com o aviso de Dario Silva.

24 setembro 2009

Se não votares PS ou PSD alimentarás o bloco central (PS e PSD), logo vota PS ou PSD! Não existe para aí algum contra senso?

No Avenida Central há um acto de incentivo ao chamado voto útil. Pessoalmente, desgosto do termo e muito menos do que este termo significa. O voto útil é um contra senso em democracia. Qualquer voto é um voto útil porque, a grosso modo, representa a escolha do eleitor numa base de princípios, ideias e programas que este deseja para o futuro da governação. No entanto, há o incentivo de haver o voto útil alegando a estabilidade do país para enfrentar certos desafios. Ora, este tipo de "estabilidade" é um dos pilares da governação deste país nos últimos trinta e poucos anos. O que prefaz a inutilidade deste tipo de argumento para votar nos gémeos PS e PSD (geneticamente diferentes mas com personalidades idênticas). Contudo, afirmar que «se um eleitor de esquerda votar no Bloco em Viana do Castelo, está a desperdiçar um voto na esquerda já que o Partido Socialista é o único partido de esquerda em condições de eleger deputados naquele distrito» alegando o desperdício do voto só porque não há uma probabilidade aceitável para eleição de um deputado de esquerda fora do círculo do PS, é um martírio visual. O voto não é um desperdício somente porque não se vota no PS ou no PSD. Deixemos as probabilidades para a matemática e centremos-nos no que representa um voto: um acto de cidadania e um espelho dos nossos ideais e interesses. O resto é um proselitismo barato para continuarmos aceitar o inaceitável: que o nosso voto seja instrumentalizado.

23 setembro 2009

Por vezes ainda me apetece agarrar na prancha e honrar o rei do street skate: Rodney Mullen

... o tempo passa mas não altera a intuição da liberdade que temos quando praticamos algo livre e, maravilhosamente, despreocupado. Éramos um grupo [como na matemática, na vida também há grupos com um só elemento]. Uma tribo como agora se apelida. Reconhecíamos e éramos reconhecidos pelas vestes, pelo discurso e pelo modo de estar. Foi um tempo de sinceridade porque nada mais nos movia do que o skating e o seu modo de vida despreocupado que, ao mesmo tempo, era sensível aos problemas do mundo, aqueles problemas que não se relacionam com a economia mas sim ao concreto. Tentávamos transpor para a realidade o senso da liberdade que nos guiava em cima de uma prancha. Difícil. Mas ainda continuo a tentar.

22 setembro 2009

Editorial (IX)

Está (aqui) disponível o Editorial do jornal "O BASTO" do mês de Setembro.

Tom Waits - Chocolate Jesus

Desajustamentos

«Não se pode viver tranquilamente numa sociedade pobre» Isabel Jonet in [Agência Financeira]

Claro que não. Um modelo económico falhado e uma sociedade orientada por este modelo são os resultados mais evidentes. Porém, se a sociedade não admite o erro e a consequência resultante, dificilmente conseguirá ser mais humana.

Feira e Festas de S. Miguel e Agro-Basto 2009

Já decorrem as festividades de S.Miguel em Cabeceiras de Basto. Este ano, com diversa animação e com a presença de sonantes nomes da música popular portuguesa, as festividades foram "alargadas" por mais um dia. Excelente altura para visitarem o concelho. Já para os habitantes locais é melhor altura para sair de cá.

Palavras mais utlizadas nos últimos dias: inaugurar, inauguração, obras, entrega ...

(clicar na imagem para uma melhor visualização)

De referir que é conhecido e reconhecido que outras pessoas no mesmo lugar provavelmente fariam o mesmo. Contudo, não deixa de ser interessante que quanto mais nos aproximamos do data das eleições mais "das mesmas palavras" se ouvem e se lêem nos órgãos institucionais.

20 setembro 2009

E o "circo" continua

As "polémicas" e os "escândalos" que envolvem partidos políticos e os seus intervenientes, teimam em brotar nos períodos pré-eleitorais, em plena campanha. Numa altura em que o eleitorado deveria estar concentrado relativamente às propostas para o futuro do país, este tipo de espectáculo, normalmente num timing inoportuno, e sempre baseado em alegações que carecem de fundamento jurídico credível, mais não servem do que para desviar a atenção e o interesse dos cidadãos daquilo que é importante. Do lado do PSD surgem as alegadas compras de votos relativamente a sufrágios internos do partido. Do lado do PS surgem as alegadas escutas por parte do Governo (serviços de informação) à Presidência da República. Espero que os portugueses saibam filtrar as informações uteis das inúteis e que se concentrem no essencial.

Uma música e um vídeo para comunidade francófona cá do sítio

Fora as violentas aventuras do vocalista Bertrand Cantat, para desespero feminino, que são contas de um outro rosário, os noir désir possuem um violento rol de músicas com muito bom tom. Precisamente, esta, l'homme pressé, que além de ser uma música que eleva o espírito mais rebelde do "little-heavy-rock-punk-pop" dos anos 90, possui um videoclip com episódios sarcasticamente belos. De referir que esta banda tem um interessante cover (um das minhas quedas musicais) do profundo Working class hero de John Lennon, verdadeiramente tocante...para quem gostar do tom e da letra, pois claro.

19 setembro 2009

«Eu defendo os transportes públicos, mas isso não me impede de ter um automóvel privado»

«Louçã tem vindo, ao longo da campanha, a “convidar todos e todas” para a criação da “força de esquerda”, referindo sempre que “todos os votos contam”. As vendedoras de peixe parecem constituir, porém, uma excepção.» in [Público]

Neste excerto é evidente um certo incómodo com o Bloco de Esquerda. A imprensa, pois há alguma que funciona como um veio de transmissão das irritações de alguns, tem destacado (como Expresso com uma "notícia de capa" deplorável) minudências com o intuito, pelo menos é o que transparece, de atacar, via dirigentes, o Bloco. Invés de discutirem a programática política do Bloco certa imprensa nacional prefere destacar pormenores irrelevantes. Um sinal do incómodo, certamente.

Em Cabeceiras de Basto há cartazes e cartazes

Na Rotunda da Europa, em Cabeceiras de Basto, está presente uma situação caricata mas não incomum. O espaço destinado ao estacionamento de roulotes de venda de produtos alimentares coincidiu com o espaço à frente do cartaz do PSD e ao lado do PS. Na minha opinião, não há qualquer coincidência. Como a disposição de lugares para a venda ambulante dos tradicionais "comes e bebes" festivos deverá ser, em última instância, da responsabilidade da Câmara Municipal e, esta, com um corpo executivo associada ao Partido Socialista, é quase certo que isto não é um acaso.

Ao determinar que o espaço envolvente aos cartazes políticos esteja destinado ao estacionamento de roulotes, os responsáveis deveriam equacionar que caso haja a necessidade de estacionar duas ou mais roulotes naquele sítio se o estacionamento de uma obstruísse a visão para um cartaz deveriam colocar a outra em frente do cartaz político concorrente ou, então, se desobstruísse a visão para os dois. Não é uma qualquer obrigação legal que o diz é apenas o bom senso que o aconselha.

18 setembro 2009

Pergunto, à esquerda "democrática" ou à direita capitalista," se é com uma capital moderação que se acaba com a fome?

«As Nações Unidas revelaram que,pela primeira vez na história, a fome afectará no final de 2009 mais de mil milhões de pessoas (1.020 milhões). Mais grave ainda é o facto do orçamento do Programa Mundial de Alimentos ser o mais baixo dos últimos 20 anos. A ONU sublinha ainda que apenas 1% das verbas que foram injectadas nos bancos seriam suficientes para reduzir muito substancialmente esta catástrofe.» in [Esquerda.net]

A realidade é peremptória. Apenas um por cento do dinheiro "injectado" no resgate do sistema financeiro mundial, e consequentemente neste modelo capitalista, serviria para reduzir muito substancialmente o flagelo da fome neste planeta. É um facto que para quem defende políticas e modos para preservar a continuidade e a moderação do capitalismo prefere nem enunciar muito menos perder tempo em esmiuçar estes "piquenos" factos. O mundo é conduzido pela prática e sustentado pelas ideias. Uma maior e melhor redistribuição dos recursos é essencial para um mundo melhor. Isto só é possível com uma radical mudança de pensamento e acção humana. Radical, repito. Não é necessário termos medo das palavras. A moderação em tempo de fome e miséria é um luxo que não podemos nem devemos sustentar, com o risco de continuarmos a ignorar os mais fracos e famintos.

Muitos acusam a "radicalidade" em, simplesmente, querer que os bens essenciais sejam grátis e universalistas, elevando princípios pouco humanistas. Estes mesmos, recorrem à demagogia e à ultra adjectivação para denegrir quem quer implementar a justiça no sistema económico vigente. Criticam, apelidando de ideologicamente fanáticos, aqueles que propõem que em tempos de crise ou fartura os que recursivamente são os mais beneficiados (como por exemplo os bancos sempre muito bem ajudados e pouco onerados) ajudam, directa ou indirectamente, os que são mais prejudicados. Apelidam de irrealistas estas ou outras propostas que fujam da "moderada" e "democrática" realidade. Irrealidade é vivermos num tempo tão farto e rico em recursos, como jamais a humanidade viveu, e permitir que a fome e a miséria cresça e propague. Prioridades num mundo podre, certamente.

[Foto reportagem] Porque as crianças indonésias são loucas por punk

A música, como veículo preferencial, retrata uma vivência comum a quase todos os libertários: repressão policial

17 setembro 2009

Factos

«Receberam [governantes do PS, PSD e CDS-PP] um país com um saldo líquido de activos sobre o exterior (posição de investimento internacional) acima de um terço do PIB (cálculo de Vítor Bento), venderam as empresas que entretanto nacionalizaram, receberam milhões da Europa, consumiram o que tinham e não tinham e reformaram-se, deixando como legado um saldo líquido de passivos sobre o exterior de quase 100% do PIB.

Isto é, receberam uma herança, juntaram-lhe outra vinda da Europa, nacionalizaram uma terceira, sumiram as três e deixaram uma dívida de um ano de trabalho. É obra para 35 anos!» via [Pátio das Arrochadas]

16 setembro 2009

Albufeira do Torrão, uma situação do futuro (II)

A Quercus, numa conferência de imprensa realizada junto ao rio Tâmega, denunciou publicamente o estado degradante em que se encontra as águas do Tâmega na albufeira do Torrão. Apontou como causa do elevado estado eutrófico daquelas águas a estagnação das águas devido à existência da barragem do Torrão e o mau estado de funcionamento da nova ETAR de Amarante e com a baixíssima taxa de 17% de cobertura de saneamento básico. A Quercus, nesta conferência de imprensa, solicitou a pronta intervenção e investigação do Ministério Público, de modo a apurar as responsabilidades institucionais dos diversos intervenientes públicos e privados que levaram o rio Tâmega ao estado de degradação em que se encontra. Apelou, ainda, às populações de Celorico e Mondim de Basto para se deslocarem ao local para que vejam com os seus próprios olhos o possível futuro do rio Tâmega na albufeira da prevista barragem de Fridão.

Ele é português, não é?

«A ex-embaixadora Ana Gomes foi a única socialista portuguesa a abster-se na votação de um segundo mandato de Barroso, assim como fizeram os socialistas europeus. PSD e CDS-PP votaram a favor, assim como seis dos sete eurodeputados socialistas lusos. Os deputados de PCP e Bloco votaram contra.» in [Renascença]

Na votação para "legitimar" Durão Barroso como presidente da Comissão Europeia a eurodeputada Ana Gomes absteve-se. Respeitou a ordem do seu grupo parlamentar (Partido Socialista Europeu, que aconselhara os seus membros a abster-se da votação) e contrariou o "sentido de voto" dos seus congéneres socialistas portugueses e espanhóis. Instantaneamente, fora "atacada" pela direita portuguesa por ser a única deputada portuguesa (fora os eurodeputados do BE e da CDU que votaram contra) a retirar-se (ao abster-se) do processo de legitimação de Durão Barroso. Invocaram o "patriotismo" ou, nas palavras de Paulo Rangel, o "sentido patriótico" como argumento-mor para aceitar e legitimar a presidência de Durão Barroso.

Penso que é um contra-senso votar num parlamento multinacional, para "legitimar" um presidente e uma presidência com um carácter multinacional com uma política europeia, tendo como um dos principais critérios (pois a crítica a Ana Gomes não era por ela não aceitar a política europeia de Durão Barroso mas sim por abster-se de eleger um português para a presidência da Comissão Europeia) o "sentido patriótico".

Uma situação reflexiva de um certo modo de pensar que ainda persiste na classe política portuguesa (não é uma exclusividade portuguesa, para o desagrado dos mais acérrimos patriotas). Um patriotismo bacoco num mundo cada vez mais plural e extra-nacional não pode ser critério para definir futuro de uma Europa plural. Não foi esse o espírito fundador da instituição multi-nacional que é a União Europeia, pelo contrário, foi contra este tipo de patriotismo bacoco (ou sentido patriótico) que se criou esta e outras entidades multi-nacionais.

[Copy & Paste d'O Mal Maior] Acontece em Cabeceiras de Basto

joaquim dos santos "Joaquim dos Santos" (exposição) [De 16 de Setembro a 16 de Outubro, Casa da Cultura de Cabeceiras de Basto]

Amanhã é inaugurada uma Exposição Bibliográfica de Joaquim Gonçalves dos Santos, padre, maestro e compositor. A Casa da Cultura, na Praça da República de Cabeceiras de Basto, dá aos interessados a oportunidade de conhecer um pouco da vida e obra deste ilustre cabeceirense, até dia 16 de Outubro. A organização está a cargo da Universidade do Minho.

"Noite das Estrelas" (baile) [Sábado, 19 Setembro, 23.30h, Claustros do Mosteiro S. Miguel de Refojos de Basto]

A segunda edição deste evento, que marca o início da Feira de São Miguel e das Festas do Concelho de Cabeceiras de Basto, contará com "muita música, DJ's, cor e animação". A Organização é da Contacto Futsal Clube.

14 setembro 2009

Cuidado: os "situacionistas" andam por aí e já começaram a uivar

No aproximar do dia da eleição legislativa (27 de Setembro), é notório o apelo directo ou indirecto de alguns para centralizar o acto de eleger os próximos representantes e governantes na escolha entre dois nomes, dois partidos, duas correntes ideológicas e um interesse. Cuidado, que a "governabilidade" do país está ameaçada. Cuidado, que a estabilidade (qual estabilidade?) do país estará ameaçada. Cuidado, não cedam à demagogia de extremistas (huuuuu!!). São os avisos disfarçados que se ouvem e lêem.

Repudio quem tenta impor as suas opções partidárias aos demais, isto é enviesar a Democracia. Repudio, ainda mais, quem tenta impor uma solução bipartida que durante trinta e cinco anos governou e desgovernou. Centralizar a eleição legislativa na escolha entre Manuela Ferreira Leite e José Sócrates, entre PS e PSD, entre esquerda e direita é menorizar o eleitor, cuspir na Democracia e apedrejar o pluripartidarismo.

Menores são aqueles que com o medo de uma mudança, com medo de existir consensos parlamentares, com medo de acabar com os interesses podres, impõem, a quem os ouve ou lê, que um dos actos maiores de uma Democracia (o acto electivo) seja em acordo com o seu mundo bipartido. Confesso que estou farto destes tipos, que de uma forma demagógica, vejam só, consideram a próxima eleição na escolha entre o mal e o pior. Cuidado: os "situacionistas" andam por aí e já começaram a uivar

13 setembro 2009

Red Bull Air Race

11 setembro 2009

Música fresca

Faltam poucos dias para o lançamento de, "The Resistance", o novo álbum dos Muse. A banda britânica tem concerto agendado para Portugal dia 29 de Novembro, no Pavilhão Atlântico em Lisboa. Deixo aqui uma das músicas, "Uprising", já disponível no youtube.

10 setembro 2009

O futuro passará por aqui

«Nasceu na Universidade de Bristol, opera com fotões e resolve algoritmos Shor e o cálculo de grandes números. É um chip quântico, pois então!»

Um axioma da vida: há e haverá sempre "belos horríveis"

Autárquicas [Cabeceiras de Basto] - 4

Em Arco de Baúlhe, a segunda vila mais populosa do concelho de Cabeceiras de Basto, está em vigor uma grande aposta política, do Partido Socialista e da coligação "Pela Nossa Terra" (PSD/PP), no escrutínio autárquico para aquela vila. Devido às festividades da Nossa Senhora dos Remédios a propaganda política antecipou-se e concentrou-se nas terras arcoenses. No entanto, os cartazes já lá estão e as propostas eleitorais esperam. Como de propostas eleitorais não posso opinar, opino, sim, na falta de melhor, sobre o estético. O PS, na minha opinião e com base nos meus gostos pessoais, está em vantagem com o cartaz utilizado. Para isso o conjunto de cores utilizadas e o design sóbrio e moderno foram decisivos. E assim se discute política aqui.

A propósito da saúde e da história do serviço público versus serviço privado (III)

Voltando ao tema, e após descrever muito resumidamente os pilares do nosso sistema de saúde e a sua complexidade de organica laboral, falta reflectir um pouco sobre o que seria mais vantajoso para os portugueses, no que diz respeito às diferentes visões de futuro para o sistema de saúde português - Público ou Privado?
Se relerem o primeiro artigo deste tema e reflectirem bem, vão chegar à conclusão de que o nosso sistema de saúde, é actualmente um sistema misto, no qual há um claro predomínio do sector público, mas onde o sector privado figura com relevância. Se por exemplo pensarmos em Centros-de-saúde e serviços de internamento e tratamento especializados/diferenciados (em hospitais), que normalmente é o que a maioria das pessoas entende como o sistema de saúde, pela sua transversalidade e importância estrutural, claramente verificamos um seviço público mais predominante. Por outro lado, se pensarmos por exemplo, em indústria farmacêutica, em consultórios privados de especialidades médicas, em clínicas de fisioterapia, medicina dentária, clínicas/centros de exames complementares de diagnóstico, clínicas de cirúrgia electiva de especialidades, e também em centros de tratamentos com recurso a tecnologias de ponta (Ex:Centros de diálise, clínicas de radioterapia...), verificamos uma parcela muito significativa de serviço privado.
O que está em causa no nosso sistema é principalmente a acessibilidade e eficiência dos cuidados, não a qualidade em si. Por isso, convém desmitificar que um atendimento em instalações a cheirar a novo com todas as mordomias de um hotel resort 5 estrelas, com pessoas "simpáticas" de sorriso amarelo dispostas a ouvir os problemas de saúde e ainda as lamentações da vida privada, ou que lhe proponham fazer mil e um exames, ou que lhe proponham logo ir à faca, ou que lhe prometam um tratamento milagroso, não significa, por si só, bons cuidados de saúde. Aqui penso que temos de ser muito claros, os serviços de saúde servem para promover um bem essencial, não devem ser encarados pelos utentes como locais de mordomias e caprichos. Não quero com isto dizer que não devam ter conforto e distrações (estes também são fundamentais, até porque o bem-estar não se resume exclusivamente à clínica, mas também, à relação da pessoa com o meio envolvente), mas há que ter bom senso. Posto isto, o objectivo principal de actuação de um serviço de saúde é o binómio - saúde/doença; e é com ele que os serviços de saúde se devem preocupar em primeira linha. Assim sendo, há prioridades no atendimento que não podem ser esquecidas em detrimento de outras. E que não haja ilusões, há bons e maus profissionais nos dois sectores (público e privado).
(CONTINUA...)

09 setembro 2009

Uma música para relembrar a alguns simpatizantes, militantes e dirigentes do Partido Socialista qual é a origem política do seu partido

...porque a memória é uma coisa lixada.

Citações

A propósito da democracia portuguesa e aproveitando a afirmação de José Sócrates no debate de ontem frente a Francisco Louçã, no qual frisou bem, logo na abertura da discussão, que estas eleições iriam ser decididas entre ele e Manuela Ferreira Leite, mais ninguém, relegando os outros partidos para segundo plano, o que na minha opinião demonstra uma falta de respeito e de sentido democrático, para o qual a sociedade em geral e os meios-de-comunicação nem registaram a gravidade desta afirmação, talvez por conveniência. Hoje andei a navegar pela blogosfera, a ler outros blogues e opiniões sobre este debate, até que encontrei um comentário que registei de imediato pela capcidade sintética de pensamento, escrito por um tal pseudónimo - "agitador", e o qual transcrevo para este blogue.
"primeiro, o que está a acontecer com o louçã, tanto no debate com a leite como com o socrates, é pura e simplesmente a exploração do medo. a velha retorica bacoca e caciquista da “ameaça vermelha”. isto é de facto uma forma de manipulação." "outro ponto, é a teoria de que a esquerda se esgota no PS, pois, segundo algum iluminado, é a unica força capaz de marcar a diferença ou ascender ao poder, é tipico de um discurso pseudo fascista de “nós versus eles”." "o resultado desta mentalidade é a destruição de qualquer tipo de ideologia em detrimento de um suposto “mal menor”. para satisfazer o imperativo maximo de chegada ao poder." "estes dois pontos revelam não só uma pobreza de espirito democratico como tambem um vazio de ideias." "e é a isto que a “polis” está reduzida, a duas forças politicas cheias de medidas avulsas, onde não há direitos nem deveres definidos e baseados em valores e em principios, mas antes um conjunto de mezinhas." "isto é uma democracia? não me parece, isto é, e como disse socrates, uma questao de estilo, de atitude. uma farsa."

A propósito da saúde e da história do serviço público versus serviço privado (Parte II)

Dando continuidade ao artigo anterior que teve como principal objectivo clarificar as pessoas de que um sistema de saúde não se resume aos centros-de-saúde, aos hospitais e às suas cirurgias, é bom lembrar que não podemos excluir uma componente importantíssima - os recursos humanos. Se pensarmos um pouco sobre a totalidade das estruturas do sistema, e se contarmos ainda com "outsiders´s" como a indústria farmacêutica ou laboratórios específicos, entre outros, que apesar de não estarem directamente relacionados com a prestação de cuidados de saúde directos, mas antes, fazendo parte desses mesmos cuidados por via de terceiros, estes têm um peso enormíssimo e uma elevada transversalidade num sistema de saúde. Constatamos assim, uma pluralidade imensa de profissionais com formações técnicas e académicas distintas, e outros sem formação nenhuma. Isto tudo para tentar dar resposta à enorme complexidade e exigência de um bem essencial, quer dos pontos de vista técnico e humano. Exemplos: médicos, enfermeiros, radiologistas, farmacêuticos, fisioterapeutas, técnicos de análises clínicas, auxiliares de acção médica, administrativos, dietistas/nutricionistas, assistentes sociais, engenheiros, etc.
À semelhança do que disse no último parágrafo do artigo anterior, um bom sistema de saúde tem de oferecer qualidade e eficiência, ou seja, tem de ser composto por recursos humanos com boa formação técnica e humana com vista à oferta de qualidade traduzida em cuidados, serviços e tratamentos. Contudo, mais importante ainda é, que esses profissionais com caracetrísticas diferentes mas complementares, consigam articular-se entre si, promovendo o trabalho multidisciplinar e em equipa. Este é o caminho para melhorar o sistema de saúde (articulação entre estruturas e profissionais, promovendo um trabalho de convergência). É como um motor. Se todas as peças funcionarem bem e estiverem oleadas, o motor trabalha bem. Quando uma das peças falha, o motor gripa.
(CONTINUA...)

08 setembro 2009

Idiossincrasia de um bloco central

«Ferreira Leite lembra que Jaime Gama já elogiou João Jardim»

Comparem a realidade com a publicidade e terão acesso à verdade

via [Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega]

A propósito da saúde e da história do serviço público versus serviço privado (Parte I)

Para uma melhor compreensão do que vou escrever nos próximos dias, devo começar por uma ideia base, que não raramente, é esquecida por muitos daqueles que falam do sistema de saúde. Um sistema de saúde envolve uma tríade básica composta por 3 pilares essenciais: Os cuidados de saúde primários, os secundários e os terciários.
Os primários comportam a primeira linha de actuação e deveriam ser os mais importantes no que diz respeito à intervenção e investimento em políticas de saúde, até porque são a raíz do estado de saúde de uma sociedade e, envolvem meios menos especializados e tecnologias menos dispendiosas, logo são mais baratos. A sua estrutura tem como objectivo a promoção de saúde e prenvenção da doença. Estes cuidados são prestados por estruturas, como por exemplo: Centros-de-sáude, Unidades de Saúde Familiares (USF´s,), por programas de controlo epidemiológicos e de saúde pública, programas de educação para a saúde, etc... As suas principais finalidades, entre outras, são: contribuir para que a sociedade seja educada na saúde, adopte estilos de vida saudáveis, evite comportamentos de risco, tenha acompanhamento médico ao longo do seu ciclo de vida, que lhe permita detectar potenciais predisposições para certos tipos de doença e, readaptar o seu estilo de vida como forma de prevenir as mesmas ou a sua agudização, evitando ou retardando, dessa forma, o recurso aos internamentos e tratamentos hospitalares, mais especializados e caros, isto é, o recurso aos cuidados de saúde secundários.
Os cuidados de saúde secundários envolvem essencialmente o diagnóstico precoce e o tratamento de doenças. Isto é, quando a primeira linha falha ou quando detecta suspeitas de doença, (pela sintomatologia, historial familiar/predisposição genética, estilo de vida, etc), o utente é encaminhado para os centros de exames complementares de diagóstico, a fim de efectuar os check up´s necessários e rastrear eventuais complicações (Radiografias, Ecografias, mamografias, electrocardogramas, análises sanguíneas, TAC´s, ecocardiogramas, cintigrafias, ressonâncias magnéticas nucleares, etc). Detectada a doença e depois de diagnosticada, o utente pode manter o acompanhamento médico nos cuidados de saude primários, isto quando não existe gravidade ou agudização que exija cuidados especializados/diferenciados, ou com carácter de urgência. Ou então, por outro lado, pode haver necessidade de tratamentos especializados em meio hospitalar (ex: internamentos prolongados por agudização de doenças que exigem cuidados médicos especializados e com tecnologia de ponta, cirúrgias, cateterismos, quimioterapia/radioterapia, mais exames complementares de diagóstco idênticos aos em cima descritos para melhor monitorização do prognóstico e evolução da situação clínica, etc). Escusado será dizer que este tipo de cuidados de saúde são muito mais caros, e actuam em situações de doença instalada, portanto, remedeiam, não previnem.
Por sua vez, os cuidados de saúde terciários resumem-se essencialmente às intervenções de saúde direccionadas para a convalescença/reabilitação de situações de doença. Os principais objectivos são os de auxiliar o utente a recuperar o mais eficiente e eficazmente possível, ou ainda, a adaptar-se a eventuais perdas na autonomia e independência na realização e satisfação das actividades de vida diária e, necessidades humanas básicas. Por exemplo: doentes que sofrem Acidentes vasculares cerebrais dos quais resultam sequelas como perda da capacidade de mobilizar partes do corpo (parésia/plegia), ou perda da capacidade de falar ou expressar-se adequadamente (afasia/disártria), que retiram autonomia à pessoa exigindo uma adpatação à sua situação de doença.
Dou como exemplo de estruturas que intervêm nos cuidados de saúde terciários: Centros-de-saúde, unidades de fisiatria/fisioterapia, centros de recuperação de actividade motora, unidades de cuidados continuados, terapia ocupacional, terapia da fala, etc.
Há contudo, estruturas que podem intervir em mais do que um nível de actuação, isto é, dependendo do serviço a efectuar ou dos cuidados a prestar, podem integrar cuidados de saúde primários, ou secundários, ou terciários (exemplo: os Centros-de-Saúde).
Um bom sistema de saúde, para além de oferecer qualidade e eficiência nos 3 níveis estruturais de actuação, tem essencialmente de conseguir articulá-los entre si, para que se actue com raíz, tronco e membros.
(CONTINUA...)

Pátio das Arrochadas

Sob convite de Miguel Ângelo Valério, a partir de hoje, escreverei com outros bloggers, num blog colectivo intitulado Pátio das Arrochadas.

07 setembro 2009

Por favor, um pouco mais de verdade ok?

«A líder social-democrata, Manuela Ferreira Leite, afirmou hoje, no Funchal, que a Madeira é exemplo de um «bastião inamovível» e de «um bom governo do PSD».» in [Diário Digital]

Manuela Ferreira Leite diz que a Democracia na Madeira “não está asfixiada” in [Sapo]

«O dirigente do PND/Madeira acusou a líder do PSD, Manuela Ferreira Leite, de se juntar às práticas de Alberto João Jardim e deslocar-se em carros oficiais e participar em inaugurações em tempo de campanha eleitoral.» in [Diário Digital]

Apontamento certeiro sobre o ruído após o debate entre Manuela Ferreira Leite e Francisco Louçã

«Nos comentários que se seguiram nas televisões, SIC-Notícias, TVI24 e RTPN, todos os comentadores viram o contrário. Não podendo evitar a excelência da prestação de Louçã e incapazes de o contraditar, falam em propostas inviáveis sem contudo concretizarem esta afirmação. E elogiam Manuela Ferreira Leite apenas porque as perspectivas à partida eram baixas. Não há pachorra! A propósito não há comentadores de esquerda nas televisões? No fim de debate fica a interrogação: quem era o candidato a primeiro-ministro?» Fernando Marques in Incoerências

Para quem queira acabar com as dúvidas, não há nada como ver o debate aqui.

Censurai-vos uns aos outros

O afastamento de Manuela Moura Guedes satisfaz os dois maiores agrupamentos políticos. O Partido Socialista, com o afastamento de Manuela Moura Guedes, apresenta-se no próximo acto eleitoral sem o efeito redutor na credibilidade política, moral e ética das reportagens e opiniões do noticiário apresentado e dirigido por Manuela Moura Guedes. Restando, agora, somente a realidade para efectuar este papel. O PS pode, também, apresentar-se como vítima de um conluio qualquer (proveniente de uma tal "campanha negra") devido ao momento de tal purga jornalística ser o menos indicado e o mais evidente para associar ao partido.

O Partido Social-Democrata, tal como o PS, pejado de cabalas e obradores das mesmas, tem mais um argumento para apregoar a reiterada "asfixia democrática" do governo socialista. Serve-se do afastamento de Manuela Moura Guedes como se serviria da continuação do seu projecto jornalístico. Contudo, convém referir que um similar passo de "asfixia democrática" aconteceu há cerca de 5 anos com o afastamento de Marcelo Rebelo de Sousa do rol de comentadores da estação TVI. Naquele tempo reinava em São Bento as cores laranjas do partido social-democrata e o seu representante era Santana Lopes.

A liberdade de expressão foi violentamente arreganhada neste caso. A administração da PRISA provou, mais uma vez, que é "pressionável" e prestável a serviços pouco democráticos e éticos, independentemente de quem seja o mandante.

Fica aqui um excelente vídeo de promoção do Jornal Nacional de Sexta, censurado pela administração. Só o facto de ser censurado já engrandece o vídeo mas a qualidade deste é deveras interessante.

06 setembro 2009

Ainda ontem com, aparente, saúde segurava finos na Táscoela e hoje está com febre e impedido de ir à convenção, são coisas do Arco da Velha

«Interrogado pela agência Lusa sobre o motivo da sua ausência na convenção, António José Seguro referiu que telefonou por volta das 11:00 de hoje ao director de campanha do PS, Vieira da Silva, a comunicar-lhe que estava doente com febre em Braga.» in [DN]

Uma excelente interpretação do senhor Brel

au suivant, Jacques Brel

05 setembro 2009

Albufeira do Torrão, uma situação do futuro

A albufeira do Torrão, uma coisa nascida da barragem do Torrão - a única barragem no curso do rio Tâmega- , abarca um manto verde de poluição e estagnação. Realço a cor dominante de uma água pestilenta e pastosa que predomina nas margens e na albufeira do Torrão. As causas para este tom esverdeado nas polutas águas do Tâmega são imensas. Porém, domina como causa o enriquecimento nutritivo desmedido (devido à poluição) e a estagnação da água (o natural correr da água é um processo intemporal de purificação da mesma). A situação já fora identificada contudo nada se faz. A poluição continua e o tratamento é parcial e desfasado, porque as ETAR ou estão ultrapassadas tecnicamente ou não funcionam.

No entanto, há uma reflexão a impor: se na única albufeira artificial (como consequência da existência de uma barragem artificial) é evidente o estrago ambiental, num hipotético futuro, com a apregoada albufeira do Tâmega (como resultado da construção de mais cinco barragens no rio Tâmega teremos, em grosso modo, uma albufeira desde de Chaves até Amarante) teríamos uma extrapolação deste estrago ambiental. Se actualmente as águas já vêm com um considerável grau de poluição do outro lado da raia portuguesa, se a taxa de cobertura de saneamento básico é baixa e as estações de tratamento destes resíduos estão desactualizadas ou, simplesmente, paradas na região onde atravessa o rio (Amarante-Terras de Basto-Chaves) é facilmente constatável que com a estagnação do rio, devido à construção das cinco barragens, teremos o fenómeno da eutrofização estendido desde do Torrão a Chaves. Em suma, um horripilante rio de tom esverdeado a servir de matéria prima a interesses e interesseiros.

Para aqueles que consideram que o processo de construção das cinco barragens é algo inevitável(perante a lei este processo é evitável) -devido ao poder dos promotores destes projectos- lembro-os do que foi dito numa conferência em Cabeceiras de Basto dada por alguns administradores da EDP: «A EDP não se responsabiliza pela qualidade da água, embora seja sensível a este assunto, pois, o INAG e as autarquias são as instituições legalmente responsáveis por esta supervisão». Palavras, francamente esclarecedoras, que pautam o evitável atropelo ambiental que será a construção de mais barragens no rio Tâmega.

Ler ainda: «O Rio Tâmega a jusante de Amarante em Agosto de 2009», por José Emanuel Queirós

ver ainda:

04 setembro 2009

Um roteiro: Arcos de Valdevez- Soajo- Nossa Sra. da Peneda- Monção- Viana do Castelo

Arcos de Valdevez

Soajo

Nossa Sra. da Peneda

Monção

Viana do Castelo

(Nesta foto, pastelaria Natário onde se fazem filas para comer as melhores bolas de berlim)

03 setembro 2009

Deixem jogar o Liedson

É natural a naturalização do Liedson. O precedente já fora aberto, recentemente, com a (natural) naturalização de Deco. Liedson, é só mais um. Não vejo e, principalmente, não sinto qualquer tipo de incómodo a que haja mais um jogador nascido em outro sítio, que não no nosso recanto à beira-mar entristecido, a jogar pela selecção portuguesa de futebol. Para mim, basta sentir-se português para ser-se português. É a cultura que define as fronteiras das nacionalidades e não o contrário. A nacionalidade, não é mais do que um nome dado a certas particularidades comuns (como a cultura, língua etc.) a um grupo social. Facilmente, alguém, se assim o desejar, poderá pertencer a este grupo. Basta, para isso, adquirir algumas destas particularidades. No entanto, gostam de complicar com complexos históricos, reflexos ideológicos anacrónicos, preconceitos, "clubites", espasmos nacionalistas o ser-se português. Enfim, é o nacionalismo que temos.

Uma música dedicada aqueles senhores que não me deixam descansar há cerca de uma semana e que continuam, mesmo a chover, a incendiar

put out the fire, The Hellacopters

Ouvi dizer que nos próximos dias haverá farra a valer por estes lados

01 setembro 2009

Ecomuseu do Barroso- Salto e Minas da Borralha

A Casa do Capitão, uma antiga casa de lavoura, foi restaurada e transformada num dos pólos do Ecomuseu do Barroso e cuja finalidade é dar a conhecer a cultura barrosã. Presentemente existem outros pólos, em Paredes do Rio, Pitões das Júnias e Tourém, estando previsto para o próximo ano a inauguração de duas novas estruturas, em Vilar de Perdizes e em Montalegre. A Casa do Capitão constitui uma verdadeira viagem pela tradição barrosã, na qual tomamos contacto com algumas actividades ligadas a esta região como o ciclo do linho e da lã, a matança do porco, o ciclo do pão, desde a colheita dos cereais à cozedura do pão nos tradicionais fornos de lenha. Referência ainda às minas de volfrâmio da Borralha e à presença de D.Nuno Álvares Pereira por estas terras.

Fica a sugestão para a visita deste pólo do Ecomuseu do Barroso e um salto pelas minas da Borralha.

Desactivadas em 1986, as minas de volfrâmio da Borralha deverão a curto prazo ser recuperadas e transformadas num dos pólos do Ecomuseu do Barroso. Estas minas, para além de apresentarem um bom estado de conservação, apresentam equipamentos raros e um vasto arquivo que deverá ser disponibilizado ao público. De momento, e enquanto a recuperação não é feita, custa a acreditar que outrora tenha sido palco de grande actividade e dinamismo. As casas perto das minas encontram-se destruídas ou abandonadas como se as pessoas tivessem fugido e deixado tudo para trás, resultado do encerramento das minas que lançou muitos trabalhadores para o desemprego. Apesar disso, vale a pena uma visita.