31 maio 2009

What have you done? (live)

what you have done,Naomi Shelton & the Gospel Queens

Basto (também) quer o TGV

Depois de a região ter sido presenteada com o plano nacional de barragens de elevado potencial hidroeléctrico que, em troca do nosso rio Tâmega, segundo os interessados, trará desenvolvimento turístico, comercial e industrial, emprego, a possibilidade de controle de cheias e secas, o abastecimento de água para consumo e rega, e um espelho de água limpinho, através da purificação milagrosa das Etars a construir, nós, gente de Basto, como bons portugueses que somos, devotos aos mandatários deste país, acreditamos também que viremos a ser beneficiados com a passagem do TGV.

É que esta coisa de ficarmos com muita água a nossos pés, com iates e barcos de pesca nas marinas fluviais, lojas de top com venda de roupas de marca, resorts tipo 6 estrelas, peixinhos e peixões exóticos altamente apreciados pelos amantes da pesca em águas paradas, provas de motonáutica remo e afins, vai-nos trazer tanta gente cá que importa que cheguem depressa.

E a solução a propor a quem manda, pois agora é a nossa vez de dizer – de baixo para cima – o que queremos para as nossas terras é fácil:

(re)activa-se a linha ferroviária do Tâmega, alargando-se um bocadinho a existente e o TGV vem até nós. De notar que a solução Light -Alfa, que por acaso já é bem rápida, inovadora e com muito menos custos para o País não nos convence, pois queremos ser como os espanhóis e os franceses. O que os outros países evoluídos utilizam em termos de transportes ferroviários não nos interessa.

Assim, expressamente de TGV para Basto:

A malta que chega ao Porto, de Madrid e de Lisboa, continua viagem até à Livração e pronto! – vem cá tudo parar e deixa cá ficar os patacos prometidos para nos fazer esquecer essa coisa do nosso rio, que não é mais do que um sentimentalismo bacoco, conservador, ultrapassado e que não dá dinheiro a ninguém.

O TGV passará pelo Marco de Canavezes e Amarante a alta velocidade, pois não convém que os turistas vejam a albufeira do Torrão, não vá o diabo tecê-las e quais ignorantes, pensarem que a albufeira de Fridão será igual e quererem voltar para trás;

Depois, na passagem por Codeçoso, poderão visualizar a inodora estação de tratamento de resíduos sólidos (em dias sem vento) e rapidamente estarão em Celorico, concelho que merece o TGV, porque ao aferir pela ausência de protestos e quase nulo número de subscritores na petição anti-barragem, indicia que são grandes apoiantes do propalado desenvolvimento provocado pelo investimento público, em mega projectos, mesmo que para a sua execução nos destruam a nossa identidade regional que tem como “veia cava”, precisamente, o tal rio Tâmega;

Segue-se rapidamente a viagem e num instantinho chega-se a Mondim, o meu canto de Basto, que vai ter, além da tal água limpinha a seus pés, uma grandessíssima prenda que é uma magnifica ponte, ultra moderna, que possibilitará a ligação entre Mondim e Celorico pela estrada nacional para que, nós, os de cá, os transmontanos, possamos com os nossos Mercedes, à velocidade de gente evoluída, sair deste desterro.

Claro que a futura ponte que nos vão oferecer para passarmos de carrinho, irá ter um tabuleiro especial com linha ferroviária para o TGV pois cá essa coisa de automotoras, como antigamente, já não se usa.

O tabuleiro com linha ferroviária ficará lá bem no alto, do tipo à altura da Sr.ª da Piedade, para que possa haver visibilidade suficiente, não vá os críticos da barragem terem razão e o nevoeiro que afectará Mondim ser tanto que o maquinista do TGV não consiga guiar o tal bicho!...

Os mondinenses, onde me incluo, irão pela primeira vez na história, ter estação para embarque e desembarque dentro da vila, pois, antigamente tínhamos que sair em Veade e vir a penantes para cima (ou na auto mondinense, quando esta fazia a ligação à vila);

Nova corrida e nova viagem, TGV de marcha atrás até Veade, e siga a marinha até ao Arco de Baúlhe, epicentro de Basto, onde os turistas poderão visitar de borla, pois incluído no preço do bilhete do TGV, o museu ferroviário lá existente.

Durante a viagem até à região, exigiremos que sejam servidos aos passageiros os nossos magníficos vinhos verdes, oferta limitada aos stocks existentes, produzidos nas ex-encostas do Tâmega, enquanto as nossas melhores vinhas de Veade e Canedo são transferidas para o Ladário, de Atei para a Sr.ª da Graça, e de Cavez para Vilar de Cunhas…

Até lá, a melhor estadia possível, até o desenvolvimento chegar!

post scriptum: Ribeira de Pena não será beneficiada com o TGV pois, segundo dizem, não vai precisar de turistas nem dos seus patacos, pois sendo accionista na exploração da água do Tâmega dispensa outras receitas extraordinárias.

Escrito por Alfredo Pinto Coelho

30 maio 2009

Dica para um agradável fim-de-semana

Para quem se interessa e sente-se curioso sobre as forças (a que uns apelidam como a sobrenatural "mão invisível") que controlam o sistema financeiro, fica aqui um curioso (que serve de base argumental, pelo menos aparenta, ao the zeitgeist addendum) documentário sobre os money masters. Infelizmente, sem legendas:«the money masters how international bankers gained control of america».

29 maio 2009

Aquilo que não se discute nestas eleições

No passado Sábado, na conferência realizada por Fernando Rosas, coloquei uma questão/opinião sobre o futuro do Modelo Europeu. Este modelo, segundo alguns, num futuro próximo terá que se desambiguar, ou seja, a União Europeia terá que optar por uma entre duas opções políticas:

o Modelo Social Europeu, tendo várias vertentes e modelos (consoante a área geográfica) mas centrando as suas políticas nos valores de paz, liberdade, democracia, prosperidade, justiça social, equidade perante a lei, observância pelos direitos humanos e pelo Estado de direito e, ainda protecção social. A sinergia entre as políticas deste modelo, o desenvolvimento social e económico, com os valores humanistas e tolerantes, que a grosso modo caracterizam a União Europeia, resultou numa combinação muito importante que molda o atractivo modo de viver europeu;

o "exército europeu", que é um corolário da política de Estratégia de Segurança Europeia. Existe uma intenção, por parte de certos sectores políticos da União Europeia, que paulatinamente (por vezes) emerge na política europeia. O aclamado "exército europeu" serve como uma estrutura autónoma, contrapondo a Aliança Atlântica (vulgo "NATO" que, por incrível que pareça, fora sempre comandada por um militar norte-americano) que é o principal pilar de defesa europeia, baseada numa estratégia de congregação de forças e recursos militares e tecnológicos. O intuito primordial é a criação e posterior manutenção de um complexo militar e tecnológico de serviço à União Europeia.

Do meu ponto de vista, a criação de um "exército europeu" ou das "forças armadas europeias" colide com os valores que sustentam a União Europeia. Neste contexto, poderíamos afirmar que um "exército europeu" é uma contradição ao Modelo Social Europeu. Pois, um promove o desvio de recurso financeiros e tecnológicos para a criação de uma entidade supra-nacional de cariz militar, tendo o outro a promoção de um desvio de recursos económicos e tecnológicos para a implementação dos valores de paz, liberdade, democracia, prosperidade, justiça social, equidade perante a lei, observância pelos direitos humanos e pelo Estado de direito e, ainda protecção social.

É certo que ambos não poderão constituir o Modelo Europeu. Pois os custos que envolvem cada uma destas opções são enormes, o que se traduz como incomportável a tentativa de aprofundar as duas opções. Portanto, os parlamentares europeus e os cidadãos europeus terão que, penso a curto prazo, escolher entre estas duas opções. É inevitável a escolha entre sustentar um Modelo Social Europeu ou um Modelo de Exército Europeu.

Porém, a escolha vai se fazendo sem uma discussão (no real sentido da palavra) ao nível europeu. Paulatinamente, numa ou outra intenção legislativa, vai se desenhado a escolha que os parlamentares europeus desejam. Um exemplo, foi esta resolução aprovado por 482 votos contra 111. De registar, que esta resolução prevê a criação de uma "Força Armada Europeia" com o objectivo de tornar a União Europeia o mais importante actor da cena internacional (através das armas, subentende-se). Prevê, também, a criação de um efectivo militar de 60 mil militares permanentemente disponíveis, fora toda a colecção de equipamentos e estruturas de apoio a este "braço armado europeu".

De referir, que esta resolução (e consequentemente a escolha) foi votada favoravelmente por deputados portugueses do PS e do PSD. Como estamos na iminência das eleições europeias convém (compreende-se que os políticos estejam interessados no atiro de areia para os olhos com questões nacionais e mesquinhas) pensar em que Modelo Europeu desejamos e, como consequência, em que partido votar. Quanto a mim, votarei (com certeza) naquele em que sobre as questões e as respostas aos problemas europeus mais me convece.

Se no domínio nacional os principais partidos discutem apenas os interesses nacionais, as políticas nacionais e os resultados da corrente legislatura e governação entende-se que, simplesmente, não querem falar, ou tentam escamotear, as suas opções europeias (se as tiveram) . Porque pensar Portugal nos tempos de hoje é pensar Europa e isto é uma sentença incontornável.

Músicas da minha adolescência VII

Massive Attack - "Teardrop"

28 maio 2009

Paraísos perto de si

Em plena Serra da Maçã, na Cabreira, algures entre Cabeceiras de Basto, Vieira do Minho e Montalegre, publico estas fotos por mim tiradas num belo dia de Primavera. Com uma vista maravilhosa e um silêncio agradável, para quem passa os dias na urbe, nada como respirar um pouco de ar leve sem partículas poluentes, onde os descampados se misturam com a frescura da floresta rica em fauna e flora, excelente para se fazer uma merenda em dias quentes.
Por "caminhos de cabras", aos "saltinhos" lá se chega. O trajecto é sinuoso, ou se vai a pé, de bicicleta ou, com veículos todo-o-terreno (pelo trajecto que conheço). E ainda bem que assim é. Do topo, o horizonte é indescritível, a Norte, o Gerês com os seus jogos de luz e sombra, e a Sul ou Sudeste (não sei bem), o Alvão, o Marão, o monte da Srª da Graça e também o da Srª da Orada. Lá, o gado pasta livremente nas zonas de prado verdejante, sem que se avistem pastores ou cães, para nos deleciarmos depois, com a carne tenra e suculenta que nos chega ao prato.
É em locais deste que me sinto pequenino, não em altura (que isso não é novidade), mas sim, como parte integrante da natureza que me rodeia. É em locais destes que sinto que a humanidade é uma insignificância, porém, com a capacidade de preservar, ou, destruir o seu próprio habitat e o dos outros seres-vivos que, paradoxalmente, necessita para a sua própria sobrevivência.

E porque hoje vou ao cinema...

Indiana Jones and the Circle of Time

27 maio 2009

Uma questão de bom senso (II)

«Dias Loureiro apresentou a renúncia ao cargo de conselheiro de Estado numa audiência com Cavaco Silva ao início da tarde.»

É evidente a consequência das declarações de Oliveira e Costa na Assembleia da República. Contudo, o melodrama financeiro tenderá a não ficar pela simples saída (demorada) do ex-conselheiro de Estado do concílio do palácio de Belém. Oliveira e Costa afiançou que não será o "jesus cristo" das finanças e estende a solidariedade da culpa a outros. Na resposta, Dias Loureiro, assegurou que «(..)vai pedir ao PGR para ser ouvido no âmbito do processo BPN». Um típica zanga de comadres.

No entanto, justiça impõe-se na megafraude do BPN. Somente um culpado se encontra. É evidente que uma artimanha financeira com esta envergadura não se alicerça numa única figura. Existem mais e, palpite, andam por aí.

Pela necessidade de justiça, pois neste tempo de crise a sede do povo por justiça cresce em proporcionalidade directa à impunidade dos barões, poderiam começar por indiciar alguém pelo crime de perjúrio. Pois se António Marta e Dias Loureiro se deslocaram à Comissão Parlamentar de inquérito ao "caso BPN" e as suas declarações são antagónicas é evidente que um destes senhores praticou o crime de perjúrio (pelo menos).

No entanto, certas questões inquietam o meu espírito: se o "buraco" financeiro do BPN é o valor interessante de cerca de 1,8 mil milhões de euros e ele está desaparecido então onde está este dinheiro? ou será que é um "buraco" a fundo perdido? Estarão a investigar? A causa do comportamento do governador do Banco de Portugal neste caso? A causa do comportamento do Presidente da República? Muitas respostas estão por se apurar.

Uma questão de bom senso

Ontem, após a audiência de Oliveira e Costa relativa ao caso SLN/BPN, da Esquerda à Direita, os intervenientes de todos os partidos políticos que integram a Comissão Parlamentar de Inquérito para o caso, foram unânimes em afirmar que, actualmente, a continuidade de Dias Loureiro como Conselheiro de Estado não faz sentido, tendo em conta o desenrolar do Processo.

"Toma lá morangos!"

Em Portugal, quando não se tem competência para integrar um cargo ou para defendê-lo com argumentos, ideias e projectos, faz-se o mais simples e básico - ataca-se os adversários, ou seja, faz-se o inverso do que é suposto. Em vez de se enriquecer a própria imagem perante a sociedade com demonstração de capacidades e conhecimentos, procura-se, por outro lado, denegrir a imagem do adversário usando muitas vezes o argumento infundado, e não raramente, achincalhante, por entre aplausos e ovações. Conclusão da história, o País fica a perder e os portugueses também.

26 maio 2009

Felizmente, há quem queira falar das questões verdadeiramente importantes e não de política e dos políticos "caseiras"

O Blogue do Professor

No seguimento do seu espaço no jornal "O Basto", o professor Mário Leite assina um espaço de opinião que se intitula Blogue do Professor. Certamente, será um espaço interessante e de consulta obrigatória.

Desde que capotei... uma experiência que não repeti

Radiohead, do outro mundo?!

É para mim a banda musical que mistura de forma mais harmoniosa as sonoridades dos instrumentos clássicos com a voz e com os sons electrónicos. Na minha opinião, os radiohead andam à frente no tempo, e facilmente me compreendem, aqueles que, acompanharam toda a sua discografia. A evolução foi fantástica, não conheço nada igual. Aqui deixo uma das antigas e uma das recentes, para melhor perceberem o que quero dizer. Desfrutem...

Uma realidade que explica os discursos populistas do CDS-PP e das medidas restritivas do governo. Este país não é para velhos...

«Portugal está a perder capacidade de atracção para os imigrantes. E, se o país não for capaz de segurar os imigrantes que tem e atrair novos, vai ficar mais velho e mais pobre, alertam vários especialistas ouvidos pelo PÚBLICO, segundo os quais é urgente colocar um travão à tentação xenófoba que ameaça em tempos de crise.

Por estes dias, os imigrantes representam seis por cento do Produto Interno Bruto (PIB). Em 2007, foram responsáveis por 9,7 por cento dos nascimentos. E uma projecção recente do Instituto Nacional de Estatística (INE) mostra que, sem imigrantes, a população descerá em 2060 aos 8,2 milhões. Muito antes disso, já a sustentabilidade da Segurança Social terá caído por terra.» in [Público]

25 maio 2009

"C'est la viza"

João Salaviza ganhou a Palma de Ouro para curtas-metragens no festival de Cannes, com o seu filme "Arena". Sendo o primeiro português a possuir tal prestigiante prémio cinéfilo. Contudo, para os mais "imediatistas" e sequiosos cinéfilos que ainda nada viram do galardoado jovem, poderão ver a sua montagem em um conjunto de três filmes, no âmbito das eleições europeias, numa televisão perto de si.

24 maio 2009

Antony and the Johnson

"Hope there's someone". Foi com esta música, que de forma arrebatadora, Antony encerrou o concerto, no coliseu do Porto, a 18 de Maio.

O vídeo não é o do concerto no Coliseu do Porto mas como não consigo formatar a minha gravação, fica este vídeo, de um outro concerto dele, em outro lugar mas com certeza igualmente fantástico.

Curiosidade de Domingo

Pope2you

Neste Sábado (III)

Uma excelente intervenção de Fernando Rosas que semeou ideias e debate. Foi, realmente, uma sessão agradável recheada com interpelações interessantes e construtivas (seja lá o que isso for).

22 maio 2009

O Sino Toca !

O sino da minha terra vai tocar quando, perante o Tâmega afogado, os mondinenses constatarem que os ditos “ benefícios introduzidos ao nível local pela barragem de Fridão “, apresentados pelo representante da EDP no debate promovido pelos alunos da Escola Secundária de Mondim são, tão só, uma repetição gasta de uma “ música de embalar “ sempre utilizada pelos interessados nas barragens, sejam elas a ser feitas no Norte ou Sul do País , ou no Terceiro Mundo.

O Sino da minha terra vai tocar, a rebate, em toques de arrependido, quando se constata que os benefícios apresentados para a nossa terra são os seguintes:

- Aumento da actividade comercial e industrial ;
- Aumento de emprego ;
- Desenvolvimento do turismo ;
- Diminuição do efeito das cheias e secas ;
- Assegurar o abastecimento de água para consumo humano e rega.

Igualmente apresentados, foram os benefícios para o País com a construção da barragem, a saber :

- Aumento do Investimento
- Aumento do emprego
-Aumento da quota nacional na produção de energia através de renováveis, com vista ao cumprimento de compromissos do País
- Redução de emissão de CO2, versus protocolo de Quioto

Foi ainda dito que:

- além do escalão de Fridão, haverá outro a jusante para regularizar o rio na zona de Amarante;
- os estudos apontam para uma cota de 160 metros ( apesar da cota de concurso ter sido de 165 metros) ;
- na proposta não se prevê bombagem no escalão principal nem no açude a jusante;
- a produção média anual da central de Fridão é 22 vezes o consumo verificado em 2007 no município de Mondim de Basto
- que após concurso aberto pelo Estado Português, a proposta para Fridão foi ganha pela EDP
- que a adjudicação provisória foi feita em Dezembro de 2008
- que se está na fase do ante projecto, relativamente ao Estudo de Impacte Ambiental, e que a empresa que o está a fazer é de reconhecida competência e isenção !.
- que um inquérito, (também efectuado por uma empresa de reconhecida competência ), feito à população afectada pela futura albufeira de Fridão, traduz as seguintes preocupações das populações:

1. qualidade futura da água
2. falta de tranquilidade
3. alteração da paisagem
4. afectação de património

Em contrapartida a estas preocupações, a EDP, na pessoa do seu representante no debate, garantiu como positivo ( e como argumento tranquilizador ) que, em contacto com as Águas do Ave, estão já garantidas a construção de 12 ETARs e que as mesmas entrarão em funcionamento antes da Barragem estar concluída.

Além disso, informou que a EDP acompanha o estado das águas de todas as albufeiras...

Jovens da Escola e caros conterrâneos de Mondim :

Há alturas e situações na vida de cada um, e na vida colectiva da nossa comunidade, em que é preciso ouvir (sempre) e filtrar ( de preferência); ouvir e questionar ; ouvir e duvidar ( se for caso disso).

É um direito que se nos assiste, igual ao direito de quem quer acreditar.

Para mim, o sino da minha terra já está a tocar !

Quando tocar a rebate, eu já lá não vou estar.

Texto escrito por Alfredo Pinto Coelho

21 / 05 /2009 Mondim de Basto

21 maio 2009

Legislação medida por velhos chavões é assim: reduzir os entraves legislativos para estimular a economia...de alguns (pois claro)

O Conselho de Ministros aprovou hoje uma Proposta de Lei com um regime especial de expropriações de imóveis que serão afectados pelas barragens previstas pelo Governo. O documento será ainda submetido à Assembleia da República(..) Para o Governo, é preciso que estes aproveitamentos hidroeléctricos “entrem em exploração com a brevidade possível, dando um contributo significativo para cumprir as metas definidas (...) e contribuindo, também, para a necessária estimulação da economia”.[Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega]

Neste Sábado (II)

«No âmbito do Ciclo de Conferências “Políticas de Futuro”, desloca-se a Cabeceiras de Basto, no próximo dia 23 de Maio, o Dr. António Arnault, ex-ministro da Saúde e responsável pela criação do Serviço Nacional de Saúde, para proferir uma Conferência subordinada ao tema, em jeito de pergunta “Saúde Para Todos?”.» [Ecos de Basto]

20 maio 2009

Com as diferenças se constrói (ou não)

«Em Espanha, o operador ferroviário estatal Renfe terá, em 2010, a frota mais moderna da Europa. Em 2020, a Espanha será líder mundial em quilometragem de linhas de altas prestações: 10.000 quilómetros sempre a abrir. Hoje, é ainda espanhola a mais extensa via métrica europeia, 1.300 km da Galiza ao País Basco. Não param. Todos os dias se constrói ou reconstrói caminho-de-ferro.»

Comunicado à imprensa

O Historiador e Deputado à Assembleia da República do Bloco de Esquerda, Fernando Rosas, profere no próximo Sábado, dia 23 de Maio, em Cabeceiras de Basto, uma conferência/debate subordinada ao tema, “As conquistas de Abril e os “ataques” ao Estado Social em Portugal”.

A iniciativa é organizada pela adbasto e conta com o apoio do Jornal “O Basto”, tendo o seu início marcado para as 18 horas, na sede social da adbasto (associação de desenvolvimento técnico-profissional das Terras de Basto), situada no Lugar da Quinta da Mata, junto à sede da Vila em Cabeceiras de Basto.

São objectivos desta iniciativa, aberta a toda a comunidade, “reflectir de uma forma séria e responsável sobre as conquistas e os direitos sociais conseguidos com a implantação do regime democrático em Portugal e efectuar uma abordagem aos constantes “ataques” perpetrados contra o “Estado Social” nos últimos anos, que se têm traduzido numa perda gradual de direitos dos cidadãos, na área do emprego, da saúde e da segurança social”.

Antes da conferência/Debate, o Deputado Fernando Rosas visitará a redacção do Jornal “O Basto” e assinará o livro de honra da adbasto, uma associação cívica proprietária deste órgão de comunicação social com quase seis anos de existência e cuja área da influência são os quatro concelhos da região de Basto, Cabeceiras, Celorico, Mondim e Ribeira de Pena. Fernando Rosas é professor universitário, historiador e político português. É um dos militantes mais conhecidos do Bloco de Esquerda, pois foi candidato à Presidência da República em 2001. Em 2005, foi eleito Deputado pelo círculo de Setúbal. Licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa, veio a fazer carreira na Universidade Nova/Faculdade de Ciências Sociais e Humanas. Doutorado em 1990, professor associado em 1998 e professor catedrático a partir de 2001. O trabalho de Fernando Rosas possui grande importância para o conhecimento do Estado Novo, quer devido às obras de referência sobre o período por si escritas, quer à orientação que prestou a numerosos investigadores.

Cabeceiras de Basto, 20 de Maio de 2009

Pela Direcção da adbasto

Miguel Teixeira

Neste Sábado

Organizada pela ADBASTO, o historiador Fernando Rosas irá elaborar uma conferência com o tema "As conquistas de Abril e o desmantelamento do Estado Social em Portugal". A iniciativa irá realizar-se na sede da ADBASTO (Quinta da Mata, Refojos de Basto -Cabeceiras de Basto) e terá início às 18 horas do dia 23 de Maio (Sábado).

17 maio 2009

Um ponto de vista

16 maio 2009

"Não atribuas à malícia aquilo que pode ser adequadamente explicado pela estupidez"

«A Sociedade Lusa de Negócios (SLN), a antiga dona do BPN, quer receber do Estado, como indemnização decorrente da nacionalização do banco, 403,8 milhões de euros.» in [CM]

O Estado provou ser o melhor amigo da SLN no momento em que nacionalizou o BPN (detido pela SLN), assumindo, assim, o gigantesco "buraco" financeiro (cerca de 1 800 milhões de euros) que consumia aquele banco e, ao mesmo tempo, "nacionalizando" as práticas ilegais e a má gestão que dominava aquela instituição.

Nos falares em surdina, a nacionalização teve como factor decisivo a necessidade em encobrir outros Oliveiras e Costas (até que haja prova em contrário, ou seja, que alguém seja verdadeiramente responsabilizado), bem mais relevantes e em posições sociais e políticas notórias. Portanto, a nacionalização consubstanciou-se no verdadeiro assunto de Estado.

Porém, a SLN num acto desesperado, pois deve 700 milhões de euros à banca, afirma a intenção (pois acredito que não passe disto) de ser indemnizada pela ingerência contributiva no BPN. Por isso, a SLN pretende receber 403,8 milhões de euros mas não refere que o Estado quando nacionalizou o BPN "herdou" dívidas até 500 milhões do grupo SLN o que implica que o valor da indemnização a pedir não cobre o valor da dívida da SLN ao Estado.

Isto demonstra quão ingrata ou desesperada é esta atitude por parte da SLN que descamba nesta ridícula intenção. Enfim, é a alta-finança.

15 maio 2009

Músicas da minha adolescência VI

Air - "Playground Love"

14 maio 2009

Para que acabe a guerra de interesses que mantém como "refém" aquele que farmacêuticos e médicos deveriam, antes de mais, proteger e cuidar

«O parlamento discute esta quinta-feira o projecto-lei do Bloco de Esquerda que obriga a prescrição de medicamentos pela sua substância activa e não pelo nome comercial. No acto da compra, a decisão final será sempre do utente, mas as farmácias têm que ter disponível o genérico mais barato.

Neste sentido, o projecto do Bloco prevê duas mudanças fundamentais em relação à legislação existente. Em primeiro lugar, os médicos passam a ser obrigados a receitar pela Denominação Comum Internacional (DCI), ou seja, pela substância activa do medicamento e não pelo seu nome comercial. Para tal, o Bloco propõe uma alteração ao modelo de receita médica, retirando o campo respeitante à autorização ou não da dispensa de um medicamento genérico, dado que é pela designação internacional que o médico deve prescrever.

Em segundo lugar, o Bloco propõe a criação de mecanismos para que a aquisição do medicamento seja realizada ao mais baixo custo tanto para o próprio doente como para o Estado. Assim, no acto de dispensa dos medicamentos o farmacêutico deve, obrigatoriamente, informar o utente da existência de medicamentos genéricos comparticipados pelo Serviço Nacional de Saúde e dispensar aquele que tem o preço mais baixo. Se a farmácia não possuir o medicamento mais barato em stock, e se o doente o desejar, a diferença entre o preço do medicamento genérico mais barato e o medicamento dispensado constitui encargo da farmácia.

No entanto, a decisão final sobre a marca do medicamento a adquirir (genérico ou não) será sempre do utente. "Não obrigamos o doente a escolher o genérico mais barato", disse, referindo que este poderá contar com o conselho "do médico e do farmacêutico e com a sua própria experiência de vida" para tomar a decisão, podendo escolher entre o genérico mais barato, outro genérico ou o medicamento de marca.» in [Esquerda.net]

A pouco e pouco ...

«Em comunicado recebido pelo Mondim Online, o Presidente da Junta de Freguesia de Mondim de Basto esclarece: “Por achar ser de interesse público, venho esclarecer a comunidade em geral, e em especial os eleitores que confiaram o voto na lista do Partido Socialista, que conduziu à minha eleição para presidir à Junta de Freguesia de Mondim de Basto, que, por razões de carácter pessoal e de incompatibilidade com a liderança, me desvinculei, formalmente, de militante do Partido Socialista.

A partir desta data, continuarei a presidir à Junta de Freguesia até ao fim do mandato que me foi conferido, por entender que o mandato tem um carácter pessoal, logo exercê-lo-ei com plena liberdade e independência.

Enquanto cidadão livre, exercerei todos os direitos de cidadania, intervindo activamente na defesa dos interesses de Mondim de Basto.»

Fernando Gomes, presidente da junta de freguesia de Mondim de Basto, desvincula-se do partido socialista. Com a minha certeza, não saberei todas as causas que levaram a este abandono (algo sempre difícil para quem de livre vontade "milita" num partido) mas o livre espírito alimenta razões. De salientar, a sua atitude perante a problemática de Fridão e a sua opinião sobre o "atentado" que nos reserva. Fernando Gomes não se compactuou com as cortinas de fumo sobre a problemática de Fridão e com os ditames hierárquicos, de quem vê a filiação num partido como um acto de castrar o livre pensamento.

Em concreto, em Terras de Basto, só conheço duas pessoas com responsabilidades autárquicas e que se constituírem como tendencialmente "anti-barragistas": o Vítor Pimenta e o Fernando Gomes, ambos eleitos na lista socialista. E ao que parece, ambos, com um mau olhado hierárquico.

Têm uma opinião fundamentada e rumaram contra maré. Assumiram as suas posições no sentido contrário dos responsáveis locais que seguem o diktat governamental. Em consonância, como a boa disciplina partidária dogmatiza, e em bom som quase todos gritam: as "barragens" são um investimento público e com um interesse nacional quando, na realidade, são um investimento privado e com um interesse governamental. Uma mensagem um pouco diferente daquela que querem passar.

Provavelmente, serei eu a especular. Porém, resta a dignidade do homem perante a situação. Nunca é fácil desistir de um sonho. No entanto, a situação actual impede que os livres homens se façam ouvir dentro destas instituições. As razões são imensas. Há, também, quem simplesmente não suporte a náusea...

13 maio 2009

Como é que alguém que procure o bem estar de si e dos seus é um criminoso?

«O Parlamento (Câmara Baixa) da Itália aprovou nesta quarta-feira, 13, o polêmico projeto de lei que criminaliza a imigração ilegal no país. A legislação, que precisa ser aprovada pelo Senado, transforma em crime a entrada irregular em território italiano, prevendo punição com multa, e até mesmo a prisão de até três anos para qualquer pessoa que alugar um apartamento para imigrantes ilegais.»

O que dirão os «senhores da Europa» sobre este triste acontecimento ocorrido num continente que desde da sua existência sempre foi uma terra de imigrantes? Perguntas, leva-as o vento

Vergonha

«O Ministério do Ambiente emitiu uma Declaração de Impacto Ambiental "favorável condicionada" à construção da barragem de Foz Tua, definindo a cota mínima de 170 metros e um estudo de uma linha ferroviária alternativa à actual que será parcialmente inundada» in [Esquerda.net]

É apenas um exemplo de como os negócios se sobrepõem ao interesse público e à salvaguarda ambiental. Recordo-me, num debate em Cabeceiras de Basto o que disse um dos dirigentes da EDP: «(...)a barragem do Tua é de elevado interesse para a EDP. É considerada, até, como a Mãe das barragens(...)».

Tal relação parental não deveria nem poderia ser contrariada. De nada vale o bom senso quando a «lei» do negócio impera.

10 maio 2009

Mais um episódio da "fineza" política que reina neste "caciquistão"

«Explicou ontem ao PÚBLICO Ivo Cunha (membro da comissão política concelhia do PS) que o presidente da câmara foi adversário, em eleições internas, do actual líder da Federação do PS de Braga, Joaquim Barreto. E que o coordenador da escola que foi destituído, António Barros, não só apoiou este último, que é presidente da Câmara de Cabeceiras de Basto, como faz parte da distrital do PS. Já o director do agrupamento - que mandou dizer, face às insistentes tentativas de contacto, que "não presta declarações" - é deputado socialista da Assembleia Municipal de Fafe.

Para Ivo Cunha não há dúvidas: "Isto é vingança por o António Barros ter apoiado o Joaquim Barreto." Mas o presidente da câmara garante que não: "Que enorme disparate!", exclamou, assegurando que "se alguém se portou mal nesta história" foi o coordenador da escola, António Barros, que não fez os convites, acusa, "por ter confundido questões pessoais com assuntos institucionais". E fez questão de explicar que o desentendimento entre ambos "é anterior às divergências partidárias": "O Barros zangou-se, em 2005, porque não garanti emprego à filha dele, que fez estágio profissional na Câmara de Fafe e trabalha agora na autarquia de Cabeceiras de Basto", cujo presidente é líder da distrital, disse. António Barros não quis prestar declarações.» in [Público]

08 maio 2009

Um momento "kick out the jam"

Sugerido por um amistoso anónimo eis uma dica de fim-de-semana:

No auditório Ilídio dos Santos às 15:30h, em Cabeceiras de Basto Augusto Santos Silva, Capoulas Santos e Sónia Furtezinhos.

A não perder.

Os traficantes são contra a legalização, e você?

«A Marcha Global da Marijuana (MGM) é uma iniciativa internacional que reinvindica a legalização da marijuana. Realiza-se desde 1999 no primeiro sábado de Maio (este ano, excepcionalmente, no segundo sábado) e desde então já contou com a participação de 485 cidades por todo o mundo. Em Portugal a primeira MGM aconteceu em 2006 na cidade de Lisboa, tendo o Porto aderido em 2007 e Coimbra em 2008. Este ano pela primeira vez, Braga junta-se à MGM com uma concentração.» in[MGM-Braga]

Sou contra esta hipocrisia. Uma hipocrisia alimentada pela lei. Por isso lá estarei.

Sobre este assunto deixo aqui alguns dos argumentos que solidificam a minha posição: contra a hipocrisia (II) e contra a hipocrisia (III)

07 maio 2009

Alguém já sente o cheiro a enxofre por aqui?

Lê-se por aí, e também se ouve, o canto do cisne político. O bloco central de interesses já está a preparar o terreno mediático para se emergir dos fundos dos corredores de São Bento. Em causa estará a sua sobrevivência política e, como o caso BPN bem nos mostra, a sua sobrevivência financeira. A receita já é conhecida. Reclama-se a tão afamada estabilidade política para na realidade se implementar um verdadeiro terror. Mais do mesmo, será a consequência directa e o sinónimo de tão apregoada "estabilidade política e governativa". Imaginem só, os "camaradas" socialistas do actual governo com os ex-ministros da centralizadora Manuela Ferreira Leite a partilharem poder e cargos. Já me arrepiei só de pensar...

Penso que as próximas eleições serão decisivas e importantes para os cidadãos escolherem o que querem. Os cidadãos eleitores também são responsáveis por uma parte da situação actual. Mas que parte. No entanto, a receita é simples e é-nos apresentada todo o santo dia em qualquer meio de comunicação social: quem estiver a gostar e, porventura, a rejubilar-se com o statu quo, por favor só tem que votar (ou não) no bloco central de interesses para vivermos na ilusão dos números e das politiquices. Quem quiser mudar este nevoeiro de interesses e interesseiros já sabe o que fazer.

Se o bloco central de interesses for implementado (pois os filósofos de esquina e os profetas do passado já estão a salivar-se por tudo o que é orifício) será a forma mais fácil de acabar com a estabilidade social neste santo país. Um paradoxo não é. Pois, a realidade avisa-nos. Ou se muda ou isto dá o estouro...Amém.

06 maio 2009

L.

«As 25 maiores instituições que geriam produtos de crédito de alto risco (“subprime”) dos Estados Unidos, cuja actividade degenerou na maior recessão global desde a Segunda Guerra Mundial, gastaram quase 370 milhões de dólares (278 milhões de euros) na última década em operações de "lobbie" e donativos para campanhas de políticos.

O objectivo era evitar a adopção de regras mais restritivas para o sector, conclui uma investigação citada pelo “Financial Times” e que será hoje tornada pública.» in[Público]

Esta investigação apenas alicerça, ainda mais, a convicção do que o «poder económico», através de lobbying ou do financiamento de campanhas políticas, condicionam as políticas governativas e a legislação (através dos governantes e legisladores) à sua medida. Nada de novo, sabe-se que o «lobbying» é quase tão antigo como o acto de governar ou legislar. Contudo, a sua antiguidade não mascara o quão deturpador do conceito de governação e legislação pública é esta ingerência. Pois, o «lobbying» não é mais do que um processo de condicionamento de políticas e leis que visa a satisfação dos mais singelos e individuais interesses, nomeadamente de foro económico, sobre os demais. Esta prática é regulamentada e legalizada (quem terá pago?) em vários países e instituições. Os EUA são a "capital" do lobbying, seguidos da instituição União Europeia (que possui cerca de 4265 lobbistas creditados e a exercer função).

Transpondo esta "realidade" para o nosso país, é fácil constatar que as políticas de governação em Portugal também se pautam por esta batuta. Não sou eu que afirmo. Há exemplos quanto baste por este país. Recordo-me, antes da implementação da crise, de visualizar alguns «arautos» da política portuguesa, em sessões televisivas de debate político, que volta e meia insinuavam a legalização do lobbying. O argumento utilizado era a necessidade de legalizar esta "realidade". Diziam, eles, que o lobbying já está implementado na governação e nos meandros de decisão política portugueses, embora na surdina. Então, para combater esta hipocrisia era de "bom tom" legalizar esta forma de condicionar a governação (quase tão antiga quanto o acto de governar).

O exemplo da notícia dada em epígrafe é paradigmática das consequências negativas que este tipo de condicionamento pode abarcar para a maioria. Pois, as consequências positivas serão, quase inevitavelmente, evidentes para a minoria que patrocina o lobbying. Em Portugal também há lobbistas, embora, não creditados. Um exemplo ilustrativo é a "transferência" de políticos e governantes para a administração de grandes instituições económicas. À partida, a "transferência" não se efectuou na base nos créditos que tinham como gestores públicos mas, sim, pelas suas "carteiras de contactos políticos".

Ao contrário daqueles que querem legalizar este tipo de comportamento, defendo que, antes de mais, se deve combater este comportamento desviante. Não ignorá-lo, como se faz. Esta "realidade" existe então o que a ética democrática impõe é o combate a este tipo de ingerência governativa. Não o contrário. Regulamentar e legalizar este tipo de comportamento é legalizar o que de pior tem a promiscuidade entre o serviço público e o interesse privado.

03 maio 2009

O "circo"

Em ano de eleições há sempre "circo"! Não se paga entrada, é à borlix. Não tem tenda própria. Os espectáculos não têm hora nem local marcado, vão acontecendo. A sua frequência, regra geral, aumenta com a proximidade das eleições.
No nosso belo País, nas vésperas eleitorais rebentam sempre escândalos, ouvem-se acusações politicamente incorrectas (tipo palhaçada), fazem-se manobras de ilusionismo demagógico e agora até se parte para a agressão de candidatos, como se de animais se tratassem.

02 maio 2009

Premonições (II)

"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonha, feixes de miséria, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia de um coice, pois que já nem com as orelhas é capaz de sacudir as moscas. [...]"; dixit Guerra Junqueiro.

01 maio 2009

Sons para alegrar as hostes

Dengue Fever

Tenham um feliz Primeiro de Maio

A força das palavras

«Governador acusa democracia de desenvolver modelo fascista»

«O Governador Civil de Braga insurgiu-se ontem contra o excesso de centralismo do poder político. Fernando Moniz não esteve com contemplações e sentenciou que, neste particular, o regime democrático tem estado ao melhor nível do que foi a ditadura.«Portugal está cada vez mais centralizado em Lisboa, promovendo um modelo de poder político que medrou no antigo regime e desenvolveu-se, e muito, no regime democrático», sentenciou o representante do Governo no distrito de Braga, que classificou de «medíocres» os políticos.» in [Diário do Minho]

A realidade de um outro tempo

imagem retirada de [BlogMontelongo]

«O protesto à porta da Escola Secundária de Fafe marcou um dos momentos mais embaraçosos do mandato da ministra da Educação, ao ser recebida com uma chuva de ovos em Novembro passado. No mês passado, os inspectores interrogaram vários alunos, tentando que eles denunciassem os seus professores como estando por detrás daquela acção.»[Ler mais]