31 março 2009

Para cargos públicos a exigência de registo criminal "limpo" não se aplica a todos?

Louçã considera nomeação de Domingos Névoa uma "ofensa à democracia"

De facto, nos dias que correm é-nos mais fácil despejar escritos carregados de incomformismo e mau-desejo que apresentar alternativas bonitas e pertinentes. Uma da razões é a facilidade em que nos deparamos com o statu de quem nos "governa" (isto inclui políticos, governantes, capital e afins) um estado que está a raiar o mísero, o incomportável e está a provocar, digamos, uma encarnação de um mau-estar. Não por ser uma (má) novidade. Não, a "esterqueira" já lá estava. A consciência colectiva é que está, nos tempos de crise, mais sensível aos "podres" daqueles que o pedestal do poder segura.

Relativamente à notícia atrás citada, por uma implicação simples compreende-se que se a Braval é uma empresa com uma maioria de capitais públicos (consequentemente uma empresa pública) então tem de se submeter aos desígnios, morais ou de outra coisa qualquer, dos seus "accionistas",ou seja, nós. Nomear um homem (condenado por tentar corromper o vereador da Câmara de Lisboa José Sá Fernandes, ou seja, tentar corromper alguém com responsabilidade pública) para presidir uma empresa com responsabilidades públicas é, no mínimo, um paradoxo caricato de um Portugal de "tachos" e "tachinhos". Por favor...alguém que arrume a casa.

Uma tentativa de esclarecimento

Na passada Sexta-Feira, realizou-se em Mondim de Basto uma conferência que serviu como uma sessão de esclarecimento relativamente ao Estudo de Impacte Ambiental. Devido a um compromisso, não pude estar presente na referida sessão organizada pela Junta de Freguesia de Mondim de Basto.
Convém realçar a posição institucional da Junta de Mondim de Basto em promover uma discussão sobre a problemática da barragem de Fridão. Sem "complexos" em apresentar a outra parte da problemática de Fridão. Para consulta, refiro alguns links de opiniões pessoais sobre a sessão de esclarecimento mondinense e a problemática de Fridão:

Fridão! Que ferida nos vão criar?!, a opinião de Rui Miguel Borges;

Impactes Ambientais, a opinião de José Nobre;

F(e)ridão Ambiental, a opinião de Carlos Leite.

A minha opinião sobre este tema continua "fixa". Penso que os factos dos "não benefícios" são suficientes para solidificar a minha opinião. Porém, a pergunta cívica se mantém: onde pára a maioria dos representantes e eleitos políticos (desta região) na senda para o esclarecimento sério e objectivo sobre os benefícios e malefícios do que nos reserva o «programa nacional de barragens»? Não querendo falhar na sentença, mas arriscando na mesma, alguns destes estão comprometidos com o sistema. Outros, mais calculistas e dissimulados, estão na cínica espera de qualquer contrapartida económica ou administrativa para posterior utilização eleitoralista ou pessoal. Contudo, haverá (penso que poucos) os "conscientemente contra" e, até, os "conscientemente a favor" da realização do "atentado ambiental". Mas algo impõe-se, as escolhas de hoje reflectir-se-ão no amanhã.

Os 25 desejos

Completo hoje um quarto de século de vida, com a plena consciência que muito tenho ainda para aprender. Até porque ainda me sinto uma criança.
Os meus desejos são:
Aprender tanto ou mais que nestes últimos 25;
Felicidade;
Saúde;
Paz no mundo;
Respeito pelos ideais, pelas crenças/costumes/religiões/raças e etnias;
Igualdade de oportunidade para todos;
Humildade nos pensamentos e acções;
Distribuição de recursos mais justa e equitativa;
Acessibilidade para a educação e cultura;
Honestidade, lealdade e fidelidade;
Palavra versus violência;
Diálogo saudável, produtivo, e sensato;
Sentido de responsabilidade;
Justiça célere, clara e eficaz;
Respeito pela natureza/ambiente;
Resguardar o "velho";
Criatividade/inovação/visão de futuro;
Mais reciclagem;
Mais mobilidade e acessibilidade;
Sentido comunitário versus individualismo/corporativismo;
Mais espiritualidade e menos materialidade;
"Silêncio" versus "ruído";
Mais abertura e menos introversão;
Coragem e confiança;
Mais e melhor democracia;

30 março 2009

Boas Recordações

Deixando de parte os comentários para os comportamentos inconscientes dos espectadores, a verdade é que tenho imensas saudades desta competição, que por estas alturas enchia de ansiedade e alegria as nossas gentes. Não querendo parecer provinciano, confesso, que na minha opinião, quando o rali atravessava as nossas serras, para além de outro encanto, tinha outra mística e, uma adesão do público que fazia inveja aos de além fronteiras. Nem as condições climatéricas mais adversas impediam as populações de transformar encostas montanhosas em aglomerados humanos, semelhantes aos de um estádio de futebol.

Agora, quem quiser sentir o coração a acelerar de cada vez que se ouve, ainda ao longe, o rugido dos motores de cavalagem superior, terá de se deslocar ao sul do País, onde a competição tem agora lugar.

Ventos de Mudança

Desenho de Pedro Vieira (via arrastão)

Recordo aos leitores, que há dias, e segundo o jornal - O Público, o bispo de Viseu, D. Ilídio Leandro, em entrevista para a TSF, defendeu o uso do preservativo em pessoas portadoras do vírus da sida.

Hoje surge outra notícia.

"A Santa Sé está a preparar uma resposta oficial às declarações do bispo de Viseu D. Ilídio Leandro que defendeu, num texto publicado no site da Diocese de Viseu, que quem tem uma vida sexual activa tem “obrigação moral de se prevenir e não provocar a doença na outra pessoa. O bispo disse ainda que “aqui, o preservativo não somente é aconselhável como poderá ser eticamente obrigatório." [in Público].

Mas como se não bastasse, no seguimento da mesma notícia e das declarações de D. Ilídio Leandro, surgem opiniões semelhantes de outros Bispos portugueses:
(...)" D. Manuel Clemente, bispo o Porto, defendeu que “a grande solução” para o problema da sida “é comportamental” e que o preservativo é “um expediente” que poderá ter “o seu cabimento nalguns casos."
(...)"o bispo das Forças Armadas, D. Januário Torgal Ferreira, defendeu que “proibir o preservativo é consentir na morte de muitas pessoas” e que quem aconselha o Papa devia ser mais culto."

Um humor característico

imagem retirada de [BlogMontelongo]

29 março 2009

Donnie Darko - Mad World

Uma música que soa muito bem, com uma letra muito interessante e que faz parte da banda sonora do filme Donnie Darko Este filme, de 2001 e realizado por Richard Kelly, fala-nos de Donnie Darko, um rapaz com traços de esquizofrenia que um dia é salvo por um coelho gigante. Um rapaz que vive entre o mundo real e o mundo das alucinações e da fantasia.

28 março 2009

"Apagão"

"Três mil cidades em todo o mundo, das quais sete portuguesas (Lisboa, Águeda, Tomar, Famalicão, Funchal, Almeirim e Guimarães), deverão ficar às escuras entre as 20:30 e as 21:30 deste sábado, num alerta para a necessidade de medidas urgentes para combater as alterações climáticas. Algumas já apagaram as luzes."[in JN]
Faz lembrar aquelas campanhas tipo - "Dia europeu sem carros", e que até à data, de pouco ou nada serviram. Suspeito que daqui a uns dias já ninguém se lembrará deste apagão. Medidas simbólicas não chegam. Gostaria de ver antes (durante esse período), os meios-de-comunicação a informarem as populações sobre formas de rentabilização e poupança energéticas.

Outras formas de interpretar a lei de Deus

"O bispo de Viseu, Ilídio Leandro, defendeu que os portadores do vírus da sida devem usar preservativo durante as relações sexuais, porque são “moralmente obrigadas a não transmitir a doença”, indicou o religioso aos microfones da TSF." [in público]
Não podia estar mais de acordo.
"O bispo de Viseu indicou, porém, que, a propósito das declarações do Papa Bento XVI durante a sua recente visita ao continente africano – em que indicou que o combate à doença não se faz com a distribuição de preservativos e que, pelo contrário, “isso só irá complicar a situação” –, que o Sumo Pontífice não poderia assumir outra posição que não essa." [in público]
Discordo. E fiquei sem perceber a lógica da moral católica. Ou talvez, o Bispo de Viseu tenha defendido o Sumo Pontífice, com receio de sofrer represálias.

27 março 2009

Música solidária para com os que sofrem das alergias que tanto incomodam nesta época do ano

Placebo - "Allergic"

Uma guerra de mapas

A história dos factos que originaram a segunda guerra mundial, sobre um ponto de vista cartográfico (ou quase): aqui.

A perfeição do corpo e os seus preconceitos

Hoje a modelo Kim Kardashian disse não estar envergonhada por uma foto sua revelar a presença de celulite. [ler mais].
É uma atitude que merece o meu elogio, e que de certa forma, serve de exemplo para desmitificar os actuais padrões e ideais de beleza que muitas novatas interiorizam no seu inocente preconceito e vergonha pelo próprio corpo. A modelo faz ainda referência ao programa mais utilizado para trabalhar fotografias - Photoshop, programa este capaz de disfarçar as "imperfeições" do corpo daquelas que consideramos umas verdadeiras "brasas".

Portugal deprimido

26 março 2009

25 março 2009

Na senda do progresso, continuamos a querer andar de bicicleta enquanto o futuro deseja outra coisa (II)

O último resquício funcional da Linha do Tâmega encerrou. Políticos e políticas visionárias sobre a acessibilidade e mobilidade têm condenado a ferrovia em Portugal. De facto, há várias causas para esta situação, desde o eleitoralismo até à perspectiva económica.

Encerram-se linhas ferroviárias em Portugal devido a uma perspectiva económica sobre a mobilidade e transporte público, que deveriam, antes de mais, mobilizar e transportar em prol do beneficio comum e não sobre uma perspectiva económica. Mas esta situação ilustra bem o paradigma dominante das «políticas de futuro» em Portugal: tudo o que não tenha benefícios eleitorais e económicos no imediato não é ou não pode ser exequível. É assim que se perde oportunidades e condenada-se um desenvolvimento coerente e sustentável. Só há uma alternativa sustentável e progressista para ferrovia em Portugal: reactivação e o aperfeiçoamento das linhas. Caso contrário, arriscamos a ter um pobre e atrasado país rodoviário.

23 março 2009

Engraçado como quem vem a público defender esta ou aquela estratégia de indigitação são os mesmos que promovem a administração pública dependente

Na disputa política para a entronização do "Provedor de Justiça" ressalta dois pontos:

1. A legitimidade democrática tem como sinónimo nesta administração pública, a indigitação sobre um ou dois pontos de vista partidário;

2. O controlo da actividade administrativa do Estado (algo que deveria ser isento e imparcial perante o poder instituído) é exercido por alguém que é indigitado por um ou dois pontos de vista partidário (incluindo o partido do governo o tal que seria "controlado" administrativamente).

Bem-vindo, à administração pública de boys e afins via partidos. Para uma Administração Pública dependente, por favor, vote naqueles que brotam das televisões com esta ou aquela estratégia de indigitação de um cargo público que, imaginem só, defende a imparcialidade, a legitimidade democrática e que deve agir em defesa imparcial da comunidade. Pois, quem nasce (indigitado) torto...

bis

garota rock inglês, Lucy and the Popsonics

Excelente "pano de fundo" musical nas comemorações do dia de Portugal e das comunidades lusófonas e, aproveitando a letra combativa, louvar o (des)acordo ortográfico e o combate ao "imperialismo" da língua inglesa. É o coloquial: matar dois coelhos com uma cajadada só.

Lucy and the Popsonics (period)

coração empacotado, Lucy and the Popsonics

Esqueçam os CSS (aquela trupe que em Paredes de Coura pejou o palco de balões e confetis, algo duríssimo para um "traditional rocker" como eu) e substituem, por favor, aquela amálgama "sonórica" por este "electronic indie sound" na vossa estante musical de indie brasileiro.

Editorial (III)

Está disponível aqui o rascunho editorial deste mês no jornal O Basto.

22 março 2009

Como uma visita de um representante de uma nomenklatura africana, desmascara a politiquice portuguesa


"Sejam realistas e peçam o impossível"

É irritante assistir aos laivos e insinuações de um certo pseudo-nacionalismo presente em dizeres e comunicados que certos dirigentes políticos proferem ou redigem. Manuela Ferreira Leite aclama ao «nacional-populismo» afirmando como contra-argumento para um iminente endividamento generalizado, a que vamos assistir com o programa de obras públicas, o facto de os empregos futuramente gerados (ou mantidos) sejam para combater o desemprego em Cabo Verde e na Ucrânia. Numa retórica embutida de «Portugal para os portugueses», tenta, oportunamente, cativar o «nacionalismo laboral» para as hostes laranjas. É uma fraca qualidade argumentativa que Manuela Ferreira Leite transpira. De facto, é complexo argumentar contra algo que tem o ministerial toque da antiga ministra das finanças. Mas a Manuela Ferreira Leite consegue isto e muito mais com o apimentar das críticas utilizando o argumento de mais fácil maneio na demagogia reaccionária a xenofobia. Consegue, sim, atingir o descrédito total.

Paulo Portas lidera um partido que, à semelhança de todos os outros partidos que partilharam e partilham a governação neste lustroso país, está descaracterizado ideologicamente. Da sua génese política derivou-se num popular pragmatismo que caracteriza as sucessivas ondas governativas de roubos e de envenenamento da causa pública. No entanto, Paulo Portas dirige um culto a si mesmo, que comummente e de uma forma engraçada intitulam de "Partido Popular", em ex-aqueo com o seu pretenso parceiro de governo (José Sócrates). Paulo Portas, também, destaca-se pelo seu «nacionalismo barato» e os laivos de oportunismo fácil. Penso, que é uma das poucas matérias políticas que o PP (Paulo Portas e/ou Partido Popular) se mantém fixo e obstinado, não cedendo ao habitual balancear de políticas que caracterizam o pragmatismo «popular». O «fenómeno imigração», como um disfemismo para imigração, está presente na retórica «popular» sempre que urge uma oportunidade de apelo ao "voto" dado pelo «nacional-populismo». A última insinuação de Paulo Portas prende-se com a restrição aos vistos de trabalho a estrangeiros pelo singelo facto de que os empregos estão a "escassear" para os portugueses.

Paulo Portas e Manuela Ferreira Leite preferem não dar relevância ao que o «fenómeno imigração» tem contribuído para este país. Sem qualquer dúvida, o «fenómeno imigração» apresenta uma valência inquestionável para o desenvolvimento de Portugal.

Entre 1996 e 2006 a imigração líquida foi responsável por 95% do acréscimo da população portuguesa, contrariando, de uma forma contundente, a tendência nacional para uma excessiva taxa de envelhecimento da população.

Ao nível contributivo os imigrantes representam 4,8% do volume total das contribuições para a Segurança Social que com eles despende 3,2% das despesas, representando um saldo positivo de 420 milhões de euros.

O contributo dos imigrantes para a economia nacional é muito positivo. Segundo cálculos do Departamento de Estudos Económicos e Financeiros do BPI, a parcela do crescimento luso, entre 1996 e 2005, explicada pela imigração líquida, atingiu 18 %. A média da União Europeia a 25 (UE-25) foi de 12%. Se considerarmos apenas o período entre 2001 e 2005, os números são ainda mais expressivos, ascendendo a 89%, no caso português, e a 20%, em termos médios, na UE-25.

Apelar ao «nacionalismo laboral» é uma máscara de saque fácil para disfarçar a falta de políticas alternativas e erros políticos passados. Lembrem-se que todos somos imigrantes na nossa terra e é algo estranha que alguém possa determinar que um outro possa ou não viver naquele espaço se o espaço a ele não o pertence. A terra é de todos e para todos, um simples e essencial conceito que convinha que os políticos da «nossa praça» referissem.

20 março 2009

[Linha do Tâmega]A regional dicotomia entre a Ecopista e a linha ferroviária

«O dinheiro gasto nos 10 km de Ecopista entre Amarante e Chapa, não daria para modernizar a Linha do Tâmega entre Amarante e Livração nos seus 12,5km?»in[JN]

Dados de um serviço público perto de si

«Os números do FMI e da OMT relativos aos planos de ajuda de 17 países para combater a crise económica revelam que o destino dos dinheiros públicos para atacar a crise foi sobretudo o sector financeiro. Comparando com o valor total atribuído a incentivos às empresas e consumidores, os banqueiros recolheram sete vezes e meia esse dinheiro, ou seja, 10,87 biliões de euros.(...)O caso português é um dos que melhor ilustra esta disparidade nas ajudas aos banqueiros e às empresas. O estímulo à economia é estimado em 1,3% do PIB, o que corresponde a 2,2 mil milhões de euros, enquanto o apoio às instituições financeiras somava já em Fevereiro 24 mil milhões.» in "88% das ajudas à economia foi parar aos bancos" [Esquerda.net]

19 março 2009

A reacção

Em França, uma sequência de manifestações poderá trazer para "a rua" centenas de milhares de manifestantes. No âmago do descontentamento está, uma invariável nos tempos que correm, a «crise». A grande parte dos que se manifestam (e não só) não estão nas ruas a manifestar por uma ruptura com o "velho" padrão social e alterar a percepção da "consciência colectiva". Pelo contrário, estão na rua com o intuito de manterem o mesmo modo de "pensar a realidade" e reivindicar tudo o que possa manter ou suportar no futuro o padrão social imposto (ou livremente assimilado) pelo capitalismo. Não é uma manifestação é, antes de mais, uma reacção perante a ameaça.

18 março 2009

A importância da floresta

A Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, promove hoje, o contacto dos mais jovens com a floresta e o meio-ambiente. Trata-se de uma iniciativa muito nobre, com vista a sensibilizar as futuras gerações para o respeito e importância desta riqueza que a natureza nos proporcionou e, todo o seu potencial inerente.

17 março 2009

Vaticínios da ciência

Robô modelo japonês chega às "passerelles" de Tóquio

O processo que envolve a criação de qualquer entidade robótica é, antes de mais, uma tentativa de introspecção da espécie humana. É algo admirável.

Bento XVI versus preservativo

O Sumo Pontífice da Igreja Católica em visita aos Camarões afirmou que a abstinência sexual é a medida certa a adoptar para combater a SIDA, em detrimento do uso do preservativo, que na opinião de sua Santidade só irá complicar a situação. [in público]. A igreja católica ser contra o uso do preservativo ainda se tolera, porque devemos respeitar as crenças e os ideais dos outros. Mas afirmar que o uso do preservativo só irá complicar a epidemia da Sida é revelador de falta de bom senso. Impingir às sociedades que não pratiquem sexo é o mesmo que impingir às sociedades que não sejam felizes e que não satisfassam os seus desejos e os seus impulsos fisiológicos. Muito sinceramente a igreja católica só tem vindo a perder pontos desde que este Papa tomou posse. Tenho saudades de João Paulo II, que apesar de não concordar com ele em todas as suas posições, era sem dúvida muito menos conservador e mais aproximado/tolerante às sociedades multiculturais, multiétnicas e multireligiosas. A igreja tem de perceber e aceitar a diferença, porque ninguém é dono da verdade.

16 março 2009

Escola = ringue de kick boxe?

Mais uma notícia sobre uma alegada agressão em sala de aula - [in público].
Ainda sou do tempo em que os professores davam uns tabefes aos alunos cujo comportamento em sala de aula ultrapassava os limites do que era considerado boa educação e civismo, e que de certa forma permitia uma estabilidade comportamental dentro da sala de aula, dando ao professor uma certa autoridade e estatuto de pessoa a ser respeitada. Mas parece que as regras se inverteram. Agora são os alunos a bater nos professores, mas pelos vistos não são apenas uns tabefes, são mesmo socos, pontapés e repuxe de cabelos. Tudo isto acontece na presença dos colegas de turma. Que autoridade terá um professor depois de um episódio deste género?!?!?!
Fosse eu o ministro da educação deste Governo e proporia ao Parlamento uma lei que punisse severamente este tipo de casos. Em primeiro, a aluna seria imediatamente suspensa para o resto do ano lectivo com direito a "chumbo". Em segundo, sendo a aluna menor de idade, os pais da mesma teriam de responder por processo de agressão. Talvez me achem radical, mas se a situação fosse ao contrário (a professora a cascar na aluna), o mais certo seria a professora ser suspensa e responder em tribunal por processo de agressão. Quem com ferros mata, com ferros morre!
Escolaridade obrigatória até ao 12º ano não me parece uma boa medida. Prefiro crianças com o 9º ano bem formadas do que ter vândalos com o 12º ano mal feito. A escola é para quem quer aprender, ou no mínimo, para quem se comporta civilizadamente. Quem não quer estar na escola ou sala de aula respeitando os regulamentos, os colegas e acima de tudo os professores, então que não apareça, porque a sua presença só serve para desestabilizar as aulas prejudicando aqueles que realmente querem aprender, e o ensino em geral.

Entretanto vendamos os nossos recursos hídricos às produtoras de energia para depois os resgatarmos por um preço considerável

«Dentro de duas décadas, a escassez de água vai afectar metade da população mundial. O vaticínio pertence às Nações Unidas»

Evidências de Sábado

A conferência de Sábado teve como um dos efeitos colaterais a evidência que as Terras de Basto já não são um conjunto de concelhos que partilham uma identidade histórica e cultural. São ,sim, apenas quatro conjuntos singulares de concelhos que partilham uma identidade histórica e cultural. Mais nada.

Just in case if we carry on...

we carry on, Portishead

15 março 2009

Música para ouvir com a cara metade II

Hard-fi - "Move on now"

12 março 2009

Quem tem telhado de vidro...

Manuela Ferreira Leite afiançou que muitas das medidas do Governo apenas «protegem determinado tipo de empresas». É algo factual e aceite se considerarmos que as medidas governamentais não podem incluir todas as empresas (algo incomportável) e que o argumento discricionário seja estipulado pelo governo. Contudo, penso que estaria a referir-se à "troca de favores e favorecimentos" comum em toda a existência da democracia portuguesa. Ora, Manuela Ferreira Leite não pode sustentar, convenientemente, a sua sentença pois, também, já esteve em governos que implementaram medidas económicas de "abrangência" e efeitos similares. Quem tem telhado de vidro...

Na mesma notícia, Manuela Ferreira Leite, afirma que o Executivo não deve ceder à «"tentação" de intervir nas empresas, pois estas devem utilizar, como entenderem melhor, os recursos disponibilizados pelo Estado». Isto, é algo que não concordo. Se o Estado disponibiliza qualquer tipo de ajuda deve, por obrigação moral (pois o que está em jogo é o dinheiro dos contribuintes) e por uma questão de boa prática, impor condições à utilização da ajuda estatal à parte que recebe ou beneficia desta ajuda. O Estado não é um "banco de caridade" e muito menos uma plataforma de «favores e favorecimentos», que as políticas de «Pepsi & Coca-Cola» têm nos habituado.

Penso que um grave problema da relação entre os cidadãos e o Estado baseia-se na crença que o Estado dá sem pedir nem impor qualquer condição. Isto provoca um exercício de cidadania perigoso e desleixado que deriva em irresponsabilidade cívica. É, sem dúvida, uma crença perigosa e que, infelizmente, está enraizada na nossa cultura.

Neste Sábado

09 março 2009

Continuem a "forçar a barra". Pois, qualquer dia ela quebra e então quero ver quem irá limpar os fragmentos

«A Coreia do Norte anunciou hoje que colocou as suas tropas em estado de alerta, no primeiro dia de manobras conjuntas dos Estados Unidos e da Coreia do Sul na região - manobras que o regime comunista considera o prenúncio de uma invasão do seu território.»

Não igualando o estratego Sun Tzu, mas algo é-me evidente: Se um vizinho meu (um irmão que saiu de casa) que, particularmente, detesto-o, ronda a minha casa com uma ar ameaçador e armado e, para inflamar ainda mais a situação, trás consigo o grande e perigoso amigo (que por acaso é o maior rufia do bairro) é evidente que não ficarei quietinho à espera que o prestimoso sujeito e o amigo rufia, por obra do senhor, abandonem a ronda ameaçadora à minha porta. É preciso agir, pelo menos avisar.

08 março 2009

Um eufemismo de um político tem sempre um outro "toque"

«O secretário-geral do PS, José Sócrates, classificou este domingo o seu partido uma um referencial de estabilidade e unidade na vida política portuguesa(...)» in [Correio da Manhã]

Ao que parece o eufemismo é algo essencial no discurso político. Será que não estará a «suavizar» o «clima de medo» (segundo os históricos socialistas Manuel Alegre e Edmundo Pedro) que se sente dentro do PS, utilizando o nome «estabilidade» para classificar este mesmo sentimento?

07 março 2009

Quer ser dono de um super carrão?

Quer trocar de carro, e quer se destacar dos outros e sonha com o Mercedes Benz McLaren SLR... então fiquem a saber que podem adquirir um via eBay...Não precisa de ter uma conta chouruda (ou ter acesso a credito elevado), basta ter um pouco mais de 45000$ (por volta dos 35600€). Agora poderão me dizer, qual é o senão...bem, é sobretudo para entusiastas de restauro... McLaren SLR (2005)

"Modern Sketchers"

Adiar a mentira

Ontem, a maioria dos elementos do grupo parlamentar do partido socialista votou contra a um projecto de lei do Bloco de Esquerda, que previa a abolição das «taxas moderadoras» no Serviço Nacional de Saúde. Era algo espectável. A "maioria" socialista não iria assumir o erro (a introdução das «taxas») de um governo socialista anterior, não este partido socialista «seguidista» e «presunçoso». Para o vácuo foram os apelos de socialistas de renome, como Manuel Alegre e António Arnaut, fundador do Serviço Nacional de Saúde, que vêem estas «taxas» como algo anti-constitucional e não como algo promotor a um bom Serviço Nacional de Saúde (SNS). Contudo, José Junqueiro afiançou que o PS "recomendará" uma «avaliação global» das «taxas» para 2010. É um «modus operandi» similar ao utilizado com o tópico dos «casamentos homossexuais». Rejeita-se em plenário parlamentar, porém, abre-se uma "janela" de discussão (ou de acção) para depois da corrente legislatura.

Convém referir que o "pai" das famigeradas «taxas moderadoras» do SNS, Correia de Campos, escreveu no seu livro (em Setembro de 2008), que a «introdução das taxas moderadoras» serviu, não para moderar o acesso desmesurado e sem propósito ao SNS, mas, sim, para «preparar a opinião pública para uma alteração do financiamento do sistema». Ou seja, preparar-nos para a possibilidade do SNS sair dos suas premissas constitucionais (universal e gratuito) para um outro tipo de modelo de financiamento (privatização ou algo parecido), que derivará, eventualmente, num outro tipo de premissas para o serviço. É evidente a náusea causada por este tipo de política. As «taxas moderadoras» têm a sua génese numa ignóbil mentira que disfarça esta acção política. Invés, de reorganizar, corrigir, melhorar e estimular o serviço universalista e gratuito do SNS, tenta-se, paulatinamente, mudar um paradigma civilizacional dos nossos tempos, "alicia-se", indirectamente, a opinião pública com a possibilidade de mudar de modelo de financiamento (privatização ou algo parecido) do serviço. De facto, é mais fácil mudar o modelo de financiamento do sistema do que corrigi-lo. Como a vida nos mostra, a facilidade tem uma tendência quase natural para derivar em erro.

No país «progressista», brinca-se com direitos constitucionais e garantias adquiridas com o intuito de alimentar tácticas eleitorais e o superficial «orgulho» partidário. Se algo está mal, o primeiro passo é assumir o erro. Depois, progride-se para uma sã discussão e aí existe a possibilidade para a correcção ou minoração do erro. Não se mente e muito menos se ludibria. Este é um processo que vale como «axioma» na mais singela clínica de recuperação de dependentes. Talvez, o melhor é enviar os senhores governantes e afins para uma viagem educacional e introspectiva para este tipo de clínicas. Sempre estariam em contacto com, talvez apreendessem algumas, algumas técnicas de boa decisão e humildade.

É hoje

«Igualdade, Cidadania e Direit@s ! Somos Tod@s Feministas»

Adenda: como é evidente o dia em causa não corresponde ao do título.

"Going deep"

«Então se o negócio das barragens —um verdadeiro cartel ilegal à luz da lei comunitária— não serve realmente para aumentar a nossa independência energética, nem para criar emprego duradouro, para que serve? Pois bem, serve para duas coisas simples e escondidas do olhar do público: para retro-alimentar e compensar o flop das eólicas (que não produzem o que a EDP prometeu aos accionistas, devido à natureza temperamental dos nossos ventos); e para privatizar paulatinamente o direito público da água e das margens dos rios e albufeiras. Este é que é o grande negócio secreto da EDP e dos poderosos lóbis que se movem em seu redor como morcegos.» in António Maria

Mais um interessante apontamento de António Cerveira Pinto, sobre o que pauta o (sub)desenvolvimento que tanto nos apregoam.

06 março 2009

Um eufemismo de um empresário sempre tem um outro "toque"

«O presidente da holding Jerónimo Martins diz que José Sócrates "é um homem muito cansado" e está "obcecado com o Bloco e o PCP".(...)o empresário da distribuição,[está] desagradado com a proximidade das eleições "que estão a complicar" e a adiar "remodelações ministeriais".» in [Esquerda.net]

Uma aparente tentativa de "eufemizar" o eleitoralismo que se sente, digo eu.

Nuno Álvares Pereira

Nuno Álvares Pereira (um cabeceirense de "moradia"), o aclamado Santo Condestável, está na iminência de ser canonizado. É a realização de um último passo advido de um longo processo de "santificação" de um beato. Saliento esta evidência, não por algum interesse nos trâmites na "santificação" de alguém e muito menos pelo facto de acreditar que "santo(s)" seja algo mais que um sobrenome, para introduzir um excelente resumo (recheado de apontamentos históricos) sobre D.Nuno e sua família:«Nuno Álvares Pereira: um novo santo que foi Senhor de Trás-os-Montes»

03 março 2009

Música para ouvir com a cara metade

Athlete - "Wires"

02 março 2009

Apelo

No passado fim de semana o Centro Hospitalar de Lisboa (Zona central) foi confrontado com uma ruptura no stock de hemoderivados. Faço aqui um apelo a todos os cidadãos que não tenham qualquer impedimento no que diz respeito à dádiva, a procurarem dar sangue sempre que possível.
Dar sangue é um acto de solidariedade e cidadania, e o único incómodo real para o dador é a picada da agulha num braço, mas que pode traduzir-se numa vida salva. Para além de haverem outras vantagens para os dadores que não vou agora referir. Lembrem-se que um dia poderão ser vocês a precisar de sangue.

Batendo na tecla

«O protecionismo não é a resposta à crise actual», afirmaram os 27 num comunicado conjunto no final da cimeira.

E agora passo a palavra à ACSS.

Atrocidades em nome da segurança

«A CIA revelou ter destruído quase uma centena de gravações de interrogatórios a suspeitos de terrorismo, um número muito acima do inicialmente admitido, segundo um documento revelado hoje.» in [Público]

Da evidência à assumpção de culpa é um passo. Um passo moroso, é certo, mas, no fim, um verdadeiro passo em frente para a redenção.

Parafraseando o filósofo (não o ministro) Sócrates

Hoje é dia de futebol na cidade dos arcebispos e não só. Em confronto (pois os cartazes alegóricos do SC Braga, que povoam Braga, obriga-nos a repensar os termos futebolísticos) estarão os maiores clubes desportivos de Braga e Guimarães. Maiores em dimensão, nada mais. Para mim, é irrelevante tudo o que seja extra-desporto. Gosto de futebol tal como ele é na essência, ou seja, um desporto. Não discuto e muito menos "vivo" o futebol. Gosto de jogar, gosto de ver e, para mim, chega. Claro, que ouço "bocas" quando abro a minha para falar de futebol.«Cala-te porque nada sabes», ecoa no espaço. Tolos, se eu falasse daquilo que sei estaria eternamente condenado à mudez dos neutros.

Ainda há uns dias atrás os ministros europeus, incluído o nosso ministro das Finanças, apregoavam o combate ao proteccionismo

De acordo com o Público, a restrição consta do Anexo Técnico do Caderno de Encargos do concurso e limita igualmente a participação de empresas lusas, a título de subcontratação por parte de entidades estrangeiras que, eventualmente, ganhem o concurso público.

A ACSS já admitiu poder vir a encontrar uma alternativa que permita a participação de empresas portuguesas.» via [EI]

Em primeira análise, a restrição (em destaque) visa apenas descriminar quem não possui esta certificação de qualidade, ou seja, restringe as empresas que não possuem este certificado de qualidade. Se exclui ou não empresas portuguesas, para mim, é algo redundante. Importo-me, sim, que as instituições públicas adjudiquem serviços a quem por mérito e capacidade tem todas as condições para prestar um serviço com boa qualidade. Pois, a consequência é evidente: um melhor serviço prestado deriva numa melhor instituição pública.

Contudo, a ACSS (A Administração Central do Sistema de Saúde) resolveu retirar esta cláusula de qualidade, para assim (a meu ver) permitir que empresas portuguesas, menos qualificadas, possam concorrer a este concurso. O que me leva a qualificar este acontecimento como um possível acto de proteccionismo económico. E este acto implica diminuir a exigência na qualidade no serviço a prestar para que, à partida, empresas portuguesas possam concorrer e, eventualmente, ganhar o concurso. A ACSS apresenta inúmeras razões para isto. Contudo, tenho alguma relutância em acreditar.