30 novembro 2007

Galegos nortenhos

A irmandade raiana (Galiza e Minho) é uma excepção no contexto do relacionamento transfronteiriço português. A história das duas regiões confunde-se no tempo e costumes dos dois povos que na sua essência são o mesmo. A "euro-região" denota a região física do Norte de Portugal com a Galiza. Muito se tem dito, proposto e feito no relacionamento inter-regional, o que é de salientar devida à relutância do Poder Central em encarar como vantajoso este relacionamento, talvez devido alguma coacção não oficial do poder homólogo castelhano.

A economia e a cultura são o espelho em que se melhor visualiza as consequências deste relacionamento. Enquanto o Poder Central apregoa o investimento estrangeiro no País, esquece-se que tem o trabalho facilitado cá em cima, nesta terra que dista algumas centenas de quilómetros físicos mas anos de luz na realidade e preocupação dos centralistas.

Em Cabeceiras de Basto, já se tem sentido o apurado tacto do empreendedorismo galego referente à Central de Biomassa, que os empreendedores cabeceirenses mediante os entraves, pouco dignos e retrógrados, têm se embalado pela renitência em empreender.

29 novembro 2007

Autarquia "idem" Poder Central

A corrupção autárquica iguala-se à corrupção do poder central. Duas premissas que se confundem nos meios, com as devidas particularidades, mas com uma conclusão bem conhecida, a do logramento do contribuinte e da sinceridade política. Desde das empresas públicas do sector estatal às empresas municipais, tudo serve para alimentar o despesismo e o enriquecimento do corrupto. Esquecem-se os deveres, ética, e tudo o resto que serve para alicerçar a idoneidade de um cargo público em prol da sociedade . Penso que a política serviria para filtrar os capazes e éticos para os cargos de responsabilidade pública, mas a minha lucidez tratou de arrasar tal ingenuidade legitima. Claro que não se pode generalizar este pensamento, mas cada acção, cada lei, cada proposta tem provocado um efeito de repensamento sério. Enfim, só tenho que deixar a democracia o papel de filtro, mas a retórica do logro ameaça. Não há pior inimigo da democracia do que o corrupto eleito, que se aproveita deste sistema para o corromper e o envenenar.

28 novembro 2007

A lei eleitoral autárquica do rotativismo central

Sobre a nova lei eleitoral autárquica elaborada por neoliberais disfarçados, fica aqui uma análise, roubada sem consentimento ao José Manuel Faria no blog Rupura Vizela.

"PS e PSD já anunciaram o acordo. Espreita no horizonte uma pequena revolução na distribuição do poder entre executivos e assembleias municipais.

A nova lei eleitoral autárquica prevê o voto numa lista única para a assembleia municipal. Dessa votação sai o presidente da autarquia que é o cabeça da lista mais votada, mesmo que apenas com maioria simples.

Depois, o presidente da autarquia pode escolher metade dos vereadores, mais um, sendo que os restantes vereadores são distribuídos segundo o método de Hondt.

Quanto às assembleias municipais, ganham mais poderes de fiscalização podendo aprovar moções de rejeição ao executivo por maioria simples.

Estas moções obrigam os presidentes de câmara a apresentar, no prazo máximo de 15 dias, um novo elenco de vereadores.

Se a remodelação voltar a ser chumbada pela assembleia municipal, o executivo cai e são convocadas novas eleições.

1- Batota eleitoral: vencer sem maioria absoluta (basta ter mais um voto), e passa a ter a maioria dos Veradores.

2 - Boa ideia: Moções de rejeição ao executivo camarário.

3 - O PS e o PSD querem controlar todo o País, merecem ser castigados, o povo deve abrir os olhos."

Central de Biomassa de Cabeceiras de Basto

Nesta reportagem sobre o início do curso de operadores florestais, em Cabeceiras de Basto, o edil cabeceirense, Joaquim Barreto, desabafa, de uma maneira indirecta, sobre a falta de iniciativa cabeceirense a investir nas prerrogativas económicas que indirectamente trará ao Concelho a nova Central de Biomassa. O edil, ainda nesta reportagem, diz que já teve contactos de empresas galegas com o intuito de se fixarem em Cabeceiras de Basto para poderem investir no transporte de resíduos florestais para a supracitada central.

A indolência parece ser crónica no empreendedorismo cabeceirense. Grande oportunidade para investir no nosso Concelho que aparenta ser atractivo, nesta área, apenas para extra-munícipes. Penso que falta iniciativa, informação e vontade de lutar por algo neste País. Talvez a causa seja as particularidades dele mesmo. Empreendedorismo precisa-se, activismo precisa-se, muito se apregoa mas pouco se faz, precisamos de mudar.

Central de Biomassa de Cabeceiras de Basto.

Relax with covers

bang bang, The Raconteurs

27 novembro 2007

Desafio

Respondendo ao desafio "atirado" pelo inconformado José Manuel Faria, autor do blog Ruptura Vizela.

Actualmente não estou a ler um livro com o número de páginas que abrangesse o desafio, recuei até ao último livro que satisfizesse tais requisitos:

Quinta linha, página 161 do Livro "A Sombra do Vento" de Luís Ruiz Zafón.

"...José María Requejo, advogado com escritório na Rua León XIII. Permiti-me ..."

Desafio os autores dos blogs:

Aqui Basto eu, O Bytes,Fontes do ídolo,O Escudo, O País do Burro.

Civismo em Cabeceiras de Basto [Precisa-se]

Quer-se sensibilidade nas atitudes quotidianas da vida provinciana, aliada com o devido respeito pela salubridade pública. Atitudes descritas e denunciadas por uma amiga, que preferiu que não divulgasse o nome, por razões óbvias num meio restrito e pequeno mas pouco compreendida num meio mais globalizado, em que ela, peremptoriamente, contestava a pouca sensibilidade asséptica e negligente da vizinha, que, habituada por costumes antigos ou por teimosia, continua a despejar resíduos orgânicos de animais no caixote do lixo municipal. Fiquei chocado mas não surpreendido. Esta amiga, numa atitude cívica e responsável, falou com a desrespeitosa vizinha explicando quão errónea era esta atitude, mas em orelhas moucas ou incompreensíveis, caíram as explanações.

Causas de tal atitude, podem ser apontadas várias. Desde da solidificação de velhos costumes que custam a mudar à teimosia em aceitar as causas ambientais para o bem social.

Este caso é apenas um mote para a denúncia de certos atentados ambientais que se vai vendo por este concelho.

Poder-se-ia combater tais práticas com políticas de informação, educação/reeducação, sensibilização ambiental orientadas a toda a população concelhia, com uma maior focagem na população mais jovem e idosa.

Maior preocupação e celeridade camarária na construção de equipamentos básicos para o bem-estar ambiental (por exemplo: saneamentos, etc.).

Uma maior distribuição e uma melhor localização dos afamados eco-pontos.

Criação de um serviço municipal de recolha de resíduos orgânicos.

Maior fiscalização ambiental pelas autoridades competentes.

Em suma rol de exigências exequíveis e preocupadas, que, cada vez mais, cidadãos deste Concelho anseiam serem executadas.

26 novembro 2007

Associação Técnica de Copofonia do Norte a Sul de Portugal

Este documento, que possuo algum tempo, apareceu de uma forma inusitada e instantânea nos meus haveres. Desapareceu durante algum tempo mas encontrei-o, depois de uma busca persistente e demorada nos confins das minhas gavetas. Este documento é uma preciosidade. Desde o seu texto hilariante à qualidade de sua apresentação e imaginação, até a sua idade (40 anos deste sócio que desconheço).

Deixo-vos com estas imagens de tão prestimosa e ébria Associação Técnica de Copofonia do Norte a Sul de Portugal.

25 novembro 2007

A sempre disponível Casa Municipal da Cultura

-Terno e agradável espaço de cultura municipal, explica a esta alma confusa porque não abris tão formosas portas, a seres angustiados e entediados, ao fim-de-semana?

-Sendo um pouco abusivo, mesmo não permitindo a ti doce edifício a defesa, estendo tão inoportuna questão às horas pós-laborais durante a semana laboriosa.

-Possivelmente, caro edifício congestionado, não quereis turbas de trabalhadores e estudantes que se regem por horários de trabalho, digamos, mais comuns, a importunar-te por quererem embeber e maravilhar-se na nossa cultura, que tu , doce edifício, expões nas tuas entranhas.

-Ai, doce edifício, quanto te poderia amar...

Também nós

Mário Soares quer socialistas mais à esquerda. O líder histórico do PS, Mário Soares, admite que gostava de ver o partido mais à esquerda e considera «chocante» a forma como «as desigualdades sociais se agravaram nos últimos tempos.

24 novembro 2007

(En)Joy Division

she's lost control, Joy Division

Enquanto não "control(o)" o filme, ficam as músicas...

Desfile de Frustrações

Enquanto as "mãezinhas" de Cabeceiras de Basto rejubilam com o desfile snob de seus rebentos manipulados por modas e modinhas, algo sério acontece por trás desta envolvência estilística. Mães, que de uma forma pouco digna, tentem consumar seus frustrados sonhos megalómanos através dos seus rebentos, desprotegidos e à mercê de tal devaneio matriarcal. Inconsequentes mães, contrariando a vontade dos filhos, vão atrás de organizadores do desfile refutando, brigando negociando e demais gerúndios, para que o rebento desfile para orgulho pernicioso da Mãe. Já na passerelle, mãe incauta para o bem estar psíquico do rebento, zela atentamente, quase de uma forma "hitleriana", a posição corporal , a maneira como desfila e outros pormenores supérfluos.

Apesar deste backrgound "holiodesco" de mães frustradas , o evento Moda Cabeceiras vai na quarta edição. Crescente sucesso tem tido este evento, na passagem dos anos as lojas aderentes e o público assistente a este evento tem aumentado. Bom para o Comércio Local. Mau para os rebentos de "frustra-donas".

23 novembro 2007

Taxas de IMI em Cabeceiras de Basto (II)

Aqui reclamamos, e agora no Orçamento para 2008 da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, a taxa de IMI diminuirá para quem foi avaliado, por iniciativa do Chefe de Finanças do nosso Concelho, segundo os critérios do CIMI, entenda-se Código do Imposto Municipal sobre Imóveis, terá a de pagar o imposto IMI com uma taxa de 0,45%.

Boas notícias para quem foi "avaliado".

Coitados daqueles que não foram "avaliados". Fica para o próximo ano. Esperamos.

Plano de Actividades e Orçamento para 2008

Neoliberalismo assolador

Cada vez mais preocupo-me, a angústia assola-me, destruindo os meus pensamentos e minimalizando a esperança advida da corrente neoliberalista que ensombra Portugal. Seus devaneios são imprevisíveis no espectro temporal mas mais que previstas nas suas consequências vivenciais.

Sua antítese, o Socialismo, resvala nas necessidades pragmáticas ocidentais e incompreensíveis para outras direcções terrestres bem mais necessitadas, mas continua a ser, pelo menos idilicamente, a tábua de salvação de uma sociedade vendida ao hedonismo capitalista. É nesta sociedade de consumo premente e hedonismo supérfluo, que Portugal está a tornar-se. Incentivado pela turba avara de políticos e capitalistas, que vêem nesta ideologia um método de alcançar os seus fins e proveitos, a filantropia, necessária para um sustentável desenvolvimento social do nosso País, tem sido descriminada. A equidade, fraternidade e liberdade são esquecidas.

Mas a esperança permanecerá. A inviolável percepção de um Mundo justo e altruísta reinará e ajudará ideais e idealistas, na árdua jornada de a tentar realizar.

Ode a uma classe oprimida e abandonada

working class hero,John Lennon

Bombeiros e suas condicionantes

Enquanto a propagação de fogos depende, essencialmente, das condições meteorológicas, a sua causa é, na sua maioria, de origem humana. Quer seja por negligência, acidente ou intencionalmente.

Algo tem de ser feito. Enquanto for encarado como problema sazonal, os incêndios propagar-se-ão por muito tempo. Da legislação à correcta implementação das medidas preconizadas pelos governantes, pouco ou nada se tem feito. Precisa-se de legislação forte e punitiva para condenar os “actores” de actos ilegais despoletadores de incêndios. Este problema não se pode restringir às condições meteorológicas, no seu âmago está causas tão diversas desde o ordenamento e gestão florestal à mentalidade permissiva e perniciosa da nossa sociedade sobre este assunto.

Em particular, a permissividade dos agentes fiscalizadores da ordem pública (GNR,Polícia Municipal etc.) sobre a ilegalidade da elaboração de queimadas, que continuamente e de uma forma irritante, para quem combate ou não goste de ver incêndios, esquecem-se dos seus juramentos e propósitos de cumprimento da lei e ficam cegos instantaneamente quando passam por tais ilegalidades.

Embora tenha melhorado as condições de trabalho das corporações de bombeiros, existe uma grande falta de apoio ao seu trabalho. Não esquecer que a maior parte do trabalho efectuado é feito por voluntários que beneficiam de parcos e redundantes benefícios. Acusados, falaciosamente, muitas vezes de agentes permissivos na extinção de incêndios, eles são fulcrais para a protecção da sociedade e não só nesta matéria.

21 novembro 2007

Inusitado Símbolo

Curiosidade Anárquicas

Miguel Alves,

Um anarquista português?

O vizinho?

Um deputado socialista?

Não, no país onde a Onomástica -ciência que estuda os nomes- enlouquece com tanta matéria-prima, o Brasil, Miguel Alves, é um município do Estado brasileiro do Piauí.

Há coisas que não lembra ao Diabo.

20 novembro 2007

Ah ah ah, só podem estar a gozar

Cozinheiro com HIV/sida: jurista defende lista de profissões de risco.

Público ou Privado

A separação entre profissionais de saúde do Serviço Nacional de Saúde e o Serviço Privado de Saúde, é algo essencial para o bom, eficiente e ético funcionamento do serviço público de saúde. É consensual que esta dualidade de serviços, implícita ou explicitamente, logra o paciente em dois sentidos:

Como utente do serviço público, onde a qualidade do serviço não é inteiramente assegurada devido a avidez monetária de quem tem o dever de o tratar; como contribuinte que tem de pagar tratamentos médicos no serviço privado, quando possivelmente, no serviço público é exequível o mesmo tratamento médico. Com um ponto negativo: não há "bi-lucro".

A definição do lugar do profissional de saúde, privado ou público, tem os seus pontos negativos. Com esta definição, a saúde estará sujeita ao mercado capitalista (o que já acontece), isto é, os melhores e mais experientes profissionais serão contratados pelos melhores preços. Mas tal escolha dependerá da consciência de cada um.

Relax with covers

smells like teen spirit, Tori Amos

19 novembro 2007

Regionalização Premente (IV)

A Regionalização parece transcender a sua essência de reforma política-administrativa. Tem despertado ódios e paixões, uns defendem que a Regionalização irá fracturar a unidade nacional, conspurcar o patriotismo e na sua essência não irá acabar com o centralismo nefasto. Outros defendem a regionalização como essencial ao combate da desigualdade político-social que se tem vindo a exponenciar no nosso País.

Dei a minha opinião sobre a Regionalização, em particular, sobre o seu possível mapa administrativo (aqui). Critiquei a demagogia e a sinuosidade que os políticos têm abordado esta temática (aqui e aqui). Tem havido uma constante discussão envolvendo os diferentes apoiantes. Mas numa premissa estão de acordo, do que Portugal precisa de uma reforma política-administrativa urgente. Por isso, deixo-vos com os dois lados da discussão.

Pró-Regionalização: O blogue Regiões.

Contra-Regionalização: O blogue Camaradita.

18 novembro 2007

Piscina Municipal do Arco de Baúlhe

Foi inaugurada no passado fim-de-semana, a Piscina Municipal do Arco de Baúlhe. Custo da obra rondou o milhão de euros. Um pontapé no centralismo de Refojos de Basto em equipamentos sócio-culturais públicos. Reitero que a vila do Arco de Baúlhe está a ficar melhor apetrechada, ainda bem, com este tipo de equipamentos do que a própria Sede do Concelho. A questão aprofunda-se na utilidade que a população dará as estes equipamentos. A implementação já está, agora usufruem.

Pena de Morte [A injustiça suprema]

Digam-me quem tem o direito divino ou mundano de decidir contra a vida de um ser?

Ninguém.

17 novembro 2007

Injustiça da justiça saudita

Diferenças nas sociedades é algo que é necessário e pictórico da pluralidade das sociedades humanas. Mas há algo que sobrepõe as diferenças culturais, religiosas ou qualquer coisa que possa diferenciar uma sociedade composta por seres humanos, a condescendência humana. Condescendência é o que sinto sobre o caso desta mulher saudita que foi violada por um gang de homens e posteriormente condenada a duzentas chibatadas .

Esta mulher, de 19 anos, foi alvo deste ignóbil acto de selvajaria humana quando estava num carro com um desconhecido (desconhecido porque, possivelmente, preferiu omitir o nome do companheiro durante o processo judicial). De seguida, no decorrer do processo judicial, foi condenada a 90 chibatadas devido violar uma lei retrógrada e injusta, esta lei diz-nos que na Arábia Saudita é proibido qualquer forma de associação entre homens e mulheres NÃO RELACIONADOS entre si. Para a ridicularizar ainda mais este vergonhoso processo judicial, os juízes, posteriormente, agravaram a pena desta pobre mulher em mais 110 chibatadas e prisão, porque, dizem eles, ela teria tentado usar os media para influenciar a decisão dos juízes.

Não obstante as diferenças entre sociedades, não podemos ser tolerantes com esta injustiça da justiça humana. Inacreditável que os senhores governantes do mundo ocidental continuem de uma maneira cínica e interesseira, a conviver e a partilhar momentos diplomáticos com senhores de sociedades intransigentes como esta. É o interesse a cima de tudo.

The Punk is not dead (II)

cascade, Siouxsie and the Banshees

16 novembro 2007

Remisso no Público

Para quem se interessa, saíu hoje no jornal, O Publico, na rúbrica Blogues em papel, o post O que são ordens?.

Contaminação da Imprensa Local

A imprensa local, actualmente, tem responsabilidades acrescidas. A sua influência é evidente na tomada de decisões político-administrativas. A proximidade com os problemas locais e as pessoas que os vivem, torna-a um instrumento apetecível para o Poder Local ou pretendentes a Poder Local.

Em Cabeceiras de Basto a pluralidade, independência e a qualidade informativa na imprensa local refugia-se na inexistência. A falta destas condicionantes está a levar à descredibilização da imprensa local. É um processo reversível mas moroso.

Projectar um jornal, revista ou demais derivado que apresentá-se como espelho da imparcialidade e reflectisse os verdadeiros problemas, soluções e virtudes do Concelho sem a capa do interesse, seria um grande passo evolutivo na sociedade cabeceirense.

Extremamente difícil a concretização deste projecto? Sim. Mas não impossível. Existe condicionantes determinantes como a económica, política, recursos humanos. Não diria que não seria difícil ultrapassá-los, mas com força de vontade e perseverança se conseguira erigir este projecto.

Existe sempre a hipótese de um elemento da actual imprensa local se reverter e tornar-se neste projecto. Duvido que algum o faça, mas se o fizesse, possivelmente seria estigmatizado e o seu real valor subvalorizado.

15 novembro 2007

Encontros de Basto

Para acabar com a pacatez cultural corrente em Cabeceiras de Basto, nada como assistir a uma peça teatral. Um boa solução cultural para este Fim-de-Semana.

Cabeceiras de Basto acolhe Encontros de Teatro.

O que são ordens?

"Aborto: Ordem dos Médicos não muda código deontológico"

“Amanhã [quinta-feira] vamos escrever uma carta ao senhor ministro explicando que a independência, autonomia e liberdade dos médicos não são negociáveis e que, por isso, não vamos alterar o nosso regulamento”, citando o bastonário Pedro Nunes.

Eu não percebo estas "ordens", têm algum estatuto especial? Contrariam pareceres da Procuradoria-Geral da República, alegando que a independência, autonomia e liberdade dos médicos não são negociáveis. Meus senhores, digo-vos que perante a lei os "elitismos" não existem, pelo menos no seu conceito. Por isso sejam bons meninos e deixem-se de práticas anacrónicas. Aceitem e realizem o parecer de uma instituição superior à sua. Mostrem bom carácter e não façam birras só porque uma instituição vossa superior, de uma forma imperativa, aconselhou-vos a mudar um pequeno pormenor, mas ilegal, no vosso código deontológico.

14 novembro 2007

Por isso a política está como está

Sócrates mente e aldraba o cidadão.

via Zero de Conduta

D'Onde vem o Metal?

(clique na imagem para aumentá-la)

Parar acentuar ou acabar com as dúvidas sobre as origens recentes do metal e seus derivados, está aqui um mapa genealógico desde género musical que desperta desde verdadeiras paixões a objecções desmedidas.

13 novembro 2007

What can i do?

what can i do,Rufus Wainwright & Anthony

12 novembro 2007

Um estudo sócio-económico em Cabeceiras?

Para se combater algo precisamos de o conhecer pormenorizadamente. Se queremos ter bons indicadores sócio-económicos no nosso Concelho precisamos de os conhecer intimamente, conhecer a sua evolução, seus problemas e características. Resumidamente, precisamos de um estudo aprofundado e criterioso sobre a realidade sócio-económica cabeceirense. Estudo este, que deve ser perpetrado por alguma entidade com experiência neste tipo de estudo. Precisa-se de boa vontade politica e autárquica para o estudo correr sem entraves. A disponibilização de documentos deve ser automática e a cooperação instantânea.

Este estudo deveria ser disponibilizado juntamente com outros ( projectos camarários e afins) com o fim de esclarecimento e informação do cidadão. Actualmente só temos informação de algum evento camarário quando ele acontece. O modelo de descentralização política é necessária, precisamos de um modelo onde a sociedade civil é chamada a intervir nas políticas camarárias e isso concerne a todos.

11 novembro 2007

Externado de São Miguel de Refojos

O Externato de São Miguel de Refojos, foi, e ainda é o berço da educação em Cabeceiras de Basto. Desde algumas décadas, que neste antro de ensino, se educa e socializa os jovens cabeceirenses.

Aproveitando este tema, a pertinência de uma nova escola secundária em Cabeceiras de Basto, lançado pelo controverso blogue Cabeceiras sem Censura, falarei um pouco do vulgo "colégio". Sítio de grandes contradições. Temos na docência, desde de surtos de incompetência negligente ao mais singelo docente imune a tais desvarios pedagógicos. Incompetência esta, preconizada e assimilada por docentes "encunhados", tendo a instituição perdido qualidade educativa em detrimento da satisfação de favores a famílias locais. Um chefe eclesiástico, com uma lucidez de intelecto inquestionável mas com graves problemas adaptativos aos tempos que correm. Deixando de parte os problemas não físicos da instituição, que grande parte de quem lá estuda ou estudou bem conhece, debrucemos sobre as condições tácteis.

Penso que as condições para a prática do ensino no Externato estão em perigo. Isto é, não obstante de ter uma envolvência histórica que muito me agrada, temos de ser realistas. Falta condições nesta instituição, nomeadamente para prática de uma disciplina tão essencial ao bem-estar mental, a Educação Física. Onde os alunos têm de deslocar em distâncias de alguns minutos, estando sujeitos à aleatoriedade do tempo, para terem aulas dessa disciplina. A exiguidade da instituição também lhe confere desvantagens educacionais.

Mesmo assim, não escolheria outro sítio para estudar em Cabeceiras de Basto. Estudei em muitas escolas, desde escolas cinquentenárias com o cunho de Salazar a liceus superpopulosos, mas sempre preferi esta, o Externato de São Miguel de Refojos. Gosto de tudo naquela escola, desde das suas salas com grandes portadas e janelas em ângulo recto com um chão em madeira, seus antigos estábulos adaptados, usufruindo agora de serviços escolares, às suas fachadas setecentistas. Poder-se-ia pensar em colmatar tais desvantagens e preservar uma Escola que respira História e apresenta uma beleza incalculável.

09 novembro 2007

The Punk is not dead

bullet,The Misfits

08 novembro 2007

Quando o verde alia-se ao cinzento

Cidade do futuro, a cidade idealística apresentada na imagem, apresenta uma harmonia entre o betão e os pigmentos fotossintéticos dos elementos do reino “Plantae”.

Imaginem-se a viver numa cidade similar a esta? Onde no planeamento urbanístico reina a harmonia entre os interesses ambientais e sociais. Onde o plano director tem o seu suporte político e económico bem estruturado e independente de interesses perniciosos de ambas as partes. Projectos multidisciplinares sustentados no bem social, orientados para a qualidade de vida comunitária, direccionados para um desenvolvimento sustentado e criterioso. Imaginem as nossas vilas ou cidades embebidas em tal privilegiado ideal.

Imaginem só.

07 novembro 2007

Return of the rat

return of the rat,The Wipers

Eis uma música, de uma grande banda punk os The Wipers e o videoclip inclusivé, que personifica bem, o "momentus horrendus" perpetrado no antro de eloquência e eloquentes que é o Palácio de São Bento onde sita a Assembleia da República.

06 novembro 2007

Surrealidade Orcamental

Ao ler, pelo menos tentei, esta notícia Défice do Estado reduzido em 5 milhões em três anos surpreendi-me. Deparei com uma notícia em total desacordo com o título em epígrafe. Tudo estava em desacordo, pensei por breves milésimos de segundo que a Sra. Ministra da Educação era a responsável por tal feito (reduzir o défice de milhões de euros com a "exorbitante" quantia de cinco milhões de euros), através do novo estatuto do aluno. Com pouco mais de realismo deparei-me com um possível problema técnico. É pena porque estava a começar a gostar deste país surrealista (às vezes a realidade ultrapassa a imaginação), bem mais "risota".

Incultura de Cabeceiras

Muito tem-se dito sobre o hiato cultural em Cabeceiras de Basto. Um problema social incrementado e apoiado pelas autoridades estatais. Sim, porque este problema tem a sua origem na educação que é instituída pelos antros de saber neste país. Particularizando, a cultura em Cabeceiras de Basto tem o seu statu quo como tem, devido, essencialmente, a uma miríade de "preconizadores inculturais".

Existe muitos entraves culturais. O primeiro e mais gritante em Cabeceiras é a falta de hábitos culturais da população, "apimentado" com a falta de qualidade das ofertas culturais. O estado calamitoso cultural tende para um estado estacionário, não se tenta combater a indigência cultural que assola o Concelho. A falta de apoios municipais, a subsídio-dependência dos criadores culturais, a falta de informação sobre os eventos culturais, a fraca comparência nos eventos culturais (devido ao pouco hábito cultural da população) e a uma ausência de debates sobre o estado da cultura em Cabeceiras de Basto são os "preconizadores inculturais" deste Concelho.

05 novembro 2007

A brincar a brincar o macaco ...

Para o Vítor Pimenta d'O Mal Maior e em jeito de brincadeira, com ele mas não sobre o essencial assunto, cá vai:
"urbanizar- verbo transitivo /verbo reflexivo.
v. tr.,
tornar urbano*;
embelezar uma cidade, dando-lhe todas as condições de uma cidade moderna (avenidas, rede de esgotos, parques, zonas comerciais, zonas industriais, etc. );
por ext. civilizar;
v. refl.,
tornar-se urbano;
civilizar-se;
tornar-se polido."
"Urbano*- adjectivo
do Lat. urbanu
adj.,
relativo a cidade;
próprio de cidade;
fig.,
cortês;
civilizado;
polido;
Brasil ,
guarda policial."
via Priberam

Serviço Municipal em Cabeceiras de Basto

Melhoria e apetrechamento dos serviços municipais.

Grande objectivo municipal. Projectos de modernização e rentabilização destes serviços nem vê-los, possivelmente por não saírem do papel ou pela a opacidade de informação vinda dos agentes camarários. É a excelência do serviço municipal que glorifica o executivo, mas em Cabeceiras não.

Uma modernização das infra-estruturas; formação técnica real a todos os funcionários; criação de mecanismos de interacção moderno entre o serviço municipal e o cidadão utente; uma maior informatização do serviço; atribuição de uma maior importância do atendimento ao cidadão; uma maior vigilância qualitativa do serviço; desburocratização de serviços. Estas medidas todas "forradas" com uma maior informação ao cidadão.

Consequências:

Uma maior celeridade, qualidade e aproximação do serviço ao cidadão; Uma diminuição da despesa autárquica; Melhoria da relação do cidadão ao serviço municipal.

Objectivos:

Acabar com o mau funcionamento, proveniente da lentidão, ineficácia e um certo mau atendimento por parte dos "atendedores", que violam constantemente o seu código deontológico de funcionário público, que actualmente se sente no serviço municipal em Cabeceiras de Basto.

01 novembro 2007

Vou "remissar" para outro lado

Volto daqui alguns dias...

Hook what? You're my what?

hook on the feeling,David Hasselhof

you're my heart you're my soul, Modern Talking

E o prémio para melhor videoclip de sempre vai para...